sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Abertas as inscrições para o VI Concurso Tim Lopes de Jornalismo Investigativo Investigativo

Estão abertas as inscrições para o VI Concurso Tim Lopes de Jornalismo Investigativo. Até a meia noite do dia 15 de fevereiro de 2012, o site www.andi.org.br/timlopes receberá os registros dos projetos que concorrerão ao prêmio. Podem se inscrever repórteres, editores e chefes de reportagem de diferentes tipos de veículos (impresso, rádio, televisão, web e veículos comunitários ou alternativos), além de estudantes e professores de cursos de comunicação. O concurso tem como tema fixo “Imprensa e sociedade aliadas no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes”, além de estimular reportagens na categoria especial "Exploração sexual de crianças e adolescentes no setor turístico brasileiro”, aberta a candidatos de todas as mídias.

O Concurso Tim Lopes de Jornalismo Investigativo é uma iniciativa que tem como objetivo fortalecer a mobilização social para dois problemas que afetam milhares de crianças e adolescentes do país: o abuso e a exploração sexual. A premiação chega à sexta edição estimulando a imprensa a contribuir para ampliar e qualificar a cobertura sobre esse tipo de violência, com ênfase na discussão das políticas públicas para a prevenção e o atendimento dos meninos e meninas vítimas desta grave violação de direitos.

Diferentemente da maioria dos prêmios jornalísticos – voltados, geralmente, para o reconhecimento de matérias já veiculadas –, o Concurso Tim Lopes seleciona as melhores propostas de reportagem, oferecendo aos vencedores apoio técnico e financeiro para a execução do trabalho, além de um prêmio em dinheiro para o jornalista responsável.

Leia mais:
http://www.anj.org.br/jornaleeducacao/abertas-as-inscricoes-para-o-vi-concurso-tim-lopes-de-jornalismo-investigativo-investigativo





Prêmio de Excelência Jornalística 2012

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) abre as inscrições para o Prêmio de Excelência Jornalística 2012, concurso anual que reúne o melhor do jornalismo das Américas, focado nos direitos humanos e na liberdade de imprensa. A premiação é destinada às agências de notícias e jornalistas que produziram reportagens sobre direitos humanos e outras 11 outras categorias.

O júri irá avaliar os trabalhos e escolher dez finalistas em cada uma das 12 categorias. Os vencedores serão premiados com certificados e prêmios em dinheiro durante a Assembleia Geral da SIP, a ser realizada no dia 12 de outubro de 2012, em São Paulo. As categorias são as seguintes: relações interamericanas, direitos humanos, cobertura noticiosa, características, relatórios em profundidade, fotografia, charges, infográficos, opinião, jornal na educação, cobertura noticiosa on-line e cobertura multimídia.

Leia mais:

http://www.anj.org.br/sala-de-imprensa/noticias/sip-busca-candidatos-para-o-premio-de-excelencia-em-jornalismo-2012



terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Muito interessante: Pesquisa mapeia publicidade e cotidiano feminino dos anos 1920


O assunto é propaganda, mas também comunicação. Do meu ponto de vista, daria uma entrevista interessantíssima com a pesquisadora. O que acham?

Se a publicidade paulista dos anos 1920 divulgava um ideal de mulher urbana materna, afetiva, zelosa pelo bem-estar alheio e da família, não era isso que mostravam as trabalhadoras pobres. É o que revela uma tese de doutorado defendida na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, que analisou o cotidiano vivido por essas mulheres e como se dava sua presença no espaço público. O estudo, de autoria da historiadora Xenia Miranda Salvetti, também analisou como essa mulheres se apercebiam da moda e da publicidade.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Adoro focas!

Texto enviado como colaboração pela aluna Ariadne Bognar, minha estagiária preferida (e única).
Atenção para este nome: Luiza Calegari. Como escreve e seu amadurecimento profissional aos 22 anos já me informam: esta menina vai longe!

Thiago Santaella arruinou a primeira aula do Paco Sánchez. Lá se vai um mês e tanto (foi ontem?) desde que o galego entrou na sala de treinamento perguntando: “O que é comunicação?”. Já que as respostas estavam tímidas (como assim, a lenda viva já chegava perguntando?), Santaella, que já tinha assistido a um curso dele, disparou: “Formar comunidade”. Era para a discussão ter evoluído antes que chegássemos a esse ponto, o Paco argumentou. Mas seguimos com a conversa, que, afinal, foi apaixonante.


quarta-feira, 23 de novembro de 2011






Hoje pela manhã fui procurada por um aluno, Marcelo. Queria me entrevistar sobre fotojornalismo. Não é minha especialidade, embora seja uma paixão. Não faço as fotos, mas consigo admirá-las e, muitas, mas muitas vezes mesmo, concordar que não é preciso acrescentar uma só palavra para explicar/narrar um fato. Tenho a maior admiração pelos repórteres-fotográficos. Antes da entrevista pela manhã, Marcelo e eu conversamos muito, sobre várias fotos, histórias e filmes. Decidi compartilhar um pouco aqui com vocês na esperança de 'ouvi-lo' e saber de outras histórias.

A menina do Vietnã


Em 8 de junho de 1972, um avião norte-americano bombardeou a população de Trang Bang com napalm. Ali encontrava-se Kim Phuc e sua família. Com sua roupa em chamas, a menina de nove anos corria em meio ao povo desesperado e no momento que suas roupas tinham sido consumidas, o fotógrafo Nic Ut registou a famosa imagem. Depois, Nic levou-a para um hospital onde ela permaneceu por durante 14 meses sendo submetida a 17 operações de enxerto de pele. Qualquer um que vê essa fotografia, mesmo que menos sensível, poderá ver a profundidade do sofrimento, a desesperança, a dor humana na guerra, especialmente para as crianças. Hoje em dia Pham Thi Kim Phuc está casada, com 2 filhos e reside no Canadá onde preside a "Fundação Kim Phuc", dedicada a ajudar as crianças vítimas da guerra e é embaixadora da UNESCO.


A pergunta de Marcelo era: Os fotógrafos devem interferir nos fatos? Uma vez ouvi Nic Ut em entrevista responder a esta mesma questão. Para ele, o papel do fotógrafo é registrar o fato. Só depois que ele tinha feito o seu trabalho, ajudou levando a garota para o hospital. Mas outros fotógrafos não conseguem fazer o que ele fez, seja por falta de tempo ou oportunidade. A pergunta é: perder a foto e ajudar ou não ajudar e registrar?

Cobertura da TV brasileira da invasão ao Iraque foi parcial


TVs brasileiras participaram de uma "Guerra de informação" a favor da invasão

Uma análise da cobertura realizada por companhias de televisão brasileiras sobre a invasão do Iraque, em 2003, revela que houve uma “Guerra de informação”, na qual as corporações televisivas brasileiras apoiaram e reproduziram ideais dos Estados Unidos e Reino Unido, países que lideraram a invasão

De acordo com o estudo da jornalista Veridiana Delia Bueno de Morais, realizado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, os grupos de TV brasileiros optaram por não fazer uso do material de agências de notícias árabes com credibilidade internacional, como a Al Jazeera e Al Arabiya, e também não deram voz às comunidades árabes brasileiras, que poderiam aprofundar o debate sobre a invasão.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A cidade do Jornal de Jales


Nasci e cresci em Jales, de onde sai para fazer faculdade de jornalismo em São Paulo. Retornei em 1990 onde fui 'abraçada' por Deonel Rosa Júnior e seu Jornal de Jales. Por lá fiquei menos de um ano, de experiência riquíssima, que me traz boas novidades até hoje, como este texto, publicado em 23 de outubro de 2011, mas que tomei conhecimento somente hoje.
Preciso esclarecer que não conheço o autor do texto e nenhuma das pessoas que ele cita. Mas fiquei profundamente emocionada. Agora preciso encontrar inspiração para responder à altura. Não acredito que consiga, pois quando a emoçõa brota, o raciocínio foge. Tentarei.
Por enquanto, obrigada Deonel, obrigada Roberto Gonçalves.


Título: A cidade do Jornal de Jales

Linha fina: Então surge a década de 80 e o Jornal de Jales veste nova roupagem e começa fabricar ideias em favor do desenvolvimento de Jales


Euplhy Jalles fundou a Vila Jalles, depois a vila virou Distrito, perdeu um L e viveu o esplendor da emancipação, tornando-se Município de Jales. E surgiu um jornal ( A Comarca de Jales) para lutar pela criação da comarca, precocemente instalada apenas 12 anos após a fundação da vila.

Jales nasceu pelas mãos do homem que fundou o Diário da Região, de Rio Preto. Uma cidade surgida à luz de jornais, numa época de faroeste, onde só faltava a diligência, substituída pelas velhas jardineiras que traziam gente dentro e gente em cima, imagens que ainda vemos nos grotões da Ásia.

Pedro Nogueira, jovem médico eleito prefeito em 1953, vislumbra no rápido desenvolvimento da agricultura a certeza que Jales precisava ampliar seu quadro de professores, médicos, comerciantes, dentistas, advogados, engenheiros, enfim, melhorar o nível da conversa e da educação,sonhando uma cidade culta. Jamais esquecerei as palavras de Pedro Nogueira para uma criança de 9 anos, em 1955, ao encontrá-la com um o jornal Estadão nas mãos: Monteiro Lobato disse que “ uma nação se constrói com homens e livros “. Assim que entreguei o jornal a meu pai, perguntei o significado daquelas palavras e ouvi mais uma sentença sábia: continue lendo jornal diariamente e logo descobrirá a mensagem que o Pedro passou a você!

A década de 60 começa com a grande liderança jovem e moderna de Rollemberg, jovem advogado que também sempre carregava um jornal embaixo do braço, e o desaparecimento de Euplhy, fundador de jornais em Jales e Rio Preto. O grande intelectual de Jales, Edilio Ridolfo, funda a ZY R-237, Rádio Cultura de Jales, substituindo, com a qualidade da área jornalística da emissora, o espaço ocupado pelos jornais nos primeiros vinte anos de Jales.

Embora com várias lideranças políticas e culturais modernas e progressistas, o espírito predominante continuou o chapéu atolado na cabeça, com os atravessadores do café e a nascente pecuária, depois oligarquia do boi, dominando o cenário da cidade. Pobre Jales!

Em 1968, Edson de Freitas, leitor apaixonado de jornais, derrota o atraso e sinaliza novas direções, mas seu MDB não teve estratégias , nem imprensa, para evitar a nefasta volta da Arena com dinheiro no bolso e chicote na mão.

