segunda-feira, 6 de abril de 2009

Concurso da CNN

Só não vai ganhar quem não se inscrever!

O Concurso Universitário de Jornalismo CNN é um concurso de cunho cultural, promovido pela Turner International do Brasil - Canal CNN International, aberto exclusivamente a estudantes de jornalismo, tendo como objetivo incentivar o desenvolvimento do talento dos participantes e premiar o seu desempenho na elaboração de matérias jornalísticas televisivas.
Se você é estudante de jornalismo, não deixe de participar e concorrer a uma viagem para visitar os estúdios da CNN International nos EUA, e ainda ver sua matéria exibida no canal CNN.

Mantendo aberto o espaço para divulgar o talento dos futuros repórteres e jornalistas brasileiros, a rede CNN International lança oficialmente no país a quinta edição do Concurso Universitário de Jornalismo CNN. Alunos de universidades e faculdades de todo o território nacional vão poder inscrever matérias de TV que abordem o tema “O Uso da Tecnologia no Desenvolvimento Social”. O Concurso Universitário de Jornalismo CNN conta com o apoio do Canal Futura.

Para lançar esta quinta edição do concurso, a CNN International troux em março ao Brasil o âncora Jonathan Mann, apresentador dos programas “Your World Today” e “Political Mann”. Além de participar intensamente da cobertura das eleições presidenciais dos EUA em 2008, Mann esteve presente em uma série de eventos internacionais como a queda do Muro de Berlim, os últimos dias do apartheid na África do Sul e a ascensão de Vladimir Putin como presidente da Rússia.

Antes de atuar como âncora, Mann foi o primeiro correspondente da CNN em Paris, reportando do Parlamento Francês nos momentos vitais da consolidação da União Européia. Dentro da esfera tecnológica, Mann foi responsável pela cobertura minuto a minuto dos debates presidenciais entre Barack Obama e John McCain no blog “In The Field”.

A Turner International do Brasil não poderia estar mais satisfeita com o concurso – que, no ano passado, registrou um aumento de 39% no número de inscrições em relação à edição de 2007. “Enquanto iniciamos os trabalhos desta quinta edição, fica cada vez mais claro para nós que o concurso entrou definitivamente para o calendário acadêmico do país”, diz Eliane Munhoz, diretora de comunicação e marketing da Turner International do Brasil.

“A cada edição, a CNN International só reitera o seu comprometimento com o público brasileiro. O tema deste ano não poderia ser mais adequado: com ferramentas como o The Forum e iReport, o jornalismo da CNN está continuamente se adaptando e evoluindo nas mais diversas plataformas enquanto avança a tecnologia. E a CNN sabe muito bem que este é um país com uma riquíssima produção tecnológica“, completa.

As inscrições para o “Concurso Universitário de Jornalismo CNN” devem ser feitas pelo site www.concursocnn.com.br até o dia 29 de junho de 2009. Para participar, os interessados devem ser estudantes regularmente matriculados no curso de jornalismo.

Os trabalhos deverão ser inseridos na conta pessoal do participante no site YouTube (www.youtube.com) e o código de incorporação do vídeo (embed) deverá ser inserido no campo correspondente de cada ficha de inscrição. Como premiação, o vencedor terá seu trabalho exibido durante a programação da CNN International, além de ganhar uma viagem para conhecer a sede dos estúdios da CNN, em Atlanta, nos Estados Unidos. O júri que avaliará os trabalhos é formado por Heródoto Barbeiro (TV Cultura e Rádio CBN), Marcelo Tas (Band e UOL) e Lúcia Araujo (gerente-geral do Canal Futura).

Mais informações podem ser encontradas no site www.concursocnn.com.br.

