domingo, 8 de novembro de 2009

Jornalista ou reprodutor de frases?

Poucos estudantes de Jornalismo se deram conta que alguns comportamentos são muito ruins para a profissão. São muitos os "defeitos", mas um dos que mais me incomoda é o fato do futuro colequinha achar que, porque a fonte disse uma frase, ela deve ser reproduzida, com aspas. Caramba!!!!! Tem muita frase, de muita fonte, que não merece nem ser anotada ou gravada, o que dirá reproduzida.
Mas pra isso, "neguinho" tem que ter informação pra não engolir bobagem (e pior, passar adiante). Só a pesquisa anterior a entrevista salva. Só um senso crítico apurado te faz passar de secretário (que só anota tudo) a repórter. Só técnicas de apuração usadas concomitantemente podem garantir um bom trabalho.
E o conselho básico: duvidem de tudo, duvidem de todos. Chequem se as informações são verdadeiras pra só depois, então, reproduzir.
Caso contrário, vou ter que acreditar que pra ser jornalista não precisa de diploma mesmo...

2 comentários:

  1. O jornalista é aquilo que a empresa para o qual trabalha se propõe a propagar. Isso não significa que todos serão, mas sim que será contratado aquele que se adaptar à linha. Se o espaço editorial for disputado apenas ou em maioria por esse tipo de publicação, assim será a caracterização desses profissionais daqui pra frente. Enquanto outros tipos de talento e genialidade forem dispensados em favor dessa tendência, não haverá opções diferentes para se obter informação.

    Nâo sou esquerdista, não sou punk, não sou naçao contra governo. SOU contra a mesmice e cegueira decorrente dela.

    Dica: Prestar atenção em quem está sendo colocado no comando e nas funções delegadoras. Reclamar dos periféricos é "fraco" demais.

    Bjo, maestra!

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  2. Constatação entristecedora:

    Hoje temos muita mídia e muitos tipos de público. Não sabíamos, mas muitos dos que recebiam informação de qualidade no passado honroso do jornalismo não se importam com verdade ou precisão da notícia. recebem daqui, dalí, de outro e de outro, comenta as incoerências e pronto. No fim, a exigência de qualidade torna-se pura particularidade de públicos específicos. A multiplicidade de meios permite que cada um busque o que quer e ignore os outros, mesmo que continue dando ibope a esses ignorados. Para esses, que são muitos e somam nos índices de audiência, basta ter algo para citar na fila da lotérica ou no balcão da padaria:
    "Cê viu ontem, o negócio lá do fulano que fez tal e foi pêgo?".

    Pronto, ficou fácil. E todos se regozijaram.

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