terça-feira, 27 de outubro de 2009

Polícia e Mídia

Polícia diz que imprensa faz cobertura desproporcional da violência
Izabela Vasconcelos, de São Paulo, para o Comunique-se


Representantes das Polícias Civil e Militar, reunidos no Seminário “A Polícia e a Mídia”, classificaram a cobertura da violência pela imprensa como desproporcional. O encontro foi realizado nesta quinta-feira (22/10), pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

“Existe uma desproporcionalidade entre o índice de criminalidade e a notícia do crime. Infelizmente o cidadão não vai ao site da Secretaria de Segurança Pública para ter uma visão mais proporcional”, afirma Túlio Kahn, cientista político e coordenador de Análise e Planejamento da Secretária de Segurança Pública do Estado de São Paulo. De acordo com o especialista, que apresentou dados comparativos, acontece muito mais furto que homicídios em São Paulo, mas o homicídio é sempre mais noticiado pela imprensa.

Além de apontar outros dados, Kahn, apresentou um gráfico que mostra o crescimento de notícias sobre o crime de arrastões em condomínios. Em 2004, a pesquisa no Google retornava apenas um resultado de notícia, em 2005, 14, este ano já são 130 matérias, além de 706 relacionadas. “A questão é que a média desse tipo de crime tem se mantido a mesma nesses anos, mas a repercussão na imprensa, não”.

Informações descontextualizadas
O especialista concorda no interesse da mídia pelo inusitado, mas acredita que além da desproporcionalidade, não há contextualização. “Sempre haverá interesse para os casos mais polêmicos, mas que a imprensa contextualize isso”, defende.

O Coronel José Vicente da Silva, ex-secretário Nacional de Segurança Pública, Psicólogo Social e Consultor do departamento de Segurança da Fiesp, concorda com Kahn. “Não é que estejam falseando a verdade, que haja má vontade, o problema é que essas informações não vêm com contexto”, afirma o Coronel.

Para comprovar sua tese, Silva diz que Salvador é seis vezes mais violenta que São Paulo, e Curitiba, duas vez mais. “Apesar disso, não é a sensação que a população tem. Não se contextualiza que o estado de São Paulo tem o melhor índice de redução de mortes por violência no mundo”.

Imagem e exposição do crime
Hoje os suspeitos de crimes são protegidos pelo direito de imagem, o que frequentemente é ignorado. “Os presos podem ser filmados ou não? Como um bandido fica famoso?" questiona Silvia Ramos, pesquisadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes (CESeC). A especialista critica o fato do bandido da periferia ser sempre mostrado, e haver uma polêmica na divulgação de imagens de pessoas de classe média, ou suspeitos de envolvimento em crimes de corrupção, sendo algemadas.

Violência não vende
Na opinião de Silvia, ficou provado que a violência não vende. “Um mito que caiu nessa pesquisa é o de que a violência vende. Não é que a violência não venda, mas o Notícias Populares fechou, o Aqui Agora acabou. Esse tipo de abordagem não vende, principalmente para os anunciantes”, explicou a pesquisadora, co-autora do livro “Mídias e Violência: novas tendências na cobertura da criminalidade e segurança no Brasil", produzido pelo CESeC.

Plano de comunicação
Silvia criticou a polícia por não ter um plano de comunicação amplo. “Só na Polícia Militar são 100 mil homens, maior que qualquer grande empresa, precisa de diálogo”.

A cadeia de Comunicação Social na academia de polícia também foi defendida pelo jornalista Ricardo Viveiros, diretor do Departamento de Comunicação da Fiesp, que foi o mediador dos debates. “Todas as manchetes de hoje do O Globo, Estadão e Folha são contra a polícia. Mas a polícia brasileira é uma das melhores do planeta”. Viveiros acredita que deve haver um diálogo mais profundo da polícia com a imprensa, com o investimento na comunicação. “Defendo que todas as instituições que lidam com o público, que possam estudar a comunicação”. Os representantes das instituições policiais se comprometeram a levar o assunto a diante, para que a comunicação entre na grade da academia.

