domingo, 26 de julho de 2009

Você está convidado

I ENCONTRO DE COMUNICAÇÃO E CIDADANIA
“A terceira idade e os meios de comunicação: a imagem do idoso na sociedade”

Faça a sua inscrição pelo e-mail idosomidia@yahoo.com.br
Envie:
- Nome completo e RG
- Endereço completo (rua, cidade, cep)
- Telefone residencial ou celular
- Curso / Universidade / Cargo (estudante, professor...)
Inscrições gratuitas
Emissão de certificado
Data: 19 de agosto de 2009
Local: Sala 01 - Unesp/Bauru
Av. Engenheiro Luiz Edmundo Carrijo Coube, 14-01
Vargem Limpa / CEP: 17033-360

Com participação de:
Rodrigo Agostinho (prefeito de Bauru)
Prof. Dr. Francisco Sierra Caballero (Universidad de Sevilla - Espanha)
Prof. Dra. Beltrina Côrte (Programa de Pós-Graduação em Gerontologia / PUC-SP)
Salvador Rebelo Jr. (Psicólogo / Projeto Revivendo - UNATI/USP)
Solange Leão (Coordenadora da UNATI/Unesp)
Gislaine Aude (Psicóloga e coordenadora da UATI/USC)

PARTICIPE!
Realização: Grupo Idosomídia / Departamento de Comunicação Social (DSCO) / FAAC / Unesp

terça-feira, 21 de julho de 2009

Jornalismo e turismo



Estive na Pousada do Rio Quente (GO) a passeio nos últimos dias. O local é considerado um dos principais pontos turísticos do país no inverno porque abriga o Hot Park, com a maior praia artificial do país. Não é raro assistir, ouvir e ler matérias sobre o Rio Quente Resorts em publicações especializadas (ou não) porque realmente há lugares lindos e brinquedos aquáticos maravilhosos.
Mas, o que pude perceber é que deve faltar muita seriedade dos jornalistas e dos veículos da área de turismo neste país (ou deve rolar muito jabaculê!). Caso contrário, como não comentar, os problemas que o local enfrenta?
Só para citar alguns:
1) Não há bilheterias que respeitem a lei que protege idosos e gestantes, por exemplo;
2) Não há corredores que orientem o público, que se aglomera nas portas de vidro (com perigo de acidente e ferimentos);
3) Dentro do Hot Park, não há placas que sinalizem as atrações;
4) Funcionários sem treinamento não conseguem orientar o turista e não há tradutores para visitantes de outros países,
5) mas o pior de tudo é a falta de infraestrutura e pessoal para atender aos idosos e portadores de necessidades especiais.
Uma placa exposta ao pública informa que a visão do empreendimento é ser o melhor resort do mundo. Falta muito... Por enquanto, há muitas belezas naturais.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Férias

See you soon.

Não-diplomados não têm carteira profissional

Apesar da decisão do Supremo Tribunal Federal (que determinou o fim da exigência do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão), o profissional sem o curso superior não consegue o registro profissional ou a carteira nacional de jornalista. Segundo os sindicatos da categoria, a carteira é só para quem possui registro no Ministério do Trabalho.
Segundo o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade, a emissão de carteiras está suspensa também para os profissionais com diploma até que a decisão do Supremo seja publicada. "Por ser um documento de identificação oficial, a sua emissão desregrada pode ser considerada um crime", afirma o presidente.
De acordo com a assessoria do Ministério do Trabalho, a concessão de registro profissional para jornalistas também está suspensa até a publicação do acordão do STF.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Frente Parlamentar vai discutir volta do diploma de Jornalismo

Por Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro, para o Comunique-se

Em prol da volta da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão, a deputada federal Rebecca Garcia (PP-AM) propôs a instalação de uma Frente Parlamentar para debater a questão. São necessárias 198 assinaturas e, até o momento, foram recolhidas cerca de 70. A expectativa é que a Frente comece a funcionar no início de agosto.
Atualmente existem duas Propostas de Emenda à Constituição e um Projeto de Lei em tramitação no Congresso que abordam a questão do diploma. Rebecca explica que a Frente pode servir para acelerar o processo de aprovação, mas a principal função é manter o tema em evidência.
“A principal função da Frente é não deixar baixar o calor do debate, para as pessoas não esquecerem e a PEC ficar tramitando perdida no Congresso”, diz Rebecca.
A iniciativa tem apoio do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), que, em audiência com deputados e representantes da sociedade civil na última quarta-feira (08/07), afirmou ser favorável a sua instalação e prometeu agilizar a tramitação da PEC dos jornalistas. Além disso, prometeu instalar uma comissão parlamentar para discutir a questão do diploma.
“O Michel Temer foi extremamente simpático ao diploma e disse que torce para que a Frente seja instalada logo. Ele também disse que na volta do recesso vai instalar uma comissão parlamentar para acelerar a tramitação da PEC”, afirma Rebecca.