De jornal em jornal, de cabeças modernas e também de gente atrasada, Jales foi vivendo. Hoje, Jales é o Jornal de Jales. Os partidos políticos são coadjuvantes, incapazes de um projeto que mobilize a cidade. Tudo começa no Jornal de Jales, passa pelo Jornal de Jales e acaba logo se o Jornal não puser a mão.

A cidade comemora 40 anos do Jornal de Jales e trinta anos nas mãos do Deonel, quando uma gestão rigorosamente profissional é implantada, colocando o jornal na vanguarda de idéias e uma declaração permanente de amor a Jales.

O Jornal de Jales optou pelo bairrismo radical, sem mergulhar no poço profundo do provincianismo. Ser bairrista é promover o batente de sua porta, mas sustentado na idéia universal de procurar conhecer os batentes do mundo.

Deonel venceu em Jales no primeiro e segundo tempo do jogo. Rasgou a voz no rádio assim que a partida começou. Numa época que radialista tinha aquele vozeirão de barítono pela manhã, mas nem sempre portador de preparo cultural para a função, Deonel introduz no rádio, através de sua inteligência exuberante, o melhor jornalismo falado que a cidade conheceu.

Como todo intelectual, Deonel começou cedo. Em Olimpia, sua terra natal, pouco antes de chegar a Jales, envolveu-se com os Orientadores Sociais do SESC que visitaram a cidade, promovendo, através da Unidade Móvel de Orientação Social (Unimos) atividades culturais, sociais, esportivas, em conjunto, revelando-se, segundo depoimento de Carlito Ferraz, um dos maiores animadores culturais encontrados no Estado de São Paulo. Outro Orientador Social da equipe, Danilo, é hoje o Diretor Geral do SESC no Estado de São Paulo e várias vezes cita Deonel como pessoa inesquecível no trabalho realizado em Olimpia.

Então surge a década de 80 e o Jornal de Jales veste nova roupagem e começa fabricar idéias em favor do desenvolvimento de Jales, em defesa da ética e da cidadania, enfiando o nariz em todas manifestações culturais da cidade, sempre a favor do talento e dos excluídos, sem concessões às elites atrasadas.

Nas mãos de Deonel, o JJ desenvolve a difícil arte de sobrevivência, pisando em cristais, equilibrando-se numa corda bamba. Todo mundo que passou por jornal sabe que exercer a profissão de jornalista é a difícil arte de engolir sapos. Numa cidade do porte de Jales, onde as relações pessoais são mais próximas, Deonel conseguiu engolir o sapo como aperitivo e depois, cobras, lagartos e jacarés na refeição principal. E hoje exibe o sorriso de Monalisa em sua vitória definitiva.

Conseguiu rechear as páginas do JJ com o melhor talento de pratas da casa. Não precisou, como acontece com vários jornais do Brasil, pedir socorro a articulistas que nada tem a ver com a cidade. Também não precisou buscar Professor Pasquale. Alcides Silva, maior filólogo do Brasil, abastece, através do JJ, todos cérebros que buscam entender a complicada língua portuguesa.

O JJ revelou o monumental Fábio Fiorani, filho do Raul e neto do Moreno, personagens exemplares na história de Jales. Fábio é a maior prova que humor se escreve com alegria, desmentindo todos articulistas de humor que escrevem com raiva. É impossível fazer humor se viver de mal com a vida.

Ayne Regina, melhor texto produzido pelo JJ, foi elogiada por nada menos que Hilda Jobim(prima do eterno Tom Jobim), minha vizinha por vinte anos e professora de Redação nos melhores cursos do Brasil. Aliás, também devo a Ayne um elogio, guardado desde os primeiros textos. As redações de Ayne, porque qualquer artigo ou reportagem é sempre uma redação, tem começo, meio e fim. Escrever com introdução, desenvolvimento e conclusão é o máximo da genialidade. Ayne é assim!


De repente, explodiu no JJ uma jovem que conhecia pelas colunas sociais. Enveredou escrever o cotidiano das emoções e deu certo. Hoje, Luiza Elizabeth é uma articulista respeitada e procurada pelos leitores. Confesso que seus artigos não devem nada a grandes artigos de meus colegas psicanalistas. Não utiliza os ganchos acadêmicos, mas agrada e convence na simplicidade de seu texto. É impossível, hoje, abrir o JJ e não procurar logo a Luiza Elizabeth, sempre manifestando uma declaração desesperada de amor à vida. Ainda não tive o prazer de conhecê-la pessoalmente, mas tenho a honra de ser seu leitor assíduo.

Marco Poletto anda sumido, mas foi revelado, para sempre, pelo JJ. Como é meu sobrinho, sou suspeito para elogiá-lo, mas devo confessar que ninguém escreve como ele nessa cidade.

O Contexto, maior invenção do Deonel foi muito elogiado por Ana Tavares, quando trabalhava na Folha de S. Paulo e posteriormente no escritório de FHC, quando dividimos sala com José Aparecido, já falecido, outro leitor apaixonado do JJ na década de 80.

O editorial do JJ “Maníacos do Civismo”, referindo-se a Caminhada 9 de Julho, em 2007, foi parar nas mãos dos Mesquita, recebendo elogios e servindo de incentivo para o Estadão continuar na luta pela defesa eterna de nossa Revolução Constitucionalista.

O Jornal de Jales é hoje o maior partido de Jales. Bendita a cidade que tem jornais e gostaria também de saudar os heróis Roberto Carvalho e Franlei Machado, diretores de jornais que fazem, assim como Deonel, a melhor história de nossa cidade.



Roberto Gonçalves
(jalesense radicado em São José dos Campos /cientista político)
http://www.jornaldejales.com.br/?require=noticias&codigonoticia=174&codigocaderno=14

Sala Aberta - Do espanto à ação

Este texto foi publicado na primeira terça-feira de outubro, dia 4. Soube recentemente que foi lido durante encontro de educadores da paz, em Araçatuba. Uma colega professora, Maria Amélia, também o selecionou para trabalhar com alunos. Espero mesmo estar ajudando com as minhas reflexões/ações.


O que faz um menino de 10 anos levar uma arma para a escola, atirar em uma professora enquanto ela estava de costas e, depois, apertar o gatilho contra a própria cabeça? Filho de uma família estruturada, baterista no grupo da igreja, estudante de boas notas, sem histórico de problemas, como explicar suas ações?


VIOLÊNCIA
O que faz um aluno de 14 anos socar sua professora de 54 depois que ela retirou seu celular após pedir que ele desligasse o aparelho por três vezes porque a música alta atrapalhava a aula?

TERROR
O que faz um jovem se armar até os dentes e descarregar seu desequilíbrio emocional na escola onde estudou, matando muitos estudantes inocentes que não tiveram nenhuma chance de defesa?

MEDO
O que faz uma mãe espancar - quase até a morte - a professora da sua filha? Ou um pai ameaçar outra educadora dizendo que ele era 'o policial que ensinava os outros a matar'? Casos hipotéticos? Não, notícias de jornais colhidas nas páginas dos diários e situações enfrentadas cotidianamente por quem não é remunerado dignamente e enfrenta obstáculos que vão desde a própria formação até a carga excessiva de trabalho.

NÚMEROS DA DOR
Segundo a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo), só nas escolas paulistas já foram registrados mais de 300 casos de agressão neste semestre pelo Observatório da Violência da entidade. O número é 40% maior do que no semestre passado.

ÓDIO VIRTUAL
E quando a agressão não é física, ainda é preciso enfrentar o ódio nas redes sociais. O que faz estudantes criarem comunidades para expressarem tanta inimizade contra seus professores? Só para se ter uma ideia, quem digitar "eu odeio meu professor" no Orkut vai encontrar nada menos do que 288 comunidades onde jovens contam ter vontade de jogar bombas no carro dos professores ou relatam atos que já cometeram, como jogar rojão no carro do professor, riscar o carro, rasgar pneus dos veículos e até pichá-los com palavrões, entre uma série de outras delinquências.

COVARDIA
E então a cena choca os olhos. Professores em greve por melhores condições de trabalho e vida são violentamente espancados no Nordeste. Agarrados pelos cabelos, socados até o chão, chutados sem dó, estapeados enquanto sangram, tudo mais parece filme de horror. E então as conexões começam a ser feitas.

DESCASO
Um governo - seja municipal, estadual ou federal - que não valoriza os professores que tem abre brechas para que pais e alunos também se sintam no direito de agredir os educadores, muitas vezes verbalmente e, vezes demais, fisicamente.

ERRO ABSURDO
Na contramão do mundo, o Brasil, em todas as suas esferas, insiste em maquiar resultados com aprovações automáticas, diminuir o número de aulas de disciplinas como português e matemática nas quais, atestadamente, os brasileiros não vão bem, sem falar de outras barbaridades que só alimentam as pesquisas na conquista de fundos internacionais.

MODELOS
China, Japão, Europa. Os melhores índices de educação do mundo estão em lugares que apostaram na escola em tempo integral, onde, além do currículo oficial, crianças e jovens podem se preparar para a vida, seja pessoalmente ou profissionalmente. O MEC tem programa semelhante, mas o número de escolas e estudantes atendidos ainda é insignificante para a revolução que precisa ser feita neste País.

VOCAÇÃO
Enquanto isso, os mesmos educadores que recebem tiros, socos e pontapés continuam fazendo horas-extras nas escolas em ações que ultrapassam o ensino tradicional e beiram como a 'salvação' do mundo. Investem tempo e talento na formação de corais, nas salas de leitura, nos programas de jornal e educação, entre outros .

RECONHECIMENTO
Já passou da hora de a sociedade reconhecer estes esforços. Já passou da hora de as autoridades protegerem os professores. Já passou da hora de familiares e estudantes entenderem que só há uma saída para mudar a vida para melhor: a educação, da qual os professores são as personagens principais.

Ayne Regina Gonçalves Salviano é jornalista e professora. Mestre em Comunicação e Semiótica e Especialista em Metodologia Didática do Ensino Superior. Leciona na rede particular de Araçatuba no ensino médio, graduação e pós. Coordena o Programa Ler para Crescer da Folha da Região. Publicado em 04 de outubro de 2011.

Sala Aberta - O que te move?

Dia de Nossa Senhora, da Criança e da Leitura. São três os motivos para celebrar amanhã. E é incrível como os três homenageados têm algo em comum. Se lembrarmos da campanha do Instituto Ecofuturo, de que a leitura é algo que vem de berço, a figura da mãe é parte essencial neste processo na busca do sucesso das crianças. 12 de outubro deve ser entendida, então, como a data da esperança da construção de um mundo melhor pela leitura, que traz conhecimento e cidadania. Vamos comemorar!


