segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Quem tem este tipo de amigo...tem tudo

Reproduzo, abaixo, mensagem de um amigo professor muito querido, que já foi alvo de comentário neste blog. Não se apeguem a nossa troca de confetes, mas especialmente na riqueza do texto. Jornalistas, inspirem-se!!!!!

Ayne...
me sinto ridículo vindo aqui tanto tempo depois de você ter publicado aquelas palavras sobre mim e sobre nosso amigo Pérsio no seu blog, nos idos de junho.
Uma amiga mais frequentadora dos blogs que eu, me falou da referência logo que as festas começaram.
Só então vi o seu relato de nossas quintas-feiras.
Que coisa linda.
As palavras deveriam ter sido celebrada um pouco mais próxima daquela data. Mas eu não tinha como saber, então vai hoje mesmo.


Como você, senti saudade de tudo. Da cantoria. Dos insights persianos. Dos intervalos ricos de humanidades.
Mas criou-se um absurdo nessa dobra temporal: olhei com nostalgia o eu que você descreve.
Eu queria muito ser ele. Você criou um "mim" só entrevisto no labirinto do meu "sou".
Marcas esparsas dele aparecem só depois de muitas curvas e fortes tentativas de direcionamento.
Muito obrigado minha amiga.

Atualmente só vejo o Maurício. Mas estou (nesse momento em que lhe escrevo) com a impressão de que nem o vejo. É você que vejo nele.
Também acho que ele NÃO me vê. Sou, para ele, o suporte desse eu que você descreve.

Hoje entendi porque Buda disse que somente olhos muito argutos vêem através do maya das realidades.
Faço parte dos mortais míopes, que não percebem o significado nem a nitidez de tais formas.
Continuo feliz porque Ele sugere também que aquele que vê é capaz de coisas tão maravilhosas quanto as que sabe admirar.

Somos os que vamos (G. Rosa).
Grande beijo em você e em todos os seus.
feliz dois mil e dez.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Boris, eu também faria o mesmo...que o sindicato

Sindicato vai entrar com ação civil pública contra Boris Casoy

Da Redação do Comunique-se

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco), José Moacyr Malvino Pereira, afirmou que irá entrar com uma ação civil pública contra o jornalista Boris Casoy, por sua declaração sobre o trabalho dos garis no Jornal da Band. “Vamos entrar com uma ação civil pública para que ele se retrate na Justiça. Já assinei a procuração”, declarou o presidente da entidade.

O apresentador do Jornal da Band tem sido criticado desde o dia 31/12, quando saiu no ar o áudio de uma declaração sobre os garis que desejavam feliz ano novo. Ainda na vinheta do jornal, sem saber que seu microfone estava aberto, Casoy declarou: "Que m... dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. Dois lixeiros... O mais baixo da escala de trabalho".

No dia seguinte, no mesmo jornal, o apresentador pediu desculpas pela atitude. “Ontem durante o intervalo do Jornal da Band, num vazamento de áudio, eu disse uma frase infeliz, por isso quero pedir profundas desculpas aos garis e aos telespectadores do Jornal da Band”, disse.

Nesta segunda-feira (04/12), o Siemaco entregou na TV Bandeirantes uma carta de repúdio a Boris Casoy. “Não aceitamos as desculpas do apresentador, que foram meramente formais ao ser pego ao manifestar o que pensa e que, infelizmente, reforça o preconceito de vários setores da sociedade contra os trabalhadores garis e varredores..."

Em uma nota oficial no site do sindicato, a entidade também criticou o desmerecimento dado ao trabalho dos garis. “Lamentavelmente Casoy demonstrou não dar valor ao importante serviço prestado por nossos trabalhadores, humilhando-os publicamente. Ele esqueceu-se que limpeza significa saúde pública e, se nossos 'lixeiros no alto de suas vassouras' não cuidassem da nossa cidade, certamente viveríamos no caos. Com certeza, podemos viver sem notícias, mas não sem limpeza", diz a nota.

A assessoria de imprensa da Band informou que o apresentador já pediu desculpas em público. A direção de jornalismo da emissora ainda não se manifestou sobre o caso.

Caso Boris: não dá pra não comentar

Caríssimos,
Sei que ando em falta, mas o tempo, com a prática do jornalismo diário, se esvai.
Perdoem-se.
Vou tentar melhorar. Hoje posto um tópico sobre o caso (infeliz) do apresentador Bóris Casoy.


CUT repudia declaração de Boris Casoy

Da Redação do Comuique-se

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (CONTRACS) se manifestaram contra a declaração do jornalista Boris Casoy. Segundo as entidades, a afirmação do apresentador do Jornal da Band foi “ultrajante”.

No último dia 31/12 Boris declarou que os garis estavam “no mais baixo na escala de trabalho”. No dia seguinte o apresentador pediu “profundas desculpas” durante o jornal, mas o caso ganhou repercussão pelos vídeos no YouTube. Ontem (05/01), a Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco), anunciou que nesta quarta-feira (06/01) daria entrada com uma ação civil pública contra o jornalista.

“A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (CONTRACS/CUT) como representante da categoria considera ultrajante o ato e repudia as declarações do jornalista Boris Casoy. E destaca que a categoria é de grande importância social para toda a sociedade, incluindo o próprio jornalista”, diz o texto.

As entidades comentaram especificamente sobre a cena dos garis desejando feliz ano novo que motivou a declaração do jornalista. “Para os autodenominados formadores de opinião, o razoável é que o trabalhador ou trabalhadora, particularmente aqueles que realizam tarefas manuais, se coloquem em 'seu devido lugar', portanto, garis varrendo ruas e não dirigindo mensagens de confraternização na celebração do novo ano. Afinal, não é qualquer um que pode pronunciar mensagens ao público em geral, essa é a função dos mais preparados, ou seja, da elite pensante”.

O texto também lembra da falha do operador de áudio. “O operador de som, sem saber, prestou um grande serviço público ao mostrar a verdadeira face do conservadorismo do país, com seu autoritarismo, preconceito e ódio em relação aos trabalhadores pobres que varrem ruas, servem café ou limpam seu ambiente de trabalho e sua casa”.