quarta-feira, 30 de setembro de 2009

MEC debate novas referências nacionais para cursos de comunicação social

Recebi da profa. Amine as informações abaixo. Reproduzo-as porque são do nosso interesse. Servem para informação, conhecimento e análise de todos nós. E atenção: há possibilidade de opinar até o próximo dia 16. Leiam texto de Margarida M. Krohling Kunsch:

O Ministério de Educação, por meio da Secretaria de Educação Superior – SESu, sob a coordenação geral do Prof. Dr. Paulo Roberto Wollinger, Diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior, e com a participação de especialistas das áreas de conhecimento, iniciou, no ano corrente, a construção dos Referenciais Nacionais dos Cursos de Graduação (Bachalerado e Licenciatura).

A proposta do MEC é acabar com as “habilitações”, transformando-as em “cursos” e reduzir o número excessivo das nomenclaturas vigentes para terminologias específicas dos cursos existentes. Assim, por exemplo, a Comunicação Social é a grande área de conhecimento e as respectivas habilitações ora vigentes se converteriam em cursos.

Para tanto, foram realizados, ao longo deste ano, encontros com especialistas para a elaboração dos memoriais descritivos de cada um dos cursos de graduação. Iniciou-se com as áreas de “Engenharia”, “Ciências Exatas e da Terra”, “Ciências Biológicas e da Saúde”, “Transporte e Logística”, “Turismo, Gastronomia e Hotelaria” e “Informática”. No momento está em discussão a área de “Ciências Humanas e Sociais”.

Em cada encontro, após a apresentação dos participantes, solicitou-se aos especialistas convidados a análise da pertinência de manutenção, compilação e/ou supressão das diversas nomenclaturas dos cursos vigentes. Esses especialistas foram responsáveis pela elaboração dos memoriais descritivos, que deviam conter: o que faz o egresso do curso, os temas a serem estudados no período de sua formação, as áreas de atuação, bem como a infraestrutura necessária à oferta dos diferentes cursos.

De 13 a 14 de agosto de 2009, foi realizado, em Curitiba (PR) o encontro referente às “Ciências Humanas e Sociais”. A área da Comunicação Social esteve representada por professores e especialistas dos cursos de Cinema e Audiovisual, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Radialismo, e Relações Públicas, que elaboraram os respectivos memoriais descritivos. O trabalho dos especialistas da área de Comunicação Social reunidos no encontro resultou na elaboração dos memoriais descritivos de cada curso que destacassem os seguintes itens:

1. Perfil do egresso

2. Temas gerais e específicos de sua formação

3. Área de atuação

4. Legislação

5. Infraestrutura-Laboratórios

Esses documentos encontram-se disponíveis no site do MEC e estão abertos para novas proposições e ajustes até o dia 16 de outubro próximo. É fundamental que nossa comunidade participe desse processo de consultas e envie sugestões.

Ressalte-se que não se trata de novas “diretrizes” para os cursos de graduação, mas sim de “referências”. A elaboração das diretrizes se dará em uma etapa posterior.


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Referências do Curso de Graduação em Jornalismo (Bacharelado)

Carga horária mínima: 3.200 horas-aula

1. Perfil do egresso

O egresso do Curso de Jornalismo é o jornalista profissional diplomado, com formação universitária ao mesmo tempo generalista, humanista, crítica e reflexiva. Esta o capacita a atuar como produtor intelectual e agente da cidadania dando conta, por um lado, da complexidade e do pluralismo característicos da sociedade e da cultura contemporâneas e, por outro, dos fundamentos teóricos e técnicos especializados. Dessa forma terá clareza e segurança para o exercício de sua função social específica no contexto de sua identidade profissional singular e diferenciada dentro do campo maior da Comunicação e da atividade jornalística em particular. O jornalista deve ter procedimento de seleção, hierarquização e apresentação dos fatos sociais, pode gerar percepções e interpretações aprofundadas e inovadoras da realidade que sejam, igualmente, capazes de qualificar o senso comum, enriquecendo o universo cultural dos indivíduos. Deve alcançar compreensão e identificação dos fundamentos éticos prescritos para a conduta dos jornalistas profissionais e da atitude de cidadania necessária ao exercício profissional dos jornalistas, a partir do reconhecimento das expectativas e demandas da sociedade em relação ao seu papel social e ao produto da sua atividade.

2. Temas abordados na formação

Área geral de Comunicação

Teorias da Comunicação, História da Comunicação, Estudos de Mídia, Ética e Deontologia da Comunicação, Pesquisa em Comunicação, Tecnologias da Comunicação, Redes Interativas, Políticas de Comunicação, Estudos da Linguagem, Humanidades e Ciências Sociais, Responsabilidade Social, Gestão e Empreendedorismo, Expressão oral e escrita.

Área específica de Jornalismo

Teorias do Jornalismo; História do Jornalismo; Ética em Jornalismo; Metodologias de pesquisa em Jornalismo; Legislação em Jornalismo; Gêneros jornalísticos; Reportagem, entrevista e apuração jornalística; Redação jornalística; Edição em Jornalismo; Fotojornalismo; Planejamento visual em Jornalismo; Radiojornalismo; Telejornalismo; Ciberjornalismo (jornalismo online, jornalismo digital, webjornalismo); Jornalismo impresso; Assessoria de Imprensa; Planejamento de cobertura jornalística; Gestão de organizações jornalísticas; Tecnologias da comunicação, informação e multimídia aplicados à produção jornalística; Realidade Regional em Jornalismo.

3. Áreas de atuação

O profissional egresso dos cursos de Jornalismo atua em empresas jornalísticas no âmbito da redação como repórter, redator, editor, repórter fotográfico, pauteiro; no âmbito do gerenciamento jornalístico como secretário de redação, chefe de redação, diretor de redação, editor chefe, chefe de reportagem.

Nas empresas, instituições ou organizações privadas ou públicas, como assessor de imprensa ou assessor de comunicação; e ainda, no âmbito gerencial como diretor de imprensa ou de comunicação, coordenador de imprensa ou de comunicação.

Em empreendimentos profissionais como gestor de empresas jornalísticas, principalmente na assessoria de imprensa e de comunicação e também como consultor na área de jornalismo e treinamento de mídia.

4. Infraestrutura recomendada

Laboratório de Redação Jornalística; Laboratório de Ciberjornalismo; Laboratório de Telejornalismo; Laboratório de Radiojornalismo; Hemeroteca, Laboratório de Planejamento Gráfico em Jornalismo; Laboratório de Fotojornalismo; Sala de Aula Multimídia; Sala de Multimeios; Agência Experimental de Notícias; Agência de assessoria de imprensa; Webrádio; Webtv; Auditório com recursos multimídia; Biblioteca.

