terça-feira, 26 de julho de 2011

Caco Barcellos, emocionante!

Sou admiradora do trabalho de Caco Barcellos desde o início da profissão dele. Quando li "Rota 66", no primeiro ano de faculdade em São Paulo, acabei elegendo-o como um modelo de coragem e justiça dentro da nossa profissão. Indico esse livro até hoje para todo estudante de jornalismo que quer aprender, de verdade, o que é jornalismo investigativo.

Quando pude revê-lo, no Centro Universitário Toledo de Araçatuba, meses atrás, as palavras dele para os jovens repórteres que o cercaram na entrevista coletiva e, depois, sua fala no auditório tomado confirmaram: poucos, como ele, poderiam realmente ensinar aos novatos sobre a profissão. Ele é especial.
Por tudo isso, fica fácil entender porque gosto de acompanhar o "Profissão Repórter". De alguns programas gosto mais, de outros, fico remoendo tudo o que poderia ter sido feito e não foi (ou não foi ao ar).
Mas, a edição da semana passada me emocionou especialmente. Vi um Caco Barcellos, repórter que cobriu a morte de perto tantas vezes, ficar impotente diante de crianças de 8, 9 , 10 anos, consumidas pelas drogas, especialmente o crack.
O olhar espantado, o microfone baixo, a humildade de atender o pedido de um garoto que queria privacidade com a assistente social, tudo me mostrou como anos da nossa profissão não nos calejam, não tiram de nós o espanto, a indignação e o pesar diante das tristezas do mundo.
Há muitas histórias para contar, e não há como sair ileso depois que cobrimos estas histórias.
Assistam: http://g1.globo.com/videos/profissao-reporter/

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