sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

**PRÊMIO ESSO DE JORNALISMO**

Colaboração do meu colega de trabalho - em dois locais - José Marcos Taveira.

VENCEDORES DE 2009

Os jornalistas Fabiana Moraes e Schneider Carpeggiani,
do JORNAL DO COMMERCIO, do Recife, com o trabalho OS SERTÕES,
elaborado em razão da passagem dos 100 anos da morte do escritor
Euclides da Cunha, conquistaram o Prêmio Esso de Jornalismo 2009.
Após percorrer 4.713 quilômetros de estradas, desde a Bahia até o
Ceará, os repórteres revelaram aos leitores um novo sertão, nos
locais descritos por Euclides, onde convivem vaqueiros e
pirateadores, beatos e travestis, cantadoras de incelências e
traficantes, padres e b-boys.

Todos os vencedores foram conhecidos, na noite do dia 8 de dezembro,
em cerimônia destinada a homenagear os finalistas do Prêmio Esso,
realizada no Hotel Copacabana Palace. Foram conferidas 15
premiações, 12 das quais destinadas a contemplar trabalhos da mídia
impressa, além do Prêmio Esso de Telejornalismo e da distinção de
dois trabalhos de "Melhor Contribuição à Imprensa em 2009".

*Prêmio Esso de **Telejornalismo*

Os jornalistas Mônica Puga, Junior Alves, Alex Oliveira, Aline
Grupillo e Eliane Pinheiro*, *com o trabalho* *CONFRONTO NA LINHA
VERMELHA*, *transmitido pelo SBT, exibiram o exato momento em que
policiais e traficantes das favelas que margeiam a Linha Vermelha
trocavam tiros em meio ao desespero dos motoristas pegos no fogo
cruzado. Tudo ocorreu minutos antes do presidente Lula e sua
comitiva trafegar pela via expressa.

*Prêmio Esso de Reportagem*

O Prêmio Esso de Reportagem coube aos jornalistas Rosa Costa,
Leandro Colon e Rodrigo Rangel, autores do trabalho DOS ATOS
SECRETOS, AOS SECRETOS ATOS DE JOSÉ SARNEY. Publicada no jornal O
ESTADO DE S. PAULO, a série de reportagens revelou que o Senado
Federal editara mais de 300 atos secretos para nomear altos
funcionários, parentes e amigos de senadores, criar cargos e
privilégios, além de aumentar salários. As sucessivas revelações,
que sofreram censura judicial, acabaram conduzindo o ex-presidente
da República e presidente do Senado, José Sarney, para o centro das
denúncias.

* *

*Prêmio Esso de Fotografia*

O Prêmio Esso de Fotografia foi atribuído ao repórter fotográfico
Arnaldo Carvalho, que após percorrer nove estados do Nordeste,
ilustrou com suas fotos o trabalho EXILADOS NA FOME, publicado no
JORNAL DO COMMERCIO (Recife). Numa das fotos mais marcantes, ele
captou o sofrimento de uma menina de pouco mais de um ano de idade
que ficara cega por inanição.

Todos os vencedores tiveram seus trabalhos escolhidos de uma lista
de 38 finalistas previamente selecionados de um total de 1.212
trabalhos inscritos, sendo 520 reportagens, séries de reportagens ou
artigos; 164 trabalhos fotográficos; 209 trabalhos de criação
gráfica em jornal, 69 trabalhos de criação gráfica em revista e 125
primeiras páginas de jornal, além de 121 trabalhos de telejornalismo
e 04 inscrições ao Prêmio de Melhor Contribuição à Imprensa.

A Comissão de Premiação do Prêmio Esso de Jornalismo 2009, que
julgou os trabalhos de mídia impressa (à exceção da fotografia), foi
composta pelos jornalistas Humberto Werneck, Luiz Henrique Fruet,
Percival de Souza, Roberto Muggiati e Silvio Ferraz, e esteve
reunida na manhã do dia 8 de dezembro deste ano, no Rio de Janeiro.


*PREMIAÇÃO*

É a seguinte a relação completa dos vencedores do *Prêmio Esso de
Jornalismo 2009 - 54 anos*:

*PRÊMIO ESSO DE JORNALISMO 2009*

_Diploma e R$ 30.000,00_

*Fabiana Moraes e Schneider Carpeggiani, com o trabalho OS SERTÕES,
publicado no JORNAL DO COMMERCIO (Recife).*

* *

*PRÊMIO ESSO DE TELEJORNALISMO*

_Diploma e R$ 20.000,00_

*Mônica Puga, Júnior Alves, Alex Oliveira, Aline Grupillo e Eliane
Pineheiro, com o trabalho "CONFRONTO NA LINHA VERMELHA", exibido o SBT.*

* *

*PRÊMIO ESSO DE REPORTAGEM*

_Diploma e R$ 10.000,00_

*Rosa Costa, Leandro Colon e Rodrigo Rangel, com o trabalho DOS ATOS
SECRETOS AOS SECRETOS ATOS DE JOSÉ SARNEY, publicado no jornal O
ESTADO DE S. PAULO.*

* *

*PRÊMIO ESSO DE FOTOGRAFIA*

_Diploma e R$ 10.000,00_

*Arnaldo Carvalho, com o trabalho "EXILADOS NA FOME", publicado no
JORNAL DO COMMERCIO (Recife).*

*** *

*PRÊMIO ESSO DE INFORMAÇÃO ECONÔMICA*

_Diploma e R$ 5.000,00_

*Vicente Nunes, Ricardo Allan, Vânia Cristino, Karla Mendes, Letícia
Nobre, Luciano Pires, Luciana Navarro, Mariana Flores e Edna Simão,
com o trabalho O BRASIL QUE EMERGIRÁ DA CRISE, publicado no jornal
CORREIO BRAZILIENSE.*

* *

*PRÊMIO ESSO DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA, TECNOLÓGICA E ECOLÓGICA*

_Diploma e R$ 5.000,00_

*Marcelo Leite, Toni Pires, Claudio Ângelo, Marília Scalzo, Marcelo
Pliger, Thea Severino, Adriana Caccese de Matos, Renata Steffen e
Flávio Dieguez, com o trabalho NO CORAÇÃO DA ANTÁRTIDA, publicado no
jornal FOLHA DE S. PAULO.*

*PRÊMIO ESSO ESPECIAL DE PRIMEIRA PÁGINA*

_Diploma e R$ 5.000,00_

*André Hippertt, Karla Prado e Alexandre Freeland, com o trabalho A
FAIXA PRETA HOJE É DE LUTO, publicado no jornal O DIA.*

*PRÊMIO ESSO DE CRIAÇÃO GRÁFICA - CATEGORIA JORNAL*

_Diploma e R$ 5.000,00_

*Bruno Falcone e Yana Parente, com o trabalho OS SERTÕES, publicado
no JORNAL DO COMMERCIO (Recife).*

*PRÊMIO ESSO DE CRIAÇÃO GRÁFICA - CATEGORIA REVISTA*

_Diploma e R$ 5.000,00_

*Marcos Marques, Alexandre Lucas, Marco Vergotti, Eduardo Cometti,
Alberto Cairo e Equipe Faz Caber, com o trabalho VOO AIR FRANCE 447,
publicado na revista ÉPOCA.*

*PRÊMIO ESSO ESPECIAL INTERIOR*

_Diploma e R$ 5.000,00_

*Suzana Fonseca e Tatiana Lopes, com o trabalho CASO ALESSANDRA,
publicado no jornal A TRIBUNA (Santos).*

*PRÊMIO ESSO REGIONAL 1*

_Diploma e R$ 3.000,00_

*Silvia Bessa, com o trabalho QUILOMBOLA - OS DIREITOS NEGADOS DE UM
POVO, publicado no jornal DIÁRIO DE PERNAMBUCO (Recife).*

*PRÊMIO ESSO REGIONAL 2*

_Diploma e R$ 3.000,00_

*Edgar Gonçalvez Junior e Equipe, com o trabalho NOVEMBRO DE 2008 -
O MAIOR DESASTRE CLIMÁTICO DO BRASIL, publicado no JORNAL DE SANTA
CATARINA (Blumenau).*

*PRÊMIO ESSO REGIONAL 3*

_Diploma e R$ 3.000,00_

*Paulo Motta, Angelina Nunes, Carla Rocha, Selma Schmidt, Vera
Araújo e Fábio Vasconcellos, com o trabalho DEMOCRACIA NAS FAVELAS,
publicado no jornal O GLOBO.*

A Comissão de Premiação decidiu também endossar a declaração emitida
pela Comissão de Seleção de repúdio, protesto e preocupação com a
censura judicial imposta ao jornal "O Estado de S. Paulo".

*MELHOR CONTRIBUIÇÃO À IMPRENSA EM 2009*

Os diplomas de Melhor Contribuição à Imprensa couberam aos sites
"Museu Corrupção" e "Congresso em Foco".

O "Museu da Corrupção" ou MuCo, na abreviação adotada por seus
idealizadores, é uma iniciativa do Diário do Comércio, de São Paulo,
que decidiram agrupar num site os casos mais importantes de
corrupção noticiados pela imprensa desde 1964 até os dias de hoje.
Segundo seus autores, pode traduzir-se como "um esforço para
produzir um jornalismo participante e formativo, não apenas
noticioso e espectador".

*__*

Desde fevereiro de 2004, quando foi criado, o site
Congresso em Foco acumula inúmeras citações em outros veículos,
inclusive estrangeiros, em razão de um paciente trabalho de
investigação jornalística que lhe permitiu trazer à luz aspectos
desconhecidos do Congresso Nacional e da realidade política
brasileira. O site ganhou especial notoriedade em 2009 por revelar
ao país o descontrole no uso de passagens aéreas por parlamentares,
com centenas de voos ofertados a parentes e amigos, ou simplesmente
comercializados num mercado paralelo ilegal.

* *

Nada menos de 88 jornalistas pertencentes a dezenas de veículos,
além de profissionais ligados à comunicação, estiveram envolvidos
este ano durante três meses nas tarefas de julgamento do *Prêmio
Esso 2009*.

A *Comissão de Pré-Seleção* do PRÊMIO ESSO DE TELEJORNALISMO foi
constituída pelos jornalistas e professores universitários Ana
Gregati, Oscar Colombo e Viviane Medeiros.

A *Comissão de Seleção* do PRÊMIO ESSO DE TELEJORNALISMO foi
constituída pelas jornalistas Ana Gregati, Carmem Petit, Christina
Pinheiro, Fernanda Pedrosa e Olga Curado.

A *Comissão Especial de Fotografia* a quem coube apontar o trabalho
vencedor dentre cinco finalistas, foi constituída pelos seguintes
jurados:

Alberto Jacob Filho - ARFOC-RIO; Alcides Freire Melo - O POVO
(Fortaleza); Alcyr Cavalcanti - ARFOC; Alex Ribeiro - DIÁRIO DO
COMÉRCIO - SP; Alexandre Sassaki - O GLOBO; Álvaro Duarte - ESTADO
DE MINAS; André Feltes - DIÁRIO GAÚCHO; André Sarmento - ÉPOCA;
Antonio Scorza - FRANCE PRESS; Beatriz Bissio- CADERNOS DO III
MUNDO; Bio Barreira- VALOR ECONÔMICO; Carlos Dreher- REVISTA FHOX;
Célio Jr. - A CRÍTICA (Manaus); Eduardo Ribeiro - JORNALISTAS & CIA;
Eduardo Soares de Queiroz - DIÁRIO DO NORDESTE; Evandro Teixeira -
JORNAL DO BRASIL; Flávio Grieger - AGÊNCIA ANHANGÜERA - SP; Flávio
Rodrigues - PHOTOSYNTESIS; Francisco Guedes (Chico) - A GAZETA
(Vitória);

Gil Vicente - DIÁRIO DE PERNAMBUCO; Haroldo Habib - LANCE!; Hélio
Campos Mello - REVISTA BRASILEIROS; Jair Motta - JORNAL DOS SPORTS;
Jarbas Junior - JORNAL DO COMMERCIO (Pernambuco); José Camargo -
SINDICATO DOS JORNALISTAS SP; Leo Aversa - Fotógrafo; Léo Corrêa - O
DIA; Leonardo Lara - O TEMPO; Luiz Morier- Vencedor do Prêmio Esso
de Fotografia 1983 e 1993; Luiz Tajes - CORREIO BRAZILIENSE; Marcelo
Prates - HOJE EM DIA; Marco Antonio Ankosqui - DIÁRIO DE S. PAULO;
Mônica Maia - FOLHA DE S. PAULO;