Legislação pertinente

Decreto-Lei 972/69.
Decreto-Lei 83.284/79.
Resolução CNE/CES nº 16, de 13 de março de 2002

Vencedores do Comunique-se

Depois de estimular a votação entre seu público-alvo, o Comunique-se divulgou a lista dos coleguinhas premiados deste ano. Acompanhe a relação abaixo:

Categoria Comunicação
Agência de Comunicação – In Press Porter Novelli
Propaganda e Marketing – Marili Ribeiro, de O Estado de S. Paulo
Profissional de Comunicação Corporativa – Fernando Thompson, da Vale

Categoria Jornalista de Sustentabilidade
André Trigueiro, da TV Globo News

Categoria Jornalista de Cultura
Mídia Eletrônica – Marcelo Tas, da TV Bandeirantes
Mídia Impressa – Artur Xexéo, do O Globo

Categoria Blog
Blog do Noblat

Categoria Jornalista de Tecnologia
Daniela Braun, do IDG Now!

Categoria Correspondente Internacional
Correspondente Brasileiro no Exterior - Mídia Eletrônica – Sonia Bridi, da TV Globo
Correspondente Brasileiro no Exterior - Mídia Impressa – Sérgio Dávila, da Folha de S. Paulo
Estrangeiro no Brasil – Todd Benson, da Reuters

Categoria Repórter
Mídia Eletrônica – Ernesto Paglia, da TV Globo
Mídia Impressa – Elvira Lobato, da Folha de S. Paulo
Repórter de Imagem – Evandro Teixeira, do Jornal do Brasil

Categoria Colunista
Colunista de Notícias – Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo e Rádio BandNews FM
Colunista de Opinião/Articulista – Luis Fernando Veríssimo, do Zero Hora, O Globo e O Estado de S. Paulo
Colunista Social – Sonia Racy, de O Estado de S. Paulo

Categoria Jornalista de Política
Mídia Eletrônica – Lucia Hippólito, da Rádio CBN
Mídia Impressa – Clóvis Rossi, da Folha de S. Paulo

Categoria Jornalista de Esporte
Mídia Eletrônica – Tadeu Schmidt, da TV Globo
Mídia Impressa – Juca Kfouri, da Folha de São Paulo
Locutor Esportivo – Luis Roberto, da TV Globo

Categoria Jornalista de Economia
Mídia Eletrônica – Joelmir Beting, da TV Bandeirantes
Mídia Impressa – Carlos Alberto Sardenberg, de O Estado de S. Paulo e O Globo

Categoria Executivo de Veículo de Comunicação
José Trajano, da ESPN

Categoria Apresentador / Âncora
TV – Renata Vasconcelos, da TV Globo
Rádio – Milton Jung, da Rádio CBN

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Folha da Região

Colegas, iniciei hoje mais uma etapa da minha vida profissional. Sou a nova editora do caderno Vida do jornal Folha da Região, de Araçatuba. Tenho certeza que será mais uma experiência fantástica. Fui muito bem recebida pelos colegas, em especial pela antiga editora, Ágatha Urzedo, que parte para projetos especiais. Gostaria que vocês conhecessem o trabalho e opinassem. Aceito ideias, sugestões, enfim, tudo o que for para contribuir.

sábado, 26 de setembro de 2009

Jornalismo Internacional: Correspondente alerta para os riscos

A 9a. SECOMT - Semana de Comunicação Toledo, realizada na terceira semana de setembro pelo curso de Jornalismo do Centro Universitário Toledo de Araçatuba (SP), abordou o tema Jornalismo Internacional, tema também de pesquisa para a disciplina de Jornalismo Especializado ministrada por mim.
Com os alunos motivados para esta especialização, sugiro a leitura abaixo:


Correspondente da Reuters diz que é preciso cuidado com propaganda na guerra
Izabela Vasconcelos, de São Paulo, para o Comunique-se

O correspondente da Reuters no Oriente Médio, Dan Williams, afirmou que é preciso tomar cuidado com a propaganda na guerra, para não transmitir conceitos parciais durante a cobertura de um conflito. Williams participou de palestra nesta sexta-feira (25/09), em São Paulo.
O correspondente diz que as pessoas procuram os jornalistas e são abertas para falar, mas há que tomar certos cuidados. “As pessoas falam, querem passar informações. Muito dessas informações é propaganda, existe muita propaganda na guerra, mas é preciso saber separar a informação”.
"Guerra de cinco estrelas"
O correspondente classificou a cobertura atual com uma “guerra de cinco estrelas”. “Como a região é muito pequena, você consegue andar por vários lugares, entrevistar várias pessoas e depois voltar para o seu hotel. É diferente ao que eu via na televisão quando adolescente”, compara.
Para Williams, cobrir o Oriente Médio é uma responsabilidade que influencia diretamente a população local. “O Oriente Médio é uma parte do mundo que vai continuar nas manchetes. E o povo de lá se vê como o mundo os mostra, como a mídia os mostra”, relata.
Cobertura desproporcional
Williams também comentou que a cobertura da imprensa sobre o estado de Israel é desproporcional e que a imagem que as pessoas têm dos jornalistas que participam da cobertura não coincide totalmente com a condição real desses profissionais.
“Veja o tamanho do Brasil, e quantos correspondentes existem por aqui? Israel é uma região muito pequena, com correspondentes de todo lugar. Existe a questão do petróleo, da religião, da guerra, isso chama a atenção da mídia. Mas acabam perpetuando uma visão desproporcional da região”.
O jornalista veio ao Brasil para realizar uma série de palestras, com o apoio da Reuters e do Comunique-se. Essa semana, o correspondente participou de debates na Puc-Rio, UFRJ e Unicsul.
Williams trabalha há 11 anos em Israel. A serviço da Reuters, o jornalista já realizou coberturas especiais no Egito, Jordânia, Índia e Turquia. O correspondente mantém um blog no site da Reuters que pode ser acessado no endereço http://blogs.reuters.com/dan-williams.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Como trabalhar na Folha de S.Paulo

Meu computador está com vírus. Vira e mexe, ele dispara um e-mail com meu nome, sem assunto, para minha lista de contatos. Estamos trabalhando para limpá-lo, mas está difícil. Tem uma floresta amazônica de tanta diversidade deles. Também, é filho em sites de joguinhos na internet, pen-drives que perambulam por "n" laboratórios, pudera...

Tem gente muito legal que avisa o que está acontecendo. Tem gente que, sem saber, se incomoda em responder. Entre estas respostas, uma vai interessar a muitos de vocês. Querem saber como trabalhar na Folha de S.Paulo? É só ler abaixo:


A Folha contrata jornalistas mediante concurso anunciado nas páginas do próprio jornal. Se você tiver alguma dúvida, leia abaixo as respostas às perguntas mais freqüentes:

E SE EU QUISER TRABALHAR EM OUTRAS ÁREAS DA EMPRESA?
Se você acredita que sua qualificação é mais adequada para outros setores da Empresa Folha da Manhã S.A., não para a Redação da Folha, entre em contato com o setor de Recursos Humanos/Recrutamento e Seleção:
Tel. (011) 3224-3592
Fax (011) 3224-3131
rhselecao@folha.com.br
Endereço: Al. Barão de Limeira, 425/5º andar CEP 01290-900 São Paulo SP
A/C Recrutamento e Seleção/Recursos Humanos.