Para pensar 1

Na sua série comemorativa dos 40 anos, o Jornal Nacional tem mostrado, todas as noites, o trabalho de suas afiliadas pelo país. Invariavelmente, a matéria termina com um trabalho feito pelos profisisonais destas afiliadas. Todas os trabalhos escolhidos para mostrar ao público foram de tragédias: inundações, sequestros, incêndios, pragas...Será que notícia boa e só a notícia ruim?

domingo, 12 de julho de 2009

Caso de polícia

Seres abandonados para morrer.
Esta é a impressão que o zoológico de Araçatuba (SP) causa nos visitantes.
Aqueles que estiveram no local neste domingo, dia 12 de julho, um dia frio, mas de sol, devem ter ficado deprimidos.
A entrada continua abandonada. Dentro, à direita, o que deveria ser uma grande praça não passa de um terreno tomado pelas folhas e o mato alto, impossível caminhar de tanta sujeira.
Mais adiante, próximo ao estacionamento (onde uma Maria Fumaça que deveria estar em museu apodrece ao ar livre), ambulantes se amontoam vendendo bebida, comida, infláveis, calçados e por que não outras "coisitas" mais já que não há policiamento, segurança ou algo do tipo?
Entretanto, não há nada mais triste do que ver as jaulas: pequenas, sujas, úmidas, mofadas, sem proteção contra o sol ou frio, sem comida para os animais, todos muito magros, alguns doentes, outros inertes, outros estressados.
Mas o público, gente simples, está lá. É um dos poucos locais de diversão da cidade e região. As placas dos carros mostram: Guararapes, Andradina, Braúna...
Diante da gaiola dos papagaios, lembro das notícias de semana. Uma senhora idosa, que há anos criava um papagaio em casa, como membro da família, teve de entregá-lo ao Ibama. Caso contrário iria presa, pois é crime manter animais silvestres em cativeiros domiciliares.
E quem abandona animais para morrer, não merece punição? Onde está o Ibama nesta hora?
A manutenção de um zoológico deve ser algo muito sério. Trata-se de preservar vidas, dos animais e dos visitantes. Se uma administração municipal não é capaz de cuidar do local, existem várias opções como parcerias ou tercerizações, por exemplo.
Em Bauru (SP), o zoológico da cidade é referência regional. Excursões pedagógicas são feitas periodicamente inclusive por escolas de Araçatuba naquele local poruqe é limpo, obedece as regras do Ibama sendo que para cada tipo de animal existe um espaço com tudo o que ele precisa para reproduzir seu habitat natural. Tem até pinguins mantidos em espaço devidamente refrigerado.
O zoológico de Bauru poderia servir de modelo administrativo. Afinal, o que é bom deve ser copiado.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Exemplo de cidadania


A praça Fábio Normanha é um pequeno espaço verde, mas muito agradável, no bairro Nova York, um dos mais privilegiados de Araçatuba (SP).
Mas, como todas as outras praças da cidade, carece de muitos cuidados.
É verdade que se um casal vizinho não a tivesse "adotado", ela estaria muito pior. Os funcionários da casa rastelam a grama, varrem calçadas e sarjetas. Até um jardineiro cuida regularmente das podas das plantas.
Mas, o piso está irregular, com muitos buracos, o que pode causar acidentes. O cimento já cedeu em vários pontos e da terra brotam ervas daninhas. Os bancos estão quebrados e, até há pouco, estavam desbotados, sujos.
Estavam, não estão mais...
Isabella, 11; Eduardo, 9; Giovanna, 9, e Verônica, 7 dedicaram algumas horas desta sexta-feira, dia 10, para dar sua contribuição social: usaram seu dia de férias para pintar os bancos.

Atrairam a atenção dos vizinhos. Os trabalhadores de uma obra próxima pararam para observar a movimentação e sorriram. Muitos foram os carros que passaram mais devagar para apreciar as crianças. Alguns até fizeram o sinal de positivo. A vizinha mais distante adorou o verde escolhido e disse que se a tinta acabasse, ela mesma compraria outra lata.
Uma mãe das redondezas trouxe o filho pra ajudar e João Pedro, mais de 4, mas menos de 7 anos, ajudou nos últimos bancos.
Foi uma alegria...