AO MESTRE, COM CARINHO
No sábado, dia 15, é a vez de dar parabéns aos professores. Parabéns?

VIOLENTADOS
Na semana passada, escrevi neste espaço sobre educadores que vêm sendo cada vez mais agredidos pelos alunos, pais e pela sociedade, com os governos (municipal, estadual e federal) incluídos. Casos assustadores noticiados periodicamente pelos veículos de comunicação do País.

DESAFIO
Esta semana, minha ideia era outra. Usaria a coluna para dar voz aos educadores, especialmente os que estão comigo todas as quartas-feiras na Diretoria de Ensino no curso de formação continuada do Ler para Crescer. Fiz a elas a pergunta reproduzida no título acima tentando descobrir o que faz os educadores suportarem insultos, brigas, surras e tiros, e continuarem nas salas de aula. O combinado era que elas enviariam as respostas por e-mail e eu as reproduziria aqui, com todos os créditos. Mas não obtive resposta. Acredito que essas educadoras ainda estão tentando se responder porque permanecessem na Educação. Sinal vermelho de alerta para toda a sociedade.

RESULTADO
O Ler para Crescer divulgará nessa página, na semana que vem, dia 18, o resultado final do concurso “Meu Mundo Melhor”, promovido pela Folha da Região. O resultado superou as expectativas. Foram 11 escolas inscritas e 20 projetos, todos encaminhados para a comissão julgadora formada por representantes das empresas parceiras do programa.

CONCURSO
Atenção professores: Ainda dá tempo de participar do concurso do suplemento infantojuvenil “Nossa Vez!”. Veja o regulamento em: http://lerparacrescer.folhadaregiao.com.br/2011/10/sabia-mais-informacao-sobre-o-novo.html

Ayne Regina Gonçalves Salviano é jornalista e professora. É mestre em Comunicação e Semiótica, especialista em metodologia didática e atua na rede particular de ensino de Araçatuba no ensino médio, graduação, pós-graduação e educação à distância. Coordena o Programa Ler para Crescer da Folha da Região. ayne.salviano@folhadaregiao.com.br. Publicada em 11 de outubro de 2011.

Sala Aberta - Incentivo Extra

Termina na próxima sexta-feira o prazo para que as escolas ligadas à Diretoria de Ensino de Araçatuba enviem os trabalhos para o concurso cultural “Sustentabilidade ao Alcance de Todos”. Trata-se de mais uma iniciativa louvável para estimular a leitura e a produção de textos.


PARTICIPAÇÃO
Entre os objetivos desta ação estão conscientizar os estudantes sobre a importância do assunto, disseminar conhecimento para a comunidade, mas especialmente desenvolver atitudes ambientais corretas que melhorem a vida de todos.

MÚLTIPLO
Como não poderia deixar de ser, o concurso tem caráter multidisciplinar, com incursões nas áreas de artes, literatura e, acreditem, jornalismo! Sim, os estudantes foram instigados a produzir reportagens para o blog da diretoria de ensino.

CARONA
Quando a educadora Edilene Bachega Rodrigues de Viveiros, da DE, abordou o assunto durante os encontros de formação continuada que o Ler para Crescer está promovendo em parceria com a Diretoria, todas as quartas-feiras desde agosto, não houve dúvidas: o programa também está disponibilizando seus espaços para a divulgação destes trabalhos.

LIVRO
Mas a iniciativa não para por aí. Os melhores desenhos, textos e reportagens selecionados pelas escolas e organizados pela DE serão publicados em livro, com lançamento já previsto em uma grande festa no dia 8 de dezembro, em local e horário ainda a serem definidos. O que se sabe é que o evento será grande, para professores, alunos, familiares e toda a sociedade.

PARABÉNS
Este tipo de iniciativa merece aplausos e todo apoio da comunidade escolar, do Ler para Crescer, mas principalmente de todos aqueles que entendem que a leitura é o caminho para o conhecimento, para a cidadania.

REFORÇO
Por mais ‘chavão’ que possa parecer, é sempre bom reforçar: um povo que não tem conhecimento é incapaz de construir uma sociedade melhor e mais justa.

Ayne Regina Gonçalves Salviano é jornalista e professora. Mestre em Comunicação e Semiótica e especialista em Metodologia Didática. Coordena o Programa Ler para Crescer da Folha da Região. Leciona na rede particular no ensino médio, graduação e pós-graduação. ayne.salviano@folhadaregiao.com.br. Publicada em 18/10/2011.

Sala Aberta - O Natal começa agora

Final de ano em escola é sempre muito corrido. Por mais clichê que possa parecer, os dias realmente “voam”. Tanto conteúdo para passar, atividades e provas por fazer, reuniões com a equipe pedagógica ou com os pais, uma infinidade de iniciativas para tomar.




DESAFIO
Que tal descontrair e relaxar motivando a meninada a se expressar por imagens sobre aquilo que gosta? A proposta é a criação de uma imagem, que pode ser um desenho, uma pintura, um recorte, uma colagem, isso mesmo, tudo bem colorido, com uma frase legal de motivação para a leitura. Simples, não?

QUER LIVROS?
Este é o concurso cultural que o suplemento infantojuvenil “Nossa Vez!” da Folha da Região está realizando. Podem participar escolas - públicas e particulares - do ensino fundamental com crianças até 12 anos. A atividade pode ser uma iniciativa particular ou multidisciplinar envolvendo os professores de português e arte, por exemplo.

CARTÕES ESPECIAIS
Nosso desejo é que estes desenhos sejam transformados em cartões que serão enviados no Natal por todos nós - inclusive pelas escolas e autores vencedores - e em outras datas comemorativas. Os criadores dos desenhos selecionados vão ganhar livros, muitos livros!

PARABÉNS
É importante frisar que o concurso de desenhos infantis com frase motivadora de leitura acontece em comemoração ao primeiro ano do “Nossa Vez!”, lançado em outubro de 2010 para ser o veículo de comunicação que dá voz às crianças e jovens.

Ayne Regina Gonçalves Salviano, jornalista e professora. Mestre em Comunicação e Semiótica. Especialista em Metodologia Didática. Professora no ensino médio, graduação e pós na rede particular de Araçatuba. Coordenadora do Programa Jornal e Educação Ler para Crescer da Folha da Região. ayne.salviano@folhadaregiao.com.br. Publicado em 25 de novembro de 2011.

Sala Aberta - Muito a aprender

Este mês, o Ler para Crescer será objeto de estudo em um evento científico para centenas de pessoas que será realizado pelo Centro Universitário Toledo de Araçatuba. No Enpex (Encontro de Pesquisa e Extensão), a jornalista e pós-graduanda Natali Garcelan abordará as possibilidades da educomunicação com o uso de jornais nas salas de aula. Seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) em Docência foi orientado por mim depois que essa profissional se encantou com a novidade que vem revolucionando as salas de aula do mundo e já se transformou em curso específico na USP (Universidade de São Paulo).




InfantilNo mesmo evento, eu apresentarei as possibilidades de utilização no jornal no processo de alfabetização. A proposta está baseada no trabalho que desenvolvemos com as educadoras do ensino infantil desde o ano passado. Com a capacidade e criatividade dessas profissionais, as páginas do jornal deixaram de ser apenas material para produção de brinquedos e artesanato, e se transformaram em conhecimento vivo, colorido, inesquecível.

Encontros
Essas experiências, aliás, têm sido motivadoras. Atualmente, o curso de formação continuada para professores do fundamental e médio acontece às quartas-feiras na Diretoria de Ensino. São minhas tardes favoritas, onde vivenciamos as experiências de ensinar e aprender. Nas próximas semanas trabalharemos os conceitos e práticas da hemeroteca e do fanzine, duas oportunidades de incentivar a leitura e a escrita de estudantes de todas as idades.

Nossa Vez!
Enquanto escrevo, continuam chegando os trabalhos para o concurso de desenho, recorte e/ou colagem em comemoração ao primeiro ano do suplemento infantojuvenil da Folha. Após o término das inscrições, os desenhos serão disponibilizados na internet para votação do público até meados de novembro, quando será divulgado o resultado. Os três desenhos mais votados darão livros para os seus autores e se transformarão em cartões postais para uso em ocasiões especiais. Participem da votação!

Ayne Regina Gonçalves Salviano, jornalista e professora. Mestre em Comunicação e Semiótica. Especialista em Metodologia Didática. Professora no ensino médio, graduação e pós na rede particular de Araçatuba. Coordenadora do Programa Jornal e Educação Ler para Crescer da Folha da Região. ayne.salviano@folhadaregiao.com.br. Publicada em 01 de novembro de 2011.

Sala Aberta - Vicentinópolis 2012

Convidada a participar de um encontro com educadores da Emef (Escola Municipal de Educação Fundamental) Maria José de Jesus Costa, em Vicentinópolis, estive naquele distrito de Santo Antônio do Aracanguá na segunda quinzena de outubro e me surpreendi desde a chegada quando reencontrei, na coordenação, uma ex-aluna do curso de Letras do Centro Universitário de Jales, Adriana Proni. Aluna excepcional, é claro que se transformou em uma coordenadora dinâmica que, com o apoio da direção e do corpo docente, quer sempre implantar melhorias na escola, entre elas o trabalho com o jornal na sala de aula.

Compromisso
As professoras me ouviram com atenção. É claro que algumas já têm experiências na área, outras estão realizando algumas atividades, mas a grande maioria ainda não sabe por onde começar. Para ajudá-las, ficou agendado um compromisso para o ano que vem. O Ler para Crescer vai capacitar os profissionais daquela escola durante o horário de estudo (HTPC) deles.

Expectativa
O que mais me chama a atenção nos encontros com os colegas professores é, primeiro, a desconfiança de uma metodologia alternativa, mas, depois, o brilho nos olhos com a esperança de que “pode dar certo”. Sim, pode dar certo!

Ayne Regina Gonçalves Salviano, jornalista e professora. Mestre em Comunicação e Semiótica. Especialista em Metodologia Didática. Professora no ensino médio, graduação e pós na rede particular de Araçatuba. Coordenadora do Programa Jornal e Educação Ler para Crescer da Folha da Região. ayne.salviano@folhadaregiao.com.br. Publicada em 08 de novembro de 2011.

