sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Diário de bordo - Goiás e Bahia, em pleno desenvolvimento

Terça-feira – 21/12/2010


Madrugamos novamente: 6h30. Café da manhã gostoso, com manteiga caseira mineira (hummm!). Malas no carro e estrada, linda, plana, verde, repleta de plantações: soja, milho, feijão, sorgo, em grande, grande quantidade. As planícies são lindas e as montanhas, cenas de filmes. A viagem foi muito tranquila, os poucos momentos de tensão foram sempre provocados pelos grandes caminhões graneleiros – a estrada é deles, saia da frente se quiser continuar. Outra coisa que impressiona é que os motoristas não se ajudam, em ultrapassagens, se alguma coisa apertar, não conte com o motorista do lado pra dar espaço, em Goiás ninguém sabe o que é isso não. No almoço, já na Bahia, saudades dos postos de São Paulo (snif!).

Chegamos em Luís Eduardo Magalhães um pouco antes do previsto, às 15h30 em São Paulo e 14h30 aqui (que não tem horário de verão). O GPS falhou e não localizamos o hotel onde fizemos reserva. Então, procuramos outro hotel – Paranoá - e nos hospedamos. A cidade é bem nova, de 1982. Antes se chamava Mimoso do Oeste, mas com a morte do deputado, filho do senador Antônio Carlos Magalhães (que foi governador do estado), o homenagem foi prestada. É perceptível que está em franco desenvolvimento. Em cinco anos, a população cresceu 216%, isso mesmo, mais que dobrou! As ruas, poucas asfaltadas, são sujas de terra com trânsito intenso e neurótico. Não tem sinalização, todas são duas mãos, no cruzamento há um coqueiro no meio para retorno e só. Há loiros e negros, numa mistura aparente das regiões sul e nordeste do país. Com uma característica: todos são baixos. Eu, com 1,70m, sou uma mulher muito alta e provoco alguns olhares. Mas o Maurício, com 1,90m, é a sensação. Ninguém nem disfarça para comentar. O comércio é confuso, lojas populares ao lado de Dell Ano e TKTS, boteco da esquina junto com Casa do Pão de Queijo e Cacau Show. Há muitos prédios em construção, muitos carros grandes e importados nas ruas, mas tudo vem da agricultura, pois não há indústrias por aqui. Jantamos (muito) no hotel e dormimos, não antes de lermos o jornal local. Diagramação como os antigos jornais a chumbo. Linha editorial governamental - li uma entrevista com o prefeito (que me trouxe péssimas memórias), na qual ele disse o que quis, sem contestações ou perguntas mais provocantes. Há uma jornalista que chegou agora para fazer parte do time. O empreendimento é de um advogado.

Cidades: Vale do Amanheer, Via Boa, Flores de Goiás, Alorada do Norte, Simolândia e Posse (GO); Correntina, São Domngos, São Desidério, Luís Eduardo Magalhães.

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