As crianças e os vizinhos - que disponibilizam seus funcionários, arcando com seus próprios recursos (apesar de pagarem criteriosamente os impostos municipais) - são exemplos de cidadãos que não esperam acontecer. Ainda há esperança!

Depoimento da Verônica, 7 anos: Gostei de ajudar as pessoas com os bancos, pois elas não podiam sentar (eles estavam muito sujos).

Depoimento do Eduardo, 9 anos: Achei interessante porque ajudamos a cidade e deixamos um bairro chique mais bonito do que era antes.

Depoimento da Giovanna, 9 anos: Achei muito legal porque anima a praça e junto você pode cuidar da natureza e da nossa cidade.

Depoimento de Isabella, 11 anos: Achei legal porque contribuimos com a praça e também achei divertido.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A morte como espetáculo

Eis uma explicação inteligente para a "febre" Michael Jackson na mídia. Já não está na hora de mudar este tipo de papel dos veículos de comunicação?

MICHAEEL JACKSON (1958-2009)
Por Maurício Caleiro em 7/7/2009 no Observatório da Imprensa


Assim que foi anunciada a morte de Michael Jackson, a mídia mundial ocupou-se da tragédia com uma voracidade que talvez só encontre paralelo na morte da princesa Diana, em 1997. Teve início então um grande show cibernético/televisivo, com imagens de arquivo do ídolo pop misturadas a cenas de fãs em pranto, que por sua vez davam lugar a reportagens especulativas sobre as causas da misteriosa e repentina passagem, aos 50 anos de idade, de um artista ainda capaz de performances atléticas.

De início, a internet comandou o espetáculo. Anunciada em primeira mão por um pequeno site de entretenimento e fofocas sobre celebridades, a notícia quadruplicou o tráfego na rede mundial de computadores, "travou" ou tirou do ar dezenas de sites e colocou o nome do cantor, compositor e dançarino nas primeiras posições em virtualmente todos as principais ferramentas de busca, Google à frente. Em números absolutos – mas não percentualmente – o evento foi mais impactante na rede do que os atentados terroristas de 11 de Setembro, superando com folga a repercussão provocada pela morte da última grande celebridade mundial, a princesa Diana.

E Diana, que também angariava como poucos a simpatia popular, não tinha contra si, ao contrário de Jackson, a ira ou o desprezo de parcelas consideráveis da opinião pública, que as arraigadas suspeitas de pedofilia legaram ao norteramericano. Se despertou compaixão como a esposa desprezada, humilhada publicamente sob a pompa dos cerimoniais reais, Diana soube, por outro lado, tornar-se admirada não apenas pelo intenso envolvimento em campanhas humanitárias, mas pela coragem e determinação com que conduziu o divórcio, confrontando a família real, reconquistando a independência.

A transição vivenciada por Lady Di, de esposa oprimida à diviorciada livre e bem-sucedida, simboliza a própria trajetória da mulher no século 20. Com um charme ímpar e uma elegância natural, era uma espécie de Jackeline Kennedy dos anos 1990, com a vantagem de contrastar seu charme plebeu não com o mais carismático dos presidentes norteamericanos, mas com a mais decadente das instituições de poder: a realeza britânica. Sua morte, também abrupta, interrompera uma trajetória ascendente em termos de reconhecimento popular – como a queda-de-braço post-mortem com a família real por conta de seus funerais, tão bem reencenada no filme A Rainha (The Queen, Stephen Frears, 2006), torna evidente.

Sucesso e decadência

A trajetória de Michael Jackson desenha outra linha no gráfico da vida. A infância pobre, desprovida de seu espaço específico de ludicidade e lazer – substituído pela rotina massacrante de ensaios impingida pelo pai/empresário – o leva à condição de garoto-prodígio dos Jackson 5, mais um dos tantos grupos de sucesso do cast da meca da música pop negra norteamericana, a gravadora Motown. Aos 14 anos parte para uma carreira solo, de início mediana e de sucessos eventuais (Ben, Music and Me). A colaboração com o maestro Quincy Jones inicia-se com festejado Off the Wall (1979), mas é no álbum seguinte, Thriller, que Michael torna-se um fenômeno mundial.

