terça-feira, 27 de setembro de 2011

Artigo: Clientelismo do Poder

Por Beatriz Aparecida Alves Bugiga do Nascimento

O Brasil é um país de relações personalistas e o poder do indivíduo é de forma pessoal. Não existe definição de onde começa o público e termina o privado. Na realidade, o que prevalece é a cultura do favor entre o governo e as oligarquias.

Todavia, na luta para combater a falta de responsabilidade da pessoa jurídica foi apresentado, em 2010, na Câmara dos Deputados Federais, o projeto para regulamentar “a punição com sanções patrimoniais e empresas envolvidas em corrupção e fraudes em licitações e contratos com órgãos públicos”. Mas, o poder do atraso barra o andamento do projeto que, mesmo após um ano, não criaram uma comissão especial de parlamentares para analisar a proposta.
De acordo com Souza Martins, em seu livro “Poder do Atraso”, o poder pessoal e oligárquico e a prática do clientelismo são ainda fortes suportes da legitimidade política no Brasil. Geralmente empresas que ganham as licitações principalmente na esfera estadual e federal são geridas por parentes de políticos. Estas trocas de favores entre Governo e eleitores, anteriormente considerados súditos, existem desde a descoberta do Brasil. “A história da moderna burguesia brasileira é desde o começo uma história de transações com o Estado, de troca de favores”.
Há a necessidade urgente de uma mudança na política do Estado na visão do cidadão, que mesmo paralisado mediante de uma corrupção mutante tem nas mãos a fórmula para uma pátria preocupada com o povo em geral e não apenas por uma pequena parcela da sociedade.

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