quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

E por falar em acordo...Que tal um minicurso?

O Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo está programando para o mês que vem, março, um minicurso sobre as novas regras do Acordo Ortográfico. Para quem quiser e puder, aqui vão as dicas:


Nova Ortografia: Teoria e Prática

Dia 14 de março, sábado, das 9h às 13h

Nova Ortografia: Teoria e Prática é um minicurso específico para todos os que utilizam o texto escrito – desde escrever e-mails até livros – com dicas e exercícios para assimilar as novas regras de forma prática e eficiente.

Dia da aula: dia 14 de março

Vagas: 20

Local: Ação Educativa, Rua General Jardim, 660 (a 15 minutos do metrô Santa Cecília, próximo ao Mackenzie da Rua Itambé)

Valores:
Para jornalistas sindicalizados e estudantes de Jornalismo pré-sindicalizados:
R$ 100,00 à vista ou
R$ 130,00 em 2 parcelas de R$ 65,00

Para os não sindicalizados:
R$ 130,00 à vista
R$ 160,00 em duas parcelas de R$ 80,00

ATENÇÃO: Os que já participaram dos cursos (EXCETO das atividades gratuitas: seminários, cursos e palestras) têm direito a desconto, consulte a tabela com o Departamento de Formação.


O Acordo Ortográfico entrou em vigor no dia 1° de janeiro, mas traz uma série de dúvidas no momento de escrever. O que muda? O que não muda?
Programa:

I. O que é o Acordo Ortográfico. O alfabeto e o uso das novas letras. Sílaba tônica. Proparoxítonas; paroxítonas e oxítonas. Ditongos e hiatos.

II. O trema. Acento diferencial. Acentuação de verbos (Ter, vir e outros).

III. Demais regras de acentuação. Solução de problemas. Exercícios.

IV. Emprego do hífen por justaposição. Emprego do hífen em palavras formadas por prefixos. Dicas para o dia-a-dia, tabelas, jogos e exercícios.

Docentes:
Márcia Ligia Guidin. Doutora em Letras pela USP, editora e professora universitária, autora de várias obras de crítica literária e língua portuguesa e diretora executiva da Miró Editorial.
ou
Inez Sautchuk. Doutora em Língua Portuguesa pela USP, professora universitária e autora de obras de linguística e língua portuguesa.

PARA PAGAMENTO:

No Sindicato: Rua Rego Freitas, 530 - Sobreloja, de segunda à sexta, das 9h00 às 18h00

ou depósito bancário:
Santander - Agência 0083 - Conta Corrente 13.001.669/9
Favorecido: Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo,
CNPJ 62.584.230/0001-00

Importante: Enviar o comprovante para

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cursos@sjsp.org.br ou para o fax (11) 3217 6299 ramal 6230.

Atenção: Optando pelo pagamento parcelado, entregar os cheques pré-datados no 1º dia de aula.

Não trabalhamos com boleto bancário e cartão de crédito.

Outras formas e datas para pagamento, consulte o Departamento de Formação.


Atenção: Em caso de desistência:
- antes do início do curso: ressarcimento de 85% do valor pago;
- após o início do curso: 50% do valor do curso;

O acordo ortográfico

Mudança que afeta todos nós, o acordo ortográfico tem sido motivo de muitas discussões, opiniões e artigos entre especialistas. Acompanhe este do prof. Bruno Dallari, do Departamento de Linguística da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, divulgado esta semana no site da instituição.