Sala Aberta - Histórias para aquecer o coração

O Programa Ler para Crescer usa o jornal como recurso lúdico, didático e pedagógico em todo tipo de ambiente socioeducativo para estimular o gosto pela leitura, contribuir para a formação de cidadãos leitores conscientes e participativos; e estimular crianças, jovens e adultos a se posicionarem diante dos fatos da sociedade, de preferência produzindo conteúdos midiáticos, fotografias, textos e filmagens que poderão ser reproduzidos em veículos de comunicação.




Esse ideal já vem se tornando uma realidade em muitas escolas, públicas e particulares, de Araçatuba e região, que educam de crianças a adultos. É claro que as experiências são singulares e nos emocionam - e motivam - diariamente, como retratamos nesta página semanalmente. Mas uma, em especial, está provando que unindo educação e comunicação, estamos no caminho certo.

Fundação Casa
Recebemos recentemente a visita de um grupo de jovens da Fundação Casa. Os profissionais que trabalham com eles queriam que conhecessem as possibilidades de leitura e expressão (porque eles queriam fazer um jornal), mas especialmente que vislumbrassem possibilidades de trabalho dentro de uma empresa de comunicação.

O grupo teve a mesma visita técnica de todos que desejam conhecer uma empresa de comunicação, mas com uma atenção especial dos profissionais que atuam na Folha da Região há muitos anos e, na empresa, galgaram postos pelo trabalho competente que desempenham. Os exemplos de Francisco Trajano, Anselmo César do Nascimento e Carlos Alberto Tilim, entre outros, provaram que há oportunidades para quem quer crescer profissionalmente.

Ápice

Como coordenadora do Ler para Crescer, posso dizer que o melhor momento da visita foi quando os jovens comentaram sobre os veículos de comunicação, expuseram seus pontos de vista sobre as matérias divulgadas, mas especialmente deram sugestões para melhorar as publicações.

Soube esta semana que o jornal da Fundação Casa ficou pronto. Vou recebê-lo em breve. E vocês, leitores, também o conhecerão porque estamos preparando uma matéria especial sobre esta experiência que, esperamos, motive outros educadores que buscam, também, a paz.

Ayne Regina Gonçalves Salviano, jornalista e professora. Mestre em Comunicação e Semiótica. Especialista em Metodologia Didática. Professora no ensino médio, graduação e pós na rede particular de Araçatuba. Coordenadora do Programa Jornal e Educação Ler para Crescer da Folha da Região. ayne.salviano@folhadaregiao.com.br. Publicada em 15 de novembro de 2011.

Sala Aberta - Coisa de Cinema

Sala Aberta é o nome da minha coluna publicada todas as terças-feiras no jornal Folha da Região. Ela pretende ser um espaço de discussão sobre educação, comunicação e cidadania, as três palavras que dirigem meu trabalho no Programa Jornal e Educação Ler para Crescer. Quero compartilhar minhas experiências e ideias no Mundo dos Jornalistas também, afinal é meu trabalho como jornalista que me permite praticar a educomunicação.


Seria mais uma manhã de trabalho, mais um e-mail entre dezenas. Seria...O pedido da equipe do Sesi-349 era simples: queriam a presença do Ler para Crescer para registrar um mural com homenagens feito pelos alunos para uma entrevistada da Folha da Região. Um pouco mais de conversa e foi impossível não perceber a importância do trabalho da professora Janete de Lima Carvalho.


Carinho
As crianças, em fase de alfabetização, tinham se encantado com a história de uma senhora que aprendeu a ler e a escrever perto dos 80 anos contada pela repórter Monique Bueno. Como alguém poderia viver tanto tempo sem entender as palavras escritas? Justamente porque compreenderam a vida difícil enfrentada por Dona Maria e valorizaram todo o esforço que ela fez para vencer esta barreira é que as crianças tinham escrito mensagens positivas a ela.

Leitura e cidadania

Enquanto, pelo telefone e por e-mail, eu ‘conversava’ com as educadoras do Sesi, a lembrança do filme “Escritores da Liberdade” (Freedom Writers, EUA, 2007) foi instantânea. Nele, uma professora conquista toda uma sala de aula com várias atividades de incentivo à leitura e à cidadania. A obra foi baseada em fatos reais. Um dos momentos mais emocionantes é quando a turma consegue encontrar uma personagem de um dos livros que leu (‘O diário de Anne Frank’). O mesmo poderia se repetir em Araçatuba, pensei.

Identidade

Ainda no filme, os alunos - adolescentes criados em ambientes muito violentos e sem expectativas - ganham voz própria e contando suas próprias histórias e ouvindo as dos outros, descobrem o poder da tolerância e os rumos de como mudar seu mundo, para melhor. Guardadas as devidas proporções, no Sesi 349 a vontade é que também as crianças aprendam a ter identidade própria, a se expressar, a mudar o mundo para melhor. E o encontro com Dona Maria propiciou todos esses bons sentimentos e fortaleceu os ideais de uma escola onde a formação integral do ser humano passa pelo modelo de educação que entende a importância dos veículos de comunicação na vida das pessoas.

Parabéns
Para toda a equipe do Sesi-349. É um prazer e um orgulho poder ajudá-los em iniciativas como esta.

Ayne Regina Gonçalves Salviano, jornalista e professora. Mestre em Comunicação e Semiótica. Especialista em Metodologia Didática. Professora no ensino médio, graduação e pós na rede particular de Araçatuba. Coordenadora do Programa Jornal e Educação Ler para Crescer da Folha da Região. ayne.salviano@folhadaregiao.com.br . Publicada em 22 de novembro de 2011.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Modelo de editorial - Melhorar o Enem

Colaboração de Gabriela Mazzo - 6o. semestre
Fonte: Folha da S.Paulo
O Ministério da Educação tem o dever de organizar melhor as provas e aplicar os testes mais vezes por ano, como ocorre nos Estados Unidos.
Em 2009, o Enem foi prejudicado por uma tentativa de fraude. Em 2010, falhas na montagem das folhas de resposta afetaram milhares de estudantes, que tiveram de refazer o exame. Neste ano, com os testes marcados para o próximo fim de semana, já há notícias de que ao menos centenas de candidatos receberam cartões de confirmação com local da prova errado.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

“Escondido é mais gostoso”

Por Marina Migliorucci

Não sou tão velha assim, tenho 19 anos. Meus pais nunca me influenciaram a beber. Ao contrário de muitos outros que infelizmente seguem a filosofia “é melhor beber na minha frente do que nas costas”. Meus avôs eram alcoólatras e meus pais sempre fizeram questão de reforçar essa parte da história da minha família com medo de que se eu começasse a beber cedo acabasse seguindo o mau exemplo dos meus avôs.

Artigo: A corrupção na mesa do brasileiro

A história do Brasil é marcada desde o seu descobrimento pela constante corrupção e indefinição do que é público e privado.

O mercado da droga e o domínio sobre o jovem

Por Bruna Bertolino
O uso de substâncias alucinógenas e entorpecentes se torna ato cada vez mais comum entre jovens da sociedade brasileira. Esse mal que tem consumido as pessoas parece se tornar invisível para a maior parte da sociedade, que ignora o problema e acaba o sustentando.

Artigo: Lar doce lar?


Por Rony Menezes

Quando se pronuncia a palavra “lar” geralmente as pessoas imaginam uma casa familiar alegre, com paz e amor. Porém, na maioria das famílias brasileiras isto geralmente não acontece.

Artigo: Mídia X Moda

Por Letícia Mazarini
É possível descobrir muita coisa a respeito de uma pessoa apenas pelo modo que ela se veste, podemos ver quem ela é, o estilo de vida que leva, o que quer mostrar com a forma de se vestir, o que ela pensa, seus conceitos, e seu gosto.
Mas será que é realmente isso ou será que nos vestimos assim porque é o que a sociedade considera correto?

Artigo: A batalha vital da violência contra mulher

Por Amanda Monzani

Reduzir os índices de violência contra mulher no Brasil não se esquecendo de outros abusos contra a sociedade, como assaltos e roubos, diminuiria o problema do país. E como seria justo se o agressor pudesse custear de maneira absoluta todos os males provocados, não apenas pagando os merecidos trinta anos de prisão, que em geral nunca são totalmente cumpridos, mas também custeando todos os atos necessários para que a companheira tenha a vida reestruturada, como cirurgias corretoras e tratamentos psicológicos. Casos que exemplificam tais situações deploráveis não faltam. Que o digam as Eloás e Sandras Gomides, vítimas fatais de violência doméstica.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Artigo: Internet: Problema e Solução

Por Maiara Bombi

Livros, seminários, almanaques entre outros materiais servem como apoio nos estudos. Mas, após a chegada da Internet, a vida de muitas pessoas mudou. A demora na biblioteca, por exemplo, é algo difícil de acontecer já que a web fornece infinidades de informações.

artigo: A acomodação efetiva

Por Fernanda Souza

Em pouco tempo de atuação na área pública, percebo que cada vez em maior proporção, o que trava as políticas públicas não são somente os interesses de seu governante, mas a preguiça da classe funcional efetiva. Os funcionários que por processo seletivo se efetivaram em determinados cargos e com a garantia de que ‘não podem ser exonerados’ atrasam ou bloqueiam os trabalhos por mera acomodação.

Artigo: O (des)interesse cultural em Araçatuba

Por Ana Paula de Araripe Souza


Se tem disponível, por que não usufruir? É o questionamento que deveríamos fazer sempre que encontrássemos eventos culturais parcialmente vazios. Ao contrário da maioria das cidades do país, Araçatuba recebe um número acima da média de atrações que promovem a reflexão e a educação. A população, no entanto, não aproveita as oportunidades, mesmo sendo gratuitas.

Artigo: Amor maternal

Por Gabriela Mazzo

Amor, um sentimento complicado, essa é a palavra exata para definir algo que está lado a lado com você, seja em sua vida pessoal, particular, ou até mesmo no trabalho.
Quando se fala nessa palavra, logo vem na cabeça a relação entre um homem e uma mulher. Mas não é isso que vai ser discutido nesse artigo. O artigo vai mostrar esse sentimento tão inexplicável entre uma mãe e um filho.

Artigos: Os discos que (não) vendem mais.

Por Leonardo Moreno

O que se ouve por ai? Não, não estou falando de fofoca, faxina no governo, conflitos no Oriente Médio, taxa de juros ou crise internacional.
O que violenta nossos ouvidos é um tal de sertanejo universitário, que, na prática, não é sertanejo e tão pouco universitário. Há quem explique que é este seu público e assim tente justificar o termo, mas este gênero ultrapassa as paredes dos botecos próximos aos campus, das repúblicas e boates burguesas. O ritmo domina a programação das rádios, que não têm os universitários como público alvo, mas uma classe C e D que ainda é minoria no ensino superior.