O debate também contou com a participação de outros representantes das Polícias Civil e Militar, além dos jornalistas Valmir Salaro, repórter da TV Globo; Bruno Paes Manso, repórter de O Estado de São Paulo; Claudio Tognolli, professor da ECA-USP e repórter especial das revistas Consultor Jurídico e Poder.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Prêmio Esso de Jornalismo 2009

O colega José Marcos Taveira se lembrou de mim quando recebeu este e-mail e fez questão de dividir conosco estas informações. Veja só:

Os trabalhos finalistas

As comissões de seleção do Prêmio Esso de Jornalismo 2009, após sucessivas reuniões realizadas nos dias 19, 20, 21 e 22 de outubro, no Rio, concluíram as tarefas de indicação dos trabalhos que concorrerão à premiação em 11 categorias de mídia impressa, ao Prêmio Esso de Telejornalismo e ao prêmio principal, que possui o nome do programa. Os vencedores deste ano serão conhecidos no próximo dia 8 de dezembro, durante cerimônia de premiação a ser realizada no Hotel Copacabana Palace, no Rio.

Ao todo, 25 jornalistas, alguns dos quais integrantes de equipes dos maiores jornais brasileiros, examinaram durante cerca de 30 dias um total de 1.091 reportagens, fotografias e criações gráficas, para concluir pela indicação de 35 trabalhos finalistas. Outros sete jurados que integraram as duas comissões de mídia eletrônica indicaram os três finalistas ao Prêmio Esso de Telejornalismo, após o exame de 121 trabalhos.

A escolha final dos vencedores das categorias de mídia impressa caberá a uma Comissão de Premiação especialmente constituída para esse fim. A designação do vencedor do Telejornalismo competirá à mesma comissão de julgamento que apontou os trabalhos finalistas.

A foto vencedora do Prêmio Esso de Fotografia será escolhida via Internet por uma Comissão Especial de 50 jurados que votarão em um dos cinco trabalhos selecionados e adiante indicados.

Como em anos anteriores, todos os trabalhos de texto inscritos foram digitalizados e disponibilizados aos jurados através de site na Internet. O serviço de digitalização de mais de 10 mil páginas e a criação do site foi executado pela empresa DocPro, em tempo recorde, o que permitiu aos jurados ter acesso ao conjunto dos trabalhos inscritos um mês antes das reuniões da Comissão de Seleção.

MELHORES DE 2009

Para selecionar os 38 trabalhos finalistas, as comissões examinaram 520 reportagens, séries de reportagens ou artigos; 164 trabalhos fotográficos; 209 trabalhos de criação gráfica em jornal, 69 trabalhos de criação gráfica em revista e 125 primeiras páginas de jornal, além de 121 trabalhos de telejornalismo e 04 inscrições ao Prêmio de Melhor Contribuição à Imprensa, totalizando 1.212 inscrições.

É a seguinte a relação dos trabalhos finalistas considerados os melhores de 2009, divididos por categoria a que concorrem, segundo a ordem de inscrição:

1 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO DE REPORTAGEM

Helio Gurovitz, Ruth de Aquino, Martha Mendonça, Nelito Fernandes, Eliane Brum, Matheus Leitão, Rafael Pereira, Solange Azevedo, Suzana Naiditch, Paulo Nogueira, Mariana Sanches, João Caminoto, Ivan Martins, Fernanda Colavitti, Francine Lima, Luciana Vicária, Juliana Arini, Peter Moon, Celso Masson, Andreas Vera, Daniela Fernandes, Walter Nunes e Murilo Ramos, com o trabalho VOO AIR FRANCE 447, publicado na revista ÉPOCA.

Rosa Costa, Leandro Colon e Rodrigo Rangel, com o trabalho DOS ATOS SECRETOS AOS SECRETOS ATOS DE JOSÉ SARNEY, publicado no jornal O ESTADO DE S. PAULO.

Alana Rizzo, Thiago Herdy, Maria Clara Prates e Renato Alves, com o trabalho CURA FALSIFICADA, publicado no jornal ESTADO DE MINAS.

2 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO DE FOTOGRAFIA

Moacyr Lopes Junior, com a foto A DOR DA PERDA, publicada no jornal FOLHA DE S. PAULO.

Arnaldo Carvalho, com a foto FOME, do conjunto EXILADOS NA FOME, publicado no JORNAL DO COMMERCIO (Recife).

Marcelo Carnaval, com a foto CRISE, QUE CRISE?, publicada no jornal O GLOBO.

Daniel Mobilia, com a foto FALA QUE EU NÃO TE ESCUTO, publicada no jornal DIÁRIO DE S. PAULO.