Mesma grafia, línguas diferentes

Por que instituir uma grafia comum para línguas diferentes? As razões apresentadas são frágeis e não justificam o desconforto que a mudança vai causar. É ainda tempo de suspender a implantação do projeto de unificação ortográfica do português. A reforma foi aprovada em 1990, como acordo firmado entre os países-membros da CPLP, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, mas, por bons motivos, não foi até agora implementada por nenhum dos signatários. O assunto vem sendo veiculado - mas não propriamente debatido - na mídia brasileira.
A noção genérica de que, de tempos em tempos, é preciso “atualizar” as regras ortográficas faz com que mesmo aqueles que manifestam uma certa contrariedade com a reforma a assumam como um mal necessário. E permite que os defensores da reforma impinjam a seus oponentes a pecha de “conservadores”.
Pode até ser que haja razões para que se proceda a uma reforma ortográfica do português brasileiro. Mas não nos termos em que está sendo proposta. E, sobretudo, não a fazendo conjuntamente com Portugal, na presunção de que se trate da mesma língua e conferindo a ela um caráter geopolítico.
O português brasileiro (PB) e o português europeu (PE), como são denominados pelos lingüistas, estão em vias de se tornarem línguas diferentes. Como se trata de processos de longo prazo, com a duração de alguns séculos, é difícil dizer exatamente em que momento uma língua passa a ser duas ou mais, no curso de sua dispersão. Já são notáveis, no entanto, os sinais da separação entre PB e PE. Diferenças fonéticas, sintáticas e lexicais vêm constituindo um agregado de modificações que já caracterizam a emergência de duas novas línguas, um processo que não se confunde com a irrupção eventual de elementos peculiares, regionais ou sociais, em uma única língua.
Em poucos segundos, o leitor de um livro ou jornal qualquer, identifica se está diante de uma edição brasileira ou portuguesa - e, não raro, se depara com dificuldades de entendimento. Não se trata apenas de uma variante regional - note que o mesmo não acontece com edições de lugares diferentes do Brasil, entre as quais as diferenças incidem sobre aspectos dispersos e ocasionais.
Mesmo assim, a semelhança da escrita não é um índice preciso da identidade entre duas línguas, já que a padronização homogeniza a produção lingüística de falares diferentes, apagando suas diferenças. A avaliação do grau real de distinção entre duas línguas requer que se passe do mundo da escrita ao reino da fala. É a oralidade que corresponde à realidade fundamental da existência e da identidade de uma língua e ao seu reconhecimento como tal pelos seus próprios falantes.
No caso do português, quanto mais nos afastamos dos registros formais, como o acadêmico ou jurídico, diretamente pautados pela escrita normatizada, e nos voltamos para as variantes populares, mais os falares brasileiros e os falares lusitanos se revelam incompreensíveis entre si, não atendendo ao critério da mútua inteligibilidade, um critério pedestre, mas internacionalmente adotado para identificar uma língua como tal a partir da comparação de diversos falares.
Edições brasileiras de livros portugueses são regularmente traduzidas e vice-versa, o mais concreto atestado de distinção entre duas línguas que pode existir. Como poderia o leitor brasileiro adivinhar, por exemplo, que o livro português “O Suplente” conta a estória do jogador reserva de um time de futebol? Filmes e documentários portugueses são legendados na televisão brasileira, não só para superar a dificuldade fonética com as vogais elididas, mas efetivamente traduzindo termos incompreensíveis ou falsos cognatos (como a “bicha de ônibus”, isto é, a fila).
(Aliás, é interessante notar que, ao contrário do que supõe o leigo, a elisão das vogais é um fato recente do PE, não anterior ao século XIX. Comerciais que mostram “Seu Cabral” falando com sotaque lusitano podem ser divertidos, mas não são verossímeis. As vogais do português quinhentista eram abertas, como o são até hoje na maior parte das línguas neolatinas.)
O cenário que se apresenta para a relação entre o PB e o PE é semelhante ao das línguas escandinavas - norueguês, sueco, dinamarquês: uma proximidade que permite um grau eventualmente alto de inteligibilidade, mas inequivocamente línguas diferentes.
Línguas contíguas podem evoluir divergentemente ou convergentemente. Como aponta William Labov, o grande teórico da mudança lingüística, o fator decisivo é seus falantes partilharem ou não um ambiente comum, perfazendo efetivamente uma comunidade. Assim aconteceu que as diversas variantes do alemão fossem unificadas na Alemanha, mas não na Suíça, onde várias línguas germânicas mantêm a sua singularidade. É o que explica que o joual, como é apelidado o francês do Canadá, esteja igualmente em vias de se separar do francês metropolitano (joual é o termo quebecois para cheval, cavalo).
Não partilhamos um espaço comum com os portugueses. A possibilidade da influência recíproca entre as línguas é muito pequena. A influência dos falares lusitanos no Brasil é nula. As novelas e uma certa presença de imigrantes brasileiros podem salpicar alguns elementos brasileiros no PE, mas nunca abrasileirá-lo inteiramente. A tendência, nos últimos dois séculos, é lenta, mas segura no sentido da divergência, um processo que dificilmente poderia ser revertido.
(Muitos portugueses consideram o “brasileiro” como um dialeto - no sentido pejorativo do termo, de versão deturpada e mal-falada de uma língua. O que levou Policarpo Quaresma a propor, em sua famosa petição, que nos livrássemos das “censuras ásperas dos proprietários da língua” adotando uma língua própria. Continua sendo o caso.)
Nesse contexto, não há porque promover uma grafia comum. Não mais do que uma unificação ortográfica entre o italiano e o espanhol ou entre o inglês e o alemão, por exemplo. Ou entre as já citadas línguas escandinavas que, vale dizer, tem grafias discrepantes quanto ao valor fonético.
O problema é que se está vendendo a - indesejável - unificação ortográfica com Portugal, como se fosse a - discutível, mas eventualmente interessante - reforma ortográfica do PB. O formato “dois em um” torna o pacote mais vendável e traveste os aspectos mais bizarros ou discutíveis do projeto. É preciso não cair na confusão deliberada que se está fazendo entre reforma ortográfica, unificação ortográfica e unificação das línguas.
A unificação ortográfica não tem o condão de promover a reunificação das línguas. Porém, com estudada ambigüidade, o projeto é apresentado como elemento agregador, consolidador e constitutivo da lusofonia, a comunidade dos falantes da língua portuguesa, formalmente institucionalizada pela CPLP, como se ele, de alguma maneira, restaurasse a unidade perdida ou pelo menos impedisse a dispersão de se ampliar.
A motivação é política. Constituída para dotar Portugal de uma presença internacional para além de seu peso real, a lusofonia foi um projeto calcado na francofonia, pelo qual a França tenta manter, a partir do vínculo lingüístico, sua influência em diversas partes do mundo.
Ocorre que suas bases são muito frágeis. O site da CPLP (www.cplp.org) apresenta o português como “a quinta língua mais falada no mundo”, falada por 230 milhões de pessoas, contabilizando a população do Brasil, de Portugal e dos países africanos por ele colonizados. Porém, em Angola e Moçambique, menos de 10% da população são falantes nativos do português. Mesmo entre estes, a língua falada é também diferente o suficiente para que seja caracterizada como outra - um tópico que não estou considerando neste artigo, mas que poderia ampliar ainda mais esta discussão.
