segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Jornalismo Esportivo

Acompanhem o resumo do seminário sobre Jornalismo Esportivo apresentado pelos colegas Rafael e Paula. Mas, especialmente lembrem-se: Nos próximos anos, quando vocês estiverem atuando mais no mercado, o Brasil vai sediar dois eventos mundiais importantes - A Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016), o que significa alertar - Já começaram a se especializar?

Jornalismo esportivo é uma especialização da área da imprensa que trata do tema esporte, informando tudo sobre o assunto e seus desdobramentos. E a essência não muda. O profissional tem a incubência de informar ao público, de forma imparcial e com ética, o que acontece no mundo dos esportes.

Para Marques de Melo:
“...Trata-se do esporte como notícia...Além de ocupar espaço privilegiado nos veículos de informação geral (jornal, rádio ou televisão), constitui um dos ramos importantes da segmentação da indústria jornalística, ensejando publicações especializadas no campo da mídia impressa ou programas específicos no interior da mídia audiovisual. O esporte se faz propaganda, gerando mensagens publicitárias dos espetáculos ou dos produtos associados às práticas esportivas. Nesse sentido, a Publicidade Esportiva assume um papel fundamental na engrenagem do esporte midiático, financiando seus agentes e gerando divisas que dão sustentação econômica às instituições esportivas”.

Não basta apenas gostar de esportes, ter boa memória e boas fontes. É preciso ter criatividade,dedicação e conhecimento.

O jornalismo esportivo mistura notícia e entretenimento.

O jornalista pode se especializar em um tipo de esporte, porém deve conhecer todas as modalidades.

Estar ciente e preparado para cobrir outras editorias, caso aconteça um fato durante uma cobertura esportiva.


JORNALISMO ESPORTIVO NO MUNDO

De acordo Fonseca (1997), a história do jornalismo esportivo no mundo tem pouco mais de cem anos. Os primeiros registros que se tem é do Le Sport (1854), que publicava crônicas sobre haras, turfe e caça, além de sessões de canoagem, natação, pesca, boxe, bilhar e outros esportes.

“A primeira área esportiva a receber uma cobertura mais elaborada dos veículos impressos foi o hipismo, em meados do século XIX, na França. A grande imprensa só abriu espaço em 1875, num momento de mudanças sociais e de crescimento de esportes populares, pois, até então, só se registravam notas sobre o boxe, iatismo e esgrima. Por isso, os pioneiros do jornalismo esportivo surgiram nos jornais populares.” (FONSECA, 1997)

Início: Informações e explicações sobre como praticar os esportes.

Tornou-se esporte para as elites

“...Antes de 1939, havia a crônica esportiva e não um jornalismo organizado de cobertura de eventos. O primeiro órgão esportivo teria sido Bell´s Life, inglês,
depois chamado de Sporting Life. E, nos Estados Unidos, a imprensa esportiva só começou a destacar-se nos anos 20 deste século”. (Fonseca, 1997)

As primeiras transmissões esportivas televisivas aconteceram na década de 30, em diversos países. Nos Estados Unidos, uma partida de beisebol em 1935. Na Alemanha os Jogos Olímpicos de Berlim no contexto nazista em que Hitler queria mostrar a soberania Ariana, há um vídeo de divulgação dessa Olimpíada chamado Olímpia, em que há um resgate dos ideais Olímpicos.
A BBC, da Inglaterra, mostrou a primeira jornada de Wimbledon, para o público britânico em 1937. Na França, 1948, a primeira transmissão da Copa Mundial de Futebol, na íntegra.