Noris Martinelli - CLÁUDIA; Olga Vlahou - CARTA CAPITAL; Paulo
Brandão - ARFOC-SP; Paulo Marcos de Mendonça Lima - UNIVERCIDADE;
Paulo Rodrigues - Fotógrafo; Porthus Brito - PIONEIRO; Reginaldo
Manente - Vencedor do Prêmio Esso de Fotografia 62, 63, 65 e 82;
Ricardo Chaves - ZERO HORA; Rogério Reis - AGÊNCIA TYBA; Sérgio
Borges - EXTRA; Sergio Branco - FOTOGRAFE MELHOR; Sérgio Zalis -
CONTIGO; Sílvio Ribeiro - GAZETA DO POVO; Tiago Brandão - COMÉRCIO
DA FRANCA; Walter de Carvalho - A TARDE (Salvador); Walter Firmo -
VENCEDOR Prêmio Esso de Jornalismo 1964; Wilson Pedrosa - O ESTADO
DE S. PAULO

* *

A escolha dos 35 trabalhos finalistas da mídia impressa (5 trabalhos
para a categoria de fotografia e 3 trabalhos para cada uma das 10
categorias restantes), foi realizada por uma *Comissão de Seleção*
composta por 25 profissionais oriundos das redações de alguns dos
principais veículos brasileiros. Foram os seguintes os profissionais
encarregados da tarefa:

Adriana Santiago - DIÁRIO DO NORDESTE (Fortaleza-CE); André Balocco
- JORNAL DO BRASIL (Rio de Janeiro-RJ); Álvaro Duarte - ESTADO DE
MINAS (Belo Horizonte-MG); Ascânio Seleme - O GLOBO (Rio de
Janeiro-RJ); Carlos Alexandre Souza - CORREIO BRAZILIENSE
(Brasília-DF); Cláudio Thomas - DIÁRIO GAÚCHO (Porto Alegre-RS);
Domingos Aquino - A NOTÍCIA (Joinville-SC); Elaine Gaglianone - O
DIA (Rio de Janeiro-RJ); Erick Guimarães - O POVO (Fortaleza-CE);
Fábio Gusmão - EXTRA (Rio de Janeiro-RJ); Francisco Camargo - GAZETA
DO POVO (Curitiba-PR); Fritz Utzeri - Associação Brasileira de
Imprensa (ABI); José Márcio Mendonça - Colunista; Laurindo Ferreira
- JORNAL DO COMMERCIO (Recife-PE); Luiz Adolfo - RBS (Porto
Alegre-RS); Luiz Henrique Fruet - Jornalista e escritor; Maria
Cristina Fernandes - VALOR ECONÔMICO (São Paulo-SP); Marília Scalzo
- Jornalista; Mário Marinho - Jornalista; Marlene da Silva Lopes - A
TARDE (Salvador-BA); Moisés Rabinovici - DIÁRIO DO COMÉRCIO (São
Paulo-SP); Nelson Homem de Mello - CORREIO POPULAR (Campinas-SP);
Nelson Lemos - NVL Comunicação (Rio de Janeiro-RJ); Paula Losada -
DIÁRIO DE PERNAMBUCO (Recife-PE); Paulo Marcos de Mendonça Lima -
Fotógrafo.

O Prêmio Esso de Jornalismo destinou este ano aos vencedores um
total de R$ 109 mil, já deduzidos os impostos. Além do prêmio
principal, que leva o nome do programa, fixado em R$ 30 mil, e do
Prêmio de Telejornalismo, estabelecido em R$ 20 mil, foram
distribuídos R$ 3 mil para cada um dos três prêmios regionais, R$ 10
mil para as categorias de Reportagem e Fotografia e R$ 5 mil para
cada uma das categorias de Criação Gráfica-Jornal, Criação
Gráfica-Revista, Informação Econômica, Informação Científica/
Tecnológica/ Ecológica, Prêmio Esso Interior e Prêmio Esso de
Primeira Página.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Diminui procura por curso de Jornalismo

Como professora, essa notícia é bem ruim. Como profissional, impossível não pensar: haverá menos concorrência no mercado. Analisem.


De 17 universidades federais, 14 registram queda na procura por cursos de jornalismo

Izabela Vasconcelos e Sérgio Matsuura, do Comunique-se

Para o vestibular de 2010, 15 das universidades federais que divulgaram seus resultados registraram queda na procura pela graduação em jornalismo. A reportagem do Comunique-se analisou 52 universidades federais, das quais 33 oferecem o curso de jornalismo. Doze ainda não divulgaram seus resultados. Das 21 que mantêm os números em suas páginas, 17 delas permitem uma comparação: 14 tiveram queda na relação candidato/vaga aos cursos de jornalismo.

As que mais se destacaram pelo baixo índice de procura foram a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV). A UFF teve uma relação de 27,55 candidato/vaga em 2009, contra 19,50 em 2010. Na UFV o número passou de 16,58 para 10,35.

Seguem na lista a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com 16,2 (2009) e 10,9 (2010); Universidade Federal do Pará (UFPA), 21,53 (2009) e 15,23 (2010); Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), 16,00 (2009) e 11,92 (2010); e Universidade Federal do Acre (UFAC), com 10,04 (2009) e 6,42 (2010). Além dessas, a UFPB, UFPR, UFBA, UFSC, UFRN, UFAL, UFOP e UFSJ tiveram uma procura menor pela graduação em jornalismo. A queda nessas universidades varia entre 3,5 e 0,5.

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de Roraima (UFRR) e Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) não puderam entrar na comparação por terem outro tipo de contagem, seja por não dividirem os cursos de comunicação social ou por manterem uma relação baseada no sistema de cotas, sem um número total de inscritos para o curso de jornalismo.

Fim da obrigatoriedade do diploma
O coordenador do curso de jornalismo da UFV, Carlos d’Andrea, acredita que a queda pode estar relacionada ao fim da exigência de diploma para o exercício da profissão. “No meu ponto de vista tem relação, porque não foi um acontecimento isolado. Conversando com professores de outras universidades, informalmente, eles também falaram de queda. Mas acredito que o impacto maior deve ser nesse primeiro ano, porque a questão está um pouco confusa, ainda nebulosa”, afirma.

Para o presidente do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo (FNPJ), Edson Spenthof, ainda é cedo para falar da relação direta com a queda do diploma, mas não se pode descartar a possibilidade. “É possível que esteja relacionado. Não seria uma surpresa se fosse pela queda do diploma, porque muita gente está atrás de um diploma e não de uma formação qualificada, mas ainda não temos uma análise. Vamos avaliar”.

O professor de jornalismo da UFPE vê apenas um movimento eventual, que ainda merece atenção. “Ainda não dá para saber, é cedo para ver se isso é a tendência. Vamos observar se isso vai se repetir nos próximos anos, porque muitos cursos que não precisam de diploma, como publicidade, continuam entre os mais procurados”, conclui.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Enade

E eu que pensei que não viveria pra ver o dia em que as pessoas desejariam outra coisa que não fosse a esquerda no poder...

Enade: jornais 'inventam fatos' e 'manipulam notícias'
Sérgio Matsuura no Comunique-se

Os estudantes de Jornalismo que realizaram a prova do Enade neste domingo (08/11) depararam com críticas à atuação da imprensa. Uma das questões discursivas dizia que os jornais “inventam fatos” e “manipulam notícias”. A prova pedia que os estudantes comparassem as linhas editoriais de jornais populares com os de grande porte. O texto da pergunta dizia o seguinte:

“Jornal popular, geralmente criticado por ser sensacionalista, inventar e/ou omitir fatos e preocupar-se apenas em faturar, aumentar a tiragem, publicar notícias irresponsáveis, atrair e agradar certo público-leitor. (...) Jornal de grande porte, considerado mais responsável, por vezes esquece o verdadeiro interesse pela informação, manipulando a notícia em favor de outros interesses empresariais, financeiros, comerciais, etc. E, assim, pode incorrer em muitos erros”, dizia a questão número 38.

A jornalista recém-formada Rafaella Javoski foi uma dos cerca de 76 mil estudantes de Jornalismo convocados para realizar a prova. Para ela, a questão é “estranha”. “Eu acho que existem jornais populares, que são sensacionalistas. Mas que inventam fatos, não. Eu achei estranha a pergunta”, diz.

Para o professor Nilson Lage, a pergunta é uma “idiotice” e uma “generalização típica de quem não é do ramo”. “É semelhante a: políticos são ladrões; advogado de bandido é bandido (...). É outra idiotice do tipo ‘se algum é, então todos são’”, avalia.

Lage não poupou críticas à prova aplicada pelo Ministério da Educação (MEC). Em sua opinião, as 12 primeiras questões “são pura imposição ideológica”. “Cada uma das afirmações dadas como corretas representa uma posição da esquerda reacionária que pretende dominar a consciência das pessoas reproduzindo métodos nazistas e stalinistas: punir quem não concorda, até que o sujeito aceite para não ser punido e termine aderindo. O método do açúcar e chicote”, avalia.

Outra pergunta polêmica foi a que questionava as críticas feitas pela imprensa sobre a declaração do presidente Lula, que classificou a crise econômica como uma “marolinha”. Entre as opções de resposta estavam “irresponsabilidade” e “manipulação política da mídia”. A resposta correta era “livre exercício da crítica”.

O MEC ainda não se manifestou sobre o conteúdo das questões, mas, no Manual do Enade 2009, o ministério informa que o exame é desenvolvido com o apoio técnico de comissões compostas “por especialistas de notório saber, atuantes na área, responsáveis pela determinação das competências, conhecimentos, saberes e habilidades a serem avaliados”.

domingo, 8 de novembro de 2009

Jornalista ou reprodutor de frases?

Poucos estudantes de Jornalismo se deram conta que alguns comportamentos são muito ruins para a profissão. São muitos os "defeitos", mas um dos que mais me incomoda é o fato do futuro colequinha achar que, porque a fonte disse uma frase, ela deve ser reproduzida, com aspas. Caramba!!!!! Tem muita frase, de muita fonte, que não merece nem ser anotada ou gravada, o que dirá reproduzida.
Mas pra isso, "neguinho" tem que ter informação pra não engolir bobagem (e pior, passar adiante). Só a pesquisa anterior a entrevista salva. Só um senso crítico apurado te faz passar de secretário (que só anota tudo) a repórter. Só técnicas de apuração usadas concomitantemente podem garantir um bom trabalho.
E o conselho básico: duvidem de tudo, duvidem de todos. Chequem se as informações são verdadeiras pra só depois, então, reproduzir.
Caso contrário, vou ter que acreditar que pra ser jornalista não precisa de diploma mesmo...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Desilusões perdidas

Este é o nome do blog que vocês não podem perder. Os posts, feitos por coleguinhas, são incríveis. Reproduzo um, abaixo:

Um pingue-pongue sobre vida profissional e pessoal com um colega do jornalismo diário.

Um sonho: Escrever a matéria da minha vida, digna de prêmio.
Uma alegria: Chegar em casa tarde e encontrar minha mulher sozinha na cama.
Um medo: Que o editor filho-da-puta cancele minha folga.
Não saberia viver sem: A máquina de café da redação.
Uma mania: Reescrever o título das matérias dez vezes.
O que mais te irrita: Ligação de assessor de imprensa na hora do fechamento.
Uma ambição: Pagar todas as contas até o final do mês.
Uma virtude: A paciência. Há anos espero pelo plano de carreira do jornal.
Um defeito: Às vezes escrevo demais.
Deus: O cara que criou o céu, a terra e as estagiárias.
Diabo: O cara que criou o pescoção.
Um filme: Corra que o passaralho vem aí 3.
Uma música: Forró do Diploma (Você não vale nada, mas eu gosto de você).
Um livro: A Imprensa Livre, do poeta maranhense José Sarney.
Um blog: Desilusões perdidas, do Duda Rangel.
Um ícone da imprensa: Tenho dois: Duda Rangel e Zé Bob.
Família: É a base de tudo, para quem eu sempre peço dinheiro emprestado.
Filhos: Ainda não tive tempo de fazê-los.
A viagem dos sonhos: A que o caderno de Turismo me mandar.
Uma noite inesquecível de sexo: Não me lembro agora.
Uma frase: Em redação de jornalista PJ, quem tem carteira assinada é rei.
Jornalista é: Um louco, apaixonado pela profissão.
Em sua lápide estará escrito: Morreu na merda. Mas feliz.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Polícia e Mídia

Polícia diz que imprensa faz cobertura desproporcional da violência
Izabela Vasconcelos, de São Paulo, para o Comunique-se


Representantes das Polícias Civil e Militar, reunidos no Seminário “A Polícia e a Mídia”, classificaram a cobertura da violência pela imprensa como desproporcional. O encontro foi realizado nesta quinta-feira (22/10), pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

“Existe uma desproporcionalidade entre o índice de criminalidade e a notícia do crime. Infelizmente o cidadão não vai ao site da Secretaria de Segurança Pública para ter uma visão mais proporcional”, afirma Túlio Kahn, cientista político e coordenador de Análise e Planejamento da Secretária de Segurança Pública do Estado de São Paulo. De acordo com o especialista, que apresentou dados comparativos, acontece muito mais furto que homicídios em São Paulo, mas o homicídio é sempre mais noticiado pela imprensa.