Fenômeno que combina letras inventivas e melodias "pegajosas", com forte "pegada" rítmica, valorizadas pela esmerada produção de Quincy Jones, ao uso intenso do videoclipe de uma forma que nenhum artista ousara antes, produzindo clássicos do gênero, que divulgariam passos de dança copiados por jovens de todo o mundo e tornariam evidente o excepcional dançarino que Michael era. Ele torna-se então um artista de projeção mundial, uma espécie de blockbuster da música pop, para usar a terminologia utilizada no âmbito cinematográfico para designar as megaproduções que angariam todo tipo de público (fenômeno se inicia cinco anos antes de Thriller, com o lançamento de Guerra nas Estrelas, de George Lucas).

Mas o que parecia ser o desabrochar de uma trajetória altamente promissora de um artista de primeira grandeza revelar-se-ia, nos anos seguintes, seu efêmero cume. Tanto do ponto de vista artístico e comercial quanto, sobretudo, em relação à sua vida pessoal, nos anos seguintes e até a sua morte Michael entraria numa espiral negativa e jamais repetiria as performances memoráveis da "Era Thriller". Seus discos seguintes oscilaram entre repetições em escala menor de uma fórmula desgastada e tentativas malsucedidas de inovação; as acusações de pedofilia se multiplicariam, afetando sua imagem e dilapidando boa parte de sua fortuna em custos e acordos judiciais; seria flagrado em situações bizarras (brincando perigosamente com um bebê numa sacada; vestido de mulher num banheiro em Bahrein); por fim, daria-se o outrora inacraditável anúncio de sua falência.

Ânsia pela imagem

Essa outra face do ídolo como que desapareceu por encanto com o anúncio de sua morte, dando lugar a uma espécie de "sessão nostalgia", a um tempo celebratória e fúnebre. Michael voltou a ser referido como "um menino-prodígio", "o artista maior", "o maior dançarino de todos os tempos". Nos quatro cantos do mundo, hordas de fãs improvisam altares repletos de bilhetes e flores; os ingressos para seu velório são disputados a tapa. A necrolatria se revela como neurose coletiva.

O Brasil é familiarizado com o fenômeno: a morte violenta de duas crianças no ano passado, Ayrton Senna, a longa agonia de Tancredo Neves. Também a santificação automática post-mortem é nossa velha conhecida: Roberto Marinho e Antonio Carlos Magalhães, vulgo Malvadeza, que por décadas foram, justa ou injustamente, dois dos maiores vilões, respectivamente, da mídia e da política nacionais, só faltaram ser canonizados. No caso de Michael, até a pedofilia foi temporariamente despida de sua natureza abjeta e tematizada na piada algo profana, mas de uma mordacidade inocente, segundo a qual a primeira pergunta de Jackson, ao chegar ao céu, teria sido onde estava o Menino Jesus...

O ombudsman da Folha de S. Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, criticou a cobertura que o jornal dispensou à morte de Michael Jackson: "A Folha deu mais espaço e destaque a ele do que os jornais americanos". Referindo-se às idéias defendidas por Richard Sennett no livro O Declínio do Homem Público, o ombudsman assinalou ainda que:

"A mídia eletrônica, ensina Sennett, insufla esse ânimo coletivo que exige dos famosos um `strip-tease psíquico´ público permanente (no caso de Michael Jackson, chega até o túmulo). E o faz porque a sociedade assim deseja. O jornalismo impresso deveria ser um contraponto de civilidade. É uma pena que esta Folha pareça se recusar a exercê-lo."

A reflexão mais importante para o jornalismo diz respeito justamente à ligação entre cobertura midiática e retroalimentação de um processo de necrolatria coletiva, mesmo porque ela pode estar, paradoxalmente, afetando a imagem pública da imprensa, como o demonstra o fato de que tanto em relação a Diana como a Michael Jackson, a mídia foi citada – no caso de Diana, judicialmente – como diretamente responsabilizada pelas mortes: em relação à princesa, devido à perseguição que os papparazzi, na ânsia pela imagem vendável, teriam feito ao carro em que ela se encontrava; no de Jackson, justamente pelos efeitos alegadamente devastadores, em sua vida pessoal, do strip-tease público de que fala Sennett.

Ilhas de sensatez

No histerismo que caracterizou, de modo geral, a cobertura da morte de Michael Jackson, dois depoimentos formaram um oásis de sensatez e sobriedade. O primeiro foi a declaração da jornalista Glória Maria ao noticioso Em Cima da Hora, do canal a cabo Globo News, em que ela descreve as impressões colhidas do convívio com Michael por ocasião da filmagem no Brasil do clipe da música They Dont´ Care about Us. "Fragilidade" foi a palavra mais utilizada pela ex-apresentadora do Fantástico para descrever o artista, que segundo ela, embora se mostrasse gentil e interessado, interagindo com seus coadjuvantes brasileiros, aparentava estar muito doente, sendo visíveis os danos que o vitiligo produzira em boa parte do seu corpo e sua fadiga intermitente.