Daniel Marenco, com o conjunto de fotos NO CORREDOR DO INFERNO, publicado no jornal ZERO HORA

3 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO DE INFORMAÇÃO ECONÔMICA

Regina Alvarez e Martha Beck, com o trabalho MANOBRA BILIONÁRIA, publicado no jornal O GLOBO.

Darcio Oliveira, com o trabalho OS PIGMEUS DO PETRÓLEO, publicado na revista ÉPOCA NEGÓCIOS.

Vicente Nunes, Ricardo Allan, Vânia Cristino, Karla Mendes, Letícia Nobre, Luciano Pires, Luciana Navarro e Mariana Flores, com o trabalho O BRASIL QUE EMERGIRÁ DA CRISE, publicado no jornal CORREIO BRAZILIENSE.

4 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA, TECNOLÓGICA E ECOLÓGICA

Marcelo Leite, Toni Pires, Claudio Ângelo, Marília Scalzo, Marcelo Pliger, Thea Severino, Adriana Caccese de Matos, Renata Steffen e Flávio Dieguez, com o trabalho NO CORAÇÃO DA ANTÁRTIDA, publicado no jornal FOLHA DE S. PAULO.

Marques Casara, André Campos, Carlos Juliano Barros, Dauro Veras, Leonardo Sakamoto, Paola Bello e Sérgio Vignes, com o trabalho QUEM SE BENEFICIA COM A DEVASTAÇÃO DA AMAZÔNIA, publicado na revista OBSERVATÓRIO SOCIAL EM REVISTA (São Paulo).

Júlia Kacowicz, com o trabalho O HOMEM E O MAR, publicado no jornal DIÁRIO DE PERNAMBUCO (Recife).

5 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO DE PRIMEIRA PÁGINA

Sérgio Costa, com o trabalho A CERTIDÃO DO DESCASO, publicado no jornal CORREIO * (Salvador).

Octávio Guedes, Robson Barbosa, Denise Ribeiro, Marlom Brum, Luiz Vieira Junior, Aloy Jupiara e Ary Moraes, com o trabalho MICHAEL JACKSON, publicado no jornal EXTRA.

André Hippertt, Karla Prado e Alexandre Freeland, com o trabalho A FAIXA PRETA HOJE É DE LUTO, publicado no jornal O DIA.

6 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO DE CRIAÇÃO GRÁFICA - JORNAL

Bruno Falcone e Yana Parente, com o trabalho OS SERTÕES, publicado no JORNAL DO COMMERCIO (Recife).

Renata Maneschy, Luiz André Alzer, Nelson Nunes, Adriana Teixeira, Fernando Oliveira e Ângelo Baima, com o trabalho MICHAEL JACKSON ETERNAMENTE, publicado no jornal DIÁRIO DE S. PAULO.

Amaurício Cortez, Rafael Góes, Luciana Pimenta e Pedro Turano, com o trabalho VAI DAR JOGO!, publicado no jornal O POVO (Fortaleza).

7 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO DE CRIAÇÃO GRÁFICA - REVISTA

Marcos Marques, Alexandre Lucas, Marco Vergotti, Eduardo Cometti, Alberto Cairo e Equipe Faz Caber, com o trabalho VOO AIR FRANCE 447, publicado na revista ÉPOCA.

Monique Schenkels e Rafaela Ranzani, com o trabalho FIM DE FEIRA, publicado na revista TPM.

Gil Maciel, Katherine Funke, Rodrigo Sombra, Nadja Vladi, Kátia Borges, Pierre Xavier Themotheo, Inara Negrão, Bruno Aziz, João Alberto Gentil, Reinaldo Rocha, Túlio Carapiá, Felipe Cartaxo e Simone Ribeiro, com o trabalho TININDO TRINCANDO, publicado na revista MUITO do jornal A TARDE (Salvador).

8 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO INTERIOR

Suzana Fonseca e Tatiana Lopes, com o trabalho CASO ALESSANDRA, publicado no jornal A TRIBUNA (Santos).

Diego Barreto e Ari Lopes, com o trabalho DOCA E SÔNIA - CODINOMES LIBERDADE, publicado no jornal O SÃO GONÇALO (São Gonçalo - Rio de Janeiro).

Edgar Gonçalvez Junior e Equipe, com o trabalho NOVEMBRO DE 2008 - O MAIOR DESASTRE CLIMÁTICO DO BRASIL, publicado no JORNAL DE SANTA CATARINA (Blumenau).