Além de apontar outros dados, Kahn, apresentou um gráfico que mostra o crescimento de notícias sobre o crime de arrastões em condomínios. Em 2004, a pesquisa no Google retornava apenas um resultado de notícia, em 2005, 14, este ano já são 130 matérias, além de 706 relacionadas. “A questão é que a média desse tipo de crime tem se mantido a mesma nesses anos, mas a repercussão na imprensa, não”.

Informações descontextualizadas
O especialista concorda no interesse da mídia pelo inusitado, mas acredita que além da desproporcionalidade, não há contextualização. “Sempre haverá interesse para os casos mais polêmicos, mas que a imprensa contextualize isso”, defende.

O Coronel José Vicente da Silva, ex-secretário Nacional de Segurança Pública, Psicólogo Social e Consultor do departamento de Segurança da Fiesp, concorda com Kahn. “Não é que estejam falseando a verdade, que haja má vontade, o problema é que essas informações não vêm com contexto”, afirma o Coronel.

Para comprovar sua tese, Silva diz que Salvador é seis vezes mais violenta que São Paulo, e Curitiba, duas vez mais. “Apesar disso, não é a sensação que a população tem. Não se contextualiza que o estado de São Paulo tem o melhor índice de redução de mortes por violência no mundo”.

Imagem e exposição do crime
Hoje os suspeitos de crimes são protegidos pelo direito de imagem, o que frequentemente é ignorado. “Os presos podem ser filmados ou não? Como um bandido fica famoso?" questiona Silvia Ramos, pesquisadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes (CESeC). A especialista critica o fato do bandido da periferia ser sempre mostrado, e haver uma polêmica na divulgação de imagens de pessoas de classe média, ou suspeitos de envolvimento em crimes de corrupção, sendo algemadas.

Violência não vende
Na opinião de Silvia, ficou provado que a violência não vende. “Um mito que caiu nessa pesquisa é o de que a violência vende. Não é que a violência não venda, mas o Notícias Populares fechou, o Aqui Agora acabou. Esse tipo de abordagem não vende, principalmente para os anunciantes”, explicou a pesquisadora, co-autora do livro “Mídias e Violência: novas tendências na cobertura da criminalidade e segurança no Brasil", produzido pelo CESeC.

Plano de comunicação
Silvia criticou a polícia por não ter um plano de comunicação amplo. “Só na Polícia Militar são 100 mil homens, maior que qualquer grande empresa, precisa de diálogo”.

A cadeia de Comunicação Social na academia de polícia também foi defendida pelo jornalista Ricardo Viveiros, diretor do Departamento de Comunicação da Fiesp, que foi o mediador dos debates. “Todas as manchetes de hoje do O Globo, Estadão e Folha são contra a polícia. Mas a polícia brasileira é uma das melhores do planeta”. Viveiros acredita que deve haver um diálogo mais profundo da polícia com a imprensa, com o investimento na comunicação. “Defendo que todas as instituições que lidam com o público, que possam estudar a comunicação”. Os representantes das instituições policiais se comprometeram a levar o assunto a diante, para que a comunicação entre na grade da academia.

O debate também contou com a participação de outros representantes das Polícias Civil e Militar, além dos jornalistas Valmir Salaro, repórter da TV Globo; Bruno Paes Manso, repórter de O Estado de São Paulo; Claudio Tognolli, professor da ECA-USP e repórter especial das revistas Consultor Jurídico e Poder.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Prêmio Esso de Jornalismo 2009

O colega José Marcos Taveira se lembrou de mim quando recebeu este e-mail e fez questão de dividir conosco estas informações. Veja só:

Os trabalhos finalistas

As comissões de seleção do Prêmio Esso de Jornalismo 2009, após sucessivas reuniões realizadas nos dias 19, 20, 21 e 22 de outubro, no Rio, concluíram as tarefas de indicação dos trabalhos que concorrerão à premiação em 11 categorias de mídia impressa, ao Prêmio Esso de Telejornalismo e ao prêmio principal, que possui o nome do programa. Os vencedores deste ano serão conhecidos no próximo dia 8 de dezembro, durante cerimônia de premiação a ser realizada no Hotel Copacabana Palace, no Rio.

Ao todo, 25 jornalistas, alguns dos quais integrantes de equipes dos maiores jornais brasileiros, examinaram durante cerca de 30 dias um total de 1.091 reportagens, fotografias e criações gráficas, para concluir pela indicação de 35 trabalhos finalistas. Outros sete jurados que integraram as duas comissões de mídia eletrônica indicaram os três finalistas ao Prêmio Esso de Telejornalismo, após o exame de 121 trabalhos.

A escolha final dos vencedores das categorias de mídia impressa caberá a uma Comissão de Premiação especialmente constituída para esse fim. A designação do vencedor do Telejornalismo competirá à mesma comissão de julgamento que apontou os trabalhos finalistas.

A foto vencedora do Prêmio Esso de Fotografia será escolhida via Internet por uma Comissão Especial de 50 jurados que votarão em um dos cinco trabalhos selecionados e adiante indicados.

Como em anos anteriores, todos os trabalhos de texto inscritos foram digitalizados e disponibilizados aos jurados através de site na Internet. O serviço de digitalização de mais de 10 mil páginas e a criação do site foi executado pela empresa DocPro, em tempo recorde, o que permitiu aos jurados ter acesso ao conjunto dos trabalhos inscritos um mês antes das reuniões da Comissão de Seleção.

MELHORES DE 2009

Para selecionar os 38 trabalhos finalistas, as comissões examinaram 520 reportagens, séries de reportagens ou artigos; 164 trabalhos fotográficos; 209 trabalhos de criação gráfica em jornal, 69 trabalhos de criação gráfica em revista e 125 primeiras páginas de jornal, além de 121 trabalhos de telejornalismo e 04 inscrições ao Prêmio de Melhor Contribuição à Imprensa, totalizando 1.212 inscrições.

É a seguinte a relação dos trabalhos finalistas considerados os melhores de 2009, divididos por categoria a que concorrem, segundo a ordem de inscrição:

1 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO DE REPORTAGEM

Helio Gurovitz, Ruth de Aquino, Martha Mendonça, Nelito Fernandes, Eliane Brum, Matheus Leitão, Rafael Pereira, Solange Azevedo, Suzana Naiditch, Paulo Nogueira, Mariana Sanches, João Caminoto, Ivan Martins, Fernanda Colavitti, Francine Lima, Luciana Vicária, Juliana Arini, Peter Moon, Celso Masson, Andreas Vera, Daniela Fernandes, Walter Nunes e Murilo Ramos, com o trabalho VOO AIR FRANCE 447, publicado na revista ÉPOCA.

Rosa Costa, Leandro Colon e Rodrigo Rangel, com o trabalho DOS ATOS SECRETOS AOS SECRETOS ATOS DE JOSÉ SARNEY, publicado no jornal O ESTADO DE S. PAULO.

Alana Rizzo, Thiago Herdy, Maria Clara Prates e Renato Alves, com o trabalho CURA FALSIFICADA, publicado no jornal ESTADO DE MINAS.

2 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO DE FOTOGRAFIA

Moacyr Lopes Junior, com a foto A DOR DA PERDA, publicada no jornal FOLHA DE S. PAULO.

Arnaldo Carvalho, com a foto FOME, do conjunto EXILADOS NA FOME, publicado no JORNAL DO COMMERCIO (Recife).

Marcelo Carnaval, com a foto CRISE, QUE CRISE?, publicada no jornal O GLOBO.

Daniel Mobilia, com a foto FALA QUE EU NÃO TE ESCUTO, publicada no jornal DIÁRIO DE S. PAULO.

Daniel Marenco, com o conjunto de fotos NO CORREDOR DO INFERNO, publicado no jornal ZERO HORA

3 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO DE INFORMAÇÃO ECONÔMICA

Regina Alvarez e Martha Beck, com o trabalho MANOBRA BILIONÁRIA, publicado no jornal O GLOBO.

Darcio Oliveira, com o trabalho OS PIGMEUS DO PETRÓLEO, publicado na revista ÉPOCA NEGÓCIOS.

Vicente Nunes, Ricardo Allan, Vânia Cristino, Karla Mendes, Letícia Nobre, Luciano Pires, Luciana Navarro e Mariana Flores, com o trabalho O BRASIL QUE EMERGIRÁ DA CRISE, publicado no jornal CORREIO BRAZILIENSE.

4 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA, TECNOLÓGICA E ECOLÓGICA

Marcelo Leite, Toni Pires, Claudio Ângelo, Marília Scalzo, Marcelo Pliger, Thea Severino, Adriana Caccese de Matos, Renata Steffen e Flávio Dieguez, com o trabalho NO CORAÇÃO DA ANTÁRTIDA, publicado no jornal FOLHA DE S. PAULO.

Marques Casara, André Campos, Carlos Juliano Barros, Dauro Veras, Leonardo Sakamoto, Paola Bello e Sérgio Vignes, com o trabalho QUEM SE BENEFICIA COM A DEVASTAÇÃO DA AMAZÔNIA, publicado na revista OBSERVATÓRIO SOCIAL EM REVISTA (São Paulo).

Júlia Kacowicz, com o trabalho O HOMEM E O MAR, publicado no jornal DIÁRIO DE PERNAMBUCO (Recife).

5 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO DE PRIMEIRA PÁGINA

Sérgio Costa, com o trabalho A CERTIDÃO DO DESCASO, publicado no jornal CORREIO * (Salvador).

Octávio Guedes, Robson Barbosa, Denise Ribeiro, Marlom Brum, Luiz Vieira Junior, Aloy Jupiara e Ary Moraes, com o trabalho MICHAEL JACKSON, publicado no jornal EXTRA.

André Hippertt, Karla Prado e Alexandre Freeland, com o trabalho A FAIXA PRETA HOJE É DE LUTO, publicado no jornal O DIA.

6 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO DE CRIAÇÃO GRÁFICA - JORNAL

Bruno Falcone e Yana Parente, com o trabalho OS SERTÕES, publicado no JORNAL DO COMMERCIO (Recife).

Renata Maneschy, Luiz André Alzer, Nelson Nunes, Adriana Teixeira, Fernando Oliveira e Ângelo Baima, com o trabalho MICHAEL JACKSON ETERNAMENTE, publicado no jornal DIÁRIO DE S. PAULO.

Amaurício Cortez, Rafael Góes, Luciana Pimenta e Pedro Turano, com o trabalho VAI DAR JOGO!, publicado no jornal O POVO (Fortaleza).

7 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO DE CRIAÇÃO GRÁFICA - REVISTA

Marcos Marques, Alexandre Lucas, Marco Vergotti, Eduardo Cometti, Alberto Cairo e Equipe Faz Caber, com o trabalho VOO AIR FRANCE 447, publicado na revista ÉPOCA.

Monique Schenkels e Rafaela Ranzani, com o trabalho FIM DE FEIRA, publicado na revista TPM.

Gil Maciel, Katherine Funke, Rodrigo Sombra, Nadja Vladi, Kátia Borges, Pierre Xavier Themotheo, Inara Negrão, Bruno Aziz, João Alberto Gentil, Reinaldo Rocha, Túlio Carapiá, Felipe Cartaxo e Simone Ribeiro, com o trabalho TININDO TRINCANDO, publicado na revista MUITO do jornal A TARDE (Salvador).

8 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO INTERIOR

Suzana Fonseca e Tatiana Lopes, com o trabalho CASO ALESSANDRA, publicado no jornal A TRIBUNA (Santos).

Diego Barreto e Ari Lopes, com o trabalho DOCA E SÔNIA - CODINOMES LIBERDADE, publicado no jornal O SÃO GONÇALO (São Gonçalo - Rio de Janeiro).

Edgar Gonçalvez Junior e Equipe, com o trabalho NOVEMBRO DE 2008 - O MAIOR DESASTRE CLIMÁTICO DO BRASIL, publicado no JORNAL DE SANTA CATARINA (Blumenau).

9 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO REGIONAL 1

Silvia Bessa, com o trabalho QUILOMBOLAS - OS DIREITOS NEGADOS DE UM POVO, publicado no jornal DIÁRIO DE PERNAMBUCO (Recife).

Fabiana Moraes e Schneider Carpeggiani, com o trabalho OS SERTÕES, publicado no JORNAL DO COMMERCIO (Recife).

Demitri Túlio, Cláudio Ribeiro, Thiago Cafardo e Luiz Henrique Campos, com o trabalho AUTOESTIMA CEARENSE, publicado no jornal O POVO (Fortaleza).