Esse propósito grandioso, de uma presença mundial baseada numa noção hiperbólica da lusofonia, não se sustenta se Portugal ficar reduzido aos seus 10 milhões de habitantes. Daí ela requerer indispensavelmente que sejam computados os 180 milhões de brasileiros - o único contingente “lusofone” que pode fazer diferença em escala mundial. Para funcionar, é preciso que aceitemos ser apresentados internacionalmente como parte do bloco lusofone. Por que nos prestaríamos a isso?
Portugal é um pequeno país, do outro lado do Atlântico, cujo desejo e vocação é se integrar à Europa. A presença internacional do Brasil é marcada por uma extrema singularidade, inclusive em relação à América Latina. A área de intersecção é mínima e depende de ser cultivada, não podendo se sustentar sobre os parcos elementos espontâneos, políticos ou econômicos. A associação com Portugal e com outros países alegadamente lusofones tem pouco a acrescentar ao nosso standing internacional.
A CPLP tem uma importância relativa muito maior para Portugal do que para o Brasil. A posição do Brasil tem sido a de apoiá-la enquanto for inofensiva, não implicando em engajamentos mais comprometedores. Esse foi o espírito com que foi assinado o acordo ortográfico - como uma operação diplomática de baixo custo, como um gesto de boa vontade com poucas implicações práticas, incidindo sobre um componente irrelevante do ponto de vista geral das relações internacionais.
Esta é a percepção do público português, que também não está satisfeito com a reforma. Escritores, jornalistas, professores, se mobilizaram contra a reforma e obtiveram a suspensão de sua implantação. Não é um paradoxo - tanto quanto nós, eles a viram como um artefato de legislação lingüística instituído à sua revelia a partir de instâncias político-diplomáticas, como parte de uma estratégia de política internacional. Mudar a grafia de certas palavras e eliminar alguns acentos pareceu a essas instâncias um preço baixo a pagar pela lusofonia. Mas ele é alto para os usuários profissionais da língua. De lá e de cá.
O primeiro equívoco dessa reforma - mas não o único - foi incluir Portugal nela.
As duas línguas são geridas separadamente há muito tempo. Em 1911, Portugal promoveu uma reforma ortográfica que desconsiderou totalmente o Brasil, tanto institucionalmente, como lingüisticamente - nenhum representante do Estado ou de instituições brasileiras foi convidado a participar do processo, nem peculiaridades dos usos brasileiros do português foram levadas em conta na sua formatação (1911 é o mesmo ano em que Lima Barreto publicou Triste fim de Policarpo Quaresma em folhetins no Jornal do Commercio - uma coincidência?). Desde então, cada um dos países administra a sua língua por conta própria. Por que tentar reverter agora um século de separação plenamente consagrada, inclusive institucionalmente?
Entre os “argumentos de venda” da reforma estão o seu sentido político, mas também a unificação da indústria editorial e algumas tecnicalidades ortográficas.
Um dos argumentos falaciosos mais repetidos é o de que só o português, entre as “línguas de cultura” (?), não teria uma ortografia unificada. Ora, como é bem conhecido, o inglês tem duas grafias (escreve-se, por exemplo, theater e civilization, na versão norte-americana, e theatre e civilisation, na versão britânica), o que não afeta nem minimamente sua influência, nem impede uma robusta indústria editorial de se desenvolver nos vários países de língua inglesa.
O horizonte real do que se está chamando de unificação da indústria editorial e de software é a criação de um mercado único ampliado de produtos “em língua portuguesa”. Mas, quem já usou software português sabe que eles chamam ficheiro o que nós chamamos arquivo e rato o que nós chamamos mouse. Os mercados continuarão divididos, pelas mesmas razões que já o estão agora - cada um atenderá a uma língua.
Alguns setores da indústria editorial brasileira, interessados em vender livros didáticos e infantis para os países da África portuguesa, subsidiados pelo governo brasileiro como parte de um programa diplomático, viram na reforma uma oportunidade de ganhar dinheiro, atendendo a este “mercado”, que, no momento, está fechado em função das diferenças ortográficas. Mas o livro didático adequado para alunos que se reconhecem na frase os miúdos estão a correr e acharam giro o comboio não o será para aqueles que se reconhecem na frase as crianças estão correndo e acharam engraçado o trem. Não são as diferenças ortográficas, mas as diferenças lingüísticas que tornam inadequados os livros brasileiros para os leitores africanos.
Do ponto de vista técnico, a reforma está sendo vendida como uma “simplificação” da ortografia. No entanto, quem se der ao trabalho de examinar as 17 páginas do Acordo Ortográfico (o texto está disponível no site da CPLP), verá imediatamente desmentida essa pretensão de simplicidade, ao longo dos 21 tópicos subdivididos em dezenas de artigos, cobertos pelo texto.
Um aspecto flagrantemente complicador é a instituição de formas facultativas, pela qual o projeto amplia as possibilidades de grafia de inúmeros termos. Cada professor do ensino básico, de Recife ou de Coimbra, terá que explicar a seus alunos que podem escolher entre as formas disponíveis, que não serão consideradas como erros, por exemplo, corruto/corrupto, conceção/concepção, facto/fato, actual/atual, subtil/sutil, amnistia/anistia, registo/registro, arimética/aritmética ou acentuar facultativamente fôrma/forma ou amámos/amamos. É interessante notar que os próprios termos nos quais é redigido o acordo são já uma evidência dessas dificuldades. O texto abre dizendo: “Considerando que o projecto de texto ...”.
Numa tentativa de diminuir as resistências, alguns defensores da reforma alegaram pateticamente que ela incide sobre “menos de 1%” dos termos da língua. Considerando que o português tem pelo menos 220 mil palavras, sem contar flexões e derivações, não é um incomôdo de pouca monta. Outras reformas, simpáticas junto ao público, como a abolição do trema, foram agregadas ao projeto. Mesmo que seja o caso, para isso basta uma pequena reforma ortográfica nacional; não é preciso um complexo acordo internacional prevendo a unificação ortográfica com Portugal e mais cinco países.
Não é possível constituir um espaço comum a partir de uma grafia comum - nem mesmo uma língua comum é uma garantia desta possibilidade. A iniciativa até poderia ser vista como inócua, porém inofensiva. O problema é que o grande gesto para o público externo se dará às custas da funcionalidade e da conveniência para o público interno.
É o momento de interromper este processo, suspendendo a implantação da reforma, para o bem de todos os interessados - todos aqueles que escrevem em português. Pode até ser o caso de pensar uma reforma. Mas em outros termos, com outros objetivos e, sobretudo, devidamente discutidos com a sociedade brasileira.
Em entrevista a Jô Soares, o presidente da ABL, Marcos Vilaça, tentando defender a reforma, declarou que “a língua é assunto de segurança nacional e expressão de poder”. Uma razão a mais para que a soberania sobre a língua brasileira seja apropriada e exercida por quem de direito: o povo brasileiro.
Se alguma reforma, ortográfica ou gramatical, vier a fazer sentido, será aquela que assuma a singularidade da língua brasileira, que aprofunde a consciência da nossa identidade lingüística e que promova um processo de institucionalização lingüística cujo ponto de partida seja a língua falada no Brasil.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Para conhecer