Artigo: Clientelismo do Poder

Por Beatriz Aparecida Alves Bugiga do Nascimento

O Brasil é um país de relações personalistas e o poder do indivíduo é de forma pessoal. Não existe definição de onde começa o público e termina o privado. Na realidade, o que prevalece é a cultura do favor entre o governo e as oligarquias.

Sala Aberta

Por Ayne Salviano


Os filósofos segregaram os sofistas por venderem conhecimento. Não levaram em conta que eles ajudaram a disseminar o saber e, desta forma, oportunizaram a melhoria das condições de vida de milhões de pessoas das gerações futuras.

INDÚSTRIA CULTURAL

Quando autores renomados de literatura mundial passaram a publicar suas obras em capítulos nos jornais, lá pelo século 19, sofreram críticas severas porque estariam banalizando a arte de escrever. Naquela época, publicar livros era algo muito difícil e poucos conseguiam, por isso encontraram novos meios. Os críticos não entenderam que foi neste momento que a cultura ficou acessível para uma maior camada da população, que pôde descobrir os romances, contos, poesia. Hoje, ninguém em sã consciência defenderia que a cultura deve ser para poucos privilegiados.

MASSIFICAÇÃO

Quando a notícia tornou-se um produto à venda e os veículos de comunicação tornaram-se ‘de massa’, houve quem também estrilasse. Pouca gente entendeu, naquele momento, que apesar das indústrias da comunicação, a disseminação da informação é capaz de gerar conhecimento, senso crítico e cidadania, basta capacitar o público para ser o quinto poder, aquele que governa Executivo, Legislativo, Judiciário e imprensa.

JORNAL E EDUCAÇÃO

Quando a ANJ (Associação Nacional de Jornais) lançou, em 1992, o PJE (Programa Jornal e Educação) houve quem pensasse pequeno e acreditasse que tratava-se apenas de uma estratégia de marketing para atrair leitores para que eles não abandonassem a leitura do jornal de papel, já que a internet crescia com seus sites e blogs. Não perceberam que ao introduzir esta nova ferramenta na escola, capacitando professores e dando voz aos alunos, a entidade estava ajudando uma área carente que se rebate diariamente em modelos que não têm mais atraído a atenção dos estudantes, que não aceitam mais o ‘cuspe e o giz’, mas principalmente a imobilidade.

FOLHA NA SALA

Entretanto, quando a Folha da Região lançou seu braço social no projeto educacional Folha da Região na Sala de Aula, em 1994, muitos foram os apoiadores da ideia, que por anos trabalharam com a saudosa professora Lúcia Maria Piantino. Educadores e empresas, em número crescente desde então, conseguem enxergar no trabalho um apoio para os profissionais na sala de aula. E não importa que os estudantes estejam no ensino infantil ou no superior, há atividades e incentivo para todos.

LER PARA CRESCER

Em agosto, o agora Ler para Crescer levou a experiência do trabalho com os educadores de Araçatuba e região para o Encontro Nacional de Coordenadores dos Programas de Jornal e Educação da ANJ, ocorrido em Salvador e já citado neste espaço. A minha apresentação para representantes de todas as regiões do país foi muito aplaudida, em especial o trabalho desenvolvido com crianças da educação infantil, que ainda não sabem ler, mas já fazem trabalhos com jornais (e não se trata de artesanato!). As escolas ligadas à Secretaria Municipal de Educação e algumas particulares realizam atividades maravilhosas de contação de histórias, teatro, textos orais, entre outros, a partir das páginas da Folha e do Nossa Vez!. Muitos destes profissionais já compartilharam suas experiências e aprenderam outras nos cursos gratuitos de formação continuada para professores do programa que acontecem desde o ano passado.

DOCUMENTADO

Todo trabalho do Ler para Crescer é documentado, com imagens e palavras. Os encontros com educadores têm justificativa, objetivos, metodologia e atividades. Os cursos são certificados. Em Araçatuba, a Diretoria de Ensino cuidou para que a própria Secretaria do Estado certifique seus professores que estão em aulas, desde o início do segundo semestre, todas as quartas-feiras. Encontros muito prazerosos, diga-se de passagem.

PERSPECTIVA

Todas as ações, orientadas pela ANJ, são tão sérias que os PJEs do País estão mais próximos do MEC e que ninguém se admire se houver parceria formal, em nível nacional, para capacitar professores.

CONSTRUÇÃO

Apesar de todas as conquistas, nosso trabalho está permanentemente em construção. Sempre há o que aprender, sempre há o que melhorar. E todas as ideias são bem-vindas, de educadores, estudantes e da sociedade como um todo. Fica então o convite para todos os educadores: participem das atividades e, depois sim, podem comentar. O contrário é (pre)conceito tão inválido quanto ideias simplistas do passado.






Modelo de assessoria de imprensa

Reconhecimento


Jornalistas premiam assessoria de imprensa da PUC-SP

Profissionais de todo o Brasil escolhem equipe da Universidade como a mais eficiente na área

O Núcleo de Jornalismo e Assessoria de Imprensa (Divisão de Comunicação Institucional, DCI) foi apontado como a melhor assessoria de imprensa do Brasil na área de Educação. O reconhecimento foi dado à PUC-SP e sua equipe de jornalistas pelos profissionais da imprensa que participaram da pesquisa As Empresas que Melhor se Comunicam com Jornalistas.

Cobertura de guerra: prêmio ou castigo?

Por Marina Migliorucci

Durante a Semana Estado de Jornalismo, que aconteceu entre os dias 21 e 23 de setembro, tivemos várias palestras sobre Redes Sociais. Cada dia era um tema. Quando o tema foi "Gerenciamento de Crises" ouvimos Mauro Lopes, da MVL Comunicação e um dos organizadores/idealizadores da primeira Semana Estado, falar sobre a crise da Gol quando o avião caiu, a palestra foi simplesmente fantástica.
E sobre "Como prever crises em Redes Sociais" assistimos palestra com Manoel Fernandes da Bites.com, uma empresa que faz planejamento estratégico para as redes. Mas, na minha opinião,  mais chocante e a que prendeu atenção de todos não falou sobre redes sociais, aliás pelo jeito Adriana Carranca, repórter especial do Estadão, nem tem muito tempo para isso. Ela foi correspondente internacional em diversos lugares e as crises que ela comentou foram sobre países que enfrentam sérios problemas como Haiti, Irã, Iraque, Afegãnistão, Palestina, etc e etc.
No final da palestra tivemos a oportunidade de conversar mais com ela, foi ai que eu lembrei de uma aula de Técnicas de Redação: Jornalismo Informativo, cobrir guerras e terremotos é prêmio ou é castigo. Eu vi que tinha a oportunidade de perguntar isso para uma pessoa que viveu na pele emoções que com certeza jamais serão esquecidas. Perguntei. Com um sorriso doce e depois com uma risadinha agradável ela respondeu: É vontade. É preciso ter vontade para estar nesses lugares, senão fica dificil conseguir ficar lá durante toda a crise.

Sempre tive dúvidas sobre isso, se seria prêmio ou castigo. Porque eu sou muito medrosa, sempre tentei me imaginar.. mas só me imaginava chorando no Iraque com medo de bombas. Mas hoje, pensando bem.. acho que a Adriana tem razão, é preciso vontade e força. E quando você estiver lá, com toda vontade do mundo, você vai descobrir que foi um prêmio. Que você viveu experiências incríveis. Talvez, em situações como essa não valha a pena encarar como castigo. Pode ser bem pior.

Jornalista é fonte?

Texto de Marina Migliorucci:

Lá vou eu mais uma vez atormentar a querida professora que está em repouso. Mas não resisti, esse post realmente mexeu comigo. Sabe porque? Nós da Toledo temos mania de entrevistar jornalista. Aliás, não só os pobres estudantes de jornalismo, mas os profissionais formados também. E fiquei pensando: Será que isso é mania de Araçatuba?
Bom, a prova viva de que jornalistas para nós são fontes está no nosso Telejornal Universitário, tanto 15 Minutos quanto o Central Toledo. Sempre recorremos uns aos outros para dar entrevista. É claro que depende do assunto, se o jornalista for escritor de um livro e estiver falando do lançamento, ou algo do tipo, ou se ele for especialista em algo, mas sempre vai existir alguém mais especialista no assunto que o jornalista, não é?
Foi ai que eu cai naquela história: não tem que entrevistar amigo ou conhecido. Poxa, assim é facil de achar fonte! E voltei para aquela, jornalista não é fonte, acho que precisamos tirar isso da nossa cabeça imediatamente. Enfim, estou confusa, mas você me entendeu?

Texto do post que inspirou a Marina:

Jornalista que entrevista jornalista


Posted on setembro 22, 2011 / by alecduarte

Ainda ontem falei sobre uma categoria de jornalista, aquele que não gosta de notícia, e acabei me lembrando de outra tão ruim quanto: o jornalista que entrevista jornalista.
De novo, tenho de citar o exemplo o esporte e as criativas intervenções travestidas de apuração exclusiva de um mesmo veículo que, em seu momento, coloca o jogador Neymar em clubes distintos.
Repare como surgem nomes de outros repórteres no meio de um dos textos, evidenciando que a “apuração”, na verdade, não passa de fofoca não fundamentada.
Ora, se a matéria-prima principal do jornalismo é a informação exclusiva, me diga você o que uma conversa com um jornalista irá acrescentar do ponto de vista do que já foi publicado. Pois é, nada.
Esqueça que existe gente como você. Jornalista não é fonte.

Minha intervenção:
Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar. Por princípio, não gosto de colegas que entrevistam colegas ou parentes e amigos de colegas, do tipo - me ajuda com uma fonte fácil. Parto do princípio que desta maneira fazemos um movimento autofágico. Mas há exceções, quando um jornalista torna-se membro de uma acdemia de letras, quando um jornalista é personagem (como os colegas que sobreviveram a sequestros), aí não há como evitar, ele é protagonista, independentemente de ser jornalista. O que acham, colegas?

Secomt - Imperdível!

Anualmente,o curso de jornalismo do Centro Universitário Toledo de Araçatuba realiza sua semana de comunicação. A programação tem melhorado ano após ano. A de 2011 está imperdível. Programe-se e compareça!