COMO É FEITA A SELEÇÃO PARA A REDAÇÃO?
A primeira etapa da seleção é feita com base em currículos e textos, que o candidato deve fazer chegar dentro do prazo (normalmente, cinco dias úteis). A segunda inclui um teste escrito e o preenchimento de um questionário. A
terceira, uma entrevista pessoal.

QUAIS SÃO OS CRITÉRIOS?
Os critérios gerais para escolha são:
· boa formação técnica e cultural;
· capacidade de redigir com clareza, exatidão, concisão e rapidez;
· disciplina e criatividade;
· independência e senso crítico;
· iniciativa;
· afinidade com o projeto editorial da Folha.

COMO SE FICA SABENDO DAS VAGAS?
Os anúncios saem na Folha e na Folha Online (www.folha.com.br/trabalhe) quando as vagas são abertas, portanto sem periodicidade fixa.

E O PROGRAMA DE TREINAMENTO?
O programa de treinamento é um curso intensivo de jornalismo diário. Não é um estágio. É uma das melhores maneiras de aprender a fazer jornal, conhecer a rotina e os profissionais da Folha e capacitar-se a trabalhar na Redação.

Os selecionados participam do dia-a-dia da Redação, fazem exercícios de texto, acompanham repórteres no trabalho de apuração e conversam com jornalistas experientes.

Também seguem cursos especialmente preparados para eles: língua portuguesa, matemática e técnicas de investigação jornalística pela Internet e com o auxílio de outros programas de computação.

O curso dura três meses, em tempo integral _em média, nove horas de atividade por dia.

No final, a equipe faz seu próprio caderno especial: orientados por um editor, os trainees apuram e escrevem as reportagens, elaboram as artes, escolhem as fotos, dão o acabamento final e montam as páginas no computador.

Quem pode se inscrever:
Qualquer pessoa que tenha curso superior concluído ou em curso, seja criativa, bem formada e julgue ter talento para jornalismo. Não há restrição de idade, embora os selecionados costumem estar entre 19 e 25 anos.

Quem deve fazer o curso:
Embora não haja restrições para a inscrição, o curso costuma ser mais bem aproveitado por candidatos com boa formação escolar e/ou pessoal, mas que precisam de experiência em técnicas jornalísticas. Candidatos que estejam nos últimos semestres da graduação ou recém-formados costumam aproveitar melhor o treinamento, por ter mais disponibilidade de tempo.

Como é a seleção:
O processo de seleção tem três etapas.
1) é preciso preencher e enviar a ficha de inscrição pela internet (www.folha.com.br/treinamento).
2) as fichas são analisadas e cerca de 150 pessoas são chamadas para um teste de conhecimentos gerais, que avalia a formação cultural dos candidatos e o grau de acompanhamento do noticiário nacional e internacional.
Também há questões envolvendo conhecimento de português, inglês, espanhol e matemática.
3) os 40 candidatos mais bem classificados na prova são chamados para uma semana de palestras e passam por uma entrevista.
No final do processo, entre oito e dez são selecionados para o programa.

Quando é o próximo programa:
A Folha realiza cerca de três programas de treinamento por ano, sem datas pré-definidas.
Você pode desde já se inscrever para a próxima turma. O prazo final de inscrição deve ser divulgado na Folha, e se encerra cerca de dois meses antes do início do programa.

Espero que estas informações possam ajudá-lo e lhe desejo boa sorte na sua busca profissional.

Atenciosamente,
Ana Estela de Sousa Pinto
Editora de Treinamento

Para pesquisar melhor no Google

Estas dicas que o prof. Leandro Bottazzo Guimarães me enviou servem para acadêmicos, professores, jornalistas...Façam bom proveito!

O Google é um dos sites de pesquisa mais procurados da Internet. E não está limitado à simples busca na caixinha de texto. Muitos comandos podem ser inseridos para filtrar o resultado de uma busca. Veja algumas dicas:
Para buscar um termo dentro de um site: use o comando site:endereço do site (espaço) termo.
Exemplo: site:educarede.org.br português
O resultado traz todas as páginas do EducaRede que contêm a palavra "português".

Quais sites em toda a Internet disponibilizam link para um site de seu interesse?
Exemplo: para saber quais sites oferecem um link para o portal EducaRede, digite no campo de busca:

link:www.educarede.org.br

Como procurar textos em sites de um determinado país?
Exemplo: para encontrar textos sobre "feng shui" em sites japoneses, digite o termo entre aspas, dê um espaço, escreva o parâmetro inurl:com e, por fim, o protocolo do país, no caso "jp":

"feng shui" inurl:com.jp

Calculadora: se precisar fazer conta rapidamente, digite a operação diretamente na caixa de busca.
Exemplo: 4000/2-10+35

Veja lista resumida em http://www.google.com/help/calculator.html

Conversões de unidades e medidas: digite dentro da caixa de busca a sigla do que você quer converter, dê espaço, escreva a palavra in, e, por fim, a unidade ou medida desejada.
Exemplos: 1kg in g
5m in cm
500ml in l

Visite a página http://www.google.com/options/ para conhecer toda a família de serviços do Google. Tem tradutor de texto, busca de imagem, de notícias, etc.

Minha sugestão é que vocês instalem a barra do Google no navegador que usa normalmente. Acessem o endereço http://toolbar.google.com/intl/pt-BR/ e façam o download.

Autor: Rodrigo Santaliestra

Fonte: http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

De novo, o plágio

Divido com vocês um texto enviado pelo colega Leandro Botazzo, que muito interessa a todos os acadêmicos, não somente aos de Jornalismo.

Plágio: Aluna flagrada em plágio da monografia perde direito à indenização por danos morais