Uma pessoa querida me disse, assim que soube do blog, que eu deveria me mostrar mais, postar "coisas" minhas para que as pessoas me conhecessem melhor.

Não é esta minha intenção principal. Mas pensei: se quero a participação dos colegas, com textos, preciso começar...

Então segue o primeiro, escrito há algum tempo, quando redescobri valores e modifiquei minha vida. Na busca pela minha "trilha do sol", fiquei certamente mais pobre, mas infinitamente, mais feliz.

Entendam o porquê:

Suicídio homeopático

Sabe o que é suicídio homeopático?
É madrugar, apressado, todos os dias da semana, engolir o café preto e frio, sair mastigando o pão amanhecido enquanto engata a marcha no carro que vai parar a poucos quarteirões.
É abrir a porta do carro, pedir para o filho saltar depressa na frente da escola sem tempo para um beijo ou uma palavra com os educadores - só para saber se realmente vai tudo bem e não se assustar nas reuniões de pais e mestres.
É chegar no serviço atrasado para bater o cartão e trabalhar por horas a fio sem levantar os olhos da mesa, oculto por pilhas de papéis burocráticos, palavras e números sem fim porque a competitividade exige.
É fazer descer, sem mastigar, o lanche que deveria ser almoço ou a marmita fria para dar tempo de voltar ao trabalho e dar conta do serviço, e ficar feliz ao final do mês se vier o salário, que sempre é mínimo. É “vestir a camisa” e fazer hora-extra e esquecer a família, amigos, lazer...
Suicídio homeopático é chegar em casa tão esgotado todos os dias que a única vontade é se desligar ligando a TV e quanto pior o programa, melhor, porque não faz pensar.
É dormir de cansaço, sem rezar.
É usar o sábado e o domingo para encher os supermercados porque durante a semana não deu tempo de fazer a compra.
É lavar, passar, cozinhar, fazer congelados porque a segunda-feira já vem.
Suicídio homeopático é o que alguns chamam de modernidade!
Mas há uma saída...

Assessoria de Imprensa - Há muito trabalho a fazer!

Este texto também se encontra no blog operariododireito, do advogado, mestre em Direito do Trabalho (e meu marido), Maurício de Carvalho Salviano. Lá, ele será usado para debater como o advogado deve trabalhar o processo da Comunicação, em especial no relacionamento com a mídia.

Aqui, nós jornalistas e estudantes de Jornalismo precisamos (re)pensar como demonstrar aos profissionais - como os advogados e outros mais - os benefícios de uma assessoria de imprensa, que nem de longe é só o que eles imaginam e mencionam neste artigo.

Leiam com atenção e lancem uma luz sobre a questão!

Sobre serviços de assessoria de imprensa para escritórios de advocacia

Oswaldo Pepe*

E-mail para um amigo que me pergunta sobre assessoria de imprensa para escritórios de advocacia e pede para lhe falar sem reservas, nem cuidados...