10 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO REGIONAL 2

Lúcio Vaz e Daniel Antunes, com o trabalho O SERTÃO QUE O PAC ESQUECEU, publicado no CORREIO BRAZILIENSE.

Carlos Etchichury e Daniel Marenco, com o trabalho NO CORREDOR DO INFERNO, publicado no jornal ZERO HORA.

Geraldo de Cesaro e Equipe, com o trabalho O FLAGELO DA CHUVA, publicado no jornal DIÁRIO CATARINENSE.

11 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO REGIONAL 3

Leonêncio Nossa, com o trabalho ARAGUAIA, publicado no jornal O ESTADO DE S. PAULO.

Fernando Molica e equipe, com o trabalho PECADOS DA ARQUIDIOCESE, publicado no jornal O DIA.

Carla Rocha, Selma Schmidt, Vera Araújo e Fábio Vasconcellos, com o trabalho DEMOCRACIA NAS FAVELAS, publicado no jornal O GLOBO.

12- FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO DE TELEJORNALISMO

Sérgio Utsch, Fábio Eitelberg, Majô Godim, Eduardo Cruz, Rafael Quinalha e Lula Andrade, com o trabalho JEQUITINHONHA: INFÂNCIA À VENDA, transmitido pelo SBT.

Mônica Puga, Junior Alves, Alex Oliveira e Aline Grupillo, com o trabalho CONFRONTO NA LINHA VERMELHA, transmitido pelo SBT.

Giovani Grizotti, com o trabalho CONTRABANDO NO RIO PARANÁ, transmitido pela RBS / TV GLOBO.

13- MELHOR CONTRIBUIÇÃO À IMPRENSA

Além da indicação dos trabalhos finalistas, a Comissão de Seleção que julgou os trabalhos da mídia impressa concedeu o diploma de "Melhor Contribuição à Imprensa em 2009" aos sites "Museu Corrupção" e "Congresso em Foco".



O "Congresso em Foco" ganhou notoriedade em 2009 por revelar ao país o descontrole no uso de passagens aéreas por parlamentares, com centenas de voos ofertados a parentes e amigos, ou simplesmente comercializados num mercado paralelo ilegal. Com grande repercussão na imprensa, a série "A farra das passagens" levou a Câmara e o Senado a tornar mais rígidas as regras para o uso das passagens aéreas reduzindo em R$ 25 milhões, por ano, os gastos públicos com o benefício.



O "Museu da Corrupção" ou MuCo, na abreviação adotada por seus idealizadores, é uma iniciativa do Diário do Comércio, de São Paulo, que decidiram agrupar num site os casos mais importantes de corrupção noticiados pela imprensa desde 1964 até os dias de hoje. Segundo seus autores, pode traduzir-se como "um esforço para produzir um jornalismo participante e formativo, não apenas noticioso e espectador".



CENSURA



Ao final dos trabalhos de julgamento, a Comissão de Seleção discutiu e aprovou a seguinte declaração:



"A Comissão de Seleção dos trabalhos concorrentes ao Prêmio Esso de Jornalismo de 2009, vem manifestar o seu repúdio, protesto e preocupação com a censura judicial imposta ao jornal "O Estado de S. Paulo", por ter este noticiado a trajetória e os negócios do filho do ex-presidente da República e presidente do Senado, José Sarney. Não se trata de reivindicar imunidade nem de considerar a imprensa acima de lei, mas de apontar uma aplicação distorcida dos princípios legais para evitar que a divulgação de fatos em apuração pela Polícia Federal sejam tornados públicos.

Sob os mais diversos argumentos tal prática têm sido usada com frequência para manter privilégios e ocultar métodos pouco claros de gestão do bem público, muitas vezes confundido e tratado como se privado fosse. Tal pressão é ainda muito forte, principalmente, em pequenos jornais, muitas vezes submetidos a processos e sentenças indenizatórias que chegam a inviabilizar a sua existência."

NOMES E PRÊMIOS

A Comissão de Seleção do PRÊMIO ESSO DE JORNALISMO 2009 foi constituída pelos seguintes jornalistas:



Adriana Santiago - DIÁRIO DO NORDESTE (Fortaleza-CE); André Balocco - JORNAL DO BRASIL (Rio de Janeiro-RJ); Álvaro Duarte - ESTADO DE MINAS (Belo Horizonte-MG); Ascânio Seleme - O GLOBO (Rio de Janeiro-RJ); Carlos Alexandre Souza - CORREIO BRAZILIENSE (Brasília-DF); Cláudio Thomas - DIÁRIO GAÚCHO (Porto Alegre-RS); Domingos Aquino - A NOTÍCIA (Joinville-SC); Elaine Gaglianone - O DIA (Rio de Janeiro-RJ); Erick Guimarães - O POVO (Fortaleza-CE); Fábio Gusmão - EXTRA (Rio de Janeiro-RJ); Francisco Camargo - GAZETA DO POVO (Curitiba-PR); Fritz Utzeri - Associação Brasileira de Imprensa (ABI); José Márcio Mendonça - Colunista; Laurindo Ferreira - JORNAL DO COMMERCIO (Recife-PE); Luiz Adolfo - RBS (Porto Alegre-RS); Luiz Henrique Fruet - Jornalista e escritor; Maria Cristina Fernandes - VALOR ECONÔMICO (São Paulo-SP); Marília Scalzo - Jornalista e diretora de arte; Mário Marinho - Jornalista; Marlene da Silva Lopes - A TARDE (Salvador-BA); Moisés Rabinovici - DIÁRIO DO COMÉRCIO (São Paulo-SP); Nelson Homem de Mello - CORREIO POPULAR (Campinas-SP); Nelson Lemos - NVL Comunicação (Rio de Janeiro-RJ); Paula Losada - DIÁRIO DE PERNAMBUCO (Recife-PE); Paulo Marcos de Mendonça Lima - Fotógrafo.

A Comissão de Pré-Seleção do PRÊMIO ESSO DE TELEJORNALISMO foi constituída pelos jornalistas e professores universitários Ana Gregati, Oscar Colombo e Viviane Medeiros.

A Comissão de Seleção do PRÊMIO ESSO DE TELEJORNALISMO foi constituída pelas jornalistas Ana Gregati, Carmem Petit, Christina Pinheiro, Fernanda Pedrosa e Olga Curado.

O Prêmio Esso de Jornalismo, em sua 54ª edição, destina este ano aos vencedores um total de R$ 109 mil, já deduzidos os impostos. Além do prêmio principal, que leva o nome do programa, fixado em R$ 30 mil, e do Prêmio de Telejornalismo, estabelecido em R$ 20 mil, serão distribuídos R$ 10 mil para as categorias de Reportagem e Fotografia, R$ 5 mil para cada uma das categorias de Criação Gráfica - Jornal, Criação Gráfica - Revista, Informação Econômica, Informação Científica/Tecnológica/Ecológica, Prêmio Esso Interior e Prêmio Esso de Primeira Página e R$ 3 mil para cada um dos três prêmios regionais.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Todos os homens do presidente

Para discutir jornalismo investigativo e jornalismo político com os alunos dos 8o.s semestres do Jornalismo do Centro Universitário Toledo de Araçatuba, estamos assistindo a "Todos os homens do presidente". É claro que eu já tinha visto o filme, lido sobre o caso, feito analogias e comparações com casos tupiniquins, mas agora, vendo-o novamente, redescobri a paixão de ser jornalista. Bom demais! Fica aqui a sugestão.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Tem gente pior...

Brasil sobe 11 posições em ranking da liberdade de imprensa
Comunique-se

Mesmo depois de casos como o de censura ao jornal O Estado de S.Paulo, e registros de violência e restrições contra os jornalistas em várias regiões do País, o Brasil subiu 11 posições no ranking de liberdade de imprensa da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), divulgado nesta terça-feira (20/10). O País passou de 82º em 2008 para 71º em 2009. Mesmo com o crescimento, o Brasil está atrás de países como Líbano, Kuwait e Haiti.

Venezuela e Honduras, marcados por sérias restrições à liberdade de imprensa, caíram no ranking. O país comandado por Hugo Chavez, que fechou várias emissoras de rádio e televisão, caiu 11 posições, de 113º para 128º. Já Honduras, com o golpe contra Manuel Zelaya e restrições do líder interino do país, Roberto Micheletti, teve uma queda mais drástica, 28 posições, de 100º para 128º lugar, em comparação ao mesmo período de 2008.

O destaque foi para os Estados Unidos, que com Barack Obama no poder, avançou 20 pontos, passando de 40º para 20º lugar.

Os países europeus lideram a lista dos melhores colocados quando o assunto é liberdade de imprensa. A Dinamarca aparece na primeira posição, seguida por Finlândia, Irlanda, Noruega e Suécia. Ainda assim, países como França (43º), Espanha (44º) Eslováquia (45º) e Itália (49º), estão longe dos companheiros do mesmo continente.

O Oriente Médio é marcado como um dos mais restritos, com destaque para Israel, que sofreu uma queda de 40 postos, de 46º para 93º posição, motivada pelos ataques contra veículos de comunicação e jornalistas, diante de censura militar na cobertura da operação do exército na Faixa de Gaza.

Eritréia (175º), Coréia do Norte (174º), Turcomenistão (173º), Irã (172º), Birmânia (171º) e Cuba (170º) ocupam os últimos lugares da lista.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Comunicação corporativa

Especialistas em gerenciamento de crise apontam a "era da transparência"
Izabela Vasconcelos, de São Paulo, para o Comunique-se



“A crise financeira aumentou a pressão para uma clareza nas empresas. Essa é a era da transparência”, declarou o jornalista Flávio Castro, especialista em gerenciamento de crise e reputação Castro, durante o evento "Efeito Obama", em São Paulo. Ele mencionou o resultado de pesquisa publicada pelo The Economist e realizada junto a executivos de grandes empresas. Noventa e quatro por cento deles destacaram que o risco de manchar a reputação e a imagem de uma empresa aumentou muito nos últimos cinco anos.

Castro debateu com Cila Schulman, especialista em comunicação e estratégia de campanhas eleitorais e políticas, Expedito Filho, diretor da Máquina da Notícia em Brasília, e o antropólogo Renato Pereira, responsável pelas campanhas do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do prefeito do Rio, Eduardo Paes, sobre a exigência do mercado pela transparência de empresas e políticos.

Cila enfatizou que hoje as crises são mais surpreendentes que há anos. “Antes você tinha mais tempo para controlar as crises, para discutir. Hoje não, a crise vem e você não sabe de onde surgiu. É preciso fazer a prevenção da crise”, disse a jornalista.

Expedito Filho, que trabalhou como repórter nos principais veículos brasileiros, lembrou o caso de Rubens Ricupero, ex-ministro da Fazenda que foi flagrado dizendo que “o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”.

O jornalista também falou do caso Collor, que passou de “caçador de marajás” a político derrotado, além dos casos de Marco Aurélio Garcia, nos gestos obscenos diante do acidente da TAM, à Marta Suplicy, com o “relaxa e goza” ao se referir à crise aérea. “Tudo isso mostra como é importante e decisivo a atenção nas palavras, na hora de um porta-voz explicar uma crise”.

Pereira falou do trabalho que desenvolveu ao assessorar o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, que, por ser o maior produtor de soja do mundo, ficou conhecido como a “motosserra de ouro” da floresta amazônica, e chegou a ser chamado de "estuprador da Amazônia" pela imprensa estrageira, além de ser criticado por veículos nacionais e instituições ambientais.

O desafio de Pereira foi constatar se os comentários contra Maggi se tratavam de uma crise de imagem ou política. “A nossa missão foi romper com o preconceito e criar uma ponte de entendimento entre mundos distintos”, afirmou ao se referir aos embates travados entre urbanistas e rurais.

O especialista criou uma agenda de iniciativas e definiu uma narrativa, a de que Maggi era um “líder buscando alternativas de desenvolvimento sustentável”. Com a nova agenda, o governador passou a discursar em eventos ambientais no Brasil e no exterior, apresentando suas propostas para o meio ambiente e para a agricultura. Algum tempo depois, Maggi passou a ser retratado em veículos como Veja, O Globo, entre outros, como uma “metamorfose”, o que desfez a imagem de político sem responsabilidade ambiental.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Vagas no Jornalismo Econômico

Neste último mês, tenho trabalho o Jornalismo Econômico com as turmas do Centro Universitário Toledo de Araçatuba (SP). Na semana passada, dois colegas estiveram falando com elas sobre suas experiências nesta especialização. E o que todos nós dissemos está se confirmado: há vagas para bons profissionais no Jornalismo Econômico. Periodicamente tem surgido novos veículos, novas assessorias, enfim, novas oportunidades. Não percam as dicas!

