sábado, 18 de dezembro de 2010

Todo artista tem que ir aonde o povo está...

RIO DE JANEIRO (Da Redação), 15 de dezembro - O Extra, diário carioca que faz parte do mesmo grupo do jornal O Globo, anunciou nesta quarta-feira (15) o lançamento de sua Unidade Móvel, o Extra UM, que vai circular pelas ruas da cidade do Rio de Janeiro para acompanhar de perto acontecimentos locais. Segundo comunicado, a redação itinerante, patrocinada pelo Guaravita, tem por objetivo tornar mais ágil a divulgação de notícias nas diversas plataformas do jornal. O veículo está preparado para transmissões ao vivo e para edição remota do jornal.
De acordo com Bruno Thys, diretor de unidade dos jornais populares da Infoglobo, a redação móvel possibilita apuração e veiculação de reportagens mais dinâmicas. "Com a Unidade, temos acesso às notícias em tempo real e produzimos conteúdo no local, com o que há de mais moderno na elaboração de matérias multimídia. Câmeras, computadores e programas de edição auxiliam as publicações nas mais diversas plataformas do jornal: celular, site e jornal", diz.

O que é jornalismo?

Em uma das minhas últimas visitas a São Paulo, comprei no Sebo do Messias, lá perto da Praça da Sé, um livro que reúne uma coletânea de textos de jornalistas brasileiros importantes tentando responder esta pergunta. Gostei do livro, é bem acadêmico, mas também gostei deste texto abaixo (nada acadêmico), retirado do blog Desilusões Perdidas. Leiam, reflitam e depois, comentem:

Jornalismo é vocação. É mais ou menos como ser padre. É sacerdócio. Missão. Entrega total. Tem que fazer voto de pobreza. Voto de castidade também rola e, hoje, rola até mais para o jornalista do que para o padre. Enquanto os padres estão bem soltinhos por aí, os jornalistas são os reclusos. A redação é seu mosteiro. Seu claustro.

Jornalismo é a fé em dias melhores. É acreditar em milagres.
Jornalismo não é para aventureiros. Se você ainda não sabe o quer da vida, descubra primeiro. Nem pense em estudar Jornalismo antes disso. Tem gente que está em dúvida entre Veterinária e Administração e, do nada, decide cursar Jornalismo. Porque é chique, porque a gente fica famoso, porque a gente fica importante. Fica porra nenhuma.
Jornalismo não se escolhe por causa da dica que você viu na caixa do Toddynho.
Jornalismo é dedicação. É perseverança.
Jornalismo é abdicar de um monte de coisa e gente.
Jornalismo é o marido boêmio e safado que seduz as moças no bar, o marido que você já prometeu largar um milhão de vezes, mas não larga, porque ele sempre te convence que você não saberia viver sem ele. E sem ele você não saberia mesmo viver.
Jornalismo é a trepada bem-dada. É gozar ao ver a matéria que deu tanto trabalho publicada. Matéria publicada na capa, então, é algo pra lá de sublime. É sexo tântrico. Jornalismo é o tesão de ir pra rua, é o tesão de conhecer gente que você não imaginava existir, é o tesão de viver essa coisa viva chamada História.
Jornalismo é o pau duro. Sem Viagra.