Prezado Amigo,
Aqui entre nós, que não nos ouçam, passo-lhe algumas observações sobre o tema "assessoria de imprensa para escritórios de advocacia":
1. Até hoje não vi nenhum escritório de advocacia explicar claramente porque deseja sair na imprensa.
2. Em geral a explicação é "mágica" ou têm conteúdos mágicos: saímos na imprensa, as pessoas (quem ?) vêem e aí aumenta a percepção do nosso escritório e eventualmente somos procurados por possíveis clientes.
Isto é uma fantasia. Não funciona assim.
3. Em geral as assessorias de imprensa dão seu trabalho por terminado com o clipping; o correto é o trabalho começar pelo clipping - este sim, um material de grande valor, em geral desperdiçado ou muito pouco aproveitado.
4. Falar com a imprensa - motivo da contratação de uma assessoria - requer um projeto de pelo menos médio prazo, com uma estratégia muito bem definida. Por exemplo: o que se pretende, porque, aonde se quer chegar e o que fazer com o clipping.
E - muito importante ! - que tipo de material será gerado para atender ao interesse do jornalista. E como manter este interesse.
Mas em geral as assessorias não conseguem se impor e acabam trabalhando no varejo do dia-a-dia, correndo atrás de publicar o que o cliente acha que é importante. Despachando releases... para manter o faturamento no fim do mês.
4.1. Relacionar-se com qualquer pessoa de fato, requer o estabelecimento de conhecimento e daí, de confiança. Portanto relacionar-se produtivamente com a Imprensa requer um processo contínuo de conhecimento até que se estabeleça confiança, trust.
Isto requer um projeto e tempo. Não se cria conhecimento e confiança senão com tempo.
5. Os advogados têm uma ilusão, voltando ao tema, que se saírem na imprensa vão se tornar mais conhecidos e assim vão ampliar sua base de clientes.
Para isto, precisam acreditar piamente na "idéia" de que seus públicos vão ler cuidadosamente as matérias aonde são citados, no dia em que são publicadas, no veículo que desejam. Isto dificilmente acontece.
O mais acertado é que definam seus públicos e se dediquem a se comunicar o mais diretamente possível com eles. Hoje não faltam instrumentos para tal, a um custo bastante razoável.
6. Não é comum eu recomendar serviço de assessoria de imprensa quando sou consultado por um escritório sobre o tema.
Isto porque, numa grande maioria dos casos, a comunicação do escritório não está formatada para interagir com a Imprensa. O que existe (quando existe) é uma série de ações isoladas, sem conjunto nem propósito, muitas vezes baseada no "acho que", "me disseram" ou na observação do que grandes empresas fazem em comunicação. Não há em geral a menor noção do que seja a comunicação adequada ao negócio.
6.1. Assim, quando chamado, analiso o escritório, seus profissionais, sedes, história, objetivos e proponho o mais básico dos básicos em comunicação. A saber.
O primeiro é o visual primário: espaço do escritório, arquitetura de interiores, qualidade da luz ambiente, pinturas e outras obras de arte, papelaria, site, música de espera, apresentações e outros materiais em papel - há uma conformidade, um conjunto ?
O que este material está "dizendo" sobre o escritório, que efeito vai provocar, que imagem quer transmitir ?
É fácil se impressionar com o material de outros escritórios; difícil é compreender como impressionar.
Dai vêm os textos, o conteúdo escrito. A personalidade, as expertises, as qualidades do escritório estão claramente expostas, sem o habitual palavrório que mistura texto publicitário com pretensa seriedade jurídica ? Já vi pelo menos umas duzentas apresentações em papel de escritórios: tudo igual, tudo maximizando, otimizando, diferenciando, insinuando a promessa de tirar leite de pedra... francamente.
Conteúdo de verdade, informação que se quer saber, nada. Só o mesmo padrão sem nenhum valor de fato. Vazio.
A verdade é que em uma grande parte dos casos, o escritório tem uma dificuldade considerável em se definir. E sem se definir com clareza, convenhamos, fica difícil se comunicar !
Portanto, é a hora de estabelecer um processo de redação dos textos que definem e orientam o escritório, as matrizes de comunicação.
6.2. Em seguida vem o óbvio: o escritório tem uma listagem de seus públicos perfeitamente organizada, cuidada e usada regularmente ? Clientes, amigos, prospects, jornalistas, colegas et cetera ?
Nunca têm. E pior, não têm a menor idéia de como usar em um processo regular de comunicação. E sem este instrumento - uma listagem azeitada - não há como começar a comunicação com ninguém.
6.3. Depois analiso os instrumentos de comunicação que estão sendo usados. E com base na história e histórico do escritório organiza-se um projeto que aproveitando o que há e a partir do que é, dê um sentido aos serviços de comunicação. Nada demais, repetindo, apenas o óbvio.
7. Mas o pior não é isso... O que tem acontecido, cada vez mais, é que em geral, em minhas análises de escritórios, é que o problema não é a comunicação.
A comunicação de escritórios é um trabalho básico, simples, fácil de fazer e com preços de mercado conhecidos. Só fazer isto bem feito já basta. O mercado ainda não exige mais e responde muito bem.
O que minhas análises revelam, em uma grande maioria dos casos é que o problema é:
- administração (processos, controles, atendimento, falta de definições, de visão, de foco no negócio do cliente e daí em diante);
e secundariamente,
- marketing específico para o setor: não há projeto, não há entendimento do que seja e consequentemente não há investimento anual, nem objetivos de médio e longo prazos.
Não raro recomendo a clientes de comunicação que olhem a máquina. É ali onde estão todos os problemas. E é ali que uma grande parte dos ganhos está sendo desperdiçada. Que não há comunicação que resolva. Muito menos uma pilha de clippings, que de fato só servem para afagar o ego dos publicados e aumentar o poder de pressão de quem sai publicado sobre a organização.
Mau negócio.
E aí que especialistas de administração e marketing de escritórios entram. Antes de qualquer comunicação. Ou junto - com apenas e tão somente o mais simples e objetivo na comunicação.
8. Repetindo e sintetizando, um procedimento básico é pedir ao seu interlocutor que deseja ou tem um serviço de assessoria de Imprensa, que explique com clareza - sem passes mágicos - porque um escritório precisa deste tipo de comunicação.
9. Para terminar, os advogados têm que saber que a Imprensa apenas ecoa o que de fato ocorre - em geral com erros e omissões - e sempre vai à reboque dos acontecimentos.
Pode ajudar em eventos de importância ou prestígio - cujos custos são igualmente importantes (...) - e certamente abrirá espaço para o saber jurídico de excelência. Aí não é necessária assessoria de imprensa, mas é recomendável.
Portanto se o advogado não é um professor reconhecido, escreveu livros importantes, tem uma presença institucional no setor considerável, assessora a feitura de leis e grandes negócios entre empresas, participa do conselho de vários organismos, é respeitado lá fora e tudo o mais, não tem porque se preocupar com a grande imprensa. Não é sua praia.
Tem que organizar uma comunicação do seu tamanho, com sua cara, objetivando informar a clientes e prospects de expertises claras e definidas que oferecem. Os veículos são muitos nesta época de comunicação digital. E bastante accessíveis.
Tem que procurar entender o cliente e seu negócio e se adiantar na apresentação de soluções; e tem que ter um excelente atendimento, presto, atento, ligado, respeitoso e proativo.
Mas aí, como venho dizendo neste longo e-mail não é mais caso de comunicação...
Um abraço, espero ter ajudado e que possamos estar juntos oportunamente,
Oswaldo Pepe
ps - Alguns leitores podem conjecturar que o exposto é apenas o que se sabe no mercado. E que não é fazendo as coisas by the book que se constrói um escritório, que se ganha uma grande clientela.
Podem argumentar, à boca pequena, que se fossem fazer tudo direitinho jamais teriam chegado aonde chegaram; há que achar atalhos, criar exceções, pular obstáculos, torcer a coisa para o seu lado, não aceitar o jogo como ele é e aqui e ali encurtar o caminho correndo pelo fio da navalha.
Que esperam invenção de uma assessoria, criar situações e conseguir destaques do que há, não do que deveria ser. Porque pagar pelo óbvio ? O que quero é criatividade, o impossível, o inesperado.
Têm razão. Não há ingenuidade (ou seriedade) que resista a este tipo de visão de mundo.
Porém, se for pensar, nestes casos não há necessidade de assessoria nenhuma. Poucas vão poder oferecer criatividade de fato e se ainda assim o fizerem, não é real, não vai durar e pior, vai acabar vindo à tona.
E pode até prejudicar, chamando a luz para situações, digamos, chiaro-oscuras.
Posso dizer, sem querer parecer enfastiado, que conheço muitos casos de gente que criou do nada, espetacularmente, de uma hora para outra, explorando e espremendo suas assessorias, uma boa presença na mídia - injustificada e falaciosa - acabando por cair fragorosamente; cedo ou tarde...
O mercado aceita o falso por um tempo, de fato, mas sem que se faça nada, o Falso, por ser o que é, acaba provocando sozinho o efeito que se espera dele: o Nada.
Daí resulta uma informação de um expert para os espertos: o segredo neste tipo de postura, de visão de negócios é manter-se em segredo. Não vão pensar que é possível manipular as trombetas da Imprensa.
Disto resulta o óbvio final. Comunicar em Advocacia é uma tarefa delicada que deve ser baseada em sua identidade real. Saber quem se é, é portanto o objetivo primário de sua comunicação.______________*Advogado