Foi julgada na sessão do dia 17/9, da 5ª turma Cível, apelação cível interposta por uma universidade de Campo Grande contra aluna, a qual foi flagrada praticando plágio na monografia de conclusão de curso. A aluna foi repreendida pelo orientador, o que gerou constrangimento pela própria postura desonesta dela.
A acadêmica ajuizou ação de reparação de danos morais julgada procedente, condenando a instituição de ensino ao pagamento de R$ 3.000,00. Na ação, a aluna fundamentou que teria sido abruptamente impedida pelo orientador de apresentar o trabalho de conclusão de curso sob o argumento de que teria cometido plágio. Sustentou ainda que o professor em questão não teria feito o devido acompanhamento, análise e discussão dos textos elaborados, além de faltar com a verdade ao afirmar que o trabalho estava bem redigido e apto a ser apresentado.
No momento da apresentação, foi surpreendida, diante da banca já composta, pelas palavras do orientador que denunciou o plágio e a atitude ilícita. A aluna argumentou na ação que seu orientador a submeteu à situação que lhe causou constrangimento e vexame.
Da sentença que acolheu o pedido da acadêmica, a universidade ingressou com a apelação argumentando, em síntese, que a aluna não sofreu dano moral, pois o trabalho foi reprovado pela banca, e não foi o fato alvo de publicidade a ponto de ferir sua honra, não havendo provas de que o orientador usou palavras como "canalha" e "estelionatária", conforme sustentou em sua versão a aluna, e que o sofrimento experimentado não passaria de mero aborrecimento, o qual não teria existido se ela não tivesse cometido plágio. Afirmou, ainda, que a aluna é a única responsável pelos danos que alegou ter sofrido, pois a culpa seria exclusivamente dela.
Entre as duas versões, o relator do processo, Des. Sideni Soncini Pimentel, destaca que "há um fato comprovado e, de certa forma, não impugnado nestes autos: o de que o plágio efetivamente existiu. A peculiaridade está em que a apelada tentou justificar-se, dando a entender que o que se considerou como 'plágio' teria sido, na verdade, fruto de sua inexperiência e, em última medida, do descaso do professor. Por inexperiência ou desconhecimento, ela teria errado, ao fazer as citações, dando a impressão de que teria, simplesmente, copiado texto alheio".
No entendimento da relatoria, os documentos dos autos demonstram que a aluna transcreveu na íntegra de texto alheio como se fosse de sua autoria, "o que é muito diferente da falta de experiência ou desconhecimento das normas e padrões adotados na elaboração de trabalhos científicos". Consideração relevante, afirma o desembargador, já que "ainda que o orientador tenha sido omisso e negligente, não se pode acreditar que um aluno universitário, prestes a obter o bacharelado em Direito, não tenha a mínima noção de que escrever um trabalho não é o mesmo que copiar um texto de outro e apresentá-lo como próprio, principalmente quando se trata de trabalho tão importante e sério (ao menos assim deveria ser encarado por alunos e professores), como é o trabalho de conclusão de curso".
E segue o magistrado na sua observação de que foi percebida claramente a pretensão de a aluna imputar a responsabilidade ao orientador por ter sido flagrada na prática de plágio e censurada diante da banca. Não houve nenhum exagero, até mesmo porque a aluna foi censurada justamente diante daqueles em que ela pretendia enganar. "Esquece-se, no entanto, de que o trabalho estava plagiado e de que procurava se aproveitar desse fato. É enfática, ao criticar a postura do orientador; mas silencia no que diz respeito ao próprio erro", complementou o relator, mencionando também que "Não se pode confundir a humilhação, o vexame, a exposição gratuita e desnecessária de alguém, com o único propósito de denegrir-lhe a honra, com a repreensão de um professor, sem excessos, feita em ambiente fechado de uma universidade. Uma coisa é não se ter o direito de ofender a honra de outrem; outra, bem diferente, é ter a obrigação de evitar uma situação vergonhosa criada pela própria vítima".
Desta forma, por unanimidade, os desembargadores que participaram do julgamento deram provimento ao recurso, para que a sentença seja reformada e os pedidos da aluna sejam julgados totalmente improcedentes. Como consequência, ela deverá arcar com as custas processuais e honorários advocatícios.

Fonte: http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia.aspx?cod=93316

terça-feira, 22 de setembro de 2009

É pelos sonhos que vamos...

Ombudsman da Folha diz que jornal não atende maior parte de suas sugestões

Izabela Vasconcelos, de São Paulo, para o Comunique-se

O ombudsman da Folha de S.Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, na "Sabatina na Folha", evento realizado nesta segunda-feira (21/09), afirmou que na maioria das vezes a redação não atende suas sugestões. Lins também disse que não sabe como medir quando algo foi feito por sua sugestão ou por outros motivos, já que não tem uma relação estreita com a redação.
Uma de seus mais recentes apontamentos, que ainda aguarda uma posição dos jornalistas, foi do caso da regulação da imprensa argentina. “Sugeri que a redação faça uma avaliação entre a proposta de Lei de mídia argentina e o que é feito em outros países, como Estados Unidos, porque acho que não seja algo tão diferente”.
Principais erros do jornal
Questionado sobre os principais erros cometidos pelo jornal desde que assumiu o cargo, em 2008, Lins destacou o episódio da ficha falsa da ministra Dilma Rousseff e a matéria que alertava, com dados desatualizados e fora de contexto, a possibilidade de a Gripe A infectar 35 milhões de brasileiros em dois meses.
Outro fato que não deveria ocupar manchete da Folha, em sua opinião, foi a morte de Michael Jackson. “A morte dele não é manchete para a Folha. É manchete para a Contigo. Deve ser primeira página, mas não manchete”.
Além de criticar o jornal, como é sua função, Lins destacou a cobertura dos conflitos entre Palestina e Israel como um trabalho bem feito pela equipe de reportagem, que mantém um correspondente na região dos conflitos.
O que irrita o ombudsman
O jornalista declarou que uma das coisas que mais o “irritam” no jornal é quando a redação publica um assunto e depois “some” com o tema, perde os desdobramentos. Lins também criticou a postura da redação quando, em certas ocasiões, o veículo só reage aos fatos. Além disso, o jornalista também disse que o jornal tem disposição para cobrir apenas corrupções na política, mas não acompanha como deveria a tramitação e aprovação de leis importantes para os cidadãos, entre outros fatos do Congresso.
Além de responder perguntas da platéia, Lins foi entrevistado pelo colunista da Folha Marcelo Coelho, Eleonora Gosman, correspondente do jornal argentino Clarín, Verónica Goyzueta, correspondente do espanhol ABC, e Eugênio Bucci, professor da ECA-USP e colaborador de O Estado de S. Paulo.

Carlos Eduardo Lins e Silva já chegou a um patamar na profissão que pode se dar ao luxo de escolher o que e onde fazer. Se continua como ombusdman da Folha, mesmo não tendo suas sugestões acatadas como gostaria, ainda assim não deve desanimar, pois está fazendo seu trabalho correta e dignamente.
O leitor é capaz de avaliar os erros (muitos deles graves) cometidos pelo veículo ao ler a coluna do jornalista. E, assim, seu trabalho, voltado mais ao público do que à empresa midiática, tem significado importante. Quem sabe, informado, os leitores passem a cobrar as mudanças sugeridas pelo ombudsan, e assim sim a Folha vai ter que mudar sim!

Jornalismo Econômico

Chato, difícil, para engravatados...
Não são poucas as definições pessimistas para o Jornalismo Econômico.
Entretanto, se as pessoas tivessem consciência da importância de saber ler as entrelinhas dos números da inflação, dos juros, dos preços...certamente o país não seria tão miseravelmente desigual.
Penso em tudo isso enquanto releio Jornalismo Econômico, de Suely Caldas (Editora Contexto). Livro simples, de linguagem fácil, acessível, direta, clara e objetiva. A obra é indicada para todos os acadêmicos de Jornalismo e coleguinhas que quiserem conhecer um pouco mais da área, suas histórias e, especialmente, a importância destas notícias na vida dos cidadãos.
Para deixar um gostinho de "quero mais", só algumas frases da autora:

"É preciso reconhecer que quem por vezes pode deixar o jornalismo econômico difícil e chato é o próprio jornalista."

