terça-feira, 1 de setembro de 2009

Como fazer alguém escrever

O pedido parecia simples: "Preciso que você faça meus alunos lerem e escreverem". Parecia...
O diretor da Etec de Fernandópolis, Fernando, conhece o meu trabalho há anos. Somos conterrâneos de Jales (SP) e lá desenvolvi um trabalho delicioso na Escola Agrícola (Centro Paula Souza) quando ele era diretor. Debaixo das árvores, no meio da grama, eu ensinava jovens sujos da lida do dia a pensar em literatura e redação.
Elaborei o material da palestra. Tratei da comunicação (e incomunicação) na sociedade pós-moderna. O público? Jovens do ensino médio, mais de 150 (ai), mais colegas professores e funcionários da escola. Foi no último dia 26 de agosto, pela manhã.
Fazia tempo que eu não falava para uma plateia tão grande.
Plateia que me ouviu por mais de uma hora em silêncio, participando sempre que eu dava uma brecha. Eram perguntas, comentários, enfim, toda aquela alegria de viver que rodeia aqueles com menos de 20 anos.
Falei de literatura, cinema, comunicação, jornalismo, publicidade e propaganda, veículos de comunicação, novas mídias (como os blogs), ética, cidadania, responsabilidade social, participação política, ufa!
Os aplausos, ao final, foram importantes, mas o que salvou meu dia foi o grupo (grande) de alunos querendo saber mais sobre a profissão. Foram categóricos em dizer que depois da decisão do Supremo pela não obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão, tinham até fica desestimulados, mas estavam prontos para encarar o desafio, queriam o jornalismo!
Que venham!