Prêmio de Jornalismo Ambiental

Colegas,

Para este prêmio há tempo de se preparar. Pautem-se, pesquisem, entrevistem, escrevam, corrijam e...vençam!

O 1º Prêmio Fiema Brasil de Jornalismo Ambiental visa a reconhecer o trabalho de jornalistas e as reportagens mais destacadas voltadas a assuntos relacionados à preservação do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável.
Art. 1º - DO OBJETIVO - O 1º Prêmio Fiema Brasil de Jornalismo Ambiental está sendo promovido pela Fundação Bentogonçalvense Pró-Ambiente (Proamb), organizadora da Fiema Brasil. A premiação irá salientar e enaltecer os profissionais e materiais jornalísticos veiculados na mídia nacional que se destacaram na promoção e desenvolvimento de ações voltadas à preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.
Art. 2º - DAS CATEGORIAS - Serão premiados trabalhos de reportagem veiculados entre 1º de outubro de 2008 e 31 de agosto de 2009, individual ou coletivamente, por jornalistas ou radialistas profissionais registrados no Ministério do Trabalho, nas seguintes categorias:- Jornalismo Impresso/ Texto Jornal;- Jornalismo Impresso/ Texto Revista;- Jornalismo Impresso/ Fotografia;- Radiojornalismo; - Telejornalismo; - Documentário;- Webjornalismo/ Texto/Imagem/Áudio.
Parágrafo 1º - Será atribuída a Menção Especial Fiema Brasil a um profissional entre os jornalistas participantes em todas as categorias, concedido em função da relevância do trabalho desenvolvido.
Parágrafo 2º - As inscrição serão abertas em 1º de novembro de 2008 e encerradas em 31 de agosto de 2009.Parágrafo 3º - A entrega das premiações referentes ao 1º Prêmio Fiema Brasil de Jornalismo Ambiental será feita em evento a ser realizado no segundo semestre de 2009 em data ainda a ser agendada e previamente divulgada.
Art. 3o - DA COMISSÃO JULGADORA - Será coordenada por representante da Proamb/Fiema, sem direito a voto, e integrada por especialistas do jornalismo e da área ambiental. O grupo será previamente escolhido e divulgado.
Parágrafo único - Das decisões da Comissão Julgadora, que deliberará com um mínimo de quatro integrantes e também avaliara os casos omissos, não cabe recurso. A formalização da inscrição implica aceitação dos termos do presente Regulamento.
Art. 4o - DA PREMIAÇÃO - A premiação constará de troféus e prêmios em dinheiro no valor de R$ 50 mil divididos entre os premiados das sete categorias e mais o vencedor da Menção Especial Fiema Brasil.
Art. 5o - DAS INSCRIÇÕES - As inscrições para o 1º Prêmio Fiema Brasil de Jornalismo Ambiental deverão ser feitas até às 18h do dia 31 de agosto de 2009 através do endereço www.fiema.com.br/premiojornalismo e o material enviado para Rua Assis Brasil, 35, sala 101, CEP 95700-000 – Bento Gonçalves (RS).Importante : A partir de 2 de março o material deverá ser enviado para a Rua São Paulo, 505, CEP 95700-000, Bairro Borgo – Bento Gonçalves (RS).
Parágrafo único - Para trabalhos postados pelo Correio, valerá como comprovação do prazo o carimbo postal.
Informações complementares:a) Os trabalhos das categorias de Jornalismos Impresso deverão ser entregues em 3 (três) vias, sendo uma delas, pelo menos, em página(s) original(ais) da publicação. b) Na categoria Telejornalismo devera ser anexada cópia editada em meio digital em DVD, com data de exibição e duração, além de sinopse escrita do trabalho. c) Na categoria Documentário serão aceitas reportagens especiais, com mais de 10 minutos de duração. Deverá ser anexada cópia editada em meio digital em DVD, com data de exibição e duração, além de sinopse escrita do trabalho.d) Na categoria Radiojornalismo, os trabalhos deverão ser apresentados em meio digital editada, CD, com data de apresentação e duração, e sinopse escrita.e) Na categoria Webjornalismo os trabalhos deverão ter sido disponibilizados na internet antes do prazo de encerramento das inscrições e permanecer nesta condição até trinta dias após a divulgação dos resultados. Anexar a ficha de inscrição reprodução impressa do trabalho veiculado, além de indicação precisa para acesso.f) Jornalistas com atividade em produtoras independentes de áudio e vídeo e em veículos impressos ou eletrônicos de organizações não-jornalísticas poderão inscrever-se mediante atestado de comprovação da veiculação;g) Quando em série, cada parte do trabalho deverá ser montada separadamente.h) Não poderão inscrever-se integrantes de diretoria de quaisquer das entidades integrantes da Comissão Julgadora.