O outro exemplo vem da coluna de Carlos Heitor Cony intitulada "Modos e Modas" (Folha de S.Paulo, 30/06/2009). Sem a intenção de produzir um obituário, o jornalista produz uma análise sucinta do talento essencial de Michael, em perspectiva histórica:

"Afirmo e reafirmo que ele é superior a Fred Astaire, até então o maior bailarino do audiovisual de nossa era" (...) Inventou uma expressão corporal que transcende a expressão musical (...) O detalhe da bengalinha, dos farrapos e do chapéu-de-coco em Chaplin tem equivalentes no mocassim e nas meias brancas de Michael Jackson – um detalhe que poderia parecer cafona, mas nele é marca de uma personalidade fora de série."

No entanto, Michael, ao contrário, por exemplo, da princesa Diana (para utilizar o mesmo modelo comparativo utilizado no início do artigo), não oferece um punhado de justificativas sociais que ajudem a explicar o enigma de seu culto, além dos limites do fascínio que desperta sua própria arte, há tempos decadente. Além do peso das reiteradas acusações de pedofilia – das quais nunca foi capaz de se dissociar de modo convincente, muito pelo contrário –, Jackson foi talvez o artista que teve mais poder de brandir a bandeira da negritude como instrumento de afirmação racial – mas, sem que tenha permitido saber se por opção pessoal ou em decorrência do vitiligo, sua imagem ficou paras muitos ligada à negação de sua própria raça.

Até a trajetória da pobreza para o sucesso milionário através do trabalho duro reverteu-se contra ele, não apenas pelos declarados traumas que a "ausência de infância" lhe causara, mas pela extrema futilidade com que administrou sua fortuna, a ponto desta alegadamente se esvair em dívidas ao final de sua vida. Mas Michael Jackson, morto, volta ao topo das paradas.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Expô Convite

Professora Karenine me convidou para a noite do Jornalismo na Expô de Araçatuba. Será no domingo, dia 12. Gostaria muito de encontrar colegas professores, alunos e, principalmente, os ex-alunos, para uma conversa de amigos. Todos os que seguem este blog (e não são colegas professores, alunos e ex-alunos) também estão convidados. Conto com vocês para prestigiar o curso e a coordenação. Abraços e até lá.

Fim do diploma 20: Dia 09 tem audiência pública com Gilmar Mendes

Parece uma história sem fim...

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes é um dos convidados para a audiência pública na próxima quinta-feira (09/07), que discutirá o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.
O debate foi proposto pelo deputado Miguel Corrêa (PT-MG) e será realizado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara Federal, a partir das 9h30. "Precisamos entender melhor a decisão do Supremo Tribunal Federal e ouvir todos os pontos de vista sobre o assunto", diz Corrêa.
Entre os convidados estão o ministro do STF, Marco Aurélio de Mello, representantes da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Associação Nacional de Jornais (ANJ), Universidade de Brasília (UNB) e profissionais da imprensa.
O ministro Gilmar Mendes, relator do caso no STF, chegou a afirmar que a decisão é irreversível e que futuramente a determinação deve atingir outras profissões regulamentadas, mas estudantes, jornalistas e entidades organizaram manifestações contra a decisão, além da proposta de emenda à Constituição (PEC), que prevê a exigência de diploma de jornalismo para o exercício da profissão, entregue no último dia (01/07) à Mesa Diretora do Senado pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB- SE).

Da redação do Comunique-se

terça-feira, 7 de julho de 2009

Fim do diploma 19: Mais um golpe

Concurso público federal muda edital e derruba exigência do diploma

Da Redação do Comuniquese


A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), empresa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, alterou edital de concurso e derrubou a exigência do diploma de jornalismo para o cargo de analista em Comunicação Social. Entretanto, exige graduação em qualquer área e mantém a necessidade de registro profissional da Delegacia Regional do Trabalho.
O concurso da Finep foi o primeiro promovido por um órgão federal que alterou as regras para se adequar à decisão do Supremo Tribunal Federal.
Com a modificação no edital, candidatos que se sentirem prejudicados poderão pedir a devolução da taxa de inscrição. As datas do concurso também foram alteradas. As inscrições, que haviam sido encerradas no dia 23/06, foram reabertas até o dia 14/07.
O salário oferecido para o cargo de jornalista é de R$ 4.834,08.
Inscrições e outras informações, no site da Finep.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Liberdade de expressão (?)