9 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO REGIONAL 1

Silvia Bessa, com o trabalho QUILOMBOLAS - OS DIREITOS NEGADOS DE UM POVO, publicado no jornal DIÁRIO DE PERNAMBUCO (Recife).

Fabiana Moraes e Schneider Carpeggiani, com o trabalho OS SERTÕES, publicado no JORNAL DO COMMERCIO (Recife).

Demitri Túlio, Cláudio Ribeiro, Thiago Cafardo e Luiz Henrique Campos, com o trabalho AUTOESTIMA CEARENSE, publicado no jornal O POVO (Fortaleza).

10 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO REGIONAL 2

Lúcio Vaz e Daniel Antunes, com o trabalho O SERTÃO QUE O PAC ESQUECEU, publicado no CORREIO BRAZILIENSE.

Carlos Etchichury e Daniel Marenco, com o trabalho NO CORREDOR DO INFERNO, publicado no jornal ZERO HORA.

Geraldo de Cesaro e Equipe, com o trabalho O FLAGELO DA CHUVA, publicado no jornal DIÁRIO CATARINENSE.

11 - FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO REGIONAL 3

Leonêncio Nossa, com o trabalho ARAGUAIA, publicado no jornal O ESTADO DE S. PAULO.

Fernando Molica e equipe, com o trabalho PECADOS DA ARQUIDIOCESE, publicado no jornal O DIA.

Carla Rocha, Selma Schmidt, Vera Araújo e Fábio Vasconcellos, com o trabalho DEMOCRACIA NAS FAVELAS, publicado no jornal O GLOBO.

12- FINALISTAS AO PRÊMIO ESSO DE TELEJORNALISMO

Sérgio Utsch, Fábio Eitelberg, Majô Godim, Eduardo Cruz, Rafael Quinalha e Lula Andrade, com o trabalho JEQUITINHONHA: INFÂNCIA À VENDA, transmitido pelo SBT.

Mônica Puga, Junior Alves, Alex Oliveira e Aline Grupillo, com o trabalho CONFRONTO NA LINHA VERMELHA, transmitido pelo SBT.

Giovani Grizotti, com o trabalho CONTRABANDO NO RIO PARANÁ, transmitido pela RBS / TV GLOBO.

13- MELHOR CONTRIBUIÇÃO À IMPRENSA

Além da indicação dos trabalhos finalistas, a Comissão de Seleção que julgou os trabalhos da mídia impressa concedeu o diploma de "Melhor Contribuição à Imprensa em 2009" aos sites "Museu Corrupção" e "Congresso em Foco".



O "Congresso em Foco" ganhou notoriedade em 2009 por revelar ao país o descontrole no uso de passagens aéreas por parlamentares, com centenas de voos ofertados a parentes e amigos, ou simplesmente comercializados num mercado paralelo ilegal. Com grande repercussão na imprensa, a série "A farra das passagens" levou a Câmara e o Senado a tornar mais rígidas as regras para o uso das passagens aéreas reduzindo em R$ 25 milhões, por ano, os gastos públicos com o benefício.



O "Museu da Corrupção" ou MuCo, na abreviação adotada por seus idealizadores, é uma iniciativa do Diário do Comércio, de São Paulo, que decidiram agrupar num site os casos mais importantes de corrupção noticiados pela imprensa desde 1964 até os dias de hoje. Segundo seus autores, pode traduzir-se como "um esforço para produzir um jornalismo participante e formativo, não apenas noticioso e espectador".



CENSURA



Ao final dos trabalhos de julgamento, a Comissão de Seleção discutiu e aprovou a seguinte declaração:



"A Comissão de Seleção dos trabalhos concorrentes ao Prêmio Esso de Jornalismo de 2009, vem manifestar o seu repúdio, protesto e preocupação com a censura judicial imposta ao jornal "O Estado de S. Paulo", por ter este noticiado a trajetória e os negócios do filho do ex-presidente da República e presidente do Senado, José Sarney. Não se trata de reivindicar imunidade nem de considerar a imprensa acima de lei, mas de apontar uma aplicação distorcida dos princípios legais para evitar que a divulgação de fatos em apuração pela Polícia Federal sejam tornados públicos.

Sob os mais diversos argumentos tal prática têm sido usada com frequência para manter privilégios e ocultar métodos pouco claros de gestão do bem público, muitas vezes confundido e tratado como se privado fosse. Tal pressão é ainda muito forte, principalmente, em pequenos jornais, muitas vezes submetidos a processos e sentenças indenizatórias que chegam a inviabilizar a sua existência."