Prêmio de Jornalismo da Massey

Colegas,

Não custa nada tentar. Revisem seus textos e não tenham medo. Há muitos valores entre nós!



http://www.massey.com.br/premiojornalismo/index.asp

Prêmio 3M

Coleguinhas,
Tenho certeza que vocês conseguem.
Boa sorte!

http://solutions.3m.com.br/wps/portal/3M/pt_BR/Instituto3M/Home/NoticiasEventos/Premios/

Prêmio ABRACOPEL

Mais um concurso, com novo tema. Aproveitem!

http://www.abracopel.org.br/?s=interna&t=noticias&id=78

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Prêmio Internet Segura de Jornalismo

Participar de concursos é sempre um desafio, mas, também, uma possibilidade a mais de reconhecimento profissional. Anime-se, esforce-se e boa sorte!

Regulamento da 2ª Edição
1.
O Prêmio Internet Segura de Jornalismo, instituído pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) e pelo Movimento Internet Segura (MIS), tem por objetivo:
a)
Estimular a imprensa a aumentar os esforços no sentido de divulgar informações que ajudem o usuário de Internet a conhecer as melhores práticas na utilização da rede.
b)
Reconhecer o trabalho dos jornalistas que publicaram matérias sobre segurança na Internet.
Categorias e Critérios de avaliação
2.
O Prêmio Internet Segura de Jornalismo tem abrangência nacional e os interessados devem se inscrever nas categorias abaixo, conforme as seguintes especificações:
a)
Veículos Especializados em Tecnologia – Matérias técnicas sobre sistemas de segurança na Internet, que ajudem o usuário a conhecer as melhores tecnologias na utilização da rede. Tais como certificação digital, criptografia e outros.
b)
Veículos de Cobertura Generalizada - Matérias de Defesa do Consumidor, abordando comportamento e dicas práticas que evitem que o usuário de Internet caia em golpes.
c)
Categoria Especial “Proteção da Infância e Adolescência” – Matérias que ressaltem os esforços no combate ao uso da web para práticas ilícitas envolvendo crianças e adolescentes. (Essa categoria Incluirá todos os tipos de veículos).
Inscrições
3.
A participação no Prêmio Internet Segura de Jornalismo é aberta a todos os jornalistas profissionais brasileiros devidamente registrados no Ministério do Trabalho e Emprego (Mtb) e a todos os estudantes de jornalismo mediante a apresentação da matrícula em qualquer faculdade ou universidade do país.
4.
Cada profissional (ou estudante) poderá inscrever até 2 (duas) matérias. Todos os trabalhos inscritos devem ter sido publicados ou apresentados ao público durante o ano de 2008 ou até o encerramento do prazo de inscrições. Caso a matéria inscrita seja em material impresso, vídeo ou áudio, o participante deverá transformar esta em formato digital. Após transformar a matéria, o participante deverá utilizar os sites descritos abaixo para fazer o upload do arquivo e nos enviar o link da matéria junto a inscrição. http://allyoucanupload.webshots.com http://www.youtube.com http://rapidshare.com/
5.
As inscrições serão abertas em 10 de dezembro de 2008 e encerrarão no dia 10 de março de 2009.
6.
As inscrições serão feitas por meio do site do Movimento Internet Segura (www.internetsegura.org).
7.
O jornalista deverá mandar o link dos trabalhos que irão concorrer ao Prêmio Internet Segura de Jornalismo, conforme instrução disponível na ficha de inscrição .
8.
Não poderão participar deste prêmio os jornalistas que tenham qualquer vínculo de prestação de serviços com as empresas associadas à Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) e ao Movimento Internet Segura (MIS).
9.
A participação pode ser individual ou por equipe. Nos trabalhos em equipe deve constar em destaque o nome do jornalista responsável pelo grupo. Ele será também o responsável pelo recebimento do prêmio e eventual divisão do mesmo, caso seja o vencedor. Não cabe aos organizadores do Prêmio Internet Segura de Jornalismo a responsabilidade da divisão dos prêmios.
10.
O jornalista deverá preencher, obrigatoriamente, o campo que pede o registro profissional (Mtb) na ficha de inscrição. O não preenchimento inutilizará, automaticamente, a inscrição do candidato.
11.
As inscrições somente serão aceitas quando acompanhada da ficha de inscrição devidamente preenchida.
Premiação
12.
Os critérios gerais para premiação devem obedecer ao princípio de estímulo à produção jornalística nos assuntos ligados à segurança na internet.
13.
Os premiados em cada uma das três categorias da 2ª edição do Prêmio Internet Segura de Jornalismo irão receber um Vale-Compras no valor de R$ 700,00 de cada um dos 18 membros do Comitê de Varejo Eletrônico da camara-e.net, somando R$ 12.600,00 para o vencedor de cada categoria. No total serão R$ 37.800,00 em prêmios.
14.
A cerimônia de entrega do prêmio será em abril de 2009, dia e local a serem confirmados, para a qual serão convidados todos os jornalistas inscritos e personalidades em geral interessadas no tema. Os premiados terão um prazo de 90 dias para efetuar suas compras, somente por intermédio dos sites das 18 empresas que compõem o Comitê de Varejo Eletrônico da camara-e.net (Americanas.com, Comprafacil.com.br, Extra.com.br, LivrariaCultura.com.br, LivrariaSaraiva.com.br, MagazineLuiza.com.br, Marisa.com.br, Shoptime.com.br, Siciliano.com.br, Videolar.com, Submarino.com.br, TokStok.com, Pernambucanas, Sacks.com.br, Autoz.com.br (portal do grupo DPaschoal), Pontofrio.com, Walmart.com.br, Efacil.com.br a partir da data da entrega.
15.
A Comissão Julgadora será composta por representantes das 26 empresas que fazem parte do Movimento Internet Segura (MIS): American Express, Microsoft, Redecard, Serasa, Visanet, Lojas Pernambucanas, Sack’s, Auto Z (portal do grupo DPaschoal), Americanas.com, Comprafacil.com.br, Extra.com.br, LivrariaCultura.com.br, LivrariaSaraiva.com.br, MagazineLuiza.com.br, Marisa.com.br, Shoptime.com.br, Siciliano.com.br, Videolar.com, Submarino.com.br e TokStok.com, Pontofrio.com, Walmart.com.br, Efacil.com.br. Google, Certsign e Verisign.
16.
Os jornalistas premiados, ou seus representantes deverão se apresentar ao local da cerimônia trinta minutos antes do seu início.
Disposições Finais
17.
Não poderão concorrer trabalhos que tenham sido veiculadas como informe publicitário.
18.
Os trabalhos inscritos, premiados ou não, passarão a fazer parte do acervo do Movimento Internet Segura (MIS), não sendo devolvidos aos seus autores.
19.
Os trabalhos que não obedecerem às exigências do Regulamento – em especial a apresentação do registro profissional – serão recusados pela Comissão Organizadora.
20.
Não cabe recurso da decisão do júri, que se reserva o direito de recusar qualquer inscrição que julgar inadequada aos objetivos do prêmio, bem como cancelar os trabalhos que não considerar suficientemente representativo.
*
Para mais Informações e/ou esclarecimentos, entre em contato com a ML&A Comunicações Ltda através do número abaixo:

