sábado, 21 de março de 2009

Jornalismo infantil: um filão

Podemos considerar que há dois tipos de jornalismo infantil. Um feito PELAS crianças e outros feitos PARA as crianças. O primeiro deles está muito bem servido. Os educadores já adotaram a prática de levar para o universo infantil as várias mídias e, principalmente, ajudá-los a desenvolver formas de comunicação tanto nos veículos impressos como nos eletrônicos. As experiências são fantásticas dentro e fora das salas de aula: fanzines, jornais, revistas, almanaques, programas de rádio, de TV, páginas de textos e textos na internet. Bem orientadas, as crianças se transformam em profícuos leitores e querem se expressar cada vez mais.
Entretanto, quando o quesito é JORNALISMO PARA AS CRIANÇAS, ainda há um longo caminho a se percorrer. As publicações brasileiras, com raras exceções, resumem-se a entretenimento e pouco têm a oferecer em material jornalístico de qualidade. As pautas deixam a desejar, o texto as vezes "escorrega" para a infantilidade e o adulto continua decidindo sozinho o que é melhor para a criança, o que ela deve saber, etc., etc., etc. Não há conselho de leitores e ombusdam (mirins) ou outras estratégias que garantiriam a qualidade do trabalho.
Certamente as empresas jornalísticas estão perdendo um grande filão por não investirem corretamente nesta especialização. E os jornalistas também devem se preparar para atuar neste segmento, que merece crescer e ganhar importância em um mundo tão consciente da necessidade de formação das futuras gerações.
Há bons estudos sobre este assunto. Acompanhe, por exemplo, estes textos (de especialistas) aqui indicados:

http://www.comunique-se.com.br/Conteudo/NewsShow.asp?idnot=16612&Editoria=237&Op2=1&Op3=0&pid=1094881921&fnt=fntnl

http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2007/resumos/R0769-1.pdf

http://www.comunicacao.ucb.br/003/00301009.asp?ttCD_CHAVE=3170

http://www.abi.org.br/paginaindividual.asp?id=960