NOMES E PRÊMIOS

A Comissão de Seleção do PRÊMIO ESSO DE JORNALISMO 2009 foi constituída pelos seguintes jornalistas:



Adriana Santiago - DIÁRIO DO NORDESTE (Fortaleza-CE); André Balocco - JORNAL DO BRASIL (Rio de Janeiro-RJ); Álvaro Duarte - ESTADO DE MINAS (Belo Horizonte-MG); Ascânio Seleme - O GLOBO (Rio de Janeiro-RJ); Carlos Alexandre Souza - CORREIO BRAZILIENSE (Brasília-DF); Cláudio Thomas - DIÁRIO GAÚCHO (Porto Alegre-RS); Domingos Aquino - A NOTÍCIA (Joinville-SC); Elaine Gaglianone - O DIA (Rio de Janeiro-RJ); Erick Guimarães - O POVO (Fortaleza-CE); Fábio Gusmão - EXTRA (Rio de Janeiro-RJ); Francisco Camargo - GAZETA DO POVO (Curitiba-PR); Fritz Utzeri - Associação Brasileira de Imprensa (ABI); José Márcio Mendonça - Colunista; Laurindo Ferreira - JORNAL DO COMMERCIO (Recife-PE); Luiz Adolfo - RBS (Porto Alegre-RS); Luiz Henrique Fruet - Jornalista e escritor; Maria Cristina Fernandes - VALOR ECONÔMICO (São Paulo-SP); Marília Scalzo - Jornalista e diretora de arte; Mário Marinho - Jornalista; Marlene da Silva Lopes - A TARDE (Salvador-BA); Moisés Rabinovici - DIÁRIO DO COMÉRCIO (São Paulo-SP); Nelson Homem de Mello - CORREIO POPULAR (Campinas-SP); Nelson Lemos - NVL Comunicação (Rio de Janeiro-RJ); Paula Losada - DIÁRIO DE PERNAMBUCO (Recife-PE); Paulo Marcos de Mendonça Lima - Fotógrafo.

A Comissão de Pré-Seleção do PRÊMIO ESSO DE TELEJORNALISMO foi constituída pelos jornalistas e professores universitários Ana Gregati, Oscar Colombo e Viviane Medeiros.

A Comissão de Seleção do PRÊMIO ESSO DE TELEJORNALISMO foi constituída pelas jornalistas Ana Gregati, Carmem Petit, Christina Pinheiro, Fernanda Pedrosa e Olga Curado.

O Prêmio Esso de Jornalismo, em sua 54ª edição, destina este ano aos vencedores um total de R$ 109 mil, já deduzidos os impostos. Além do prêmio principal, que leva o nome do programa, fixado em R$ 30 mil, e do Prêmio de Telejornalismo, estabelecido em R$ 20 mil, serão distribuídos R$ 10 mil para as categorias de Reportagem e Fotografia, R$ 5 mil para cada uma das categorias de Criação Gráfica - Jornal, Criação Gráfica - Revista, Informação Econômica, Informação Científica/Tecnológica/Ecológica, Prêmio Esso Interior e Prêmio Esso de Primeira Página e R$ 3 mil para cada um dos três prêmios regionais.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Todos os homens do presidente

Para discutir jornalismo investigativo e jornalismo político com os alunos dos 8o.s semestres do Jornalismo do Centro Universitário Toledo de Araçatuba, estamos assistindo a "Todos os homens do presidente". É claro que eu já tinha visto o filme, lido sobre o caso, feito analogias e comparações com casos tupiniquins, mas agora, vendo-o novamente, redescobri a paixão de ser jornalista. Bom demais! Fica aqui a sugestão.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Tem gente pior...

Brasil sobe 11 posições em ranking da liberdade de imprensa
Comunique-se

Mesmo depois de casos como o de censura ao jornal O Estado de S.Paulo, e registros de violência e restrições contra os jornalistas em várias regiões do País, o Brasil subiu 11 posições no ranking de liberdade de imprensa da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), divulgado nesta terça-feira (20/10). O País passou de 82º em 2008 para 71º em 2009. Mesmo com o crescimento, o Brasil está atrás de países como Líbano, Kuwait e Haiti.

