quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Caso Boris: não dá pra não comentar

Caríssimos,
Sei que ando em falta, mas o tempo, com a prática do jornalismo diário, se esvai.
Perdoem-se.
Vou tentar melhorar. Hoje posto um tópico sobre o caso (infeliz) do apresentador Bóris Casoy.


CUT repudia declaração de Boris Casoy

Da Redação do Comuique-se

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (CONTRACS) se manifestaram contra a declaração do jornalista Boris Casoy. Segundo as entidades, a afirmação do apresentador do Jornal da Band foi “ultrajante”.

No último dia 31/12 Boris declarou que os garis estavam “no mais baixo na escala de trabalho”. No dia seguinte o apresentador pediu “profundas desculpas” durante o jornal, mas o caso ganhou repercussão pelos vídeos no YouTube. Ontem (05/01), a Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco), anunciou que nesta quarta-feira (06/01) daria entrada com uma ação civil pública contra o jornalista.

“A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (CONTRACS/CUT) como representante da categoria considera ultrajante o ato e repudia as declarações do jornalista Boris Casoy. E destaca que a categoria é de grande importância social para toda a sociedade, incluindo o próprio jornalista”, diz o texto.

As entidades comentaram especificamente sobre a cena dos garis desejando feliz ano novo que motivou a declaração do jornalista. “Para os autodenominados formadores de opinião, o razoável é que o trabalhador ou trabalhadora, particularmente aqueles que realizam tarefas manuais, se coloquem em 'seu devido lugar', portanto, garis varrendo ruas e não dirigindo mensagens de confraternização na celebração do novo ano. Afinal, não é qualquer um que pode pronunciar mensagens ao público em geral, essa é a função dos mais preparados, ou seja, da elite pensante”.

O texto também lembra da falha do operador de áudio. “O operador de som, sem saber, prestou um grande serviço público ao mostrar a verdadeira face do conservadorismo do país, com seu autoritarismo, preconceito e ódio em relação aos trabalhadores pobres que varrem ruas, servem café ou limpam seu ambiente de trabalho e sua casa”.

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