11ª Secomt – Semana de Comunicação Toledo


Quando: 3 a 7 de outubro (de segunda a sexta-feira) às 19h30.
Onde: Núcleo de Prática Jurídica (prédio 1)
Tema deste ano: “Diversidade constrói formação”
Pastas: no primeiro dia do evento, todos os alunos vão receber pastas personalizadas (contendo bloco de anotações, caneta e folheto com a programação).

Programação:

3/10 – 2ª feira
Reportagem e diversidade cultural
André Julião
(jornalista da revista Isto É e colaborador da National Geographic e Rolling Stone)

4/10 – 3ª feira
Direito e jornalismo: interesse público, liberdade e libertinagem de imprensa
Ricardo Muniz (professor da Cásper Líbero e editor de mídias científicas da Unicamp; foi repórter de economia da Exame.com, subeditor do jornal O Estado de S. Paulo e editor no portal G1)

5/10 – 4ª feira
TV Web: a revolução na internet
Marcelo Dias (apresentador do programa Notícias do Campo do SBT Interior; foi consultor de TV Web da
Editora Abril, onde realizou trabalho de consultoria de conteúdo e linguagem para as TVs das revistas Veja, Contigo e outras; é pós-graduado em Comunicação Midiática pela Cásper Líbero e tem passagens pela Band)

6/10 – 5ª feira “Assessoria de Imprensa no Bope” Capitão Marlisa Neves
(chefe da seção de comunicação social do Bope - Batalhão de Operações Policiais Especiais - da Polícia Militar do Rio de Janeiro; formada em Jornalismo e em Rádio e TV pela UFRJ, possui especializações na área de segurança e preparação do Bope)

7/10 – 6ª feira
“Radiojornalismo: dinamismo e credibilidade online com o ouvinte” Luciana Freitas (chefe de redação da Rádio Estadão ESPN, acumula 17 anos de experiência em rádio)

Formato da programação: as palestras começam às 19h30. Os palestrantes foram orientados a falarem por um hora. Depois, abriremos para pergunta. Não haverá intervalo (por isso, vamos começar às 19h30).

Provavelmente o evento acabe por volta de 21h20. Depois, é possível conversar com os palestrantes e
tirar fotos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Da euforia à depressão - A bipolaridade e os relacionamentos sociais

Por Barbara Nascimento

Em um mundo globalizado, em que informações são trocadas instantaneamente, a hiperatividade se torna um elemento essencial para a sobrevivência em uma sociedade tão eufórica e dinâmica. Contudo, assim como a economia, a política e o esporte oscilam entre altas e baixas, o ser humano também acompanha esse ciclo. É justamente na alternância constante desses sentimentos que pode ser detectada a bipolaridade.

Corrupção: Um mal necessário ou um câncer a se combater? - Por Caio Carvalho

O fim da corrupção no Brasil será possível se, primeiramente, houver mudanças no modo de agir das pessoas. No período eleitoral, são os eleitores que alimentam essa prática inadmissível. Embora seja difícil a denúncia, a compra de votos é “normal” para muitos. É um câncer que precisa ser combatido, mas, por outro lado, é um mal necessário. O jogo de camisas e a prótese dentária só são possíveis para alguns eleitores mais carentes por meio da compra de votos.

A participação de jovens na política brasileira - Por Caio Carvalho

Instigados a produzir conteúdo opinativo, os estudantes de jornalismo do 4o. semestre do Unitoledo começaram a se manifestar:

Se na época do movimento “Diretas Já” centenas de jovens saíram às ruas formando a multidão para pedir mudanças no regime político, hoje se vê um afastamento da política das pessoas que compõem essa faixa etária. Elas afirmam que o desinteresse parte das constantes notícias de escândalos envolvendo os políticos. Um argumento inválido. A falta de honestidade não é nova na política. É desse espaço que são tomadas as decisões que cercam nossa vida em sociedade, um significado pouco compreendido pela maioria das pessoas, principalmente os jovens.

Bibliografia para trabalhos de jornalismo esportivo

Queridos, divido com vocês sugestões de leitura da especialista em jornalismo esportivo, Raiany Guimarães:

GUTERMAN, Marcos. O Futebol Explica o Brasil. Ed. Contexto.

FOER, Franklin. Como o futebol explica o mundo. Ed. Zahar.

WISKNI, José Miguel. Veneno Remédio. Ed. Companhia das Letras.

MÁXIMO João, KAZ Leonel. Brasil, um século de futebol. Ed. Aprazivel

COELHO Paulo Vinícus. Jornalismo Esportivo. Ed. Contexto

BARBEIRO Herodoto, RANGEL Patrícia. Manual do Jornalismo Esportivo. Ed.Contexto

 LINHARES Marcis. Nos Bastidores do Jornalismo Esportivo. Ed. Celebris

CHARIONI Bruno, KROEHN Marcio. Onde o Esporte se Reinventa. Primavera Editorial

KOLER Philip, REIN Irving, SHIELDS Ben. Marketing Esportivo. Ed. Bookman Companhia ED

MORGAN, Melissa Johnson, SUMMERS Jane. Marketing Esportivo. Ed. Thomson Pioneira.


Bom trabalho!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Como os blogs aproximam o leitor da informação e do jornalista?

Texto indicado por Marina Migliorucci, disponível em: http://novoemfolha.folha.blog.uol..com.br/arch2011-09-04_2011-09-10.html#2011_09-07_21_24_23-119348444-0.



"O jornalista geralmente não tem tempo e nem meios de interagir com o leitor de suas matérias o tempo inteiro. É até saudável ler a parte de comentários da matéria publicada na versão online dos veículos, para ver inclusive se surge alguma sugestão de pauta dali, mas, na maior parte do tempo, essa parte de comentários reúne anônimos raivosos que nem são os leitores fixos daquele jornal. Assim, na prática, o que temos é um jornalista fazendo seu trabalho de apuração de um lado e um leitor que raramente se manifesta sobre aquela matéria, a menos que instigado pelas seções de cartas dos jornais e pelos ombudsman, quando existem no veículo. Interação nula.


No blog a lógica é completamente reversa. O blog é, por excelência, um espaço de interação com o leitor. No blog, o jornalista pode contar o making of de suas matérias, fazer análises, emitir opiniões, acrescentar informação, e ele está falando para leitores bem específicos que querem interagir com ele. A caixa de comentários geralmente permite réplica do jornalista que, se tiver tempo para isso e for um bom blogueiro, vai saber usá-la bem. Muuuitas vezes os comentários são aproveitados pelo jornalista como sugestão de post, gerando novas interações. Por tudo isso, o blog aproxima os leitores dos jornalistas que produzem informações e enriquece/complementa as informações que saem publicadas nos jornais."

Vocês concordam? Qual blog de jornalistas vocês acham que cumpre bem esse papel (não vale o NEF ) O que falta para melhorar a forma como jornalistas e jornais usam a blogosfera?



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

domingo, 11 de setembro de 2011

É importante ouvir 'todos os lados' de uma questão

Postei recentemente neste espaço um artigo crítico sobre a proposta de convenção recente do PT sobre as comunicações no Brasil. Nada mais justo, ético e profissional do que postar agora a própria palavra do partido em documento publicado pela Fundação Perseu Abramo. Estudantes de comunicação, jornalistas e publicitários, leiam o documento com atenção e, por favor, exponham seus pontos de vista:

PT: Compromisso com uma agenda estratégica para a comunicação no Brasil


Por Redação FPA/ Fonte Partido dos Trabalhadores/ publicado em 06/09/2011


No 4º Congresso do Partido dos Trabalhadores realizado entre os dias 2 e 4 de setembro, em Brasília, foi aprovada esta moção, na qual são estabelecidos os compromissos do Partido com a comunicação no país.
Nas últimas décadas, o Brasil experimentou uma transformação sem precedentes na área das comunicações. Junto a alterações estruturais nos mercados e no mundo do trabalho e mudanças substanciais nos campos da política e da cultura, passamos a conviver com modificações profundas na forma de produzir, difundir e acessar a informação e o conhecimento.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Com a palavra, o aluno-leitor

Caro repórter,
Sobre a manchete do dia 23 de Agosto de 2011, do caderno Cotidiano, ‘’Cliente ‘saudável’ pode ter desconto em plano de saúde’’, gostaria de salientar que gostei da matéria, acredito que foi bem escrita e acima disso, muito esclarecedora. Ao longo do texto são sanadas todas as dúvidas que possam surgir em seus leitores, como as regras que os planos de saúde devem seguir para aderir aos descontos e também que as empresas não serão obrigadas a oferecer tal beneficio e que cabe a elas decidir como vão incentivar e fiscalizar essas práticas. Algo que gostaria de destacar sobre a matéria é que foram ouvidas, não todas, mas várias fontes possíveis sobre assunto, até uma fonte que diz estar estudando a norma e não quis se pronunciar.

A matéria está muito boa, contendo aspectos fundamentais para um bom texto, entretanto, só senti falta de ter a opinião de uma família, ou alguém que já tenha aderido a estas práticas mais saudáveis em função do plano de saúde.

Aline Ceolin, estudante do 4º semestre de Jornalismo.


Caro editor.

Para se fechar um contrato necessita-se ao menos ter a maturidade para encarar os prós e os contras da decisão que se toma ou pelo menos ter um adulto por perto que saiba orientar. Talvez foi isso o que faltou no caso de Henrique, atacante do São Paulo no time sub-20 (“Contratos fora do padrão Fifa vão além de Henrique” caderno de esporte do dia 23/08/2011).
Em todos os locais de trabalho tem algo que desagrada, tendo em vista que um time é o local de trabalho do jogador. Sabendo isso, que nenhum trabalho sempre será um “mar de rosas” e muito menos se falando no São Paulo enquanto tiver essa Direção.
Mas não cabe a ninguém dizer se foi errada ou não a contratação de Henrique ou se ele está insatisfeito ou não. A decisão foi feita, agora cabe a ele arcar com as conseqüências.

Raquel Ramos, estudante de jornalismo.

 
 
Caro Editor,

A matéria publicada hoje (23) no caderno Cotidiano “Médico não consegue levar paciente para UTI e chama a polícia” é só mais um exemplo de que, mesmo com o péssimo nível de saúde pública em que o país se encontra, ainda há profissionais dignos de reconhecimento. Como estudante de jornalismo devo parabenizar a editoria da Folha de S. Paulo por divulgar casos como este que, mesmo expressando a vergonha de como a saúde do brasileiro é tratada, mostra o exemplo de pessoas que ainda se importam e respeitam o ser humano.
Este caso só é mais apelo para que os cidadãos comecem a eleger melhor seus candidatos para que as condições, não só de saúde, como educação, economia e segurança, passem a ser levadas a sério, assim como fez o médico Paulo Laredo Pinto, ao denunciar o próprio local de trabalho, para salvar uma vida.

