terça-feira, 30 de agosto de 2011

Alunos-leitores

Estudantes do 4o. semestre de jornalismo do Centro Universitário Toledo de Araçatuba estão discutindo a importância do papel dos leitores nos veículos de comunicação. Para opinar sobre o tema, primeiramente vivenciaram o papel dos consumidores dos veículos de comunicação. Leiam algumas experiências relatadas em 'cartas dos leitores':

Caro editor,
Sobre o editorial “A farra do senador e a imagem dos políticos”, publicado no dia 23 de agosto de 2011 no caderno de opinião, página A2, na Folha da Região, acrescento a humilde opinião de uma estudante de que a atitude do senador foi uma tremenda falta de vergonha na cara, coisa que realmente ele não tem.

Concordo quando diz que só pode ser deboche. O cara que pode gastar de R$ 4,3 mil a R$ 16 mil em passagens aéreas, tendo como regalias o que quiser, e batendo no peito que isso é um direito, não resistiu a dar uma voltinha no helicóptero da Polícia Militar, talvez ele não tenha resistido, pois muitos brasileiros admiram o trabalho realizado pela PM nos ares, e então ele quis ter o gostinho de presenciar esse trabalho. Antes fosse isso, mas o cara de pau usou o helicóptero para ir a uma ilha particular, e para piorar levou um amigo de carona, amigo este que não se importou em usar um bem público já que havia uma poltroninha vazia.
Esse senador perdeu de vez a noção, já que ele queria tanto dar uma voltinha no helicóptero, ele podia ao menos ter ido junto ao atendimento médico que a aeronave prestaria, seria bem interessante, assim ele prolongaria o passeio.
Fica minha indignação, e espero que com esses editoriais, as pessoas pensem um pouco mais.

Lívia Maria Dias Pereira, estudante do 4º semestre de Jornalismo do Unitoledo.


Caro editor,
O editorial do dia 23/08/11, caderno A2, sessão Opinião da Folha da Região sobre “a farra do senador e a imagem dos políticos”, foi brilhantemente escrito, principalmente em se tratando da parte detalhada do tanto de dinheiro que é gasto com cada um dos 81 senadores. Isso nos faz perceber que mesmo tendo tanto dinheiro disponível, aquele que deveria ser o exemplo para os demais senadores, José Sarney, que está no quarto mandato como presidente do Senado, ainda “brinca” com o dinheiro do povo brasileiro.

Aliás, o editorial termina como um desabafo, cansamos de ver tanto desperdício de dinheiro com senadores e nenhuma mudança, enquanto Sarney desfruta de um helicóptero da Polícia Militar que é destinado a emergências públicas para ir em uma viagem particular.

Stefanny Neves de Souza, estudante do 4° semestre de Jornalismo do Centro Universitário Unitoledo, Araçatuba-SP.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Dúvida


Qual sua opinião sobre o uso de gírias nos títulos das matérias jornalísticas nos jornais impressos diários?
Por favor, deixe seu comentário.

Anúncio do Lance!

A revista Veja desta semana traz uma campanha publicitária do jornal especializado em esportes Lance! que demonstra o quanto os veículos de comunicação mais 'antenados' já voltaram suas atenções para o 5o. poder, os leitores.
São três fotos seguidas por três chavões. Na foto do jogador de futebol Romário chorando tem a pergunta: "Quem disse que homem não chora"? Na foto do nadador César Ciello vem a pergunta: "Quem disse que apressadinho não tem vez?" E na foto da jogadora de futebol Marta, a dúvida: "Quem disse que mulher é sexo frágil?". Pra encerrar então com a questão: "Quem disse que leitor é só leitor?"
Perfeito!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Leitor, o 5o. poder

Existe uma piadinha no meio que me serve de inspiração diariamente: "Médico pensa que é Deus. Jornalista tem certeza".
Essa falta de humildade que cega muitos profissionais da área precisa acabar. Já é fato o 5o. poder: o do público.
Se antes os veículos de comunicação podiam deitar em berço explêndido por fiscalizar o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, agora precisam se preocupar com o público que muda o canal, deixa de assinar e está longe de ser fiel mesmo endereço da internet, o que ele busca é aquilo que vá preencher sua necessidade de conhecimento.
Deixou de ser passivo faz tempo, agora quer ser ativo, quer ter voz, ajudar a construir a pauta, o texto, a imagem. Não podia ser diferente em um mundo tão midiatizado.
Pra discutir tudo isso, meus alunos estão pensando 'o espaço do leitor' dos veículos de comunicação. Tentando vivenciar os dois lados, primeiro de público, depois de comunicador antenado às novas tendências.
Seguem os textos opinativos escritos pelos alunos do 4o. semestre de Jornalismo do Centro Universitário Toledo de Araçatuba para os veículos de sua preferência, no último dia 23 de agosto:

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Curso, curso

Assessor de Comunicação: como melhorar o relacionamento com as redações das diversas mídias

é a Oficina programada pelo Departamento de Formação do Sindicato. A Oficina será no sábado, 03 de setembro, das 9h00 às 12h00 e o jornalista Rivaldo Chinem será o instrutor.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Pensamentos

Estou em Salvador, na Bahia, participando do Encontro Nacional de Coordenadores de Programas Jornal e Educação ligados à Associação Nacional dos Jornais. Até 2010, isso era algo que não existia na minha vida. Hoje, não consigo mais viver sem este ideal de ajudar a melhorar a educação do país por meio dos veículos de comunicação, em especial o jornal impresso, minha grande paixão.
Estou entre quase três dezenas de coordenadores, alguns mais velhos, muitos mais novos, mas tods com um brilho diferente nos olhos, de esperança. Sabem que estão plantando o bem, a cidadania por meio da informação, da criação do senso crítico. Só assim um povo pode ser melhor, mais feliz.
Escrevi no Facebook que precisaria viver uns 200 anos para realizar todas as ideias que brotaram somente do encontro de hoje. Fico imaginando quanto mais preparada estarei até sexta-feira, no final do evento. Sei que vou levar um semana para digerir todas as informações e pelo menos mais um ano até as novas conquistas na Folha da Região. Mas tenho esperanças, elas me fazem sorrir. Sei que o mundo pode ser melhor para mim, mas especialmente para os meus filhos.
Então, quando meus alunos me perguntam se é possível mudar o mundo com o jornalismo, eu respondo sem hesitar: sim!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Jornal e Educação na Bahia

Por Ayne Salviano
De Salvador

Começou hoje e prossegue até sexta-feira, 19, em Salvador (BA), o Encontro Nacional de Coordenadores do Programa Jornal e Educação (PJE) da Associação Nacional de Jornais (ANJ). Criado em 1992, o trabalho visa valorizar o uso dos veículos de comunicação - em especial o jornal - como material didático e pedagógico dentro das salas de aula. Atualmente, este objetivo está integrado ao conceito de educomunicação, que objetiva criar um leitor-cidadão, crítico e participativo na sociedade em que vive. Durante o encontro na Bahia que está sendo ancorado pela equipe do jornal A Tarde, responsável pelo programa A Tarde Educação, os participantes estão assistindo apresentações de cases dos programas espalhados por todo o país para trocar experiências, além de participarem de oficinas, palestras e mesas-redondas com convidados.


Coordenadores de programas Jornal e Educação
Nesta tarde, Ricardo Pastorelli abordou as experiências do último ano no programa desenvolvido pelo jornal O Diário do Norte do Paraná, de Maringá; Ana Gabriela Simões Borges, Everton Renaud e Fernanda Areno mostraram os avanços do Ler e Pensar da Gazeta do Povo; Carlos Eduardo compartilhou os casos de O Povo na Educação, do jornal O Povo de Fortaleza; e Cristina Barbiero e Carolina Bragio mostraram todo o trabalho do programa do jornal A Gazeta, de Vitória (ES).

Fabiano Ormaneze, de Campinas, dividiu os projetos Correio Escola, agora voltado para a área multimídia, e Regina Garcia, do Algar Lê, do Correio de Uberlândia (MG), mostrou, numericamente, o trabalho e os resultados alcançados pela Secretaria Municipal da Educação junto ao veículo de comunicação.

A Folha da Região esteve representada pela jornalista Ayne Regina Gonçalves Salviano, coordenadora do Ler para Crescer. Durante 20 minutos ela falou sobre as modificações do projeto educacional do jornal de Araçatuba, desde o nome - de Folha da Região na Sala de Aula para Ler para Crescer - até os planos educacionais, que a partir do ano passado passaram a contar com cursos de formação conitnuada para professores e outras iniciativas, como as visitas monitoradas, o projeto Repórter do Futuro, entre outras inovações.

