quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Leitor, o 5o. poder

Existe uma piadinha no meio que me serve de inspiração diariamente: "Médico pensa que é Deus. Jornalista tem certeza".
Essa falta de humildade que cega muitos profissionais da área precisa acabar. Já é fato o 5o. poder: o do público.
Se antes os veículos de comunicação podiam deitar em berço explêndido por fiscalizar o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, agora precisam se preocupar com o público que muda o canal, deixa de assinar e está longe de ser fiel mesmo endereço da internet, o que ele busca é aquilo que vá preencher sua necessidade de conhecimento.
Deixou de ser passivo faz tempo, agora quer ser ativo, quer ter voz, ajudar a construir a pauta, o texto, a imagem. Não podia ser diferente em um mundo tão midiatizado.
Pra discutir tudo isso, meus alunos estão pensando 'o espaço do leitor' dos veículos de comunicação. Tentando vivenciar os dois lados, primeiro de público, depois de comunicador antenado às novas tendências.
Seguem os textos opinativos escritos pelos alunos do 4o. semestre de Jornalismo do Centro Universitário Toledo de Araçatuba para os veículos de sua preferência, no último dia 23 de agosto:

Estimado jornalista Rodrigo Petry,
Sobre sua matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo no dia 23 de agosto de 2011: “Magazine Luiza terá ‘loja virtual’ no Facebook e Orkut”, primeiramente adorei a ideia da loja Magazine Luiza abrir um espaço virtual para mostrar seus produtos, ótima ideia já que assim seu público poderá ficar mais perto da mesma.

Lendo a matéria pude perceber que uma das metas do Magazine Luiza é justamente divulgar seus produtos, assim acabam gerando lucro para si mesmos e para outras pessoas já que elas podem divulgar os produtos por meios das redes sociais sem sair de casa e ainda ganhando dinheiro.
Entretanto, penso que seria interessante você ter puxado um gancho voltado para os jovens, já que são eles que normalmente acabam tendo mais acesso à internet e participando das redes sociais.
Essa iniciativa acaba abrangendo quais pessoas? Está rendendo? Quanto é possível tirar em um mês com as vendas? Como funcionam as comissões?
Seria interessante responder essas perguntas a nós leitores para que assim pudéssemos escolher se seria interessante entrar nessa ou não.

Atenciosamente,
Nathany Pirani Sotini aluna do 4° semestre de Jornalismo do Centro Universitário Toledo de Araçatuba/SP.
naaaaaathy@hotmail.com







Prezada Rosely Sayão,


Sobre o artigo publicado no dia 23 de agosto de 2011 no caderno Equilíbrio da Folha de S.Paulo, página 8, com o título “É só uma faculdade, gente!”, me causou espanto a senhora dizer que devemos tornar menos importante a escolha de uma profissão, ou seja, de uma faculdade. Penso que é uma decisão muito difícil escolher qual curso fazer, ainda mais sabendo que ele pode ser sim para a vida toda.
Quando saímos do ensino médio, muitas vezes não sabemos qual profissão queremos seguir, e onde queremos atuar. Podemos perceber a preocupação dos pais com o futuro dos seus filhos, que muitas vezes acabam fazendo uma faculdade que não gostam só para garantir a felicidade da família. A vida é muito curta, não podemos deixar para tomar decisões tão importantes em longo prazo. Nem muito menos nos dar ao luxo de errar nessa escolha tão importante.
A senhora trata a escolha de uma faculdade como se fosse algo normal. Podemos até comparar como uma troca de roupas, se eu não gostar, troco depois ou tento me adaptar com a escolha que fiz. Temos que analisar de uma outra forma, de uma maneira mais séria, afinal, estamos decidindo nosso futuro, a profissão que iremos seguir.

Thiago Vasconcelos, 20 anos – Estudante do 4° Semestre do Curso de Jornalismo.




Prezada jornalista Renata Veríssimo,
Sobre a matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo, “Cigarros devem custar 20% mais em dezembro”, publicada terça-feira, 23, no caderno Economia, página B5, gostaria de comentar que a matéria foi bem estruturada, com vários dados afim de sanar as dúvidas do leitor sobre o motivo do aumento do preço do cigarro. Todavia, a matéria ficaria mais interessante caso o enfoque fosse mais direcionado aos próprios fumantes e se essa medida é muito rígida do governo para com os usuários.