Embora hoje o futebol seja o esporte mais explorado pela mídia, em 1894, o esporte, trazido para o Brasil por Charles Muller, não foi muito valorizado pela imprensa. Fonseca (1997) retrata essa posição:

“As pequenas colunas quase escondidas que tratavam do assunto foram crescendo apenas à medida que as pessoas passaram a comentar o esporte praticado por um pequeno grupo de jovens da sociedade. É por isso que a linguagem inicial da imprensa em relação ao futebol traduzia a posição intelectual de praticantes e torcedores”... (FONSECA, 1997)

Segundo Paulo Vinícius Coelho, a cobertura esportiva era vista com preconceito.

A importância dos veículos que se dedicavam ao esporte teve início em 1910. Nas páginas do jornal Fanfulla (SP) eram divulgadas notícias do futebol da época.

Nos anos 30, surgiu no Rio de Janeiro, o Jornal dos Sports. “(...) foi o primeiro diário exclusivamente dedicado aos esportes no país”.

Coelho ainda afirma que muitos períodicos surgiram e também desapareceram no século passado. Jornais destinavam espaços mínimos para as matérias sobre futebol.

A partir do interesse das classes mais altas, dos jornalistas e escritores mais respeitados é que a imprensa começou a se preocupar com o esporte, principalmente com o futebol.

No fim da década de 1960 é que os grandes cadernos de esportes tomaram conta dos jornais.

No entanto, foi somente nos anos 70 que as revistas esportivas tiveram vida regular.

A primeira reportagem filmada para a televisão ocorre em 1950, no jogo entre Portuguesa de Desportos e São Paulo, considerada o marco das transmissões esportivas na televisão brasileira.

Já nos anos 60 ocorre o declínio da rádio Pan-Americana, que era considerada a emissora dos esportes, anunciando o declínio de outras rádios, por causa da televisão, que direcionou as cotas de publicidade, patrocinadores e audiência.

Segunda metade da década de 90 surge os primeiros sites dedicados aos esportes.

LINGUAGEM
No início: textos em formas de crônicas.

O principal cronista esportivo da história brasileira foi Nelson Rodrigues.

Anos 70: textos precisos e descritivos.

Linguagem acessível

Televisão – estilo jornalista-personagem

Jornais e revistas: adotam a descrição

JORNALISTAS X COMENTARISTAS

Coelho (2004)crítica que o mercado apenas permite a criação de jornalistas de futebol e automobilismo.

Não há jornalistas de basquete, vôlei, atletismo, judô, natação, etc.

Por isso, necessidade dos atletas como comentaristas para aprofundamento em grandes competições.

ERROS
Barbeiro e Rangel criticam o fato de não haver criatividade nas perguntas feitas aos jogadores ao saírem de campo, durante ou ao final da partida. São feitas sempre as mesmas indagações:

“O que você acha do jogo”; “como você vê o jogo”, “gostou da partida”, “como você está se sentindo com a derrota”


DICAS
A marca das transmissões é o improviso – Mas deve saber bem o português e as regras da modalidade esportiva a que foi destinado.

Privilégio a esportistas – nunca se deve privilegiar um competidor, mesmo sendo o favorito.

Não confundir emoção x paixão – A emoção ajuda a aquecer a transmissão, faz parte do esporte. A paixão atrapalha a isenção e a ética profissional. Ter cuidado para não endeusar o entrevistado. O jornalista deve ser racional e fugir da emoção.

Suíte – Sempre deve haver uma suíte didática do tema tratado, pois nem todos acompanham diariamente os esportes.
Acompanhar – A reportagem não termina quando ela é entregue na redação. Quando se está em entrevista coletiva, é necessário ficar atento até o entrevistado ir embora, pois às vezes a notícia mais importante é dita após o término da entrevista formal.
Desconfiar sempre – Como em qualquer outra editoria, é importante duvidar sempre da informação obtida.

Bastidores - A cobertura esportiva não se resume apenas cobrir o jogo, a coletiva de imprensa. É necessário cobrir os bastidores, oferecer um diferencial ao público.

Criatividade – É comum jornal copiar a pauta da TV, a TV da rádio, e a rádio do jornal. É fundamental ter criatividade e fugir das coberturas triviais, que são os treinos e os jogos da semana.