Sensacionalismo em cena

Dias atrás, sugeri, neste espaço, que os interessados em jornalismo - jornalistas ou não - fossem assistir, de graça, à peça "O Rei dos Urubus", em cartaz no Sesi de Birigui. Diuân Feltrin, um dos mais aplicados alunos do 5o. semestre no curso de Jornalismo da Toledo, aceitou o convite e compareceu. Assistiu ao espetáculo, dividiu suas emoções comigo e aceitou escrever o texto abaixo. Vejam o que perderam:

Por Diuân Feltrin

Emissoras de televisão, em geral, preocupam-se em manter altos índices de audiência. Além de acarretar credibilidade à empresa, isso traz consigo investimentos publicitários. No contexto atual, o telespectador é considerado mercadoria, à medida que os canais analisam o público-alvo de determinada atração para organizar suas tabelas de preços de inserções publicitárias. Mas o que será que pode acontecer nos bastidores de um programa quando este se torna saturado e passa a perder prestígio? Certamente os nervos dos produtores se exaltam, já que o emprego está em jogo. Com o intuito de alavancar o Ibope, tudo pode ser feito, mesmo que isso custe a dignidade de outrem.

É esta a temática que compõem a peça “O Rei dos Urubos” da Cia. dos Gansos. A tragicomédia retrata os bastidores de um programa de TV com o sugestivo título “Programa de Família”. A atração, de uns tempos para cá, viu sua audiência despencar ladeira abaixo. O histérico e hilário Robério, diretor geral da atração, se vê aflito e estuda maneiras de fazer com que seu produto volte a ter o sucesso de outrora.

Em uma reunião de pauta com a também problemática apresentadora Solange, com o saturado e sarcástico escritor de casos humorísticos Valdemar e com o sobrinho misterioso do proprietário da emissora, Gilberto; Robério encontra o formato ideal para o “Programa de Família”. Depois de acaloradas e engraçadas discussões, o grupo resolve investir na exposição de histórias de vida de personalidades esquecidas pelo público.

Eis o enredo do “novo” programa: as personalidades-vítimas, sentadas em uma cadeira ao centro do palco, são bombardeadas por perguntas inconvenientes formuladas pelos jornalistas Robério, Gilberto e Valdemar. Porém o detalhe: os artistas não resistem até o final do programa devido às humilhações em rede nacional.

A estreia do formato, é claro, se torna um sucesso. No entanto, durante outra reunião da equipe, surge a hipótese de colocar na “cadeira quente” uma socialite chamada Alice Brandão que estava supostamente envolvida em escândalos extraconjugais. Explorar a desgraça da subcelebridade, na opinião de Gilberto, dobraria o Ibope do programa. Não, eles não conseguem convencer a mulher a conceder a entrevista, mas trazem ao palco seu excêntrico segurança, que diz saber todos os detalhes da suposta traição.

O empregado aceita conceder a entrevista com a condição de que sua identidade não fosse revelada. Além disso, não responderia determinadas perguntas, já que estava sendo ameaçado pelo suposto amante da patroa. O pobre homem resiste, mas a produção oferece dinheiro para que ele conceda a polêmica entrevista.

Após intensos conflitos nos bastidores, chega o momento da fatídica entrevista. Jornalistas a postos no palco; entrevistado ao centro; gravando! A partir daí o espetáculo se torna cruel. Perguntas contestadoras são feitas em uma espécie de “tribunal do santo ofício”. Gilberto exagera na dose. Solange e Robério, ao ar, pedem que o jornalista mantenha a calma. Intervalo. Todas as solicitações do entrevistado foram desacatadas. Este foge do palco, é claro, solicitando a quantia que foi prometida.

Após o término da atração, a emissora passa por uma reviravolta. As consequências foram graves! Gilberto assume o posto que era de Robério. Solange, histérica, deixa a atração que passa a ser comandada por Valdemar. Tudo é pretexto para discutir questões que tangem à ética e domínio do poder.

Seguidas as consequências da polêmica entrevista surge a questão imposta por Gilberto: “Não me arrependo de nada do que fiz. O público merece ter informações verídicas e completas. Cumpri minha missão. Fiz minha parte”.

“O Rei dos Urubus” retrata de maneira ímpar, bem-humorada e realista o cotidiano em uma emissora de TV, além de estimular o público a pensar a respeito do fato de o sensacionalismo ser ou não o vilão da mídia contemporânea. Afinal, cada público tem a informação que merece?