quarta-feira, 20 de maio de 2009

Para quem gosta de revista


Dizem que todo mundo tem a sogra que merece. Se for assim, estou me achando a melhor criatura do mundo. Foi justamente a minha sogra quem me deu alguns dos meus melhores presentes. Primeiro foi o filho dela, meu marido, pai dos meus filhos. Depois, uma coleção maravilhosa de revistas antigas: Realidade, Manchete e O Cruzeiro. A maioria está em bom estado de conservação (pelo menos as revistas). Sempre que posso, invisto minutos preciosos na leitura dos textos de qualidade indescritível, na observação do projeto gráfico, nas fotografias perfeitas. As vezes, quando não tenho ataque de ciúmes, levo alguns exemplares para meus alunos conhecerem, tocarem, aproveitarem. A maioria fica encantada.
Mas agora, mesmo quem não tem a sogra que eu tenho, pode apreciar pelo menos a revista O Cruzeiro. Meu mestre Pedro Kutney me mandou a dica que agora compartilho com vocês. Vejam: http://memoriaviva.digi.com.br/ocruzeiro

Jornalismo policial

Na disciplina de Jornalismo Especializado, vamos começar a trabalhar com o jornalismo policial. Por este motivo, apresentaremos neste espaço uma série de textos que abordarão o tema sob as mais diversas visões. Todas as colaborações serão bem-vindas. Eis o primeiro texto, só para vocês refletirem: quem foi que disse que jornalismo policial é fácil, basta acompanhar os boletins de ocorrência?

Policial desrespeita trabalho de jornalista gaúcha
Patricia Campello, de Porto Alegre, para o Comunique-se

Além de danos materiais, um acidente de trânsito aparentemente comum em Porto Alegre gerou uma situação de intimidação e cerceamento da liberdade de expressão de uma jornalista gaúcha. A repórter da Rádio Guaíba Fernanda Bagatini foi insultada por um policial militar quando fazia a cobertura de um acidente, na esquina da avenida João Pessoa com a rua Doutor Sebastião Leão, no bairro Azenha, por volta das 6h20min da última sexta-feira (15/05).

A confusão iniciou no momento em que Fernanda questionou a presença de cinco viaturas do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e de aproximadamente 20 PMs para uma ocorrência simples, já que em casos similares (sem vítimas) apenas a EPTC é acionada.

“Comentei que aquilo tudo parecia uma megaoperação. Ao perguntar o motivo daquele efetivo, um policial me insultou, mandando eu ‘calar a boca’ e ‘ficar na minha’. Na verdade, todo aquele aparato se justificava pelo fato de um dos condutores envolvidos no acidente ser um soldado do 9º BPM”, explica.

Segundo a jornalista, como ela apresentava boletins de 30 em 30 minutos ao vivo do local, a cada entrada no ar os policiais ficavam observando-a e tentando intimidá-la.

“Trabalho há dez anos como setorista de trânsito e foi a primeira vez que passei por uma situação como esta. Não tenho medo. Apenas achei um absurdo aquele corporativismo, enquanto muitas vezes não há viatura para atender a população”, complementa.

O repórter da Rádio Gaúcha Mauro Saraiva deu respaldo à Fernanda e chamou o Comando de Policiamento da Capital (CPC). O CPC, por sua vez, abriu uma sindicância para investigar o caso. Fernanda comenta ainda que o capitão do 9º BPM, Marcelo Giusti, se retratou com ela assim que tomou conhecimento do fato, na própria ocasião.

“Ouvimos a jornalista e quinze minutos depois identificamos o PM responsável em deflagrar os insultos. Não há interesse em atrapalhar o trabalho da imprensa e a apuração dos fatos. Também estamos investigando o excesso de policiais no local do incidente”, afirma o capitão do 9º BPM.