PAUTAS
As pautas do Jornalismo Esportivo incluem a cobertura de eventos (Jogos Olímpicos, Copas do Mundo, campeonatos, competições, treinos).

Não somente do futebol, mas do vôlei, basquete, natação, hipismo, vela, remo, judô, tênis, etc

As instituições que geram produtos e fatos (comitês olímpicos, federações esportivas, clubes, torcidas).

As políticas públicas para a área (Ministério do Esporte, secretarias do Esporte, construções de estádios, quadras e áreas de lazer) e o dia-a-dia do setor.

Bastidores do campo, quadras e pistas. Ex: contratações de jogadores e técnicos, escândalos políticos nos clubes, mal organização de eventos, etc.

Prestação de serviços: Informar como está o trânsito até os estádios, quais entradas estão mais vazias, valor dos ingressos, local de venda, horário do jogo, se houve algum acidente apontar uma via alternativa.

Necessidade de atividades físicas, uso de anabolizantes

Fontes:
COELHO, Paulo Vinicius. Jornalismo Esportivo. São Paulo: Contexto, 2004.
MELO, José Marques de. Jornalismo Brasileiro. Editora Sulina, 2003.
BARBEIRO, Heródoto; RANGEL, Patrícia. Manual do Jornalismo Esportivo. Disponível em:

domingo, 22 de agosto de 2010

E por falar em meio ambiente e sustentabilidade...

Ayne

Envio um artigo sobre reciclagem, que estimula algumas reflexões. É um texto interessante, Angélica Neri


Imprensa, reciclagem e muitas porcentagens
A reciclagem serve aos propósitos da sustentabilidade, mas pode também mascarar alguns desvios importantes. Quando as estatísticas indicam que estamos reciclando uma porcentagem específica de materiais (80%, 90%), elas não nos trazem toda a verdade; pelo contrário, propositalmente dissimulam uma situação nada favorável em termos de sustentabilidade.

Por Wilson da Costa Bueno


O Brasil recicla, segundo dados do Cempre – Compromisso Empresarial para a Reciclagem, mais de 90% das latas de alumínio, quase 80% do papelão ondulado e cerca de 2/3 dos pneus, índices comparáveis, para estes materiais, aos dos países mais desenvolvidos do mundo. Isso significa que estamos fazendo a nossa lição de casa e que enveredamos finalmente pelo caminho da sustentabilidade?

Se você, amigo ou amiga, tende a responder positivamente à pergunta acima, talvez seja melhor dar uma pausa , pensar um pouco mais antes da declaração final. Isso porque algumas aparências enganam e, nesse caso, infelizmente é o que acontece. Reciclar mais não quer dizer contribuir para aumentar os indicadores de sustentabilidade. O raciocínio parece absurdo, mas é fácil de entender.

Toda questão complexa, como a que envolve a trama da sustentabilidade, precisa ser vista por todos os lados e a reciclagem é apenas um deles. Se você, ensinam os sábios, ficar mirando apenas o tronco de uma árvore, deixará de contemplar a floresta como um todo. Se esta árvore for um eucalipto, e você trabalhar para uma empresa de papel e celulose, certamente estará interessado (a) na biomassa do tronco, ansioso (a) por ver a árvore deitada, porque ela só tem função (quer dizer, dá lucro) depois que tiver se transformado numa pasta. Há árvores que só servem para atender a objetivos comerciais e delas não se espera sombra, flores ou frutos. São, por excelência, contrárias à biodiversidade e chegam, inclusive, a afrontar o conceito de floresta, porque esta tem valor sobretudo quando está de pé.

A reciclagem serve aos propósitos da sustentabilidade, mas pode também mascarar alguns desvios importantes.