"...(o jornalismo econômico) é um guia de sobreviência indispensável para nossa vida cotidiana".

Leiam e depois me digam o que acharam.

sábado, 19 de setembro de 2009

Começou a picaretagem

Com fim do diploma, curso promete formar jornalista em 45 horas
Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro, para o Comunique-se

“Diploma não é necessário. Para trabalhar como Jornalista, faça um curso rápido”. É dessa maneira que a empresa Cursos 24 Horas anuncia treinamento para pessoas interessadas em trabalhar com jornalismo na Internet. Com custo de R$ 40 e duração de 45 horas, o curso promete formar “um Cyber Repórter de sucesso”.
“A queda da obrigatoriedade do diploma continua incentivando o surgimento de maus profissionais. Depois dos concursos sem exigência do diploma, agora há um site na internet oferecendo um curso completo de jornalismo online em apenas 45 horas, ou seja, menos de dois dias corridos. Um verdadeiro curso caça-níqueis”, manifestou o Sindicato dos Jornalistas do Ceará em seu site.
O supervisor de atendimento da empresa, Luiz Henrique Campos, defende o curso, afirmando que os alunos formados “têm todas as condições para trabalhar com jornalismo online”.
Campos explica que a duração de 45 horas é apenas uma estimativa, que varia de acordo com o interesse do aluno. Diz ainda que existe um professor disponível para tirar todas as dúvidas e ressalta a facilidade do curso totalmente online, que pode ser feito em qualquer horário, de qualquer lugar.
Sobre a qualidade, afirma que o curso existe desde 2003 e existem ex-alunos trabalhando na área. "Principalmente agora que não precisa mais do diploma”.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Blog novo na área

Conheçam o www.jornalismocivic.blogspot.com, um espaço laboratorial para jornalistas e acadêmicos que quiserem praticar e divulgar este novo modelo de pensar e fazer jornalismo. O blog nasceu nesta manhã, após uma oficina ministrada durante a 9a. Secomt. Será alimentado por colaboradores. Quer ser um?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Visitantes

Há sete meses mantenho este blog. Desde o início ele foi um desafio, por muitas razões. Só agora consegui colocar um contador de visitantes nele. Os números certamente me dirão pouca coisa, mas como eles também comunicam, é hora de saber interpretá-los. Seja bem-vindo sempre. Pra mim você é mais do que um número!

Tem programa pra sábado?

Se não tem ainda, marque um encontro legal comigo e com os coleguinhas José Marcos Taveira, Ágatha Urzedo e Karenine Miracelly, das 8h às 18h, no Centro Universitário Toledo de Araçatuba. Vamos receber vestibulandos interessados na profissão durante evento promovido pela Instituição. Você que é coleguinha, ex-aluno e/ou aluno pode vir tirar as dúvidas deles também. Abraços e até lá.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Museu da Corrupção

Durante a Semana de Ciências Contábeis e Sistemas de Informação (até a próxima sexta-feira, dia 18), o Centro Universitário Toledo de Araçatuba está hospedando o "Museu da Corrupção", uma coletânea de textos e imagens com os principais escândalos recentes da política brasileira. A coleção é do jornal Diário do Comércio, de São Paulo.
A exposição acontece diariamente, no 1o. andar do prédio 3, e é aberta ao público. Impossível não passar por lá.
Confirma matéria de Kauê Ferraz, da Assessoria de Imprensa do UniToledo:


Uma das grandes novidades da 5ª Semana Acadêmica de Ciências Contábeis é o Museu da Corrupção. A parceria entre o UniToledo e o jornal Diário do Comércio (Associação Comercial do Estado de São Paulo), por meio do presidente da ACIA (Associação Comercial de Araçatuba), Wilson Marinho, viabilizou a vinda do museu para a instituição.

Os acadêmicos podem conferir a exposição, das 19h às 22h, no primeiro andar do prédio 3 até o dia 17, sexta-feira, quando se encerra a semana de Contábeis. Araçatuba é a primeira cidade do interior paulista que recebe a exposição.

No museu, estão expostos vários momentos de corrupção da política brasileira ao longo da história. São painéis que mostram desde o impeachment de Fernando Collor até a “Sarneylândia”, que fala sobre os escândalos envolvendo o senador José Sarney (PMDB-AP). O Mensalão, a Máfia dos Bingos, o escândalo dos Cartões Corporativos e a Operação Satiagraha também fazem parte da exposição.

Os painéis abordam com bom humor algumas questões. Entre elas, está a “Piscina das Mentiras”, na qual são mostradas, dentro de uma piscina, algumas das mentiras mais “cabeludas” contadas por políticos. Outro painel interessante é a “Árvore Genealógica dos Corruptos”, que mostra desde os descobridores do Brasil até o Senador José Sarney.

“Nós trouxemos essa exposição para mostrar os casos de corrupção escandalosos que temos em nosso país. De uma maneira bem humorada, vamos conscientizar a população a respeito desse tema”, ressalta Claudinei Göttems, coordenador do curso de Ciências Contábeis.

Aprovação da mídia é a mais baixa em duas décadas

Pesquisa recente mostra que o nosso trabalho está em baixa. Conheça os motivos lendo a matéria completa publicada no blog do jornalista Luiz Carlos Azenha:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/indice-de-aprovacao-da-midia-o-mais-baixo-em-duas-decadas/

Então você vai entender algumas das razões de se pensar em civic journalism.

Oficina de civic journalism

Na sexta-feira, dia 18, das 8h às 11h, ministrarei uma oficina de civic journalism durante a programação da 9a. Secomt - Semana de Comunicação da Toledo.
O civic journalism ainda não é um gênero nem uma especialização. Trata-se de um movimento que surgiu nos Estados Unidos - a partir de coleguinhas descontentes com o rumo do sensacionalismo - que propõe repensar os conceitos e o jeito de fazer nosso trabalho.
As inovações vão desde a concepção (informar ou oferecer conhecimento) passando por quem define as pautas (gatekeepers x advocates) até uma liberdade total na produção dos textos que não devem seguir o modelo do lead nem da pirâmide invertida.
O trabalho na oficina da Secomt será dividido em duas etapas: na primeira, a parte conceitual. Na segunda, a parte prática. Os interessados podem procurar a coordenação do curso (karenine.prof@toledo.br) para fazer as inscrições (R$ 10,00). As vagas são limitadas. Estão todos convidados.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Up


Este texto não é uma resenha. É só um comentário. Meu marido e eu levamos nossos filhos para assitir a Up, um desenho que está longe de ser só infantil. Nele, um homem luta para realizar seus sonhos, apesar de todos os contras da vida. Durante mais de uma hora, o público é capaz de se lembrar dos sonhos de criança, das batalhas da vida adulta e dos sofrimentos impostos pelo envelhecimento, do corpo e da alma. Sim, o "mocinho" ganha no final e escolhe a vida como ela é ao invés dos sonhos. Mas, que isto tem a ver com jornalismo?
Talvez seja uma metáfora da profissão. Talvez...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Restrições no uso de redes sociais por jornalistas

Especialistas divergem sobre o tema

Izabela Vasconcelos, de São Paulo, para o Comunique-se


As recentes normas adotadas pela Folha de S.Paulo e TV Globo no uso de redes sociais por seus jornalistas causam polêmica. Na última semana, os dois veículos divulgaram, em comunicados internos, regras para o uso de blogs, Twitter, e outras redes sociais.

