quinta-feira, 12 de março de 2009

Liberdade de imprensa? Há lugares piores...

Meu mestre, Pedro Kutney, que vocês conhecerão em breve, me enviou uma colaboração valorosa no sentido de nos fazer refletir sobre a importância da liberdade de imprensa em todo e qualquer lugar. A notícia mostra como a situação do profissional de jornalismo, em alguns lugares do mundo é, no mínimo, precária. Acompanhem:

Jornalista afegão é condenado a 20 anos de prisão por blasfêmia

O jornalista afegão Syed Pervez Kambakhsh foi condenado a 20 anos de prisão por blasfêmia. A decisão é da Suprema Corte do Afeganistão, que considerou crime a distribuição de um artigo, recolhido na internet, sobre os direitos da mulher na sociedade afegã.

O irmão do jornalista Syed Yaqub Ibrahimi assegurou que seu irmão é vítima de um “jogo político” e exigiu que o presidente Hamid Karzai revise a sentença.

Kambakhsh, um estudante de 24 anos que também trabalhava para o jornal local Jahan-e-Naw, foi detido em outubro de 2007, na cidade de Mazar-e-Sharif, capital da província de Balkh. Em janeiro de 2008, um tribunal local o condenou a morte após considerá-lo culpado de blasfêmia por distribuir e debater, com seus companheiros de universidade, um artigo de uma autora iraniana estabelecida na Europa que denunciava a falta de direitos da mulher afegã.

Em uma primeira apelação, uma corte de Cabul comutou em outubro de 2008 a pena máxima por uma condenação a 20 anos de prisão, sentença que nesta quarta-feira, dia 10, foi confirmada pelo Supremo.

Fotojornalismo brasileiro ganha prêmio internacional



O jornalista Luiz Gonzaga de Vasconcelos, fotógrafo do jornal A Crítica, de Manaus (AM), ganhou o prêmio World Press Photo 2008, na categoria Notícias Gerais, com a fotografia acima, de uma índia da etnia sataré-mawé tentando impedir a desocupação de um terreno na zona rural de Manaus.
O World Press Photo é um dos prêmios internacionais mais concorridos e foi criado por fotojornalistas no ano de 1956, em Amsterdã, na Holanda. Vasconcelos é mais um brasileiro contemplado na categoria Notícias Gerais. Em 2004, José Francisco Diório, do jornal O Estado de S.Paulo, foi premiado com a fotografia de um incêndio na Favela Buraco Quente, em São Paulo. Sebastião Salgado foi vencedor na década de 80.
A fotografia de Luiz Vasconcelos foi publicada em 10 de março de 2008. Outra imagem desse mesmo conflito captada por Vasconcelos havia vencido, em outubro passado, a categoria Fotografia, do 30º Prêmio Jornalista Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo.
Ao Unidade, jornal do Sindicato dos Jornalistas, Vasconcelos contou que a PM do Amazonas cercou o terreno no Bairro do Tarumã, que era ocupado por um grupo de sem-teto, com índios de várias etnias: "Os índios começaram a correr. Quem não corria era agredido ou preso". O World Press Photo 2008 teve 96.268 fotografias inscritas por 5.508 profissionais. A entrega dos prêmios ocorre no dia 3 de maio em Amsterdã, na Holanda.

Obrigada Clemerson

A mudança no layout do blog deve-se a Clemerson Mendes, jornalista, técnico responsável pelo laboratório de rádio do Centro Universitário Toledo de Araçatuba e blogueiro da Terra do Rádio. É dele a arte que abre este espaço a partir de agora. Obrigada, amigo!