Quando as estatísticas indicam que estamos reciclando uma porcentagem específica de materiais (80%, 90%), elas não nos trazem toda a verdade; pelo contrário, propositalmente dissimulam uma situação nada favorável em termos de sustentabilidade. Há uma pergunta que fica sempre faltando (mas gritando dentro da consciência) e que a maioria dos empresários, dos fabricantes de latinhas de cerveja e refrigerantes, de garrafas e sacolas plásticas ou mesmo de papel esconde atrás das porcentagens: mas a produção destes materiais têm, proporcionalmente, diminuído?

Pois é, meu amigo, minha amiga, aí está o problema colocado de maneira correta. Estamos reciclando mais (nem tanto como seria necessário, como a gente ainda poderá ver) porque estamos produzindo mais e isso significa que, em vez de economizar os recursos naturais, os estamos dilapidando com maior intensidade. É como aquela história de redução do desmatamento da Amazônia: não dá para saudar 3% a menos em relação ao mês anterior porque o volume de degradação florestal é sempre alarmante. Um dia, quando houver pouco para desmatar (e esse dia promete chegar, se continuarmos fazendo esta besteira), as porcentagens de desmatamento diminuirão. É para rir ou para chorar?

A produção e o consumo dos materiais a serem reciclados aumentam sensivelmente e os que estão interessados em promover a reciclagem não estão, por outro lado, nem um pouco interessados em produzir menos e a desestimular a redução do consumo. O capitalismo tem a sua lógica e mesmo a sustentabilidade se submete a ela. Reciclar dá dinheiro, meu amigo , minha amiga, e, como todos sabemos, muito mais para os empresários e os intermediários do que para os catadores de papel, de latinhas e de garrafas plásticas.

É preciso mudar de postura, reciclar o conceito, não cair no engodo de festejar estatísticas que servem também para nublar a verdade. A reciclagem é uma alternativa, mas, de per si, não é a solução.

O que, efetivamente, precisamos é produzir menos lixo, fabricar menos latas, vidros e plásticos, consumir com mais consciência, não acreditando (porque é mesmo história da carochinha) que alguém depois irá limpar os resíduos que despejamos no planeta. Não há reciclagem que suporte tanta porcaria e, por isso, construímos cada vez mais lixões, aterros e emporcalhamos nossos rios com bagulhos de todo o tipo. Mais recentemente, iniciamos a criação desenfreada de lixo eletrônico (computadores, televisões e celulares, principalmente) e os fabricantes que pregam o “marketing verde” estão pouco se lixando para o seu destino. Você sabia que menos de 5% dos celulares são reciclados e que os computadores incluem materiais absolutamente perigosos para a vida humana e para a mãe-terra? Onde estamos enfiando tantas pilhas e baterias?

É muito bonito ver o esforço de algumas prefeituras, campanhas empresariais e de milhares de adultos e crianças que se empenham para separar o lixo, mas é lamentável constatar que menos de 10% dos municípios brasileiros fazem a coleta seletiva, ou seja, o material fica separado apenas nas latas coloridas e depois é novamente reunido em depósitos de lixo a céu aberto.

É verdade que centenas de milhares de pessoas (você já não flagrou uma delas remexendo o seu lixo na porta de casa) estão buscando algum sustento com o material jogado fora e que outros milhares de catadores (há cooperativas importantes no Brasil) vivem desta coleta penosa. Mas talvez você ignore um outro dado: a indústria é quem fica com a maior parcela do ganho deste trabalho e os pobres catadores são de novo os explorados nesta história, com um ganho médio mensal inferior a 150 reais. Algum fabricante cínico (há muitos, sabia?) é capaz de argumentar que produz mais porcaria para ajudar os necessitados e ainda pode ter a desfaçatez de concorrer a prêmio de responsabilidade social Você não lembra do raciocínio maluco da indústria tabagista que chegou a argumentar que o fumo ajudava a desonerar a previdência num país europeu porque contribuía para que as pessoas morressem mais cedo?

