terça-feira, 12 de maio de 2009

Forças antagônicas

Em um exercício de redação criativa, os acadêmicos Aline Simplício e Cleiton Galhardo, do 7o. semestre do curso de Jornalismo do UniToledo, traduziram assim esta foto:



Muros e portões têm a finalidade de proteger e dividir uns dos outros. A muralha da China, mesmo com sua espetacular beleza, não faz diferente. E um paredão humano, por mais acolhedor que possa parecer, também não.

Onze policiais alinhados em fila horizontal formam o paredão da lei. A frente deles, apenas uma índia, com uma criança de colo, levanta sua barreira de dignidade e desespero. Dá-se início a injusta batalha.

Enquanto homens treinados, com uniformes das forças especiais, estão prontos para atacar, a mulher, vestida de saia e camiseta comuns, só tem sua coragem, que a faz levantar um dos braços - como quem saca uma espada - e ir para o embate.

É nobre, porém vã, a tentativa da pequena senhora de chinelos contra onze máquinas de coturnos, joelheiras, capacetes e escudos. A prova é deixada na terra remexida a cada passo forçado e descompassado com as batidas de dois corações ofegantes. Afinal, é de se esperar que a criança, nua, de pés calçados e protegida apenas pelos braços da guerreira sem armas, tema tombar.

O céu azul-claro, meio nebuloso, ressalta tamanha tirania.