Ayne Salviano foi aplaudida por duas vezes, ao final do seu discurso e ao final da exibição do filme institucional do Ler para Crescer realizado pelos profissionais do Canal 21/Net Cidades. O vídeo mostra momentos dos últimos seis meses do programa, quando professores e alunos participaram de atividades na Folha.

Para manhã estão previstos: visita técnica à sede da Cipó Comunicação Interativa, organização que desenvolve atividades educomunicativas com crianças de Salvador. E a tarde serão debatidas políticas públicas com representantes dos ministérios da Educação e da Cultura além de uma apresentação da Educare, empresa que trabalha em projetos da Lei Rouanet.

Para encerrar o evento, na sexta-feira haverá uma palestra sobre Cultura Digital com Nelson Pretto, da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e Priscila Gonzales, da Fundação Telefônica.

Expectativas

Para a jornalista Cristiane Parente, coordenadora do PJE da ANJ, este encontro é um momento de aprendizagem colaborativa quando são trocados experiências, materiais, dicas e afetos, e também é a oportunidade de os participantes poderem reafirmar o compromisso com a formação de leitores-cidadãos. Para Everton Renaud, da equipe do Ler e Pensar, a troca de experiências "qualifica e unifica os trabalhos de jornal e educação em todo o Brasil".

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A criatividade do título

A mesma notícia é manchete no jornal carioca O Globo e no O Estado de S. Paulo (SP). Na sua opinião, qual a mais criativa? E a mais conservadora?






E por falar em jornalismo opinativo...

Do Mídia Mundo: http://www.midiamundo.com/

Quando um jornal decide colocar seu editorial na capa, significa que naquele dia a opinião a ser divulgada é de extrema importância. Afinal, está na página principal, no cartão de visitas do jornal.
Para as colunas vale a mesma regra. Não é o caso de O Estado do Maranhão (São Luís, MA) ou de A Tarde (Salvador, BA).

Aos domingos os dois jornais publicam colunas sem qualquer importância para o leitor. No OEM, é a Coluna do Sarney, um espaço absurdo para que o ex-presidente (e acionista do jornal) fale de seus feitos quando esteve no Planalto, das "maravilhas" de sua filha governadora e ainda para dar puxões de orelha nos seus inimigos políticos, como o prefeito de São Luís, João Castelo.

Já em AT o espaço é para a opinião de um dos sócios do jornal, Renato Simões, que escreve diretamente do Rio de Janeiro, onde vive. Os assuntos são tão estranhos e desconectados do dia a dia dos baianos, que há quem diga que a coluna serve para provocar boas risadas no fim de semana.

De qualquer forma O Estado do Maranhão e A Tarde poderiam pensar um pouco mais no leitor. Editorial na capa existe para quando o assunto assim merecer.
Ou vira paisagem, sem qualquer relevância.




Slogans aplicados ao jornalismo

Post do blog Desilusões Perdidas. Contibuição de Ariadne Bognar.

A primeira matéria a gente nunca esquece. (Valisère)

Jornalista é fresquinho porque trabalha em Cultura? Ou trabalha em Cultura porque é fresquinho? (Tostines)
Dúvida por quê? Plantão é sofrê. (Ypê)
Porque a pauta é agora. (Visa)
QI. É melhor... ter. (Bradesco Seguros)
Existem razões para acreditar: os jornalistas fodidos são maioria. (Coca-Cola)
Quem disse que não dá? Com carteirada dá! (Fininvest)
Pescoção, lugar de gente infeliz. (Pão de Açúcar)
O tempo passa, o tempo voa e a censura contra a imprensa continua numa boa. (Bamerindus)
A cerveja é a nossa energia. (Petrobras)
Faculdade de jornalismo: 1001 inutilidades. (Bombril)
Reclamo muito de tudo isso. (McDonald´s)
Apaixonados por boca-livre, como todo jabazeiro. (Postos Ipiranga)
Existem empresas de comunicação que o dinheiro não compra. Para todas as outras existe a matéria paga. (MasterCard)
Johnnie Reporter, keep working. (Johnnie Walker)

Literatura e jornalismo





Grupo de alunos e professores da escola Genésio de Assis na Livraria Nobel
 



Eu, ladeada por jovens deliciosamente curiosos
 


O secretário da Cultura de Araçatuba e escritor, Hélio Consolaro

Estas imagens são do 1o. Encontro de Escritores promovido pela escola estadual Genésio de Assis, de Araçatuba, na última quinta-feira, dia 11, na Livraria Nobel de Araçatuba. Iniciativa maravilhosa!
Os estudantes, de várias séries, apontaram, durante pesquisa na unidade escolar, que gostariam de trabalhar com a escrita. As professoras, apoiadas pela direção e coordenação, levaram os jovens para um lugar adequado, bonito, agradável, e por horas eles puderam ouvir sobre literatura e jornalismo.
Professor Hélio Consolaro,  secretário da Cultura e escritor, respondeu a muitas perguntas sobre o seu trajeto literário. Eu, na condição de jornalista, professora universitária e coordenadora do programa educomunicativo Ler para Crescer, respondi as dúvidas sobre jornalismo. Uma tarde pra não esquecer!