Dados divulgados em reportagem de Alessandra Pereira, na revista Página 22, da FGV, de julho de 2008, evidenciam que a relação entre reciclagem e meio ambiente não é também tão saudável assim. Vejamos alguns deles. A fabricação de papel reciclado incorpora também substâncias tóxicas e o mesmo acontece no processo de reciclagem de aço e de alumínio. Além disso, o pesquisador Francides Gomes da ESALQ – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP, demonstrou que a fabricação do papel reciclado branco gera seis vezes mais efluentes do que a do papel virgem e que também consome mais energia. Ou seja, o processo está longe de ser sustentável, a não ser que o nosso conceito de sustentabilidade seja tão cosmético quanto o praticado por indústrias agroquímicas, mineradoras, de papel e celulose e de outros segmentos insustentáveis menos votados.

A reciclagem não pode ser vista como um fim em si mesmo, o que não quer dizer que não devemos praticá-la. Muito pelo contrário: um dos pressupostos da postura sustentável é reutilizar os materiais, as embalagens, as sobras de comida (mamãe fazia bolinhos maravilhosos com o arroz que sobrava!), enfim evitar o desperdício.

Fique atento (a) ao discurso da reciclagem e não se deixe levar pelas estatísticas que falseiam a verdade. Em tempo: reciclamos menos da metade do vidro, menos de ¼ das embalagens longa-vida, 1/5 apenas dos plásticos e só 3% dos materiais orgânicos. Estamos ainda mal na fita e não pega bem continuarmos sorrindo, enquanto sorteamos geladeiras Skol para entupirmos de latinhas de cerveja, trocamos mensalmente de celular, carregamos dezenas de sacolinhas plásticas (cada vez mais vagabundas, facilmente rasgáveis e, portanto, inaproveitáveis) dos supermercados.

É preciso reciclar os nossos conceitos de reciclagem e reagirmos ao discurso cínico de muitos fabricantes que não têm a coragem de assumir a sujeira que andam fazendo por aí.

Recicle sempre, sobretudo os seus velhos hábitos de consumo.

Que a mídia brasileira seja mais investigativa e não fique servindo de “mula” ou “laranja” para empresas que fabricam latas, vidros, papel, sacolas plásticas e porcentagens, muitas porcentagens.

Uma dica: cuidado com as embalagens de agrotóxicos (veneno puro), com o resto da sua farmacinha caseira (sabia que existe, comprovadamente, uma poluição de medicamentos e que você pode estar tomando antibióticos sem querer da água da torneira de casa?), e com tudo aquilo que você anda descartando sem dó.

Em tempo: além da pergunta que os fabricantes de materiais reciclados não costumam responder, há também muitas outras que mereciam uma resposta, mas, como o espaço é exíguo, ficamos apenas com três:

1) Com os produtos transgênicos, as empresas de biotecnologia (irmãs siamesas das de agrotóxicos) estão vendendo mais ou menos veneno? Não é esse o argumento: mais sementes transgênicas, menos agrotóxicos? Será que elas, generosamente, estão abrindo mão de seu lucro fantástico com pesticidas, herbicidas etc, os produtos que na verdade as sustentam? Alguém por aí tem a chave para abrir esta caixa preta? Quem vende soja transgênica está vendendo mais ou menos glifosato?

2) Quanto de dinheiro as montadoras e os laboratórios estão remetendo para as suas matrizes? Qual porcentagem destes 18 bilhões de remessas que o Governo acaba de revelar tem a ver com as fabricantes de automóveis e de medicamentos? É para lá que anda escapando o dinheiro dos empréstimos do BNDES? Que destino vamos dar a estes milhões de carros novos que estão sendo colocados no mercado? Será que vamos ter que importar pneus usados para dar conta de tanto automóvel? E vamos continuar até quando fazendo “recall” de remédios perigosos (Vioxx, Prexige etc)? Não precisamos também reciclar as nossas políticas industriais e os nossos sistemas de vigilância?