A Folha determinou que seus profissionais sigam os princípios do projeto editorial, "evitando assumir campanhas e posicionamentos partidários". O veículo também exige que os jornalistas não divulguem conteúdos de colunas e reportagens exclusivas, restritos a assinantes, na rede. A TV Globo também estabeleceu normas semelhantes aos seus funcionários, vedando a divulgação de informações institucionais e o uso de redes sociais vinculadas a outros veículos de comunicação sem prévia autorização da emissora.

O que é visto como um cerceamento da liberdade de expressão para uns, é visto como uma questão ética por outros. Bruno Rodrigues, especialista em mídias digitais, concorda com a medida adotada pelos veículos. "Esse comportamento faz parte do trabalho profissional. Discordo quando dizem que é uma forma de limitar a liberdade de expressão. Quando um jornalista cobre algum assunto para a Folha, por exemplo, o jornal tem total direito nesse caso. Se for um trabalho particular, uma investigação própria, aí é outra coisa".

O professor de pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, pós-doutorado em comunicação e Tecnologia, Walter Teixeira Lima Júnior, acredita que o caso seja algo muito novo e analisa o ponto de vista das empresas e dos jornalistas. "Tudo o que você vai falar vai para o bem ou para o mal da empresa. A preocupação do veículo é que eles têm concorrentes. Tudo isso é muito novo, tanto jornalistas como empresas estão aprendendo como conviver".

Apesar de enxergar as razões das empresas, Lima acredita que o jornalista também tem voz fora do veículo e o direito de expressar sua opinião fora de seu período de trabalho, mesmo de um assunto que tenha coberto. "Os veículos não podem limitar a liberdade do individuo. É como no passado, o jornalista escrevia a matéria, saía da redação e depois ia às ruas, era ativista", conclui o jornalista, que enfatiza que o profissional também deve ter responsabilidade sobre o que fala.

11 de setembro para o jornalismo


Quando um cidadão comum filmou os dois aviões atingindo as Torres Gêmeas, o jornalismo cidadão ganhou o destaque que merece.
Os cinegrafistas e fotógrafos chegaram logo depois, mas por mais que se esforçassem entre os entulhos, correndo risco de morte, não tinham em mãos a cena que ainda causará impacto nas futuras gerações.
Junto com as prédios, ruiu a soberania norte-americana. Com aquela filmagem amadora, os cidadãos confirmaram o poder da mídia e como é importante registrar fatos que podem mudar uma sociedade.Desde então, este movimento - o jornalismo cidadão - só tem aumentado.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Globo e Folha restringem Twitter e blogs para jornalistas

Liberdade de expressão. Liberdade de expressão?
Cada vez mais estou acreditando que isso deve ser utopia, alguma coisa que vive com os duendes na casa do Papai Noel.
Na nossa profissão, em nome da objetividade, temos que guardar nossas opiniões para os textos opinativos dos artigos e colunas. E na nossa vida particular?
Acompanhem o que está acontecendo com coleguinhas dos grandes veículos de comunicação. E depois me respondam: vocês acreditam que essas regras vão valer só pra eles ou elas vão se estender a todos os outros?


Globo restringe uso de blogs,Twitter e outras redes sociais
Da Redação do Comunique-se
A TV Globo divulgou um comunicado interno na noite de quinta-feira (10/09), em que restringe o uso de blogs e redes sociais pelos seus contratados. A medida atinge tanto artistas, como jornalistas e outros profissionais da emissora.

“A divulgação e ou comentários sobre temas/informações direta ou indiretamente relacionados às atividades ligadas à Rede Globo; ao mercado de mídia e ao nosso ambiente regulatório, ou qualquer outra informação/conteúdo obtidos em razão do relacionamento com a Rede Globo são vedados, independentemente da plataforma adotada, salvo expressamente autorizada pela empresa”, informa o comunicado.

A Globo também exige autorização prévia para que os contratados possam ter blogs, Twitter e outras redes sociais vinculados a outros veículos de comunicação. “A hospedagem em Portais ou outros sites, bem como a associação do nome, imagem ou voz dos contratados da Rede Globo a quaisquer veículos de comunicação que explorem as mídias sociais, ainda que o conteúdo disponibilizado seja pessoal, só poderá acontecer com prévia autorização formal da empresa”.

A decisão gerou repercussão, mas até o momento somente artistas da emissora se manifestaram. A atriz Fernanda Paes Leme reclamou.“Não existe Arte sem liberdade de expressão!!”. “Blog, twitter ajudam o público a conhecer o artista por trás do personagem... eu vou continuar por AQUI!". Jornalistas procurados pelo Comunique-se informaram que ainda não haviam recebido o comunicado.

Apesar das restrições citadas, a Central Globo de Comunicação informou que não veda qualquer plataforma para o uso pessoal, mas que as ferramentas devem se limitar a isso. “A presença individual e particular dos nossos contratados deve se restringir, se desejada, exatamente a este universo, estando totalmente desvinculada da atuação na Rede Globo, nem tampouco associados a outros veículos de comunicação. Se essa separação clara não puder ser estabelecida, o uso dessas mídias fica inviabilizado”.

A emissora carioca alega que a medida tem o objetivo proteger seus “conteúdos da exploração indevida por terceiros, assim como preservar seus princípios e valores”.


Folha cria regras para jornalistas usarem Twitter e blogs
Izabela Vasconcelos, de São Paulo, para o Comunique-se
O jornal Folha de S.Paulo anunciou em comunicado interno, que os jornalistas e colunistas do veículo devem seguir algumas regras ao usar redes sociais, como Twitter e blogs. A recomendação, assinada pela editoria executiva, é que os profissionais não assumam opiniões partidárias, sobre qualquer candidato ou campanha, e também veda a publicação de conteúdo exclusivo, acessível apenas para assinantes do jornal.

Os jornalistas que quiserem citar alguma matéria exclusiva poderão fazer referência ao material, publicando o link para o acesso do conteúdo na íntegra. “Não devem colocar na rede os conteúdos de colunas e reportagens exclusivas. Esses são reservados apenas para os leitores da Folha e assinantes do UOL. Eventualmente blogs podem fazer rápida menção para texto publicado no jornal, com remissão para a versão eletrônica da Folha”, explica o texto.

Um dos jornalistas da Folha aguardava pela decisão. “Já sabia que iriam fazer isso. Tinha muita gente abusando. Você não pode emitir opinião de uma matéria que você cobriu”, declarou.