Jornal Brasil Econômico chega às bancas

Izabela Vasconcelos, de São Paulo, para o Comunique-se


O Jornal Brasil Econômico, publicação da empresa portuguesa Ongoing, foi lançado no dia 8, em São Paulo, em um almoço com executivos. Com tiragem de 50 mil exemplares, de segunda a sábado, o veículo chegou às bancas para concorrer com o principal jornal de economia do País, o Valor Econômico.

O gancho da campanha publicitária do diário, que deverá ser veiculada a partir dos próximos dias, é a abertura de um novo ponto de vista. “Você não pode depender de uma opinião só”, é o mote da campanha. O slogan do jornal é focado na confiabilidade. “Credibilidade para quem faz, credibilidade para quem lê”.

Antes no lançamento, na noite do dia 7, o presidente do Grupo Ongoing, Nuno Vasconcellos, entregou um exemplar do Brasil Econômico ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Um novo jornal significa o compromisso de seus idealizadores com a sociedade e com a democracia”.

Um dos maiores investimentos do veículo é em novas plataformas. Além do site do jornal, a empresa promete difundir seus conteúdos em TV Corporativa, celulares e "info points" (monitores de plasma colocados em pontos de grande circulação). Além disso, a empresa lança um suplemento mensal, o Fora de Série, que traz entrevistas e reportagens com pessoas que contribuem em vários setores da sociedade.

Equipe
A redação do Brasil Econômico é dirigida por Ricardo Galuppo, e tem Dárcio Oliveira, como diretor-adjunto; e Costábile Nicoletta, Cristiane Barbieri, Thais Costa e Fred Melo Paiva como editores-executivos. A redação conta com uma equipe de 70 profissionais.

“O jornal irá cobrir todas as áreas de informação, mas sempre da perspectiva da economia e dos negócios. Assim incluirá arte, informação de macro economia, política, finanças, sustentabilidade, sociedade, arte, consumo, esporte e cultura”, afirmou Galuppo. O jornal também tem como estratégia a aposta na parceria com países de língua portuguesa, para a geração de contéudos de interesse entre os países lusófonos.

Valor do investimento não é divulgado
O valor do investimento para a criação do veículo não foi divulgado pela empresa. O lançamento do jornal no Brasil já fazia parte dos planos do Grupo Ongoing, que já publica o Diário Económico em Portugal, mas a chegada do veículo ao País foi acelerada pelo espaço deixado pela Gazeta Mercantil, extinta em maio.

O novo empreendimento foi possível pela divisão de investimentos, 30% do Grupo Ongoing e 70% da família Mascarenhas Vasconcellos, que possui nacionalidade luso-brasileira, o que permitiu o negócio, já que a legislação do Brasil estabelece o limite máximo de 30% de capital estrangeiro em veículos de comunicação.

domingo, 11 de outubro de 2009

Meus medos estão se tornando realidade

Fim do diploma influencia queda na procura por Jornalismo da USP
Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro, para o Comunique-se


A procura pelo curso de Jornalismo da USP diminuiu. Pela primeira vez em dez anos, menos de dois mil candidatos se inscreveram para concorrer a uma das 60 vagas oferecidas pela universidade. O fim da exigência do diploma de graduação para o exercício profissional é um dos fatores que influenciaram a queda.

“Essa queda também se deve a desregulamentação da profissão. Ela já era esperada. Eu imaginava que cairia mais”, afirma o professor do Departamento de Jornalismo e Editoração e responsável pela assessoria de imprensa da FUVEST, José Coelho Sobrinho.

Desde o início da série histórica, em 1995, o vestibular para 2010 é o que apresentou a menor relação candidato x vaga: 32,35. Ano passado, o curso era o terceiro mais procurado. Este ano, ocupa o sexto lugar.



Escolha tem motivações sociais
Coelho explica que a escolha pelos cursos é feita de acordo com motivações sociais. Como exemplo, cita a procura pela faculdade de fisioterapia em 2000, ano em que o jogador de futebol Ronaldo sofreu uma grave lesão no joelho. No vestibular 2001, o curso foi o mais procurado.

Este ano, a decisão do Supremo Tribunal Federal e a consequente desvalorização simbólica da graduação em Jornalismo afetou a procura pelo curso.

Queda no número de inscritos na FUVEST
Entretanto, Coelho explica que a diminuição pela procura dos cursos da USP foi geral. Em relação ao ano passado, foram cerca de dez mil inscrições a menos.

“As faculdades federais aumentaram o número de vagas, o ProUni está com força aqui em São Paulo. Então, se o público é constante e a oferta aumenta, é normal essa diminuição”, afirma.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

JO Econômico: Obrigada Aline e Rogério

Ontem e hoje, dois colegas de profissão estiveram conversando com os acadêmicos dos 8o. semestres de Jornalismo do Centro Universitário Toledo, de Araçatuba (SP), sobre jornalismo econômico: Aline Galcino, repórter do jornal Folha da Região, e Rogério Mian, assessor de Comunicação da Udop, ambos formados pela Toledo.
Aline explicou aos futuros jornalistas como é o seu cotidiano, da pauta à edição, passando pela dificuldade das fontes e da acessibilidade do texto para o público leigo.
Rogério mostrou como um jornalista, no outro extremo do processo, como assessor de imprensa, pode ou não divulgar dados, números e estatísticas, mas, principalmente, o que pode acontecer se um dos números for interpretado errado: algumas empresas perdem milhões de reais em segundos.
Não tenho palavras para agradecer a atenção dispensada a mim, que fiz os convites. Ambos deixaram o trabalho, sacrificando mais tempo do seu dia, para atender aos meus alunos, que desejam conciliar teoria e prática para ficarem mais preparados para o mercado de trabalho.
Antes deles, o repórter esportivo Carlos Alberto Tilim, também da Folha da Região, havia conversado com os alunos.
A todos estes colegas, meu agradecimento. Especialmente, meu reconhecimento, pois poucos são aqueles interessados em ensinar.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Caso Estadão/Enem: vendedores da prova são fontes?

Após ameaças, Estadão entrega fotos de envolvidos no caso Enem
Izabela Vasconcelos, de São Paulo, para o Comunique-se

Depois da repórter Renata Cafardo ter recebido ameaças pela denúncia de fraude no Enem, a diretoria do Grupo Estado decidiu entregar fotos dos envolvidos à Polícia Federal. Renata assinou, ao lado do repórter Sérgio Pompeu, a matéria sobre a fraude no Enem, o que levou ao adiamento do exame e abertura de investigações.

Após sofrer ameaças por telefone, Renata registrou boletim de ocorrência. A jornalista também foi intimada a depor na Polícia Federal, na sexta-feira (02/10). A fotos dos dois homens que pretendiam vender as provas do Enem ao jornal foram entregues à PF pelo departamento jurídico do Grupo Estado. Uma das imagens também foi publicada no Jornal da Tarde de sábado (03/10), com o título “Foi ele quem melou o Enem”.

Para o diretor de conteúdo do jornal O Estado de S.Paulo, Ricardo Gandour, a partir das ameaças, os dois homens não puderam ser encarados como fontes jornalísticas. “Discutimos bastante esse assunto, mas quando a repórter recebeu um telefonema com ameaças, passamos a considerar que o caso não era uma questão de fonte jornalística comum, mas uma questão de segurança pública”, declarou.

Sobre a questão do sigilo da fonte, o jornalista Laurindo Leal Filho, professor da USP e atual ouvidor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), considera que o caso não se enquadra nessa área. “Não é uma fonte jornalística, é um contraventor querendo tirar proveito da imprensa, é uma pessoa que está cometendo um delito, não enquadro como fonte jornalística”, defende.

A entrega das fotos e publicação de uma das imagens colaborou com a Polícia Federal na identificação de alguns dos envolvidos. Nesta segunda-feira (05/10), a PF ouviu o terceiro suspeito da fraude.

Dois homens procuraram a reportagem do jornal O Estado de S.Paulo no dia 30/09, com a pretensão de vender uma prova vazada do Enem. O veículo afirma que não aceitou a compra, mas fez a denúncia ao ministro da Educação, Fernando Haddad. O ministro afirmou, na última sexta-feira (02/10), que não não considera os dois homens como fonte jornalística e pediu a colaboração, na medida do possível, do jornal nas investigações.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

MEC debate novas referências nacionais para cursos de comunicação social

Recebi da profa. Amine as informações abaixo. Reproduzo-as porque são do nosso interesse. Servem para informação, conhecimento e análise de todos nós. E atenção: há possibilidade de opinar até o próximo dia 16. Leiam texto de Margarida M. Krohling Kunsch:

O Ministério de Educação, por meio da Secretaria de Educação Superior – SESu, sob a coordenação geral do Prof. Dr. Paulo Roberto Wollinger, Diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior, e com a participação de especialistas das áreas de conhecimento, iniciou, no ano corrente, a construção dos Referenciais Nacionais dos Cursos de Graduação (Bachalerado e Licenciatura).

A proposta do MEC é acabar com as “habilitações”, transformando-as em “cursos” e reduzir o número excessivo das nomenclaturas vigentes para terminologias específicas dos cursos existentes. Assim, por exemplo, a Comunicação Social é a grande área de conhecimento e as respectivas habilitações ora vigentes se converteriam em cursos.

Para tanto, foram realizados, ao longo deste ano, encontros com especialistas para a elaboração dos memoriais descritivos de cada um dos cursos de graduação. Iniciou-se com as áreas de “Engenharia”, “Ciências Exatas e da Terra”, “Ciências Biológicas e da Saúde”, “Transporte e Logística”, “Turismo, Gastronomia e Hotelaria” e “Informática”. No momento está em discussão a área de “Ciências Humanas e Sociais”.

Em cada encontro, após a apresentação dos participantes, solicitou-se aos especialistas convidados a análise da pertinência de manutenção, compilação e/ou supressão das diversas nomenclaturas dos cursos vigentes. Esses especialistas foram responsáveis pela elaboração dos memoriais descritivos, que deviam conter: o que faz o egresso do curso, os temas a serem estudados no período de sua formação, as áreas de atuação, bem como a infraestrutura necessária à oferta dos diferentes cursos.

De 13 a 14 de agosto de 2009, foi realizado, em Curitiba (PR) o encontro referente às “Ciências Humanas e Sociais”. A área da Comunicação Social esteve representada por professores e especialistas dos cursos de Cinema e Audiovisual, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Radialismo, e Relações Públicas, que elaboraram os respectivos memoriais descritivos. O trabalho dos especialistas da área de Comunicação Social reunidos no encontro resultou na elaboração dos memoriais descritivos de cada curso que destacassem os seguintes itens:

1. Perfil do egresso

2. Temas gerais e específicos de sua formação

3. Área de atuação

4. Legislação

5. Infraestrutura-Laboratórios

Esses documentos encontram-se disponíveis no site do MEC e estão abertos para novas proposições e ajustes até o dia 16 de outubro próximo. É fundamental que nossa comunidade participe desse processo de consultas e envie sugestões.

Ressalte-se que não se trata de novas “diretrizes” para os cursos de graduação, mas sim de “referências”. A elaboração das diretrizes se dará em uma etapa posterior.


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Referências do Curso de Graduação em Jornalismo (Bacharelado)

Carga horária mínima: 3.200 horas-aula

1. Perfil do egresso

O egresso do Curso de Jornalismo é o jornalista profissional diplomado, com formação universitária ao mesmo tempo generalista, humanista, crítica e reflexiva. Esta o capacita a atuar como produtor intelectual e agente da cidadania dando conta, por um lado, da complexidade e do pluralismo característicos da sociedade e da cultura contemporâneas e, por outro, dos fundamentos teóricos e técnicos especializados. Dessa forma terá clareza e segurança para o exercício de sua função social específica no contexto de sua identidade profissional singular e diferenciada dentro do campo maior da Comunicação e da atividade jornalística em particular. O jornalista deve ter procedimento de seleção, hierarquização e apresentação dos fatos sociais, pode gerar percepções e interpretações aprofundadas e inovadoras da realidade que sejam, igualmente, capazes de qualificar o senso comum, enriquecendo o universo cultural dos indivíduos. Deve alcançar compreensão e identificação dos fundamentos éticos prescritos para a conduta dos jornalistas profissionais e da atitude de cidadania necessária ao exercício profissional dos jornalistas, a partir do reconhecimento das expectativas e demandas da sociedade em relação ao seu papel social e ao produto da sua atividade.

2. Temas abordados na formação

Área geral de Comunicação

Teorias da Comunicação, História da Comunicação, Estudos de Mídia, Ética e Deontologia da Comunicação, Pesquisa em Comunicação, Tecnologias da Comunicação, Redes Interativas, Políticas de Comunicação, Estudos da Linguagem, Humanidades e Ciências Sociais, Responsabilidade Social, Gestão e Empreendedorismo, Expressão oral e escrita.