(11) 3811-2823.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Então queres ser escritor?

O jornalista é um escritor, pois sua profissão é escrever. Nos jornais, revistas, sites, tvs e rádios, enfim, em todos os veículos de comunicação, seu instrumento de trabalho é a palavra, que mesmo quando sai da boca, está em um roteiro escrito. Muitas vezes, esse escritor-jornalista é massacrado pela pressão do deadline e, o que sai de sua cabeça e de seus dedos são apenas palavras vazias, colocadas no papel ou na tela por obrigação, com um modelo de texto fechado em fórmulas engessadas, mas que servem à indústria da comunicaão (pois as prensas e câmeras não podem parar...). A vontade de escolher melhor as palavras para significar mais em cada nota, notícia ou reportagem; artigo, crônica ou editorial é deixada de abandonada...Pensando sobre isso, encontrei no poeta Charles Bukowski, apresentado a mim por um ex-aluno e orientando, Diego Assunção, a melhor definição para aqueles que desejam a profissão de escritor:

se não sai de ti a explodir
apesar de tudo,
não o faças.
a menos que saia sem perguntar do teu
coração da tua cabeça da tua boca
das tuas entranhas,
não o faças.
se tens que estar horas sentado
a olhar para um ecrã de computador
ou curvado sobre a tua
máquina de escrever
procurando as palavras,
não o faças.
se o fazes por dinheiro ou
fama,
não o faças.
se o fazes para teres
mulheres na tua cama,
não o faças.
se tens que te sentar e
reescrever uma e outra vez,
não o faças.
se dá trabalho só pensar em fazê-lo,
não o faças.
se tentas escrever como outros escreveram,
não o faças.
se tens que esperar para que saia de ti
a gritar,
então espera pacientemente.
se nunca sair de ti a gritar,
faz outra coisa.
se tens que o ler primeiro à tua mulher
ou namorada ou namorado
ou pais ou a quem quer que seja,
não estás preparado.
não sejas como muitos escritores,
não sejas como milhares de
pessoas que se consideram escritores,
não sejas chato nem aborrecido e
pedante, não te consumas com auto-devoção.
as bibliotecas de todo o mundo têm
bocejado até
adormecer
com os da tua espécie.
não sejas mais um.
não o faças.
a menos que saia da
tua alma como um míssil,
a menos que o estar parado
te leve à loucura ou
ao suicídio ou homicídio,
não o faças.
a menos que o sol dentro de ti
te queime as tripas,
não o faças.
quando chegar mesmo à altura,
e se foste escolhido,
vai acontecer
por si só e continuará a acontecer
até que tu morras ou morra em ti.
não há outra alternativa.
e nunca houve.

Tradução de Manuel A. Domingos