quarta-feira, 18 de março de 2009

O estado da mídia (americana)

via Elisa Araújo, do Blue Bus. Postado no blog do jornalista Luís Carlos Azenha.

Alguns números são de arrepiar.
O faturamento publicitário dos jornais caiu 23% nos últimos dois anos. Alguns jornais estão falidos e outros perderam 75% do valor. Por nossos cálculos, um de cada cinco jornalistas que trabalhavam para jornais em 2001 perderam o emprego e 2009pode ser o pior ano de todos.
Nas TV locais, as redações, que já eram pequenas para cobrir suas comunidades, tem sido cortadas num ritmo sem precedentes; o faturamento caiu 7% em um ano eleitoral --o que é inédito -- e a audiência está caindo ou permanece a mesma durante todo o dia. Nos noticiários em rede, mesmo os que conseguem aumentar a audiência sofrem queda de faturamento.
E a imprensa "étnica" também enfrenta problemas e de certa forma é a mais vulnerável já que muitas das operações são pequenas.
Só os canais de notícias floresceram em 2008, graças ao foco nas eleições, embora parte dos ganhos tenha se apagado depois delas.
Talvez o menos notado é o mais importante, a migração da audiência para a internet está se acelerando. O número de americanos que regularmente buscam notícias na rede, por um levantamento, saltou 19% nos últimos dois anos; apenas em 2008 o tráfego nos 50 principais sites de notícias aumentou 27%. Ainda assim parece cada vez mais claro que o faturamento publicitário -- o modelo que financiou o jornalismo no século passado -- será inadequado para financiar a internet. Crescendo 30% nos últimos dois anos, o faturamento com anúncios em sites de notícias se mantém estável; nos jornais impressos, está em queda.
O que isso significa?
Mesmo antes da recessão, a questão fundamental encarada pelo jornalismo era se a indústria poderia ganhar a corrida da sobrevivência: poderia encontrar novas formas de financiar a produção de notícias online, enquanto usava o faturamento em declínio de outras plataformas para financiar a transição?
No último ano, duas coisas importantes aconteceram que efetivamente reduziram o tempo que sobra no relógio da transição.
Primeiro, a migração mais rápida da audiência para a internet significa que a indústria precisa se reinventar antes do que se imaginava -- mesmo que a maioria dos novos usuários online busquem as fontes tradicionais de notícias. Pelo menos a curto prazo, a maior audiência online piorou as coisas para os sites de empresas tradicionais, em vez de melhorar.
E aí veio o colapso da economia. Os números são apenas estimativas, mas os executivos calculam que a recessão dobrou a perda de faturamento na indústria em 2008, talvez mais nas redes de TV. Ainda mais importante, acabou com tentativas de encontrar novas fontes de faturamento. Na reinvenção dos negócios, 2008 foi um ano perdido e 2009 ameaça ser mais do mesmo.

Livros usados?

Ok, não vou mentir. Já tive (e tenho) alguns preconceitos sim. Um deles era comprar coisas usadas. Confesso que ainda não superei isto quando o assunto é roupa. Por isto, ninguém vai me ver entrando em brechós. Mas quanto a livros...
Antes de me casar, era sócia do Clube do Livro, recebia pelo menos um por mês. Depois de casada, mas sem filhos, comprava todas as obras que queria. Casada, com filhos e pagando mestrado e viagens, a coisa precisou mudar. Eram muitos livros para serem lidos. Os primeiros, comprei em livrarias. Mas a maioria, dezenas, busquei em sebos. Eram bem mais em conta e estavam em excelente estado de conservação.
Por isto não tenho receio de indicar esta prática. Além do mais, ela é politicamente correta, pois reutiliza um bem sem ser necessário destruir mais árvores para obter mais papel para a produção de outros/mesmos livros já separados por alguém.
Neste blog, ao lado, há dois endereços de sebos virtuais muito confiáveis. Visite e me indique outros, ok?