Outro profissional do veículo também esperava esse tipo de orientação do jornal. “Esperava que adotassem uma medida nesse sentido, principalmente pelo direito autoral. A decisão não mudou em nada meu procedimento no Twitter. Eu não faço nada no Twitter que eu não faria na Folha”, revelou o jornalista, que acredita que o conteúdo exclusivo deveria ser liberado. “Seria bem mais proveitoso, mas essa é outra questão”.

Apesar de defender as orientações do jornal, o profissional afirmou que o veículo é rigoroso em relação à imagem dos jornalistas do grupo. “Excedem no rigor, tudo tem que pedir autorização, para entrevistas, palestras, enfim...".

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Plágio: uma hora dá errado


A apresentadora Xuxa, a antiga diretora do seu programa, Marlene Matos, e a Rede Globo foram condenadas a pagar uma indenização de 500 salários mínimos para a professora primária Virgínia Maria Oliveira Borges por plágio em brincadeira. A decisão é do Superior Tribunal de Justiça, que manteve condenação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Mas ainda cabe recurso.
De acordo com o processo, a professora é autora e detém registro de propriedade intelectual de brincadeiras que foram utilizadas, sem a devida autorização, pelo programa infantil. Xuxa e cia foram condenados por danos morais e materiais. No entendimento da Corte, as três são responsáveis pela apresentação do programa, já que, sem a participação de qualquer uma delas, não haveria o processo de plágio.
Essa história de plágio uma hora dá errado. Ninguém é capaz de enganar todo mundo o tempo todo.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Diferenças entre literatura e jornalismo


Em um encontro com Ignácio de Loyola Brandão, no Teatro Paulo Alcides Jorge, em Araçatuba, nesta noite, descobri porque sou jornalista e não escritora.
Ele, que é escritor, cronista, ensaista, autor de peça de teatro, jornalista e agora biógrafo (de Ruth Cardoso) - sem ter nenhum diploma - disse que a literatura é para quem quer se vingar das coisas, fatos e pessoas.
Deu o exemplo de si mesmo. Contou que era um menino feio e pobre de Araraquara, daqueles que se isolam na última carteira da sala de aula, esquecido por todos. Foi a literatura - na verdade, uma reescrita do clássico Branca de Neve - que o fez ser notado, aos 10 anos. Ele simplesmente matou os anões que escravizavam a princesa. Desde então, tem vivido na fantasia, na imaginação.
Alegre, divertido, comunicativo, contagiante, aos 73 anos silenciou uma plateia inteira com suas histórias perfeitas como aquelas que lemos nos seus 32 livros e tantas outras crônicas publicadas periodicamente nos jornais.
Então entendi porque sou jornalista e não escritora. Não fui a melhor da turma, mas também não fui a pior. Não era bonita, nem gostosa, mas tinha um pouco de inteligência e era esforçada. Não cresci com traumas, portanto não quis me vingar.
Quis contar histórias, reais, de pessoas que não podem fugir, mas enfrentar verdades difíceis. Achei - e ainda acho - que com meu trabalho posso mudar os finais, para melhor. Quem sabe?
Da experiência com Ignácio, cresceu a admiração. E a certeza que nasci para ser jornalista.

Civic Journalism, quer saber o que é?

Não adianta tentar traduzir ao pé da letra, do inglês para o português. Jornalismo cívico não é a tradução ideal para civic journalism. Aliás, não passa nem de longe. Jornalismo cívico - ou público - no Brasil é aquele feito pelos profissionais que atuam em um dos três poderes, em especial no Executivo e no Legislativo.
Também não podemos confundir com jornalismo cidadão, comunitário, participativo enfim...uma série de outras nomenclaturas que vem sendo usadas equivocadamente quando se tenta encaixar este modelo em um gênero ou em uma especialização. Ele não é nada disso. É um movimento contra algumas práticas reinantes, em especial, o sensacionalismo.
Quer saber do que se trata e para que serve?
Vamos conversar na Secomt 2009. Haverá uma oficina, dia 18, na parte da manhã. Não ficaremos apenas na teoria (ufa!). Pretendo mostrar uma nova maneira de pensar e agir dentro do jornalismo mundial, que, espero, ajudem a mudar algumas pautas, mas, especialmente, auxiliem a sociedade onde atuamos a resolver os seus principais problemas.
Espero por vocês!

Cinema: Para entender o 11 de setembro

Por Barbara Franchesca Nascimento
da Assessoria de Imprensa do UniToledo


Nos dias 8, 15, 22 e 29 de setembro, o Sesc Birigui e o DCE (Diretório Central dos Estudantes) João Amazonas, em parceria com o UniToledo, apresentam uma programação especial sobre os atentados terroristas de 11 de setembro, nos Estados Unidos, na terceira edição do projeto “A Hora do Ócio”. As sessões são gratuitas e ocorrem todas as terças-feiras, a partir das 22h, no Laboratório de Rádio do UniToledo.
Produzido por 11 diretores, o programa “11 de Setembro” trará aos estudantes a visão independente de cineastas de diversas culturas sobre um dos acontecimentos que marcou o início do século XXI. Para a programação, foram selecionados apenas os trabalhos de quatro diretores: Sean Penn (Estados Unidos), Samira Makhmalbaf (Irã), Amos Gitai (Israel) e Ken Loach (Inglaterra).
Na abertura do projeto, o trabalho de Sean Penn mostrará a influência das consequências do desaparecimento dos gigantescos edifícios na vida de um velho viúvo. No dia 15, as diferenças econômicas e culturais entre os Estados Unidos e o Afeganistão, apresentadas por meio do relato de uma professora às crianças afegãs, será o tema do trabalho da jovem diretora Samira Makhmalbaf.
O filme do israelense Amos Gitai contrapõe o terrorismo político ao terror exercido pelas mídias sobre esses eventos no dia 22 de setembro. A última sessão do mês, no dia 29, apresentará o trabalho do inglês Ken Loach, que contextualiza o 11 de setembro nos Estados Unidos com o golpe de Estado chileno, que derrubou militarmente o presidente eleiro Salvador Allende, em 1973.

Secomt 2009 - A hora e a vez do Jornalismo Internacional

Do blog da Secomt 2009

Estão abertas as inscrições para a 9ª Secomt (Semana de Comunicação do UniToledo). O evento ocorrerá entre os dias 16 e 18 de setembro, no Centro Universitário Toledo, com a participação de alunos de jornalismo e profissionais da área. Palestras e oficinas já estão programadas.
Para se inscrever, os interessados devem procurar a acadêmica Juliana Martins, na sala do 8ª semestre de Jornalismo diurno. À noite, ela estará no laboratório 6 ou 5 (prédio 1). As inscrições prosseguem até o dia 8 de setembro e o valor é R$ 10.

