segunda-feira, 15 de junho de 2009

Exemplo de comunicação organizacional/jornalismo empresarial

Recebi a mensagem abaixo no meu e-mail pessoal. Não sei como chegaram até mim, mas sei que como chegaram em mim, chegaram em mais uma dezena, centena, milhares (?) de pessoas. Claro que se fosse apenas mais uma propaganda, eu deletava sem ler. Mas como sou mãe - condição de milhares de mulheres brasileiras, aliás - tive o cuidado de ler, pois o assunto (e o título do texto) chamaram a minha atenção. É um exemplo de como fazer comunicação organizacional e até jornalismo empresarial. Fica aqui registrado.



15.06.2009
Filhos Tiranos ou Pais Despreparados?
Até meados dos anos 60, as regras dentro de casa eram impostas aos jovens. Hoje, é bastante comum um acordo entre pais e filhos. Antes, os pais davam broncas, colocavam os filhos de castigo e cortavam regalias porque era assim que as coisas funcionavam e ponto final. Hoje, cada bronca precisa ser acompanhada de boas justificativas. Um dos motivos disto é que os jovens atuais são muito bem informados. Outro dado é que eles nasceram num ambiente já bastante marcado pela educação liberal. Com a revolução comportamental dos anos 60, a difusão dos métodos pedagógicos e de todo o sistema de informação, a liberdade passou a dar o tom nas relações entre pais e filhos. A tal ponto que hoje se vive o oposto da rigidez: em muitos lares, os pais é que se sentem desorientados e os filhos, na ausência de quem estabelecer limites para sua conduta, assumindo o papel de tiranos. Nessas condições, é natural que estabelecer limites de conduta se transforme numa tarefa difícil.

Á idéia de que a liberdade é a melhor resposta em todas as situações, somam-se culpas cultivadas pelos pais. Por trabalharem e passar pouco tempo com os filhos, é comum que um casal se torne permissivo com os desejos dos jovens para compensar sua ausência. E às vezes não é nem a culpa que causa o estrago: é o desejo de fugir da tarefa difícil que é educar um adolescentes. Alguns pais acusam a falta de tempo como subterfúgio. Outros usam a medicalização, ao menor sinal de que alguma coisa está fora dos eixos, os pais correm para um consultório médico, em vez de tomar a eles próprios as rédeas da situação. Acreditar que a escola possa assumir sozinha o papel do educar um adolescente é uma saída pela tangente bastante comum também. A permissividade chegou a um ponto em que os próprios colégios estão tendo de chamar a atenção dos pais para seus deveres . No fundo, o que eles procuram é uma saida do problema. Querem uma justificativa externa para o mau comportamento dos filhos e têm a falsa idéia de que dois comprimidos por dia resolvem qualquer problema.

Por mais que se fala nos direitos sagrados das crianças e dos adolescentes, não se pode perder de vista que a cada direito corresponde um dever. Perdeu-se a noção de reciprocidade. Os pais são obrigados a bancar a melhor educação escolar para os filhos? Então os filhos também devem esforçar-se para passar de ano. O filho ganhou um carro ao entrar na faculdade, mas logo em seguida desistiu do curso sem mais nem menos? Então não será uma injustiça ele perder sua regalia de andar motorizado. Os pais precisam aceitar a idéia de que tal tomar esse tipo de atitude não vai fragilizada seus filhos, muito pelo contrário. Um adolescente típico carrega sempre na ponta da língua munição para atacar os pais quando esses tentam colocá-lo na linha: chamam eles de caretas, repressores e por aí afora.

A título de se colocarem como amigos os filhos, muitos pais acabam sendo cúmplices de erro que em nada contribuem para a formação deles. Nunca custa lembrar: a função do pai não é ser amigo e confidente, para isso, os adolescentes têm suas turmas, papel de pai é ser pai.

Jovens educados de maneira negligente correm o risco de se tornar adultos infelizes e desajustados. Uma educação sem limites faz com que muitas vezes essas pessoas se revelem sem aptidão para lidar com as frustrações naturais da vida. Elas têm dificuldade para se relacionar em ambientes marcados por hierarquias, como o trabalho, e, em muitos casos, não conseguem nem mesmo se emancipar, tanto do ponto de vista emocional quanto no financeiro. Tivemos a era da repressão depois a era da liberalização e em muitos momentos, temos hoje a era dos excessos. Nem sempre é fácil achar um equilíbrio entre cada uma dessas eras, mas importa tentar buscar, se você não conseguir, busque ajuda de um profissional capacitado. Abaixo cito algumas regras importantes:

• Os pais não devem se omitir em dar broncas, sem medos de causar traumas e frustrações, quando o filho agir de forma que possa prejudicar a outras pessoas, os animais e o meio ambiente.
• Quando o diálogo não funcionar dentro de casa, não tem choro nem vela: cabe aos pais a palavra final sobre qualquer assunto.
• Drogas: os pais têm o direito de questionar o filho, vigiá-lo e até mesmo a invadir sua intimidade se desconfiar de envolvimento com elas.
• Os pais não devem se intimidar com a prática de muitos jovens de transformar seu quarto em fortaleza. Sempre que tiverem um bom motivo, e mesmo que não sejam bem vindos, eles estão liberados para entrar.
• Liberdade para fazer o que se quer da vida tem limites: os pais devem exigir que os filhos estudem e podem aplicar castigos como corte de mesada e da internet se perceberem que eles não estão cumprindo seus deveres.
• Os pais podem, e devem, frear o apetite consumista dos filhos.
• Ter conversas sérias sobre sexo é uma necessidade. Se o adolescente se negar, acusando os pais de caretas, eles podem exigir que o jovem sente-se e ouça o que têm a dizer. Os pais também não tem a obrigação de aceitar, só porque é moderno, que os filhos mantenham relações sexuais em casa.
• Eles não são obrigados a proporcionar luxos quando o filho passa de ano ou entra na faculdade. Ao ir bem na escola, o adolescente está apenas cumprindo sua obrigação.
• Os pais têm direito a um mínimo de vida pessoal. Pelo menos de vez em quando, não devem se privar de um jantar romântico ou uma viagem sem a presença dos filhos. E também não devem se sujeitar à tirania da agenda dos adolescentes no fim de semana.
• Seus filhos precisam saber com clareza o que é ou não é aceitável. Dê as regras e diga aos seus filhos o que espera deles.
• Fique calma. Você é quem está no controle. Não responda uma birra com um acesso de raiva ou gritaria. Você é ou adulto da situação e não pode deixar a criança ou adolescente se sobrepor à você.
• Uma vez que você estabelecer uma regra, não a mude e faça questão que todos, incluindo seu marido, mantenham o que foi determinado. Se as regras do jogo mudam a cada dia, ou são esquecidas, a culpa pelo mau comportamento é o dos pais, não dos filhos.
• Estabeleça hora para acordar, comer, tomar banho e dormir na sua casa em. A rotina é a base de uma boa vida familiar. Depois que a ordem estiver estabelecida, você pode ser um pouco flexível, nestes casos.
• Não esqueça que os filhos aprendem muito mais observando o comportamento dos pais do que ouvindo o que eles dizem.
• Demonstrem afeto incondicional por seu filho. Isso não o tornará mimado. É muito saudável abraçar e beijar os filhos, independentemente da idade. Faça elogios com mais frequência do que críticas. Os elogios podem ser de dois tipos. Um deles é o incondicional, cujo sentido seja o de “eu a amo você pelo que você é”. Esse afeto não precisa ser conquistado, nunca será perdido e demonstrá-lo deixa seus filhos seguros e eleva sua auto-estima. A outra forma é o elogiou condicional: “eu gostei do que você fez”. Seus filhos ficam sabendo que o pai e a mãe notam quando eles agiram de modo correto ou terminaram com sucesso uma tarefa em geral vão tentar acertar de novo. Isso também nos ajuda a aprender o valor do trabalho árduo quando se quer atingir um objetivo. A melhor recompensa para seu filho é atenção, elogio e amor.
• Envolva-se com a vida de seu filho. A falta de monitoramento aumenta os riscos de se envolverem com drogas, álcool, delinquência e gravidez precoce. Envolver-se com as atividades dos filhos é também ter informações sobre a vida deles, seus amigos, e seus interesses. Parece simples, mas a prática exige real e genuíno interesse dos pais pela vida dos filhos, e não apenas o desejo de espionar ou de controlá-los.
• Trate seu filho com respeito. A criança trata os outros de forma como é tratada pelos pais.

Nem sempre é possível fazer com que todas essas regras sejam praticados. Mas importa tentar. Então, se você sente alguma dificuldade em lidar com seu filho, criança ou adolescente procure ajuda de um psicólogo capacitado.

Dra. Ieda Dreger
CRP:
12/03799 - SC

Ainda dá tempo

Desde que a novela sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalista começou, espero, ansiosamente, que os coleguinhas consigam uma forma de mostrar para a sociedade a importância da nossa graduação (especialização, mestrado, doutorado...). Não adianta levantar bandeira, apitar, bater tampas de panela, gritar palavras de ordem se a população não entender para o que servem nossos quatro anos de estudo (no mínimo). É preciso informar, esclarecer, formar opiniões, enfim, tudo aquilo que fazemos no dia-a-dia para os outros e agora precisamos fazer por nós. Volto a insistir, não é uma questão de reserva de mercado, é uma questão de lutar pela formação de profissionais capacitados, com senso de ética e justiça social. Por isso acredito que ainda da tempo uma vez que a votação foi adiada de novo. Veja:

Supremo marca julgamento do diploma para o dia 17/06
Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro, para o Comunique-se

O Supremo Tribunal Federal marcou para a próxima quarta-feira (17/06) o julgamento do Recurso Extraordinário 511961, que trata da obrigatoriedade ou não do diploma de graduação em jornalismo para o exercício da profissão. É a terceira vez que o processo é incluído na pauta.

Em duas oportunidades o julgamento foi adiado por falta de tempo. É possível que isso volte a acontecer, já que o recurso é o quinto tema da pauta. Nesta quarta-feira (10/06), o alongamento na análise dos casos Goldman e Mensalão foi o motivo do adiamento.

"Aquilo virou uma novela. Cada adiamento é um grande investimento que a Fenaj e os sindicatos fazem. Nossos advogados não moram em Brasília, os sindicatos bancam delegações, os estudantes bancam as passagens. Acho uma desconsideração", afirma o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade.

Porém, apesar dos altos custos, Murillo confirma que nova manifestação será realizada na próxima semana.

"Nós vamos estar lá de novo. Embora não tenhamos recursos, somos teimosos. Mais que teimosos, acreditamos que a nossa causa é justa", diz.