Venezuela e Honduras, marcados por sérias restrições à liberdade de imprensa, caíram no ranking. O país comandado por Hugo Chavez, que fechou várias emissoras de rádio e televisão, caiu 11 posições, de 113º para 128º. Já Honduras, com o golpe contra Manuel Zelaya e restrições do líder interino do país, Roberto Micheletti, teve uma queda mais drástica, 28 posições, de 100º para 128º lugar, em comparação ao mesmo período de 2008.

O destaque foi para os Estados Unidos, que com Barack Obama no poder, avançou 20 pontos, passando de 40º para 20º lugar.

Os países europeus lideram a lista dos melhores colocados quando o assunto é liberdade de imprensa. A Dinamarca aparece na primeira posição, seguida por Finlândia, Irlanda, Noruega e Suécia. Ainda assim, países como França (43º), Espanha (44º) Eslováquia (45º) e Itália (49º), estão longe dos companheiros do mesmo continente.

O Oriente Médio é marcado como um dos mais restritos, com destaque para Israel, que sofreu uma queda de 40 postos, de 46º para 93º posição, motivada pelos ataques contra veículos de comunicação e jornalistas, diante de censura militar na cobertura da operação do exército na Faixa de Gaza.

Eritréia (175º), Coréia do Norte (174º), Turcomenistão (173º), Irã (172º), Birmânia (171º) e Cuba (170º) ocupam os últimos lugares da lista.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Comunicação corporativa

Especialistas em gerenciamento de crise apontam a "era da transparência"
Izabela Vasconcelos, de São Paulo, para o Comunique-se



“A crise financeira aumentou a pressão para uma clareza nas empresas. Essa é a era da transparência”, declarou o jornalista Flávio Castro, especialista em gerenciamento de crise e reputação Castro, durante o evento "Efeito Obama", em São Paulo. Ele mencionou o resultado de pesquisa publicada pelo The Economist e realizada junto a executivos de grandes empresas. Noventa e quatro por cento deles destacaram que o risco de manchar a reputação e a imagem de uma empresa aumentou muito nos últimos cinco anos.

Castro debateu com Cila Schulman, especialista em comunicação e estratégia de campanhas eleitorais e políticas, Expedito Filho, diretor da Máquina da Notícia em Brasília, e o antropólogo Renato Pereira, responsável pelas campanhas do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do prefeito do Rio, Eduardo Paes, sobre a exigência do mercado pela transparência de empresas e políticos.

Cila enfatizou que hoje as crises são mais surpreendentes que há anos. “Antes você tinha mais tempo para controlar as crises, para discutir. Hoje não, a crise vem e você não sabe de onde surgiu. É preciso fazer a prevenção da crise”, disse a jornalista.

Expedito Filho, que trabalhou como repórter nos principais veículos brasileiros, lembrou o caso de Rubens Ricupero, ex-ministro da Fazenda que foi flagrado dizendo que “o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”.

O jornalista também falou do caso Collor, que passou de “caçador de marajás” a político derrotado, além dos casos de Marco Aurélio Garcia, nos gestos obscenos diante do acidente da TAM, à Marta Suplicy, com o “relaxa e goza” ao se referir à crise aérea. “Tudo isso mostra como é importante e decisivo a atenção nas palavras, na hora de um porta-voz explicar uma crise”.

Pereira falou do trabalho que desenvolveu ao assessorar o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, que, por ser o maior produtor de soja do mundo, ficou conhecido como a “motosserra de ouro” da floresta amazônica, e chegou a ser chamado de "estuprador da Amazônia" pela imprensa estrageira, além de ser criticado por veículos nacionais e instituições ambientais.

O desafio de Pereira foi constatar se os comentários contra Maggi se tratavam de uma crise de imagem ou política. “A nossa missão foi romper com o preconceito e criar uma ponte de entendimento entre mundos distintos”, afirmou ao se referir aos embates travados entre urbanistas e rurais.

O especialista criou uma agenda de iniciativas e definiu uma narrativa, a de que Maggi era um “líder buscando alternativas de desenvolvimento sustentável”. Com a nova agenda, o governador passou a discursar em eventos ambientais no Brasil e no exterior, apresentando suas propostas para o meio ambiente e para a agricultura. Algum tempo depois, Maggi passou a ser retratado em veículos como Veja, O Globo, entre outros, como uma “metamorfose”, o que desfez a imagem de político sem responsabilidade ambiental.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Vagas no Jornalismo Econômico

Neste último mês, tenho trabalho o Jornalismo Econômico com as turmas do Centro Universitário Toledo de Araçatuba (SP). Na semana passada, dois colegas estiveram falando com elas sobre suas experiências nesta especialização. E o que todos nós dissemos está se confirmado: há vagas para bons profissionais no Jornalismo Econômico. Periodicamente tem surgido novos veículos, novas assessorias, enfim, novas oportunidades. Não percam as dicas!