Área específica de Jornalismo

Teorias do Jornalismo; História do Jornalismo; Ética em Jornalismo; Metodologias de pesquisa em Jornalismo; Legislação em Jornalismo; Gêneros jornalísticos; Reportagem, entrevista e apuração jornalística; Redação jornalística; Edição em Jornalismo; Fotojornalismo; Planejamento visual em Jornalismo; Radiojornalismo; Telejornalismo; Ciberjornalismo (jornalismo online, jornalismo digital, webjornalismo); Jornalismo impresso; Assessoria de Imprensa; Planejamento de cobertura jornalística; Gestão de organizações jornalísticas; Tecnologias da comunicação, informação e multimídia aplicados à produção jornalística; Realidade Regional em Jornalismo.

3. Áreas de atuação

O profissional egresso dos cursos de Jornalismo atua em empresas jornalísticas no âmbito da redação como repórter, redator, editor, repórter fotográfico, pauteiro; no âmbito do gerenciamento jornalístico como secretário de redação, chefe de redação, diretor de redação, editor chefe, chefe de reportagem.

Nas empresas, instituições ou organizações privadas ou públicas, como assessor de imprensa ou assessor de comunicação; e ainda, no âmbito gerencial como diretor de imprensa ou de comunicação, coordenador de imprensa ou de comunicação.

Em empreendimentos profissionais como gestor de empresas jornalísticas, principalmente na assessoria de imprensa e de comunicação e também como consultor na área de jornalismo e treinamento de mídia.

4. Infraestrutura recomendada

Laboratório de Redação Jornalística; Laboratório de Ciberjornalismo; Laboratório de Telejornalismo; Laboratório de Radiojornalismo; Hemeroteca, Laboratório de Planejamento Gráfico em Jornalismo; Laboratório de Fotojornalismo; Sala de Aula Multimídia; Sala de Multimeios; Agência Experimental de Notícias; Agência de assessoria de imprensa; Webrádio; Webtv; Auditório com recursos multimídia; Biblioteca.

Legislação pertinente

Decreto-Lei 972/69.
Decreto-Lei 83.284/79.
Resolução CNE/CES nº 16, de 13 de março de 2002

Vencedores do Comunique-se

Depois de estimular a votação entre seu público-alvo, o Comunique-se divulgou a lista dos coleguinhas premiados deste ano. Acompanhe a relação abaixo:

Categoria Comunicação
Agência de Comunicação – In Press Porter Novelli
Propaganda e Marketing – Marili Ribeiro, de O Estado de S. Paulo
Profissional de Comunicação Corporativa – Fernando Thompson, da Vale

Categoria Jornalista de Sustentabilidade
André Trigueiro, da TV Globo News

Categoria Jornalista de Cultura
Mídia Eletrônica – Marcelo Tas, da TV Bandeirantes
Mídia Impressa – Artur Xexéo, do O Globo

Categoria Blog
Blog do Noblat

Categoria Jornalista de Tecnologia
Daniela Braun, do IDG Now!

Categoria Correspondente Internacional
Correspondente Brasileiro no Exterior - Mídia Eletrônica – Sonia Bridi, da TV Globo
Correspondente Brasileiro no Exterior - Mídia Impressa – Sérgio Dávila, da Folha de S. Paulo
Estrangeiro no Brasil – Todd Benson, da Reuters

Categoria Repórter
Mídia Eletrônica – Ernesto Paglia, da TV Globo
Mídia Impressa – Elvira Lobato, da Folha de S. Paulo
Repórter de Imagem – Evandro Teixeira, do Jornal do Brasil

Categoria Colunista
Colunista de Notícias – Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo e Rádio BandNews FM
Colunista de Opinião/Articulista – Luis Fernando Veríssimo, do Zero Hora, O Globo e O Estado de S. Paulo
Colunista Social – Sonia Racy, de O Estado de S. Paulo

Categoria Jornalista de Política
Mídia Eletrônica – Lucia Hippólito, da Rádio CBN
Mídia Impressa – Clóvis Rossi, da Folha de S. Paulo

Categoria Jornalista de Esporte
Mídia Eletrônica – Tadeu Schmidt, da TV Globo
Mídia Impressa – Juca Kfouri, da Folha de São Paulo
Locutor Esportivo – Luis Roberto, da TV Globo

Categoria Jornalista de Economia
Mídia Eletrônica – Joelmir Beting, da TV Bandeirantes
Mídia Impressa – Carlos Alberto Sardenberg, de O Estado de S. Paulo e O Globo

Categoria Executivo de Veículo de Comunicação
José Trajano, da ESPN

Categoria Apresentador / Âncora
TV – Renata Vasconcelos, da TV Globo
Rádio – Milton Jung, da Rádio CBN

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Folha da Região

Colegas, iniciei hoje mais uma etapa da minha vida profissional. Sou a nova editora do caderno Vida do jornal Folha da Região, de Araçatuba. Tenho certeza que será mais uma experiência fantástica. Fui muito bem recebida pelos colegas, em especial pela antiga editora, Ágatha Urzedo, que parte para projetos especiais. Gostaria que vocês conhecessem o trabalho e opinassem. Aceito ideias, sugestões, enfim, tudo o que for para contribuir.

sábado, 26 de setembro de 2009

Jornalismo Internacional: Correspondente alerta para os riscos

A 9a. SECOMT - Semana de Comunicação Toledo, realizada na terceira semana de setembro pelo curso de Jornalismo do Centro Universitário Toledo de Araçatuba (SP), abordou o tema Jornalismo Internacional, tema também de pesquisa para a disciplina de Jornalismo Especializado ministrada por mim.
Com os alunos motivados para esta especialização, sugiro a leitura abaixo:


Correspondente da Reuters diz que é preciso cuidado com propaganda na guerra
Izabela Vasconcelos, de São Paulo, para o Comunique-se

O correspondente da Reuters no Oriente Médio, Dan Williams, afirmou que é preciso tomar cuidado com a propaganda na guerra, para não transmitir conceitos parciais durante a cobertura de um conflito. Williams participou de palestra nesta sexta-feira (25/09), em São Paulo.
O correspondente diz que as pessoas procuram os jornalistas e são abertas para falar, mas há que tomar certos cuidados. “As pessoas falam, querem passar informações. Muito dessas informações é propaganda, existe muita propaganda na guerra, mas é preciso saber separar a informação”.
"Guerra de cinco estrelas"
O correspondente classificou a cobertura atual com uma “guerra de cinco estrelas”. “Como a região é muito pequena, você consegue andar por vários lugares, entrevistar várias pessoas e depois voltar para o seu hotel. É diferente ao que eu via na televisão quando adolescente”, compara.
Para Williams, cobrir o Oriente Médio é uma responsabilidade que influencia diretamente a população local. “O Oriente Médio é uma parte do mundo que vai continuar nas manchetes. E o povo de lá se vê como o mundo os mostra, como a mídia os mostra”, relata.
Cobertura desproporcional
Williams também comentou que a cobertura da imprensa sobre o estado de Israel é desproporcional e que a imagem que as pessoas têm dos jornalistas que participam da cobertura não coincide totalmente com a condição real desses profissionais.
“Veja o tamanho do Brasil, e quantos correspondentes existem por aqui? Israel é uma região muito pequena, com correspondentes de todo lugar. Existe a questão do petróleo, da religião, da guerra, isso chama a atenção da mídia. Mas acabam perpetuando uma visão desproporcional da região”.
O jornalista veio ao Brasil para realizar uma série de palestras, com o apoio da Reuters e do Comunique-se. Essa semana, o correspondente participou de debates na Puc-Rio, UFRJ e Unicsul.
Williams trabalha há 11 anos em Israel. A serviço da Reuters, o jornalista já realizou coberturas especiais no Egito, Jordânia, Índia e Turquia. O correspondente mantém um blog no site da Reuters que pode ser acessado no endereço http://blogs.reuters.com/dan-williams.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Como trabalhar na Folha de S.Paulo

Meu computador está com vírus. Vira e mexe, ele dispara um e-mail com meu nome, sem assunto, para minha lista de contatos. Estamos trabalhando para limpá-lo, mas está difícil. Tem uma floresta amazônica de tanta diversidade deles. Também, é filho em sites de joguinhos na internet, pen-drives que perambulam por "n" laboratórios, pudera...

Tem gente muito legal que avisa o que está acontecendo. Tem gente que, sem saber, se incomoda em responder. Entre estas respostas, uma vai interessar a muitos de vocês. Querem saber como trabalhar na Folha de S.Paulo? É só ler abaixo:


A Folha contrata jornalistas mediante concurso anunciado nas páginas do próprio jornal. Se você tiver alguma dúvida, leia abaixo as respostas às perguntas mais freqüentes:

E SE EU QUISER TRABALHAR EM OUTRAS ÁREAS DA EMPRESA?
Se você acredita que sua qualificação é mais adequada para outros setores da Empresa Folha da Manhã S.A., não para a Redação da Folha, entre em contato com o setor de Recursos Humanos/Recrutamento e Seleção:
Tel. (011) 3224-3592
Fax (011) 3224-3131
rhselecao@folha.com.br
Endereço: Al. Barão de Limeira, 425/5º andar CEP 01290-900 São Paulo SP
A/C Recrutamento e Seleção/Recursos Humanos.

COMO É FEITA A SELEÇÃO PARA A REDAÇÃO?
A primeira etapa da seleção é feita com base em currículos e textos, que o candidato deve fazer chegar dentro do prazo (normalmente, cinco dias úteis). A segunda inclui um teste escrito e o preenchimento de um questionário. A
terceira, uma entrevista pessoal.

QUAIS SÃO OS CRITÉRIOS?
Os critérios gerais para escolha são:
· boa formação técnica e cultural;
· capacidade de redigir com clareza, exatidão, concisão e rapidez;
· disciplina e criatividade;
· independência e senso crítico;
· iniciativa;
· afinidade com o projeto editorial da Folha.

COMO SE FICA SABENDO DAS VAGAS?
Os anúncios saem na Folha e na Folha Online (www.folha.com.br/trabalhe) quando as vagas são abertas, portanto sem periodicidade fixa.

E O PROGRAMA DE TREINAMENTO?
O programa de treinamento é um curso intensivo de jornalismo diário. Não é um estágio. É uma das melhores maneiras de aprender a fazer jornal, conhecer a rotina e os profissionais da Folha e capacitar-se a trabalhar na Redação.

Os selecionados participam do dia-a-dia da Redação, fazem exercícios de texto, acompanham repórteres no trabalho de apuração e conversam com jornalistas experientes.

Também seguem cursos especialmente preparados para eles: língua portuguesa, matemática e técnicas de investigação jornalística pela Internet e com o auxílio de outros programas de computação.

O curso dura três meses, em tempo integral _em média, nove horas de atividade por dia.

No final, a equipe faz seu próprio caderno especial: orientados por um editor, os trainees apuram e escrevem as reportagens, elaboram as artes, escolhem as fotos, dão o acabamento final e montam as páginas no computador.

Quem pode se inscrever:
Qualquer pessoa que tenha curso superior concluído ou em curso, seja criativa, bem formada e julgue ter talento para jornalismo. Não há restrição de idade, embora os selecionados costumem estar entre 19 e 25 anos.

Quem deve fazer o curso:
Embora não haja restrições para a inscrição, o curso costuma ser mais bem aproveitado por candidatos com boa formação escolar e/ou pessoal, mas que precisam de experiência em técnicas jornalísticas. Candidatos que estejam nos últimos semestres da graduação ou recém-formados costumam aproveitar melhor o treinamento, por ter mais disponibilidade de tempo.

Como é a seleção:
O processo de seleção tem três etapas.
1) é preciso preencher e enviar a ficha de inscrição pela internet (www.folha.com.br/treinamento).
2) as fichas são analisadas e cerca de 150 pessoas são chamadas para um teste de conhecimentos gerais, que avalia a formação cultural dos candidatos e o grau de acompanhamento do noticiário nacional e internacional.
Também há questões envolvendo conhecimento de português, inglês, espanhol e matemática.
3) os 40 candidatos mais bem classificados na prova são chamados para uma semana de palestras e passam por uma entrevista.
No final do processo, entre oito e dez são selecionados para o programa.

Quando é o próximo programa:
A Folha realiza cerca de três programas de treinamento por ano, sem datas pré-definidas.
Você pode desde já se inscrever para a próxima turma. O prazo final de inscrição deve ser divulgado na Folha, e se encerra cerca de dois meses antes do início do programa.

Espero que estas informações possam ajudá-lo e lhe desejo boa sorte na sua busca profissional.

