segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Black2Black

Este foi o nome de um evento ocorrido no final de semana no Rio de Janeiro. Em meio a palestras, conferências, exposições e muita música, a ideia era discutir o que significa ser negro no Brasil e no mundo.
Toda a cobertura feita pela Globo e transmitida no primeiro jornal de manhã foi pautada pela valorização do negro (o que é politicamente correto), mas o repórter (experiente) só ouviu a realizadora do evento: uma branca. Nem precisa conhecer semiótica pra prestar atenção na incoerência...

Experiências do jornalismo esportivo



Conciliar teoria e prática. Oportunizar o diálogo e a troca de experiências entre acadêmicos de jornalismo e profissionais reconhecidos no mercado de trabalho. Estes são alguns dos objetivos das aulas de Jornalismo Especializado ministradas por mim no Centro Universitário Toledo de Araçatuba.
Neste semestre, iniciamos o trabalho com Jornalismo Esportivo. E na última sexta-feira, dia 29, recebemos nas salas de aula dos 8o. semestres, nas turmas da manhã e da noite, a visita do jornalista Carlos Alberto Tilim, da Folha da Região de Araçatuba.
Formado na primeira turma do UniToledo e no mercado de trabalho há mais de 20 anos, Tilim contou aos alunos muito da sua experiência diária no caderno de esportes e como a formação acadêmica auxiliou no seu desempenho profissional.
Durante sua palestra aos alunos, ele fez questão de salientar que a editoria de esportes é tão importante quanto as demais, que é muito importante manter-se íntegro e não aceitar favores de ninguém para poder ter autonomia na profissão, e deu outras dicas como gravar sempre as entrevistas, procurar se informar sobre as leis para não correr o risco de sofrer processos na Justiça, entre outras.
Ao final, respondeu questões dos alunos, que gostaram do encontro.
Quero agradecer publicamente ao profissional que dispensou horas da sua sexta-feira para atender, graciosamente, a um pedido meu.
Sua gentileza e vontade de ajudar as novas gerações de jornalistas me faz acreditar que este nosso mundinho é mesmo muito especial.

Questionamentos


O que faz uma profissional de sucesso como Sônia Bridi (foto), que já foi correspondente da TV Globo na China (uma das maiores potências mundiais na atualidade), direcionar sua carreira para as noites de domingo, no Fantástico, com entrevistas com Victor & Léo e, pior, a de ontem, com Belchior?
O compositor e cantor fugiu para o Uruguai porque está afogado em dívidas e sem pagar a pensão alimentícia dos filhos (e portanto corre o risco de ser preso), mas se recusou a tratar destes assuntos e ficou apenas prometendo novos lançamentos e shows, algo que nem se sabe se será cumprido porque não houve sequer filmagem dele em estúdio.
Se é pra provar que a Globo é capaz de localizar alguém "desaparecido", isto já foi feito melhor por outro repórter, Roberto Cabrini, que conseguiu uma entrevista exclusiva com Paulo César Farias, aquele das falcatruas do governo Collor (e que motivaram o Impeachment). O repórter localizou PC Farias em Londres quando a polícia brasileira sequer imaginava onde ele pudesse estar.
Ou será que na luta pela audiência, uma empresa midiática é capaz de recrutar todos os seus valores mesmo que seja para alavancar um produto quase "falido"?
Será que depois de tantos anos de trabalho e uma carreira de sucesso, uma jornalista do porte do Sônia Bridi ainda não pode escolher o que quer - e o que não quer fazer - dentro da Globo?
Ou ainda, será que depois de tantos anos de trabalho árduo, estar no Fantástico é mais tranquilo?
O que acham?