Essa expressão é muito ampla e, por conta dela, temos vivenciado tempos difíceis na profissão graças ao STF - Supremo Tribunal Federal.
Mas, cuidando do meu quintal aqui, mais precisamente deste blog (do qual não me sinto "dona", mas responsável), gostaria de afirmar que a sua liberdade de expressão aqui vai até o limite da não-ofensa.
Quando os comentários forem ofensivos, eles não serão publicados, principalmente por pessoas que não se identificam, preferindo o anonimato. Este espaço é para debate, não para brigas.
Somente esta semana, duas pessoas tentaram comentar um texto escrito pelo acadêmico Jean Fronho e publicado aqui no mês passado. Apesar de alguns bons argumentos contra as ideias do autor, os textos chegaram às ofensas pessoais. Por este motivo não foram publicados. Lamento.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Fim do diploma 18: O que pensa Gay Talese

Adoro Gay Talese. Mais do que Truman Capote. A opinião de Gay sobre o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão é importante, precisa ser lida, porque, como afirmou corretamente o acadêmico Márcio Braciolli, estagiário na Folha da Região de Araçatuba, não é um papel que diz o que somos. Leiam com atenção, ponderem e comentem:

"A decisão é provavelmente certa", diz Gay Talese sobre queda do diploma

Da Redação do Comunique-se

Convidado da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), o jornalista Gay Talese afirmou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, pode ser favorável para a democracia.
“Um diploma não torna você um jornalista. Fiquei sabendo da decisão do Supremo Tribunal Federal brasileiro e é uma decisão provavelmente certa. O que faz alguém um jornalista e, mais do que isso, um profissional necessário, é ter posse de informações que vão influenciar as escolhas dos cidadãos de um país”, disse o jornalista, conhecido como o percurssor do "New Journalism" em entrevista ao G1.
Para Talese, as faculdades de jornalismo não são o melhor lugar para aprender jornalismo, mas que boas instituições "ensinam princípios ignorados com frequência na profissão, como equidade, precisão e objetividade. E como pesquisar profundamente um assunto”.
O jornalista avalia que a crise na imprensa é causada pela falta de inovação. “Se o jornalismo deixa de lado a tarefa de fazer um trabalho realmente notável então ele se torna dispensável. Neste momento, o jornalismo precisa definir o que fará para se diferenciar de qualquer um que tenha tecnologia à disposição”, avaliou.
"Não há mais excelentes repórteres"
Talese também afirmou que hoje em dia não existem mais excelentes repórteres e que os jornalistas só reproduzem as versões oficiais. “Não há mais excelentes repórteres, heróis como existiam nos anos 60. Pessoas que faziam, por exemplo, a cobertura da Guerra do Vietnã, e que colocavam em dúvida o que o governo dizia. Em 2002, 2003, já não havia mais ninguém assim. Ao cobrir o Afeganistão, o Iraque, os jornalistas não podiam mais ver por si só, eles só reproduziam o que lhes era dito pelos militares”.
Entre outros assuntos, Talese destacou que Obama seria um ótimo personagem para um perfil. “Ele é provavelmente o personagem mais interessante que eu já vi na minha vida. Ele é o homem mais interessante de todos porque sua vida é tão improvável, sua história e trajetória são tão inacreditáveis.”, afirmou.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Curso gratuito para jornalistas

O curso Damásio Evangelista de Jesus, em Araçatuba, oferecerá a estudantes de jornalismo e profissionais da imprensa, vagas limitadas para o curso gratuito “Simplificando o Direito”. O objetivo é apresentar os conceitos gerais afastando erros e impropriedades na atividade de noticiar fatos da área.
O curso será ministrado nos dias 14 e 15 de julho, das 14h às 16h, e no dia 16 das 14h às 17h30, nas salas do prédio 2, no UniToledo.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone (18) 3636-7038 ou pessoalmente na secretaria da unidade, que funciona de segunda à sexta-feira das 8h às 12h30; das 14h30 às 18h e das 18h30 às 22h30), ou ainda pelo e-mail unidade_aracatuba@damasio.com.br .
As vagas são limitadas. O curso será de palestras ministradas por docentes e com a participação do professor Damásio, com transmissão ao vivo.