3) Alguém tem uma idéia brilhante para reciclar o lixo atômico que Angra 3 e as outras usinas nucleares vão despejar por aqui? Você tem alguma sugestão sobre o local onde a Termonuclear poderia enfiá-lo? Pera aí: se você for malcriado, me tira fora dessa. Não vale, fui eu que fiz a pergunta.

Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor do programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UMESP e de Jornalismo da ECA/USP, diretor da Comtexto.


Fonte
http://www.ecoagencia.com.br/?open=artigo&id===AUUJkcV5mTXJFbaNVTWJVU

Acesso: 10/08/2010, às 22h13


Esse 'cara' é o máximo!

Fiquem atentos

Colegas,

A mesma Angélica Neri conseguiu localizar um curso sobre o tema estudado: Jornalismo Ambiental. Este não vai dar pra gente fazer. E não é nem porque é longe. É porque ficou em cima da hora mesmo. Mas é bom pra alertar que sempre há cursos legais e interessantes por aí, quem souber de mais algum/alguns, avise-nos, ok?



Inscrições abertas para o curso de jornalismo ambiental do NEJ-RS

O Núcleo dos Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ-RS) realiza dias 20 e 21 de agosto o curso “Os Desafios do Meio Ambiente”. A atividade integra a programação especial alusiva aos 20 anos de atuação ambiental do NEJ-RS.

O curso traz a Porto Alegre o jornalista Hernán Sorhuet, colunista do jornal uruguaio El País, que cobre meio ambiente há vários anos. Também são convidados os professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Rualdo Menegat (Doutor em Ciências) e Fernando Antunes (Mestre em Comunicação Social).

Embora tenha foco na preocupação com o trabalho jornalístico e as questões ambientais, as palestras abrangem todas as áreas e pessoas que se interessam por meio ambiente. A oficina do sábado (dia 21) é destinada especialmente aos jornalistas.

O investimento é de R$50 para estudantes, R$80 para assistir somente às palestras e R$100 para jornalistas que optarem realizar o curso completo. O evento tem apoio da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS, onde acontece a programação, e é patrocinado pela Petrobras.

SERVIÇO:
Curso: ‘Os Desafios da Cobertura de Meio Ambiente’
Quando: Dia 20 (das 19 às 21 horas) e 21 (das 9 às 12 horas e das 14 às 18 horas).
Onde: Auditório e laboratórios de informática da Fabico/UFRGS (Rua Ramiro Barcelos, 2705)

Inscrições:
Envie para o e-mail ecoagencia@ecoagencia.com.br:
Nome Completo:
E-mail:
Fone: Celular:
Profissão/Atividade:
Categoria da Inscrição:

( ) Interessados - R$ 80,00
Área/Instituição:

( ) Estudante - R$ 50,00 -
( ) Graduação ( ) Pós-graduação
Instituição:


( ) Jornalistas R$ 100,00
Empresa/Instituição:


Anexar o comprovante de transferência/depósito bancário para:
Núcleo de Ecojornalistas do RS
Banrisul: Agência – 0041 Conta – 06.008993.0-4
A confirmação acontecerá em até 24h depois do envio.

Programa completo:

Sexta-feira (dia 20 de agosto), das 19 às 21 horas - Palestra do Prof. Dr. Rualdo Menegat (UFRGS), com o tema "A cegueira da civilização contemporânea em relação à natureza".
Sábado (dia 21 de agosto), das 9 às 12 horas - Palestra com o jornalista Hernán Sorhuet sobre os desafios da cobertura ambiental
Sábado (dia 21 de agosto), das 14 às 18 horas - Oficina com o Prof. Msc., Fernando Antunes (UFRGS) sobre o uso de ferramentas multimídias na cobertura ambiental.