Fernanda Muniz Viana – Estudante de 4º Semestre de Jornalismo do Centro Universitário Unitoledo.



Ditadura camuflada


Prezado editor, sobre matéria “Anac aponta uso irregular de helicópteros”, publicada hoje (23), no caderno Poder, página A6, do jornal Folha de S. Paulo, o questionamento sobre o direito ou não do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) e sua filha, Roseana Sarney (PMDB), governadora do Maranhão, é lastimável. No Brasil, os órgãos públicos e até mesmo a mídia, seja ela impressa ou não, tratam fatos medíocres e indiscutíveis como casos que devam ser avaliados pelos governantes e que haja uma punição. Sarney e sua cara-de-pau nos fazem com que tenhamos nojo de ser brasileiros. É de infinito descaso com o cidadão brasileiro um governante usar um helicóptero que poderia estar salvando vidas para passear em sua ilha, no Maranhão e o pior: o Estado não se pronuncia sobre o assunto. O governo maranhense não é só Roseana, filha do político e também apontada na matéria sobre uma viagem particular feita com helicópteros do governo. Isso não deveria nem ser pautado por jornais porque não deveria existir. O abuso de autoridade também é conhecido quando lemos algo como a justificativa do parlamentar ao dizer que tem o direito de transporte e segurança em todo o país, seja ela de representação ou não. Protestos em todas as partes do mundo vêm acontecendo para que ditadores e corruptos caiam do poder, só no Brasil que a rebeldia do povo não passam de faixas e discursos. O brasileiro é um povo alienado.

Kaio Ricardo Esteves, 19 anos, estudante do 4º semestre jornalismo do Centro Universitário Toledo (Araçatuba-SP)


Conscientização pelo bolso

O aumento da tributação sobre a venda de cigarros, anunciada pela Receita Federal, conforme a reportagem publicada pela Folha de São Paulo, no caderno Mercado, na página B4, na edição desta terça-feira, 23 de agosto de 2011, é uma forma encontrada pelo governo para compensar as desonerações de impostos no plano de estímulo às indústrias. Por outro lado, no entanto, ajudará a reduzir o número de fumantes no Brasil.
Percebe-se que a preocupação com a saúde não foi a mais forte, no momento em que o governo federal decidiu elaborar esta medida. Não causar prejuízos aos cofres públicos, com os incentivos fiscais às indústrias, foi o fator preponderante nesta decisão. Entendo que o cigarro acabou sendo uma das alternativas no mercado para o balanço nas contas.
Mas será por meio do bolso do cidadão que o vício ao cigarro poderá ser combatido. Apesar de inúmeras campanhas educativas a respeito dos males do cigarro, muitas pessoas ainda insistem neste vício. Uma das grandes conquistas, neste objetivo, foi o fim de mensagens publicitárias nos veículos de comunicação, em 2000, e do início do crescimento das tributações no setor.
O vício tem início, muitas vezes, na juventude. Elevar os impostos, acarretando em um custo maior do maço, poderá inibir esta prática precoce. Entretanto, não serão projetos do governo que farão as pessoas passarem longe do cigarro, e sim uma preocupação cada vez maior com a saúde, porque o prejuízo não ocorre somente ao fumante, mas a todos que convivem ao seu lado.

Caio Carvalho, 20 anos, estudante do 4º semestre de Jornalismo do Centro Universitário Toledo, de Araçatuba

 
 
Caro editor-chefe,

Mais um homem foi preso por pedofilia na região de Araçatuba (Preso pedófilo que se passava por pastor – B4 – 23 de agosto. O número de pedófilos cresce, mas o de presos por essa atitude também. Fica difícil entender a atitude de alguns em muitos casos, homens chegam a abusar até da própria filha ou parente próxima para sentir esse prazer. Eu me pergunto o por quê. Acho que nunca saberei essa resposta e de certa forma prefiro não saber.
Fico feliz e triste ao mesmo tempo em ver tantas notícias sobre pedofilia na região, triste porque milhões de crianças acabam perdendo seu sonho e feliz por saber que a maioria deles está sendo presa e cumprirá sua pena, pagando pelos seus crimes. Mesmo que demore meses ou até anos para achar os pedófilos, porque Sebastião da Silva, o homem que se fingiu de pastor na matéria citada, foi acusado em 2005, em 2010 teve mandato de prisão preventiva e apenas em 2011 foi preso.
Mas penso que, além de informar o jornal tem a necessidade de mostrar para o leitor como se prevenir de casos como esse. Ou apresentar uma análise psicológica de alguns casos. Seria uma forma de o leitor poder se sentir mais seguro. E quem sabe assim deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranqüilo.

Marina Migliorucci, 19 anos, estudante de Jornalismo do Centro Universitário Toledo.

 
 
Prezada Editora

Meu nome é Clayton, sou formado em Letras e ,atualmente, estudo Jornalismo. Leio a revista "Mente e Cérebro" porque, em muitas matérias, há assuntos sobre crianças e adolescentes. Trabalhar com essa turminha não é fácil e, então, busco meios que possam melhorar a qualidade de minhas aulas.
Confesso que ao ler a resenha do filme "Em um mundo melhor" (edição 223) fiquei muito interessado em assisti-lo. É triste observar, no dia a dia de meu trabalho, situações com as quais me deparo e me faltam informações para que eu resolva o problema. Creio que o tema abordado, o bullying, será útil para eu desenvolver atividades em sala de aula buscando uma reflexão mais profunda do assunto. Devo lembrar também que, em edições futuras, o tema bullying seja analisado mais profundamente com reportagens e entrevistas com especialistas. Faltam-me recursos variados para entender a situação. Espero que, muito mais do que um educador, eu possa, através do filme, desenvolver a cidadania entre meus alunos.
Grato pela atenção!

Clayton Valentim


A época que me dá mais saudade de não ter vivido são os anos 60. Em tudo havia um glamour, e todo o brilho da era de ouro ainda reluz em séries como “Mad Man” (Mr. Mad Man Ilustrada pág. E1, dia 23 de agosto). Concordo plenamente no que Jerry diz à Folha que não existem mais agência de publicidade com ambientes como aquele, pois apesar de nostálgica ela não crítica a atual publicidade, apenas afirma que é diferente, e é. Não temos mais o barulho irritante e encantador de várias máquinas de escrever juntas ao mesmo tempo.

Queria ter a honra que Francesca teve ao entrevistar Jerry, ela se mostra muito divertida e intrigante isso se torna quase palpável na matéria. Apesar de ela ser ex fumante a série mostra o que acontecia (e acontece), com jornalistas e publicitários como Matthew Weiner que é mais que um fumante é uma chaminé, definitivamente quem parou de fumar deve evitar algumas cenas. Enfim, matéria ótima e autora feliz, espero que alguma emissora compre logo “Mad Man” para ser mais conhecida.

Priscila Salas, estudante de Jornalismo no Centro Universitário Toledo


Prezado editor-chefe,

Mais uma vez o senador José Sarney faz questão de zombar da cara do eleitor. O presidente do Senado usou duas vezes este ano o helicóptero da Polícia Militar do Maranhão para ir até uma ilha particular e ainda aproveitou a “boquinha” para levar um amigo. Talvez nem valesse a pena se espantar com mais este episódio da política brasileira em se tratando de um homem que ao longo de toda a vida pública (ou particular, quem sabe) só fez colecionar péssimos exemplos aos olhos do cidadão.
Ótimas explanações feitas pelo editorial deste veículo na edição do dia 23 de agosto (“A farra do senador e a imagem dos políticos”, página A-2). As considerações feitas são, na verdade, a opinião de boa parte da população. Que absurdo tantos benefícios para quem faz tão pouco. De acordo com levantamento da ONG Transparência Brasil, cada um dos 81 senadores é beneficiado por mais de R$ 33 milhões.. É salário, 13º, 14º, 15º, combustível, auxílio disso, auxílio daquilo... E quem auxilia o povo? Quem se preocupa com essas pessoas? A imprensa pode ser uma aliada, denunciando, apurando e desmascarando quem até hoje só riu da nossa cara.

Lucas Matheus de Carvalho, 19 anos, estudante de jornalismo, Araçatuba.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Um breve histórico da nossa conecto dependência

Lição de Caco Barcellos no conversa Afiada

* Colaboração de Yoham Werneck

O incomparável repórter Caco Barcellos, da Globo, participou do Seminário “Poder Judiciário e Imprensa”, promovido pela Escola de Magistratura da Justiça Federal da Terceira Região.

Caco deu uma aula magna.

O mundo melhor

Ayne Salviano
Os valores éticos e morais que norteiam uma sociedade não surgem de uma hora para outra como um trovão no céu. Ao contrário, são construídos todos os dias na convivência humana e dentro das famílias, ambientes de trabalho, nas escolas e nos mais diversos movimentos sociais. Conhecê-los, compreendê-los e praticá-los é uma questão de sobrevivência para a coletividade.


CONCURSO

Pensando em tudo isso, o Programa Ler para Crescer da Folha da Região estará com inscrições abertas, até o dia 23 de setembro, para o concurso "Meu Mundo Melhor" destinado às escolas públicas e particulares da cidade de Araçatuba. O objetivo é descobrir e valorizar os projetos educacionais realizados entre janeiro de 2010 e julho deste ano que trouxeram melhorias para um grupo social, seja ele uma classe na escola ou um bairro inteiro.

EXEMPLOS

Espaços para leitura em locais diferenciados, ações sustentáveis, iniciativas na área da música, teatro ou outras artes que tenham promovido a consciência crítica de crianças, jovens e adultos, tudo é válido.
SUCESSO

O que nós do Ler para Crescer queremos é divulgar ações positivas que grande parte da população desconhece e, por este motivo, infelizmente não valoriza.

O QUE FAZER?

Os trabalhos devem ser enviados pelos Correios ou entregues diretamente na sede da Folha. A inscrição é gratuita. Cada escola pode participar com quantos projetos desejar. Eles serão encaminhados para uma comissão julgadora que premiará três projetos, sendo um de cada escola.