Jornal Brasil Econômico chega às bancas

Izabela Vasconcelos, de São Paulo, para o Comunique-se


O Jornal Brasil Econômico, publicação da empresa portuguesa Ongoing, foi lançado no dia 8, em São Paulo, em um almoço com executivos. Com tiragem de 50 mil exemplares, de segunda a sábado, o veículo chegou às bancas para concorrer com o principal jornal de economia do País, o Valor Econômico.

O gancho da campanha publicitária do diário, que deverá ser veiculada a partir dos próximos dias, é a abertura de um novo ponto de vista. “Você não pode depender de uma opinião só”, é o mote da campanha. O slogan do jornal é focado na confiabilidade. “Credibilidade para quem faz, credibilidade para quem lê”.

Antes no lançamento, na noite do dia 7, o presidente do Grupo Ongoing, Nuno Vasconcellos, entregou um exemplar do Brasil Econômico ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Um novo jornal significa o compromisso de seus idealizadores com a sociedade e com a democracia”.

Um dos maiores investimentos do veículo é em novas plataformas. Além do site do jornal, a empresa promete difundir seus conteúdos em TV Corporativa, celulares e "info points" (monitores de plasma colocados em pontos de grande circulação). Além disso, a empresa lança um suplemento mensal, o Fora de Série, que traz entrevistas e reportagens com pessoas que contribuem em vários setores da sociedade.

Equipe
A redação do Brasil Econômico é dirigida por Ricardo Galuppo, e tem Dárcio Oliveira, como diretor-adjunto; e Costábile Nicoletta, Cristiane Barbieri, Thais Costa e Fred Melo Paiva como editores-executivos. A redação conta com uma equipe de 70 profissionais.

“O jornal irá cobrir todas as áreas de informação, mas sempre da perspectiva da economia e dos negócios. Assim incluirá arte, informação de macro economia, política, finanças, sustentabilidade, sociedade, arte, consumo, esporte e cultura”, afirmou Galuppo. O jornal também tem como estratégia a aposta na parceria com países de língua portuguesa, para a geração de contéudos de interesse entre os países lusófonos.

Valor do investimento não é divulgado
O valor do investimento para a criação do veículo não foi divulgado pela empresa. O lançamento do jornal no Brasil já fazia parte dos planos do Grupo Ongoing, que já publica o Diário Económico em Portugal, mas a chegada do veículo ao País foi acelerada pelo espaço deixado pela Gazeta Mercantil, extinta em maio.

O novo empreendimento foi possível pela divisão de investimentos, 30% do Grupo Ongoing e 70% da família Mascarenhas Vasconcellos, que possui nacionalidade luso-brasileira, o que permitiu o negócio, já que a legislação do Brasil estabelece o limite máximo de 30% de capital estrangeiro em veículos de comunicação.

domingo, 11 de outubro de 2009

Meus medos estão se tornando realidade

Fim do diploma influencia queda na procura por Jornalismo da USP
Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro, para o Comunique-se


A procura pelo curso de Jornalismo da USP diminuiu. Pela primeira vez em dez anos, menos de dois mil candidatos se inscreveram para concorrer a uma das 60 vagas oferecidas pela universidade. O fim da exigência do diploma de graduação para o exercício profissional é um dos fatores que influenciaram a queda.

“Essa queda também se deve a desregulamentação da profissão. Ela já era esperada. Eu imaginava que cairia mais”, afirma o professor do Departamento de Jornalismo e Editoração e responsável pela assessoria de imprensa da FUVEST, José Coelho Sobrinho.

Desde o início da série histórica, em 1995, o vestibular para 2010 é o que apresentou a menor relação candidato x vaga: 32,35. Ano passado, o curso era o terceiro mais procurado. Este ano, ocupa o sexto lugar.



Escolha tem motivações sociais
Coelho explica que a escolha pelos cursos é feita de acordo com motivações sociais. Como exemplo, cita a procura pela faculdade de fisioterapia em 2000, ano em que o jogador de futebol Ronaldo sofreu uma grave lesão no joelho. No vestibular 2001, o curso foi o mais procurado.