A matéria enfocou mais a parte econômica, esquecendo-se do leitor. Acredito que maioria dos leitores não está interessada somente em dados numéricos e sim no que esses números o afetarão.

Rafael Rodrigues Siqueira, estudante do 4º semestre do curso de Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo do Centro Universitário Toledo, Araçatuba – SP. Penápolis, 23 de agosto de 2011. rodrigues_siqueira@hotmail.com


Prezado editor-chefe,


Envio essa carta devido à matéria no caderno de esportes falando sobre o assunto de Henrique, atacante do São Paulo Futebol Clube. Parabenizo pela forma que foi escrito o texto, pois explica bem a situação do jogador e o que está acontecendo da parte dele e do time. Lendo o resto do caderno de esportes, fico impressionado com a inteligência de como a noticia é informada de um jeito simples e de fácil entendimento. Tenho esperança que o torcedor são-paulino acompanhe de perto esse problema do atacante teve com seu time, devido à falta de ritmo de jogo. Mais uma vez parabenizo a forma que a noticia foi dada e o jeito de como o jornal conduz a mesma característica de escrever suas matérias. Espero que leia, agradeço.

Atenciosamente,

Bruno Santana




Estimada repórter Juliana Vines,
Sobre a matéria "Um gosto a mais" publicada no caderno Equilíbrio de 23 de agosto, minha opinião é que ela está completa: contém importantes dicas de forma muito descontraída e de fácil entendimento. A sua matéria consegue mostrar para o leitor a importância dos alimentos, sejam eles amargos, ácidos, doces ou salgados, e a presença de um novo gosto que é umami. Isto nos mostra a riqueza que contém os alimentos recusados por muitos. São muito importantes as dicas que a nutricionista nos mostra já que o ser humano necessita de uma boa alimentação, sem excesso ou exagero. É importante ressaltar que poderiam haver dicas de como começar a ter uma boa alimentação na fase adulta e mostrar alguns truques para isto.


Daniele Barbosa Lessi, estudante do 2° ano de jornalismo; Araçatuba SP.




Estimado Sergio Guzzi,
Ao apreciar sua matéria na página A3 do dia 23 de agosto do corrente ano, com o título “Comissão de Justiça terá Cláudio no lugar de Edval”, pude avaliar que o tema da tentativa do municipio de ceder em concessão o departamento de águas e esgoto, o senhor poderia fazer uma matéria com os prós e contras desta concessão, tendo em vista os casos já ocorridos no Estado de São Paulo, assim os leitores poderão ter uma espécie de documentação histórica deste tipo de processo, além do mais poderia o senhor dar voz aos que estão contrários a essa prerrogativa, já que as matérias além desta valorizam a posição dos favoráveis à proposta.


Eric Oliveira Costa e Silva – Estudante de Jornalismo Unitoledo





Sofrer vale a pena?


Quem escolheria fazer algo para o próprio sofrimento? Em texto publicado pela Folha de S. Paulo, no suplemento Equilíbrio (Pág 8), da última terça-feira (23), a psicóloga e autora de “Como Educar Meu Filho”, Rosely Sayão, aborda o grande desafio dos jovens na escolha da carreira profissional. A psicóloga relata que “qualquer curso pode ser feito por qualquer jovem”. “De preferência, um que não imponha a ele sofrimento...” Mas é claro. Que pessoa, em sã consciência, escolheria passar por um martírio psicológico? Escolho fazer um curso porque simplesmente não gosto dele e vou ver até onde vai a minha paciência? No final ela diz que é valioso o amadurecimento de fazer um curso do começo ao fim, com todas as dificuldades. Então eu escolho passar raiva para amadurecer? Isso é uma escolha? Não é possível julgar escolhas como certas ou erradas e o aprendizado é tão pessoal quanto roupa íntima. E outra, será que os pais quando identificam o dissabor do filho com relação à sua escolha profissional vão sentir dó ou conforto em ver o tamanho do julgo que deixou de carregar?

Ariadne Bognar, 20 anos, de Araçatuba.












 

 






Nenhum comentário:

Postar um comentário