Profissionais responsáveis: Coordenadora da escola: Patricia Savoia Orsatti, Larissa Gravata da Costa. Diretora: Darlene Menegassi. Professoras envolvidas no projeto: a vice-diretora Ana Paula Cintra e a professora Claudia Colli

 

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Veículos de comunicação excluem população afrodescendente


Esta discussão é antiga - há excelentes trabalhos acadêmicos sobre este assunto -, mas o problema não se resolve. Estudantes de jornalismo, novos jornalistas: está nas mãos de vocês mudar esta triste realidade
Por Marcelo Henrique Nascimento, do USP Online

Visando estudar a presença afrodescendente nos veículos de comunicação, o professor Dennis de Oliveira, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, conduz a linha pesquisa Representações étnicas afrodescendentes na mídia. A linha trata tanto de aspectos quantitativos, como o número de ocorrências de presença de negros, como também qualitativos, com as maneiras em que se dá essa participação, para identificar como os aparelhos midiáticos mostram os negros nos principais meios de comunicação no Brasil.


Sobre o aspecto quantitativo, segundo o professor, nota-se uma participação muito pequena do afrodescendente na mídia em geral. Para comprovar tal fato, foi feito, no ano de 2009, um levantamento com alunos de uma escola pública do ensino médio de São Paulo, com o objetivo de verificar quais eram as principais revistas lidas por pessoas nessa faixa etária e classe social, para então se descobrir qual o percentual da presença negra nesses meios de comunicação.

Meu filho, você não merece nada

Reproduzo texto da jornalista Eliane Brum – Revista Época, que traduz meu sentimento diante de alguns alunos e estagiários

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.


Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Vocês precisam saber, sobre Umberto Eco

Em entrevista publicada no jornal espanhol "El Pais" e reproduzida pelo caderno Mais!, o romancista Umberto Eco fala sobre a velocidade da internet e como ela afeta a troca de informação.

Por Jordi Socías

Antes de se consagrar como romancista, Eco já era considerado um importante semiótico, autor de obras marcantes como "Apocalípticos e Integrados" e "Super-Homem de Massa" (sobre a cultura de massa, analisando romances de folhetim e quadrinhos), "Como Se Faz uma Tese" e "Obra Aberta" (Perspectiva).

Na ficção, além de "O Nome da Rosa" (Best Seller), publicou "O Pêndulo de Foucault", "A Ilha do Dia Anterior", "Baudolino" e "A Misteriosa Chama da Rainha Loana" (Record). Sobre tradução, saiu no Brasil em 2007 "Quase a Mesma Coisa" (também pela Record).

Confira trechos da entrevista abaixo. A íntegra, disponível apenas para assintantes UOL ou Folha, pode ser lida aqui.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Mídia e homofobia


Conheci Irineu Ramos em um evento científico na Anhembi-Morumbi, em São Paulo. Fui falar sobre cívic journalism e conheci o trabalho dele, naquela ocasião sobre como as emissoras de TV abordavam a parrada Gay de São Paulo. Interessantíssimo notar como parte da mídia ainda estimula o preconceito. Ah! Se eu tivesse em São Paulo...

Agência USP

A Biblioteca Dante Moreira Leite, do Instituto de Psicologia (IP) da USP, promove no dia 16, às 14 horas, o debate “Mídia e Homofobia”, com o professor e jornalista Irineu Ramos. O evento é o primeiro do ciclo de debates Diversidade na Biblioteca, que realizará outros encontros ao longo do segundo semestre.

O debate acontece na Sala Aurora Furtado, Bloco B do IP (Av. Prof. Mello de Moraes,1721 Cidade Universitária – São Paulo). Inscrições devem ser feitas pelo email bibip@usp.br . O evento é gratuito.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Convite

No dia 8 de agosto, das 20 às 22 horas, o Senac Araçatuba oferecerá aos jornalistas atendimento gratuito de estética facial, quick massage estética facial, quick massage, aferição de pressão arterial, medição do IMC (Índice de Massa Corpórea) e orientações de medicamentos fitoterápicos. Os atendimentos fazem parte da programação da Semana de Saúde e Bem-estar que acontece de 8 a 12 de agosto.