Atenciosamente,
Ana Estela de Sousa Pinto
Editora de Treinamento

Para pesquisar melhor no Google

Estas dicas que o prof. Leandro Bottazzo Guimarães me enviou servem para acadêmicos, professores, jornalistas...Façam bom proveito!

O Google é um dos sites de pesquisa mais procurados da Internet. E não está limitado à simples busca na caixinha de texto. Muitos comandos podem ser inseridos para filtrar o resultado de uma busca. Veja algumas dicas:
Para buscar um termo dentro de um site: use o comando site:endereço do site (espaço) termo.
Exemplo: site:educarede.org.br português
O resultado traz todas as páginas do EducaRede que contêm a palavra "português".

Quais sites em toda a Internet disponibilizam link para um site de seu interesse?
Exemplo: para saber quais sites oferecem um link para o portal EducaRede, digite no campo de busca:

link:www.educarede.org.br

Como procurar textos em sites de um determinado país?
Exemplo: para encontrar textos sobre "feng shui" em sites japoneses, digite o termo entre aspas, dê um espaço, escreva o parâmetro inurl:com e, por fim, o protocolo do país, no caso "jp":

"feng shui" inurl:com.jp

Calculadora: se precisar fazer conta rapidamente, digite a operação diretamente na caixa de busca.
Exemplo: 4000/2-10+35

Veja lista resumida em http://www.google.com/help/calculator.html

Conversões de unidades e medidas: digite dentro da caixa de busca a sigla do que você quer converter, dê espaço, escreva a palavra in, e, por fim, a unidade ou medida desejada.
Exemplos: 1kg in g
5m in cm
500ml in l

Visite a página http://www.google.com/options/ para conhecer toda a família de serviços do Google. Tem tradutor de texto, busca de imagem, de notícias, etc.

Minha sugestão é que vocês instalem a barra do Google no navegador que usa normalmente. Acessem o endereço http://toolbar.google.com/intl/pt-BR/ e façam o download.

Autor: Rodrigo Santaliestra

Fonte: http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

De novo, o plágio

Divido com vocês um texto enviado pelo colega Leandro Botazzo, que muito interessa a todos os acadêmicos, não somente aos de Jornalismo.

Plágio: Aluna flagrada em plágio da monografia perde direito à indenização por danos morais

Foi julgada na sessão do dia 17/9, da 5ª turma Cível, apelação cível interposta por uma universidade de Campo Grande contra aluna, a qual foi flagrada praticando plágio na monografia de conclusão de curso. A aluna foi repreendida pelo orientador, o que gerou constrangimento pela própria postura desonesta dela.
A acadêmica ajuizou ação de reparação de danos morais julgada procedente, condenando a instituição de ensino ao pagamento de R$ 3.000,00. Na ação, a aluna fundamentou que teria sido abruptamente impedida pelo orientador de apresentar o trabalho de conclusão de curso sob o argumento de que teria cometido plágio. Sustentou ainda que o professor em questão não teria feito o devido acompanhamento, análise e discussão dos textos elaborados, além de faltar com a verdade ao afirmar que o trabalho estava bem redigido e apto a ser apresentado.
No momento da apresentação, foi surpreendida, diante da banca já composta, pelas palavras do orientador que denunciou o plágio e a atitude ilícita. A aluna argumentou na ação que seu orientador a submeteu à situação que lhe causou constrangimento e vexame.
Da sentença que acolheu o pedido da acadêmica, a universidade ingressou com a apelação argumentando, em síntese, que a aluna não sofreu dano moral, pois o trabalho foi reprovado pela banca, e não foi o fato alvo de publicidade a ponto de ferir sua honra, não havendo provas de que o orientador usou palavras como "canalha" e "estelionatária", conforme sustentou em sua versão a aluna, e que o sofrimento experimentado não passaria de mero aborrecimento, o qual não teria existido se ela não tivesse cometido plágio. Afirmou, ainda, que a aluna é a única responsável pelos danos que alegou ter sofrido, pois a culpa seria exclusivamente dela.
Entre as duas versões, o relator do processo, Des. Sideni Soncini Pimentel, destaca que "há um fato comprovado e, de certa forma, não impugnado nestes autos: o de que o plágio efetivamente existiu. A peculiaridade está em que a apelada tentou justificar-se, dando a entender que o que se considerou como 'plágio' teria sido, na verdade, fruto de sua inexperiência e, em última medida, do descaso do professor. Por inexperiência ou desconhecimento, ela teria errado, ao fazer as citações, dando a impressão de que teria, simplesmente, copiado texto alheio".
No entendimento da relatoria, os documentos dos autos demonstram que a aluna transcreveu na íntegra de texto alheio como se fosse de sua autoria, "o que é muito diferente da falta de experiência ou desconhecimento das normas e padrões adotados na elaboração de trabalhos científicos". Consideração relevante, afirma o desembargador, já que "ainda que o orientador tenha sido omisso e negligente, não se pode acreditar que um aluno universitário, prestes a obter o bacharelado em Direito, não tenha a mínima noção de que escrever um trabalho não é o mesmo que copiar um texto de outro e apresentá-lo como próprio, principalmente quando se trata de trabalho tão importante e sério (ao menos assim deveria ser encarado por alunos e professores), como é o trabalho de conclusão de curso".
E segue o magistrado na sua observação de que foi percebida claramente a pretensão de a aluna imputar a responsabilidade ao orientador por ter sido flagrada na prática de plágio e censurada diante da banca. Não houve nenhum exagero, até mesmo porque a aluna foi censurada justamente diante daqueles em que ela pretendia enganar. "Esquece-se, no entanto, de que o trabalho estava plagiado e de que procurava se aproveitar desse fato. É enfática, ao criticar a postura do orientador; mas silencia no que diz respeito ao próprio erro", complementou o relator, mencionando também que "Não se pode confundir a humilhação, o vexame, a exposição gratuita e desnecessária de alguém, com o único propósito de denegrir-lhe a honra, com a repreensão de um professor, sem excessos, feita em ambiente fechado de uma universidade. Uma coisa é não se ter o direito de ofender a honra de outrem; outra, bem diferente, é ter a obrigação de evitar uma situação vergonhosa criada pela própria vítima".
Desta forma, por unanimidade, os desembargadores que participaram do julgamento deram provimento ao recurso, para que a sentença seja reformada e os pedidos da aluna sejam julgados totalmente improcedentes. Como consequência, ela deverá arcar com as custas processuais e honorários advocatícios.

Fonte: http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia.aspx?cod=93316

terça-feira, 22 de setembro de 2009

É pelos sonhos que vamos...

Ombudsman da Folha diz que jornal não atende maior parte de suas sugestões

Izabela Vasconcelos, de São Paulo, para o Comunique-se

O ombudsman da Folha de S.Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, na "Sabatina na Folha", evento realizado nesta segunda-feira (21/09), afirmou que na maioria das vezes a redação não atende suas sugestões. Lins também disse que não sabe como medir quando algo foi feito por sua sugestão ou por outros motivos, já que não tem uma relação estreita com a redação.
Uma de seus mais recentes apontamentos, que ainda aguarda uma posição dos jornalistas, foi do caso da regulação da imprensa argentina. “Sugeri que a redação faça uma avaliação entre a proposta de Lei de mídia argentina e o que é feito em outros países, como Estados Unidos, porque acho que não seja algo tão diferente”.
Principais erros do jornal
Questionado sobre os principais erros cometidos pelo jornal desde que assumiu o cargo, em 2008, Lins destacou o episódio da ficha falsa da ministra Dilma Rousseff e a matéria que alertava, com dados desatualizados e fora de contexto, a possibilidade de a Gripe A infectar 35 milhões de brasileiros em dois meses.
Outro fato que não deveria ocupar manchete da Folha, em sua opinião, foi a morte de Michael Jackson. “A morte dele não é manchete para a Folha. É manchete para a Contigo. Deve ser primeira página, mas não manchete”.
Além de criticar o jornal, como é sua função, Lins destacou a cobertura dos conflitos entre Palestina e Israel como um trabalho bem feito pela equipe de reportagem, que mantém um correspondente na região dos conflitos.
O que irrita o ombudsman
O jornalista declarou que uma das coisas que mais o “irritam” no jornal é quando a redação publica um assunto e depois “some” com o tema, perde os desdobramentos. Lins também criticou a postura da redação quando, em certas ocasiões, o veículo só reage aos fatos. Além disso, o jornalista também disse que o jornal tem disposição para cobrir apenas corrupções na política, mas não acompanha como deveria a tramitação e aprovação de leis importantes para os cidadãos, entre outros fatos do Congresso.
Além de responder perguntas da platéia, Lins foi entrevistado pelo colunista da Folha Marcelo Coelho, Eleonora Gosman, correspondente do jornal argentino Clarín, Verónica Goyzueta, correspondente do espanhol ABC, e Eugênio Bucci, professor da ECA-USP e colaborador de O Estado de S. Paulo.

Carlos Eduardo Lins e Silva já chegou a um patamar na profissão que pode se dar ao luxo de escolher o que e onde fazer. Se continua como ombusdman da Folha, mesmo não tendo suas sugestões acatadas como gostaria, ainda assim não deve desanimar, pois está fazendo seu trabalho correta e dignamente.
O leitor é capaz de avaliar os erros (muitos deles graves) cometidos pelo veículo ao ler a coluna do jornalista. E, assim, seu trabalho, voltado mais ao público do que à empresa midiática, tem significado importante. Quem sabe, informado, os leitores passem a cobrar as mudanças sugeridas pelo ombudsan, e assim sim a Folha vai ter que mudar sim!

Jornalismo Econômico

Chato, difícil, para engravatados...
Não são poucas as definições pessimistas para o Jornalismo Econômico.
Entretanto, se as pessoas tivessem consciência da importância de saber ler as entrelinhas dos números da inflação, dos juros, dos preços...certamente o país não seria tão miseravelmente desigual.
Penso em tudo isso enquanto releio Jornalismo Econômico, de Suely Caldas (Editora Contexto). Livro simples, de linguagem fácil, acessível, direta, clara e objetiva. A obra é indicada para todos os acadêmicos de Jornalismo e coleguinhas que quiserem conhecer um pouco mais da área, suas histórias e, especialmente, a importância destas notícias na vida dos cidadãos.
Para deixar um gostinho de "quero mais", só algumas frases da autora:

"É preciso reconhecer que quem por vezes pode deixar o jornalismo econômico difícil e chato é o próprio jornalista."

"...(o jornalismo econômico) é um guia de sobreviência indispensável para nossa vida cotidiana".

Leiam e depois me digam o que acharam.

sábado, 19 de setembro de 2009

Começou a picaretagem

Com fim do diploma, curso promete formar jornalista em 45 horas
Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro, para o Comunique-se

“Diploma não é necessário. Para trabalhar como Jornalista, faça um curso rápido”. É dessa maneira que a empresa Cursos 24 Horas anuncia treinamento para pessoas interessadas em trabalhar com jornalismo na Internet. Com custo de R$ 40 e duração de 45 horas, o curso promete formar “um Cyber Repórter de sucesso”.
“A queda da obrigatoriedade do diploma continua incentivando o surgimento de maus profissionais. Depois dos concursos sem exigência do diploma, agora há um site na internet oferecendo um curso completo de jornalismo online em apenas 45 horas, ou seja, menos de dois dias corridos. Um verdadeiro curso caça-níqueis”, manifestou o Sindicato dos Jornalistas do Ceará em seu site.
O supervisor de atendimento da empresa, Luiz Henrique Campos, defende o curso, afirmando que os alunos formados “têm todas as condições para trabalhar com jornalismo online”.
Campos explica que a duração de 45 horas é apenas uma estimativa, que varia de acordo com o interesse do aluno. Diz ainda que existe um professor disponível para tirar todas as dúvidas e ressalta a facilidade do curso totalmente online, que pode ser feito em qualquer horário, de qualquer lugar.
Sobre a qualidade, afirma que o curso existe desde 2003 e existem ex-alunos trabalhando na área. "Principalmente agora que não precisa mais do diploma”.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Blog novo na área

Conheçam o www.jornalismocivic.blogspot.com, um espaço laboratorial para jornalistas e acadêmicos que quiserem praticar e divulgar este novo modelo de pensar e fazer jornalismo. O blog nasceu nesta manhã, após uma oficina ministrada durante a 9a. Secomt. Será alimentado por colaboradores. Quer ser um?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Visitantes

Há sete meses mantenho este blog. Desde o início ele foi um desafio, por muitas razões. Só agora consegui colocar um contador de visitantes nele. Os números certamente me dirão pouca coisa, mas como eles também comunicam, é hora de saber interpretá-los. Seja bem-vindo sempre. Pra mim você é mais do que um número!

Tem programa pra sábado?