Este ano, a decisão do Supremo Tribunal Federal e a consequente desvalorização simbólica da graduação em Jornalismo afetou a procura pelo curso.

Queda no número de inscritos na FUVEST
Entretanto, Coelho explica que a diminuição pela procura dos cursos da USP foi geral. Em relação ao ano passado, foram cerca de dez mil inscrições a menos.

“As faculdades federais aumentaram o número de vagas, o ProUni está com força aqui em São Paulo. Então, se o público é constante e a oferta aumenta, é normal essa diminuição”, afirma.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

JO Econômico: Obrigada Aline e Rogério

Ontem e hoje, dois colegas de profissão estiveram conversando com os acadêmicos dos 8o. semestres de Jornalismo do Centro Universitário Toledo, de Araçatuba (SP), sobre jornalismo econômico: Aline Galcino, repórter do jornal Folha da Região, e Rogério Mian, assessor de Comunicação da Udop, ambos formados pela Toledo.
Aline explicou aos futuros jornalistas como é o seu cotidiano, da pauta à edição, passando pela dificuldade das fontes e da acessibilidade do texto para o público leigo.
Rogério mostrou como um jornalista, no outro extremo do processo, como assessor de imprensa, pode ou não divulgar dados, números e estatísticas, mas, principalmente, o que pode acontecer se um dos números for interpretado errado: algumas empresas perdem milhões de reais em segundos.
Não tenho palavras para agradecer a atenção dispensada a mim, que fiz os convites. Ambos deixaram o trabalho, sacrificando mais tempo do seu dia, para atender aos meus alunos, que desejam conciliar teoria e prática para ficarem mais preparados para o mercado de trabalho.
Antes deles, o repórter esportivo Carlos Alberto Tilim, também da Folha da Região, havia conversado com os alunos.
A todos estes colegas, meu agradecimento. Especialmente, meu reconhecimento, pois poucos são aqueles interessados em ensinar.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Caso Estadão/Enem: vendedores da prova são fontes?

Após ameaças, Estadão entrega fotos de envolvidos no caso Enem
Izabela Vasconcelos, de São Paulo, para o Comunique-se

Depois da repórter Renata Cafardo ter recebido ameaças pela denúncia de fraude no Enem, a diretoria do Grupo Estado decidiu entregar fotos dos envolvidos à Polícia Federal. Renata assinou, ao lado do repórter Sérgio Pompeu, a matéria sobre a fraude no Enem, o que levou ao adiamento do exame e abertura de investigações.

Após sofrer ameaças por telefone, Renata registrou boletim de ocorrência. A jornalista também foi intimada a depor na Polícia Federal, na sexta-feira (02/10). A fotos dos dois homens que pretendiam vender as provas do Enem ao jornal foram entregues à PF pelo departamento jurídico do Grupo Estado. Uma das imagens também foi publicada no Jornal da Tarde de sábado (03/10), com o título “Foi ele quem melou o Enem”.

Para o diretor de conteúdo do jornal O Estado de S.Paulo, Ricardo Gandour, a partir das ameaças, os dois homens não puderam ser encarados como fontes jornalísticas. “Discutimos bastante esse assunto, mas quando a repórter recebeu um telefonema com ameaças, passamos a considerar que o caso não era uma questão de fonte jornalística comum, mas uma questão de segurança pública”, declarou.

Sobre a questão do sigilo da fonte, o jornalista Laurindo Leal Filho, professor da USP e atual ouvidor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), considera que o caso não se enquadra nessa área. “Não é uma fonte jornalística, é um contraventor querendo tirar proveito da imprensa, é uma pessoa que está cometendo um delito, não enquadro como fonte jornalística”, defende.

A entrega das fotos e publicação de uma das imagens colaborou com a Polícia Federal na identificação de alguns dos envolvidos. Nesta segunda-feira (05/10), a PF ouviu o terceiro suspeito da fraude.

Dois homens procuraram a reportagem do jornal O Estado de S.Paulo no dia 30/09, com a pretensão de vender uma prova vazada do Enem. O veículo afirma que não aceitou a compra, mas fez a denúncia ao ministro da Educação, Fernando Haddad. O ministro afirmou, na última sexta-feira (02/10), que não não considera os dois homens como fonte jornalística e pediu a colaboração, na medida do possível, do jornal nas investigações.