Os prêmios são uma máquina fotográfica digital (1º lugar), um aparelho DVD (2º) e um micro system (3º). Os primeiros projetos já começaram a chegar. Estamos esperando o seu!

Ayne Gonçalves Salviano é jornalista e professora no ensino médio, graduação e pós. Mestre em Comunicação e Semiótica. Coordena o Programa Ler para Crescer da Folha da Região desde 2010. (Colaborou Ariadne Bognar).

Comunicar para inovar na comunidade

Muitas Organizações Não-Governamentais (ONGs), instituições de ensino formal, informal e não-formal, e pessoas confiantes de que o saber proporcionado pela ação da comunicação em comunidades pode transformar realidades já trabalham em parceria com jovens, ouvindo, auxiliando, e orientando essa parcela grande da população sobre seus anseios e como eles percebem seu papel, e até mesmo sua existência no espaço.

Em pauta o controle da imprensa

Por Rosa Costa, da Agência Estado

Senador Jarbas Vasconcelos
O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) criticou ontem, na tribuna do Senado, a iniciativa aprovada pelo 4º Congresso Nacional do PT de ressuscitar o marco regulatório da mídia. Para ele, “é o nome pomposo para um verdadeiro tribunal da inquisição da comunicação que os petistas querem implantar no Brasil”. Jarbas falou para um plenário que tinha um quórum de apenas cinco senadores, antecipando o recesso branco na Casa, na semana do feriado de 7 de setembro.

O senador disse que “toda vez que algum malfeito petista aparece nas páginas dos jornais e das revistas” a cúpula do PT se apressa em defender a regulamentação da mídia. O senador fazia referência a uma reportagem da revista Veja que mostra ex-ministro da Casa Civil José Dirceu recebendo atuais ministros e parlamentares em um quarto de hotel em Brasília. “O ex-ministro ficou indignado e acusou a revista de espionagem. O fato é que José Dirceu prefere agir — com sempre fez — nas sombras, incógnito, disfarçado, quase um personagem de filmes de espionagem ou de gângsteres, e agora exercendo o papel bem remunerado de consultor-geral da República”, afirmou.

Artigo: é preciso convencer com raciocínio lógico

Nas aulas de técnicas de redação no Jornalismo Opinativo, estamos começando a estudar os artigos. Lição No. 1 - é texto opinativo, de raciocínio lógico, escrito por alguém que entende do assunto. A principal característica é opinar, argumentar e convencer - que o raciocínio faz sentido.
Leia o texto abaixo, publicado na Folha da Região de hoje (06/09) e responda: Está convencido? A tese e os argumentos fazem sentido? Como contra-argumentar?

A imprensa vista pelo PT

A charge do artista Nicolielo publicada hoje na Folha da Região é daquelas que, além de nos contextualizar, nos faz pensar. Quem tiver senso crítico que se manifeste:

Dia Internacional da Alfabetização

Minha homenagem a todos os coordenadores de Programas Jornal e Educação, profissionais que trabalham com mídia e educação, educomunicadores e os comunicadores sociais. Nosso trabalho é especial, gratificante, emocionante.

O mundo enlouqueceu

Glória Kalil foi a entrevistada do programa Café Filosófico da TV Cultura, transmitido neste domingo (dia
Gloria Kalil
4). Especialista em moda e comportamento, ela foi brilhante em suas colocações, mas em uma resposta, em especial, ela se sobressaiu. Perguntada por uma pessoa da plateia em como proceder com etiqueta para pedir que pessoas que atrapalham ambientes - como conversar no cinema - possam se comportar, Glória Kalil não se conteve: "O mundo enlouqueceu!".
Segundo ela, todos devemos exigir os nossos direitos, mas devemos fazer isso por meio de mediadores, nunca no enfrentamento porque as pessoas 'simplesmente enlouqueceram'. "Você nunca sabe qual será a reação das pessoas, não dá pra se arriscar". Sábio conselho...
Isso também serve na nossa profissão.
Aja com clareza de intenções, seja honesto com suas fontes na hora da apuração. Não dispense nosso Código de Ética em nenhuma circunstâncias. Se fez tudo isso e está sendo 'aborrecido' por gente que gostaria que jornalistas fossem secretários e só escrevessem em vez de apurar, narrar, desvendar etc., então descanse em paz.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

E as fontes que ficam de fora?

Este texto foi indicado pela acadêmica Marina Migliorucci, do 4o. semestre de jornalismo do Centro Universitário Toledo de Araçatuba.
Aluna 'antenada', ela leu 'Jornalismo Opinativo", de José Marques de Melo, e respondeu corretamente a questão 1B da prova que tratava das fontes no jornalismo.
Ao mesmo tempo, aproveitando um caso/polêmica local, decidiu contribuir com nosso edublog com este texto de outros jornalistas especialistas em capacitação de jovens do programa de trainees da Folha de S.Paulo (trabalho bárbaro!).
Leiam, reflitam e opinem: 



A jornalista que virou notícia

Por Barbara Franchesca Nascimento para site do Unitoledo


Publicada em 05 de Setembro de 2011

Como os veículos de comunicação podem auxiliar no processo de aprendizagem do aluno, esteja este no ensino infantil, fundamental, médio ou superior? As respostas para esse questionamento foram apresentadas no Encontro Nacional de Coordenadores do Programa Jornal e Educação, do qual a professora do curso de Jornalismo do UniToledo Ayne Regina Gonçalves Salviano participou.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Para pensar: Quais espaços você daria ao leitor?

Vamos imaginar que você é um empresário da comunicação. Vai criar um novo produto - jornal, revista, site, programa de rádio ou TV. Em quais situações você valorizaria a participação do leitor? Aguardo boas e novas ideias.

Inscrições abertas para curso de EaD de JORNALISMO CULTURAL


Estão abertas as inscrições para nova turma do curso à distância de Jornalismo Cultural, uma iniciativa do jornalista Fabio Gomes, editor dos blogs Jornalismo Cultural e Noel Rosa Sempre (http://noelrosa100.blogspot.com/). O curso, por ser desenvolvido especialmente para a internet, permite que jornalistas, estudantes de Jornalismo, e outras pessoas que escrevam sobre temas culturais na imprensa e na web possam se aprofundar, em qualquer ponto do território brasileiro, sobre este ramo do Jornalismo, pouco presente nos currículos dos cursos de Comunicação do país.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Entrevista para Programa Essencial

De volta ao passado: entrevista para Flávio Zani, quando ele ainda era estudante e eu coordenadora do curso de Jornalismo no Centro Universitário Toledo de Araçatuba. Bom pra relembrar!

Charge: quando não é preciso dizer mais nada

Artigo: A peste

De Luis Fernando Verissimo - Em O Estado de S.Paulo

Dizem que quando os dois estavam chegando a Nova York, na amurada do navio, Freud virou-se para Jung e perguntou:
- Será que eles sabem que nós estamos trazendo a peste?
Não sei se a história, que li num texto do Stephen Greenblatt publicado recentemente na revista The New Yorker, é verdadeira. Nem sei se Freud e Jung estiveram juntos em Nova York algum dia. Mas o que Freud pretenderia dizer com "a peste" é fácil de entender. Era tudo que os dois estavam explorando em matéria de subconsciente, inconsciente coletivo, sexualidade precoce - enfim, a revolução no pensamento humano que na Europa já se alastrava, e era combatida, como uma epidemia. Os agentes alfandegários não teriam identificado o perigo que os dois recém-chegados representavam para as mentes da América, deixando-os passar para contagiá-las.
Todo desafio ao pensamento convencional e a crenças arraigadas é uma espécie de praga solapadora, uma ameaça à normalidade e à saúde públicas. Santo Agostinho dizia que a curiosidade era uma doença. Os que procuravam explicações para o Universo e a vida além dos dogmas da Igreja ou da ciência tradicional eram portadores do vírus da discórdia, a serem espantados como se espanta qualquer praga, com barulho e fogo. As ideias de Freud e de Jung divergiram - Jung acabou derivando para um quase misticismo, literariamente mais rico mas menos consequente do que o que pensava Freud - mas as descobertas dos dois significaram uma reviravolta no autoconceito da humanidade comparável ao que significou o heliocentrismo de Copérnico e as sacadas do Galileu. O homem não só não era o centro do Universo conhecido como carregava dentro de si um Universo desconhecido, que mal controlava. Agostinho tinha razão, a curiosidade debilitava o homem. A partir de Copérnico a curiosidade só levara o homem a ir desvendando, pouco a pouco, sua própria precariedade, cada vez mais longe de Deus.
Marx, outro pestilento, tinha proposto o determinismo histórico e a luta de classes como eventuais formadores do Novo Homem, livre da superstição religiosa e de outras tiranias. Suas ideias, e a reação às suas ideias, convulsionaram o mundo. Esta peste se disseminou com violência e foi combatida com sangrias e rezas e no fim - como também é próprio das pestes - amainou. Todas as pestes chegam ao seu máximo e recuam. A Terra há séculos não é o centro do Universo, o que não impede o prestígio crescente da astrologia. O iluminismo do século 18 parecia ser o preâmbulo de um futuro racional e prevaleceu o irracionalismo. O Novo Homem de Marx foi visto pela última vez pulando o muro para Berlim Ocidental. E as teses de Freud e Jung que revolucionariam as relações humanas nunca foram aplicadas nas relações que interessam, a do homem com seus instintos e a dos seus instintos com uma sociedade sadia, e na nossa explicação. Foi, como as outras, uma novidade, ou uma curiosidade, que expirou.
Mas também é próprio das pestes serem reincidentes. Cedo ou tarde virá outra perturbar a paz da ignorância de Santo Agostinho. E passar.

Entrevista sobre novos cursos do Ler para Crescer

Entrevista concedida à jornalista Alessandra Nogueira no programa Cidade Aberta do Canal 21/Net Cidade - Rádio Cultura sobre os novos cursos de formação continuada para professores de Araçatuba e região.

Entrevista sobre novo projeto educacional - parte dois

Entrevista sobre mudanças no projeto educacional da Folha

Entrevista concedida à jornalista Alessandra Nogueira durante o programa Cidade Aberta do Canal 21/Neta Cidade e Rádio Cultura sobre a ampliação do "Folha da Região na Sala de Aula" para "Programa Ler para Crescer".

Entrevista sobre cursos do Ler para Crescer

Entrevista concedida à Alessandra Nogueira no programa Cidade Aberta do Canal 21/Net Cidade e Rádio Cultura sobre os cursos de formação continuada para professores oferecidos pelo Programa Ler para Crescer, que coordeno na Folha da Região.