segunda-feira, 15 de junho de 2009

Ainda dá tempo

Desde que a novela sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalista começou, espero, ansiosamente, que os coleguinhas consigam uma forma de mostrar para a sociedade a importância da nossa graduação (especialização, mestrado, doutorado...). Não adianta levantar bandeira, apitar, bater tampas de panela, gritar palavras de ordem se a população não entender para o que servem nossos quatro anos de estudo (no mínimo). É preciso informar, esclarecer, formar opiniões, enfim, tudo aquilo que fazemos no dia-a-dia para os outros e agora precisamos fazer por nós. Volto a insistir, não é uma questão de reserva de mercado, é uma questão de lutar pela formação de profissionais capacitados, com senso de ética e justiça social. Por isso acredito que ainda da tempo uma vez que a votação foi adiada de novo. Veja:

Supremo marca julgamento do diploma para o dia 17/06
Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro, para o Comunique-se

O Supremo Tribunal Federal marcou para a próxima quarta-feira (17/06) o julgamento do Recurso Extraordinário 511961, que trata da obrigatoriedade ou não do diploma de graduação em jornalismo para o exercício da profissão. É a terceira vez que o processo é incluído na pauta.

Em duas oportunidades o julgamento foi adiado por falta de tempo. É possível que isso volte a acontecer, já que o recurso é o quinto tema da pauta. Nesta quarta-feira (10/06), o alongamento na análise dos casos Goldman e Mensalão foi o motivo do adiamento.

"Aquilo virou uma novela. Cada adiamento é um grande investimento que a Fenaj e os sindicatos fazem. Nossos advogados não moram em Brasília, os sindicatos bancam delegações, os estudantes bancam as passagens. Acho uma desconsideração", afirma o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade.

Porém, apesar dos altos custos, Murillo confirma que nova manifestação será realizada na próxima semana.

"Nós vamos estar lá de novo. Embora não tenhamos recursos, somos teimosos. Mais que teimosos, acreditamos que a nossa causa é justa", diz.

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