Confira a programação:
DIA 16 - Manhã
*Palestra - Pós-Graduação em Comunicação no Brasil e no Exterior
(Jornalista e Profª Ms. Karenine Miracelly Rocha da Cunha)
*Apresentação de trabalhos de alunos

DIA 16 - Noite
*Abertura oficial da Secomt
*Palestra - Nova York: o centro do jornalismo internacional
(Jornalista Denyse Godoy, correspondente da Folha de São Paulo em Nova York)

DIA 17 - Manhã
*Oficina - Cobertura internacional em radiojornalismo
(Jornalista Clemerson Mendes)
*Apresentação de trabalhos de alunos

DIA 17 - Noite
*Oficina - Cobertura internacional em radiojornalismo
(Jornalista Clemerson Mendes)
*Palestra Pós-Graduação em Comunicação no Brasil e no Exterior
(Jornalista e Profª Ms. Karenine Miracelly Rocha da Cunha)

DIA 18 - Manhã
*Oficina - Civic Journalism
(Jornalista e Profª Ms. Ayne Regina Gonçalves Salviano)
*Apresentação de trabalhos de alunos

DIA 18 - Noite
* Palestra de encerramento
(Jornalista Hermano Henning)

IMPORTANTE: A coordenação de jornalismo emitirá o certificado a todos os inscritos, desde que comprovada a participação nos três dias do evento.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Nunca diga nunca....

Professor companheiro é aquele que muda a rotina da sua vida, arruma alguém pra ficar com os filhos e sai com você na estrada, andando quilômetros e mais quilômetros, em busca de uma resposta que, podem acreditar, NÃO VEIO.

Fazer TCC é encantador, para quem gosta de pesquisa e de não se importar em perder algumas “baladas” durante o ano. Mas atenção, escolher o tema não é nada fácil. Depois de ter dois projetos “derrubados”, o meu grupo decidiu seguir a tendência da segmentação e apostar num jornalismo “nada” explorado. Nosso estudo está voltado ao Jornalismo para a Terceira Idade.

Com a falta de bibliografia na área de comunicação, tivemos que apelar para área da saúde, economia, gerontologia e assim por diante. Eis que surge um Encontro na Unesp de Bauru com a finalidade de discutir o idoso na mídia. Depois de algumas conversas, lá fomos nós!

Ao entrar no campus, no último dia 19, meu coração acelerou, e ao mesmo tempo uma sensação de impotência parecia tomar conta de mim. Embaixo de chuva, acreditem, Bauru quase sumiu aquele dia, nós encontramos a sala e aguardamos ansiosas (eu, Ayne e Naiara) pelo início das discussões.

Ao longo das apresentações era nítida a nossa decepção, mestres, doutores, pós doc, tinha de tudo por lá, só não tinha o que fomos procurar. Anos e anos de estudos e pesquisas eram apresentados sem que uma resposta, ou indicação de caminho seguir fosse dado.

Na verdade ir até lá me fez ver que não importa a Universidade em que você estuda, o que interessa é a forma como você o faz. Dedicação é tudo. A nossa professora até tentou nos ajudar, mas ao questionar o resultado da pesquisa de uma das participantes não obteve resposta.

Calmaaaaaa professora, pra quem nunca ganhou nem frango em quermesse, você teve sorte demais. A Ayne foi a primeira sorteada do evento, e ganhou uma bolsa ecologicamente correta com um livro de receitas. Vocês devem estar se perguntando: Mas e ai???

É muito fácil. Pesquisem. A resposta que eu fui procurar, estava o tempo todo a minha frente, nas pilhas de papéis que eu acumulei com as inúmeras pesquisas, livros e estatutos lidos. E a lição que tiramos dessa viagem foi...

Nunca diga nunca, porque nós descobrimos que temos total capacidade de achar os resultados que procuramos por nós mesmos, e a Ayne ainda foi sorteada e ganhou um prêmio super bacana.



Gabriela Saran, acadêmica do 8o. sem noturno do curso de Jornalismo do Centro Universitário Toledo de Araçatuba

Agora deu medo

Queda da exigência do diploma extingue curso de Jornalismo da Facamp

Da Redação do Comunique-se

A Facamp (Faculdades de Campinas), do interior de São Paulo, acabou com o curso de Jornalismo oferecido desde 2002 pela instituição. De acordo com a direção da faculdade, a decisão foi motivada pelo fim da exigência de diploma de jornalismo para o exercício da profissão, medida aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no mês de junho.

“A recente abolição da obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício dessa profissão impôs a reorientação dos cursos de jornalismo do Brasil”, afirma a nota distribuída aos alunos.

Turmas serão mantidas
A graduação em Jornalismo já foi retirada da página da instituição, que não abriu novas vagas para o vestibular 2010 na área. Apesar da decisão, as turmas atuais serão mantidas até a formação, em 2012.

No comunicado, a Facamp informou que pretende criar um curso pós-graduação em Jornalismo e ressaltou que continuará investindo na área. “A formação de jornalistas de alto nível comprometidos com o interesse público continua sendo um objetivo fundamental desta instituição de ensino”.

O curso oferecido pela faculdade chegou a obter o conceito cinco no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) em 2006, o mais alto dado pelo Ministério da Educação. Dados divulgados pelo MEC ontem (31/08), apontam a Facamp como a 12º melhor instituição de ensino superior do Brasil.

A mensalidade da graduação em Jornalismo é de cerca de R$ 2 mil. Com o fim do curso, a faculdade continua oferecendo graduações em Administração, Design, Direito, Economia, Engenharia da Produção, Propaganda e Marketing e Relações Internacionais.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Como fazer alguém escrever

O pedido parecia simples: "Preciso que você faça meus alunos lerem e escreverem". Parecia...
O diretor da Etec de Fernandópolis, Fernando, conhece o meu trabalho há anos. Somos conterrâneos de Jales (SP) e lá desenvolvi um trabalho delicioso na Escola Agrícola (Centro Paula Souza) quando ele era diretor. Debaixo das árvores, no meio da grama, eu ensinava jovens sujos da lida do dia a pensar em literatura e redação.
Elaborei o material da palestra. Tratei da comunicação (e incomunicação) na sociedade pós-moderna. O público? Jovens do ensino médio, mais de 150 (ai), mais colegas professores e funcionários da escola. Foi no último dia 26 de agosto, pela manhã.
Fazia tempo que eu não falava para uma plateia tão grande.
Plateia que me ouviu por mais de uma hora em silêncio, participando sempre que eu dava uma brecha. Eram perguntas, comentários, enfim, toda aquela alegria de viver que rodeia aqueles com menos de 20 anos.
Falei de literatura, cinema, comunicação, jornalismo, publicidade e propaganda, veículos de comunicação, novas mídias (como os blogs), ética, cidadania, responsabilidade social, participação política, ufa!
Os aplausos, ao final, foram importantes, mas o que salvou meu dia foi o grupo (grande) de alunos querendo saber mais sobre a profissão. Foram categóricos em dizer que depois da decisão do Supremo pela não obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão, tinham até fica desestimulados, mas estavam prontos para encarar o desafio, queriam o jornalismo!
Que venham!