Se não tem ainda, marque um encontro legal comigo e com os coleguinhas José Marcos Taveira, Ágatha Urzedo e Karenine Miracelly, das 8h às 18h, no Centro Universitário Toledo de Araçatuba. Vamos receber vestibulandos interessados na profissão durante evento promovido pela Instituição. Você que é coleguinha, ex-aluno e/ou aluno pode vir tirar as dúvidas deles também. Abraços e até lá.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Museu da Corrupção

Durante a Semana de Ciências Contábeis e Sistemas de Informação (até a próxima sexta-feira, dia 18), o Centro Universitário Toledo de Araçatuba está hospedando o "Museu da Corrupção", uma coletânea de textos e imagens com os principais escândalos recentes da política brasileira. A coleção é do jornal Diário do Comércio, de São Paulo.
A exposição acontece diariamente, no 1o. andar do prédio 3, e é aberta ao público. Impossível não passar por lá.
Confirma matéria de Kauê Ferraz, da Assessoria de Imprensa do UniToledo:


Uma das grandes novidades da 5ª Semana Acadêmica de Ciências Contábeis é o Museu da Corrupção. A parceria entre o UniToledo e o jornal Diário do Comércio (Associação Comercial do Estado de São Paulo), por meio do presidente da ACIA (Associação Comercial de Araçatuba), Wilson Marinho, viabilizou a vinda do museu para a instituição.

Os acadêmicos podem conferir a exposição, das 19h às 22h, no primeiro andar do prédio 3 até o dia 17, sexta-feira, quando se encerra a semana de Contábeis. Araçatuba é a primeira cidade do interior paulista que recebe a exposição.

No museu, estão expostos vários momentos de corrupção da política brasileira ao longo da história. São painéis que mostram desde o impeachment de Fernando Collor até a “Sarneylândia”, que fala sobre os escândalos envolvendo o senador José Sarney (PMDB-AP). O Mensalão, a Máfia dos Bingos, o escândalo dos Cartões Corporativos e a Operação Satiagraha também fazem parte da exposição.

Os painéis abordam com bom humor algumas questões. Entre elas, está a “Piscina das Mentiras”, na qual são mostradas, dentro de uma piscina, algumas das mentiras mais “cabeludas” contadas por políticos. Outro painel interessante é a “Árvore Genealógica dos Corruptos”, que mostra desde os descobridores do Brasil até o Senador José Sarney.

“Nós trouxemos essa exposição para mostrar os casos de corrupção escandalosos que temos em nosso país. De uma maneira bem humorada, vamos conscientizar a população a respeito desse tema”, ressalta Claudinei Göttems, coordenador do curso de Ciências Contábeis.

Aprovação da mídia é a mais baixa em duas décadas

Pesquisa recente mostra que o nosso trabalho está em baixa. Conheça os motivos lendo a matéria completa publicada no blog do jornalista Luiz Carlos Azenha:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/indice-de-aprovacao-da-midia-o-mais-baixo-em-duas-decadas/

Então você vai entender algumas das razões de se pensar em civic journalism.

Oficina de civic journalism

Na sexta-feira, dia 18, das 8h às 11h, ministrarei uma oficina de civic journalism durante a programação da 9a. Secomt - Semana de Comunicação da Toledo.
O civic journalism ainda não é um gênero nem uma especialização. Trata-se de um movimento que surgiu nos Estados Unidos - a partir de coleguinhas descontentes com o rumo do sensacionalismo - que propõe repensar os conceitos e o jeito de fazer nosso trabalho.
As inovações vão desde a concepção (informar ou oferecer conhecimento) passando por quem define as pautas (gatekeepers x advocates) até uma liberdade total na produção dos textos que não devem seguir o modelo do lead nem da pirâmide invertida.
O trabalho na oficina da Secomt será dividido em duas etapas: na primeira, a parte conceitual. Na segunda, a parte prática. Os interessados podem procurar a coordenação do curso (karenine.prof@toledo.br) para fazer as inscrições (R$ 10,00). As vagas são limitadas. Estão todos convidados.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Up


Este texto não é uma resenha. É só um comentário. Meu marido e eu levamos nossos filhos para assitir a Up, um desenho que está longe de ser só infantil. Nele, um homem luta para realizar seus sonhos, apesar de todos os contras da vida. Durante mais de uma hora, o público é capaz de se lembrar dos sonhos de criança, das batalhas da vida adulta e dos sofrimentos impostos pelo envelhecimento, do corpo e da alma. Sim, o "mocinho" ganha no final e escolhe a vida como ela é ao invés dos sonhos. Mas, que isto tem a ver com jornalismo?
Talvez seja uma metáfora da profissão. Talvez...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Restrições no uso de redes sociais por jornalistas

Especialistas divergem sobre o tema

Izabela Vasconcelos, de São Paulo, para o Comunique-se


As recentes normas adotadas pela Folha de S.Paulo e TV Globo no uso de redes sociais por seus jornalistas causam polêmica. Na última semana, os dois veículos divulgaram, em comunicados internos, regras para o uso de blogs, Twitter, e outras redes sociais.

A Folha determinou que seus profissionais sigam os princípios do projeto editorial, "evitando assumir campanhas e posicionamentos partidários". O veículo também exige que os jornalistas não divulguem conteúdos de colunas e reportagens exclusivas, restritos a assinantes, na rede. A TV Globo também estabeleceu normas semelhantes aos seus funcionários, vedando a divulgação de informações institucionais e o uso de redes sociais vinculadas a outros veículos de comunicação sem prévia autorização da emissora.

O que é visto como um cerceamento da liberdade de expressão para uns, é visto como uma questão ética por outros. Bruno Rodrigues, especialista em mídias digitais, concorda com a medida adotada pelos veículos. "Esse comportamento faz parte do trabalho profissional. Discordo quando dizem que é uma forma de limitar a liberdade de expressão. Quando um jornalista cobre algum assunto para a Folha, por exemplo, o jornal tem total direito nesse caso. Se for um trabalho particular, uma investigação própria, aí é outra coisa".

O professor de pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, pós-doutorado em comunicação e Tecnologia, Walter Teixeira Lima Júnior, acredita que o caso seja algo muito novo e analisa o ponto de vista das empresas e dos jornalistas. "Tudo o que você vai falar vai para o bem ou para o mal da empresa. A preocupação do veículo é que eles têm concorrentes. Tudo isso é muito novo, tanto jornalistas como empresas estão aprendendo como conviver".

Apesar de enxergar as razões das empresas, Lima acredita que o jornalista também tem voz fora do veículo e o direito de expressar sua opinião fora de seu período de trabalho, mesmo de um assunto que tenha coberto. "Os veículos não podem limitar a liberdade do individuo. É como no passado, o jornalista escrevia a matéria, saía da redação e depois ia às ruas, era ativista", conclui o jornalista, que enfatiza que o profissional também deve ter responsabilidade sobre o que fala.

11 de setembro para o jornalismo


Quando um cidadão comum filmou os dois aviões atingindo as Torres Gêmeas, o jornalismo cidadão ganhou o destaque que merece.
Os cinegrafistas e fotógrafos chegaram logo depois, mas por mais que se esforçassem entre os entulhos, correndo risco de morte, não tinham em mãos a cena que ainda causará impacto nas futuras gerações.
Junto com as prédios, ruiu a soberania norte-americana. Com aquela filmagem amadora, os cidadãos confirmaram o poder da mídia e como é importante registrar fatos que podem mudar uma sociedade.Desde então, este movimento - o jornalismo cidadão - só tem aumentado.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Globo e Folha restringem Twitter e blogs para jornalistas

Liberdade de expressão. Liberdade de expressão?
Cada vez mais estou acreditando que isso deve ser utopia, alguma coisa que vive com os duendes na casa do Papai Noel.
Na nossa profissão, em nome da objetividade, temos que guardar nossas opiniões para os textos opinativos dos artigos e colunas. E na nossa vida particular?
Acompanhem o que está acontecendo com coleguinhas dos grandes veículos de comunicação. E depois me respondam: vocês acreditam que essas regras vão valer só pra eles ou elas vão se estender a todos os outros?


Globo restringe uso de blogs,Twitter e outras redes sociais
Da Redação do Comunique-se
A TV Globo divulgou um comunicado interno na noite de quinta-feira (10/09), em que restringe o uso de blogs e redes sociais pelos seus contratados. A medida atinge tanto artistas, como jornalistas e outros profissionais da emissora.

“A divulgação e ou comentários sobre temas/informações direta ou indiretamente relacionados às atividades ligadas à Rede Globo; ao mercado de mídia e ao nosso ambiente regulatório, ou qualquer outra informação/conteúdo obtidos em razão do relacionamento com a Rede Globo são vedados, independentemente da plataforma adotada, salvo expressamente autorizada pela empresa”, informa o comunicado.

A Globo também exige autorização prévia para que os contratados possam ter blogs, Twitter e outras redes sociais vinculados a outros veículos de comunicação. “A hospedagem em Portais ou outros sites, bem como a associação do nome, imagem ou voz dos contratados da Rede Globo a quaisquer veículos de comunicação que explorem as mídias sociais, ainda que o conteúdo disponibilizado seja pessoal, só poderá acontecer com prévia autorização formal da empresa”.

A decisão gerou repercussão, mas até o momento somente artistas da emissora se manifestaram. A atriz Fernanda Paes Leme reclamou.“Não existe Arte sem liberdade de expressão!!”. “Blog, twitter ajudam o público a conhecer o artista por trás do personagem... eu vou continuar por AQUI!". Jornalistas procurados pelo Comunique-se informaram que ainda não haviam recebido o comunicado.

Apesar das restrições citadas, a Central Globo de Comunicação informou que não veda qualquer plataforma para o uso pessoal, mas que as ferramentas devem se limitar a isso. “A presença individual e particular dos nossos contratados deve se restringir, se desejada, exatamente a este universo, estando totalmente desvinculada da atuação na Rede Globo, nem tampouco associados a outros veículos de comunicação. Se essa separação clara não puder ser estabelecida, o uso dessas mídias fica inviabilizado”.

A emissora carioca alega que a medida tem o objetivo proteger seus “conteúdos da exploração indevida por terceiros, assim como preservar seus princípios e valores”.


Folha cria regras para jornalistas usarem Twitter e blogs
Izabela Vasconcelos, de São Paulo, para o Comunique-se
O jornal Folha de S.Paulo anunciou em comunicado interno, que os jornalistas e colunistas do veículo devem seguir algumas regras ao usar redes sociais, como Twitter e blogs. A recomendação, assinada pela editoria executiva, é que os profissionais não assumam opiniões partidárias, sobre qualquer candidato ou campanha, e também veda a publicação de conteúdo exclusivo, acessível apenas para assinantes do jornal.

Os jornalistas que quiserem citar alguma matéria exclusiva poderão fazer referência ao material, publicando o link para o acesso do conteúdo na íntegra. “Não devem colocar na rede os conteúdos de colunas e reportagens exclusivas. Esses são reservados apenas para os leitores da Folha e assinantes do UOL. Eventualmente blogs podem fazer rápida menção para texto publicado no jornal, com remissão para a versão eletrônica da Folha”, explica o texto.

Um dos jornalistas da Folha aguardava pela decisão. “Já sabia que iriam fazer isso. Tinha muita gente abusando. Você não pode emitir opinião de uma matéria que você cobriu”, declarou.

Outro profissional do veículo também esperava esse tipo de orientação do jornal. “Esperava que adotassem uma medida nesse sentido, principalmente pelo direito autoral. A decisão não mudou em nada meu procedimento no Twitter. Eu não faço nada no Twitter que eu não faria na Folha”, revelou o jornalista, que acredita que o conteúdo exclusivo deveria ser liberado. “Seria bem mais proveitoso, mas essa é outra questão”.

Apesar de defender as orientações do jornal, o profissional afirmou que o veículo é rigoroso em relação à imagem dos jornalistas do grupo. “Excedem no rigor, tudo tem que pedir autorização, para entrevistas, palestras, enfim...".

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Plágio: uma hora dá errado


A apresentadora Xuxa, a antiga diretora do seu programa, Marlene Matos, e a Rede Globo foram condenadas a pagar uma indenização de 500 salários mínimos para a professora primária Virgínia Maria Oliveira Borges por plágio em brincadeira. A decisão é do Superior Tribunal de Justiça, que manteve condenação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Mas ainda cabe recurso.
De acordo com o processo, a professora é autora e detém registro de propriedade intelectual de brincadeiras que foram utilizadas, sem a devida autorização, pelo programa infantil. Xuxa e cia foram condenados por danos morais e materiais. No entendimento da Corte, as três são responsáveis pela apresentação do programa, já que, sem a participação de qualquer uma delas, não haveria o processo de plágio.
Essa história de plágio uma hora dá errado. Ninguém é capaz de enganar todo mundo o tempo todo.