Além dos atendimentos, os jornalistas que participarem também desfrutarão de deliciosos sucos naturais denominados “sucos da horta”. Para participar é necessário confirmar presença por meio do e-mail atendimento@lacerdapress.com.br.

Serviço
Atendimento de Bem-estar para a imprensa
Local: Senac Araçatuba
Endereço: Avenida João Arruda Brasil, nº 500
Data: 8/8
Horário: das 20 às 22 horas
Tel.: (18) 3117-1000
Informações: www.sp.senac.br/araçatuba

DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA

Tabus em debate no Memorial

Polêmicas campanhas da Benetton são tema de palestra e datashow

O fotógrafo Luiz Antonio Giope é o convidado do Memorial da América Latina para abordar “A Fotografia Quebrando Tabus”, que focaliza a obra do italiano Oliviero Toscani, famoso pelas polêmicas campanhas United Collors lançadas pela Benetton na virada do século. O evento é comemorativo ao Dia Mundial da Fotografia, celebrado em 19 de agosto.

Tendo a obra de Toscani como ponto de partida, Giope vai expor, de maneira lúdica e original, como se dá a relação entre a fotografia e o mundo globalizado que envolve bem-estar, consumo, comunicação, publicidade, moda, desenvolvimento sustentável e afins. A palestra, de hora e meia, será ilustrada com os catálogos dos trabalhos de Toscani, editados no Brasil e na Itália, fotos projetadas em Datashow e debate entre os participantes. A entrada é franca, com direito a certificado de presença.

SERVIÇO
Palestra: A Fotografia Quebrando Tabus
Data: 17 de agosto, quarta-feira, 19h30
Local: Biblioteca Latino-Americana Victor Civita
End: Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 – portão 6 – Barra Funda

INFORMAÇÕES
http://www.memorial.sp.gov.br/ – cursos@memorial.sp.gov.br – 11 3823 4780
Luiz Giope: giope.06@uol.com.br – 11 9906 9786 + 4479 1346

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A importância de uma personagem

O tema é 'batido': como vivem os moradores de rua. O Globo Repórter já fez matéria, A Liga também, e o Conexão Repórter, idem. Com uma diferença importante: Se Rafinha Bastos (A Liga) conseguiu mostrar lugares onde essas pessoas moram mais inóspitos que os tempos da caverna, Roberto Cabrini descobriu uma personagem que, por si só, diz mais do que a matéria.

Café, à esquerda, no Raça Negra, e agora, na rua
Trata-se de Café, percusionista do grupo Raça Negra, que tanto sucesso fez na década de 1990 por todo o país. Depois de um aneurisma e da separação da esposa, Café passou a viver na rua, onde mora até hoje, sem o apoio dos oito filhos, somente com a caridade alheia. História de chorar.
Assista: http://www.sbt.com.br/conexaoreporter/videos/

Exemplo de 4o. poder

Dizem, da imprensa, que ela é o quarto poder. Nem acima, nem abaixo do Executivo, Legislativo ou Judiciário, mas equilibrada a eles para 'fiscalizá-los'. Diariamente o público constata esta ideia nos exercícios de jornalismo diário, seja em seções como os 'disques' (público telefona denunciando problema e jornalistas buscam respostas com responsáveis), seja na cobertura acirrada dos veículos de comunicação contra a corrupção, por exemplo.
No livro 'Diário da Morte" - de Milton Terra Verdi, fica claro que, apesar da imprudência do jovem piloto - que precisou pousar seu avião na selva boliviana por falta de combustível - o moço da região de São José do Rio Preto só morreu - na década de 1960 - porque a burocracia brasileira impediu que as buscas fossem realizadas a tempo.
Somente quando a família procurou o apoio da imprensa, autoridades brasileiras e da Bolívia deram atenção aos pedidos do pai. Tarde demais. Milton Terra Verdi morreu de inanição 70 dias depois de ficar no deserto.

Milton Terra Verdi
Quantas tragédias, menores ou maiores, não acontecem diariamente pelo mundo porque os poderes constituídos se perdem entre papéis e cargos? E até quando caberá à imprensa não só contar as histórias, mas ajudar a desvendá-las?