segunda-feira, 22 de junho de 2009

Fim do diploma 10: uma foto vale mais do que mil palavras

As manifestações contra o ministro Gilmar "Dantas" Mendes já começaram. Podem não dar em nada, mas que será bom infernizá-lo, isso será! A foto é de um grupo de professores e alunos de Brasília. Em São Paulo, alunos de Direito juntaram-se ao grupo dos manifestantes. Veja com detalhes no blog do Azenha: Vi o mundo!

Fim do diploma 9: imitando o blog da Petrobrás

Citei, aqui nesse espaço, a iniciativa da Petrobrás em manter seu blog corporativo divulgando, na íntegra, as entrevistas concedidas aos veículos de comunicação, mesmo antes de sua divulgação/publicação.
Escrevi, na ocasião, que a iniciativa, vista sob o ponto de vista de ferramenta institucional, era perfeita (embora para os veículos de comunicação ele "fure" o princípio básico do jornalismo investigativo).
Valho-me desta ideia (de me preservar) para reproduzir, abaixo, uma entrevista concedida via e-mail à aluna Carol Ferretti, do 5o. semestre de Jornalismo do UniToledo, sobre o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo, imaginando que, ao final de dias da entrevista, seu conteúdo já tenha sido melhor explorado pela aluna/jornalista e, assim, portanto, eu não esteja ferindo seu direito de divulgar primeiro a informação.


01) Com a queda da obrigatoriedade do diploma, como ficarão os estudantes de jornalismo no mecado de trabalho? E aqueles que pretendem fazer o curso de
jornalismo?
OS FORMADOS EM JORNALISMO TERÃO MAIS CHANCES NO MERCADO DE TRABALHO PORQUE ESTARÃO MAIS HABILITADOS. QUEM PRETENDE FAZER O CURSO TERÁ MAIS CONHECIMENTOS.

02) Você acha que o número de interessados pelo curso irá reduzir?
O PUBLICITÁRIO É UM PROFISSIONAL QUE NÃO PRECISA DE DIPLOMA PARA TRABALHAR. NO ENTANTO, O CURSO DE PUBLICIDADE É O MAIS CONCORRIDO EM VESTIBULARES COMO O DA FUVEST. ASSIM, PENSO QUE NÃO É O DIPLOMA QUE LEVA O ESTUDANTE PARA O CURSO. NÃO VEJO PORQUE O NÚMERO PODE DIMINUIR.

03) COm a queda da obrigatoriedade do diploma o número de interessados no mercado aumentará, qual o critério de seleção você acredita que utilizarão para selecionar os profissionais?
PREFIRO PENSAR QUE SERÁ O CRITÉRIO DA QUALIDADE. E AÍ OS DIPLOMADOS TÊM VANTAGENS.

04) Caso o estudante queira ser indenizado pela faculdade, ele será reembolsado?
NÃO HÁ CHANCE NENHUMA.

05) Mesmo onde a obrigatoriedade do diploma não existe, como em países europeus, cresce o número de escolas de jornalismo por que?
PORQUE AS PESSOAS SABEM QUE NÃO BASTA ESCREVER BEM PARA SER JORNALISTA. É PRECISO CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS E TÉCNICA, MUITA TÉCNICA.

06) Se nós, jornalistas, somos as pessoas que informam o mundo todo sobre os
fatos e os acontecimentos, por que nos tiraram o "mérito" de jornalistas?
NÃO NOS TIRARAM O MÉRITO. CONTINUAMOS JORNALISTAS COM DEVER SOCIAL DE INFORMAR OS CIDADÃOS PARA FORMAR SOCIEDADES MELHORES. O QUE O STF FEZ FOI JULGAR A OBRIGATORIEDADE DO DIPLOMA QUE, SEGUNDO OS MINISTROS, FERE A CONSTITUIÇÃO.

07) Na atual conjuntura, depois da queda da obrigatoriedade do diploma, na
sua opinião, qual o objetivo do curso de jornalismo?
O DE SEMPRE, PREPARAR O PROFISSIONAL PARA ATUAR NO MERCADO DE TRABALHO COM
HABILIDADES ESPECÍFICAS, TÉCNICAS, CONHECIMENTO E ÉTICA.

08) Deseja acrescentar alguma informação?
SIM. AGORA É A HORA DE PROVAR QUE QUEM TEM DIPLOMA É MELHOR.

Mudando um pouco de assunto...Paulo Leminski

Quem puder, tem que ir!



O SESC-Serviço Social do Comércio lembra os 20 anos de morte do poeta curitibano Paulo Leminski no evento "pauloleminski, esse cachorro louco", em Penápolis/SP.

O jornalista Toninho Vaz (RJ), biógrafo e amigo do autor, utiliza as influências literárias e dados biográficos do poeta para revelar toda profundidade e erudição de sua obra na palestra “Introdução à Poética de Paulo Leminski”, que acontece no dia 24às 20h, no teatro Lúmine.

Tendo também convivido com o poeta, o escritor Ademir Assunção (SP) realiza a oficina “Haicai: Hipersensibilidade em Micropoemas”, com informações de como produzir utilizando o estilo conciso de poesia japonesa, praticado e divulgado por Leminski. Será no dia 25 (quinta), das 14h às 17h, na sala Cora Coralina.

Informações: (18) 3642-7040 ou 3608-5400

Fim do diploma 8: A regressão do jornalismo


O texto agora é do acadêmico Ivan Ambrósio (a esquerda), do 7o. semestre de Jornalismo do UniToledo, estagiário nas redações da região.

No dia 17 de junho de 2009, o Jornalismo e seus apaixonados na profissão tiveram um dos piores golpes: a não obrigatoriedade do diploma.

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, por 8 votos a 1, que é inconstitucional a obrigatoriedade do diploma em curso superior específico para o exercício da profissão de jornalista no Brasil, ou seja, qualquer pessoa, independente de sua formação que esteja apta em escrever nos jornais, revistas ou blogs, falar bonito no rádio ou na TV, seja considerado como jornalista.

Os sete bobos da corte suprema, acompanhados de seu chefe, o "excelentíssimo" (se é que podemos chamá-lo assim) senhor Gilmar Mendes, presidente dotado de irracionalidade e falta de profissionalismo, barraram e acabaram com as esperanças dos brasileiros de ter uma imprensa digna, capacitada e comprometida com os problemas da população, tornando-se o porta-voz. Apenas o ministro Marco Aurélio Mello, a única voz sensata daquele Supremo, votou a favor do diploma, afirmando que o jornalista deveria "ter uma formação básica que viabilize a atividade profissional, que repercute na vida do cidadão em geral".

Enfim, os "senhores" ministros afirmaram em sua opiniões que não levam a sério o trabalho do jornalista, que às vezes os incomodam, mostrando a verdade e os "erros" drásticos que eles cometem, sendo estes diplomados, com respeito a leis e julgamentos, favorecendo as classes mais altas.

Finalizando esta postagem, faço das palavras do presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Sérgio Murillo, as minhas palavras sobre a atitude do ministro Gilmar Mendes e seus sete bobos da corte suprema derrubando a obrigatoriedade do diploma para Jornalista:

“É um contrassenso. A sociedade exige profissionais extremamente especializados. Lamento que o Supremo tenha andado na contramão. Mas tenham certeza que nem o jornalismo e nem a nossa categoria vão desaparecer”. Agora é o momento de todos nós, jornalistas diplomados e estudantes de Jornalismo, nos unirmos e mostrarmos a todos que jornalista pautado na ética, seriedade e compromisso com a população é jornalista com diploma!