Para receber os certificados, os participantes que realizarem a oficina (jornalistas e estudantes de jornalismo) deverão entregar matéria ambiental que será publicada no blog de cursos da EcoAgência. Estes terão o prazo de sete dias para desenvolver o trabalho e serão orientados pelos integrantes do NEJ/RS: Lisete Ghiggi (Professora do IPA), Ilza Girardi (Professora da UFRGS), Juarez Tosi (Editor da Ecoagência), Eliege Fante (Mestranda PPGCOM/UFRGS) e Reges Schwaab (Doutorando PPGCOM/UFRGS).

De volta

Com a ajuda de alunos do curso de jornalismo do Centro Universitário Toledo de Araçatuba, este blog será alimentado com mais frequência a partir de agora. Obrigada desde já. Fiquem com a colaboração da querida Angélica Neri:


Definições sobre Jornalismo Ambiental

O Jornalismo Ambiental, com um desenvolvimento marcante nos últimos anos, em função da inclusão da Ecologia como pauta diária nos veículos de informação, compreende a divulgação de fatos, processos, estudos e pesquisas associadas à preservação do meio ambiente e da diversidade.
No Brasil, ele se manifesta nos veículos tradicionais (jornais e revistas de circulação nacional), mas também a partir de iniciativas relevantes, como o premiado Jornal do Meio Ambiente, de Vilmar Berna, e do Terraamérica, comandado, no Brasil, pela competente equipe da Envolverde.
Inúmeras ONGs ambientalistas também o praticam e pode se identificar, nesta modalidade de jornalismo, o caráter positivo da militância, isto é, quando identificado com a causa ambiental (e deveria ser sempre assim), o jornalismo ambiental é engajado, comprometido, o que não significa que deva forjar os fatos ou manipular a verdade para fazer valer a sua opinião. É importante não deixar de mencionar o Greenpeace, a WWF e a SOS Mata Atlântica, como representantes deste universo e, a partir delas, reverenciar todas as outras entidades que vêm fazendo, com competência e entusiasmo, este trabalho.
Recentemente, polêmicas travadas em virtude de alguns temas candentes, como os transgênicos, a biopirataria como ameaça à diversidade e à soberania nacionais, o aquecimento global (efeito estufa e subtemas equivalentes) e a segurança alimentar (que o diga a vaca louca!) trouxeram novo impulso ao Jornalismo Ambiental.
O Jornalismo Ambiental e o Jornalismo em Agribusiness tem áreas de intersecção importantes, mas não se confundem: o primeiro refere-se também a temas que, em princípio, nada tem a ver com o agronegócio, como a questão do lixo urbano, a poluição industrial, os edifícios doentes e assim por diante. Quando recorre a temas, como transgênicos, agrotóxicos, desmatamento, segurança alimentar, evidentemente as diferenças, entre um e outro, são menos perceptíveis, embora o Jornalismo Ambiental veja estas questões sempre sob uma perspectiva crítica, o que pode não ocorrer no Jornalismo em Agribusiness, se comprometido com os interesses das grandes empresas.
O Jornalismo Ambiental tem uma atuação fundamental na Web e podemos destacar, também, o grupo de colegas atuantes no ECOM - Ecologia & Comunicação, a equipe da Embrapa Meio Ambiente, com sua atuação e seu informativo sempre atualizado, e inúmeros colunistas (Jornal do Brasil, O Povo/CE), além da menção especial ao Caderno Especial sobre Meio Ambiente, editado pelo Estado de Minas, também disponível na Web. Com certeza, estamos aqui omitindo inúmeras iniciativas e um sem número de colegas, atuantes e competentes, que praticam o Jornalismo Ambiental, mas elas poderão ser gradativamente recuperadas no site da Comtexto, onde vão, pouco a pouco, sendo incluídas.


Retirado do site
http://www.jornalismocientifico.com.br/jornalismocientifico/conceitos/jornalismoambiental.php

http://www.agricoma.com.br