quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Artigo: Lar doce lar?


Por Rony Menezes

Quando se pronuncia a palavra “lar” geralmente as pessoas imaginam uma casa familiar alegre, com paz e amor. Porém, na maioria das famílias brasileiras isto geralmente não acontece.

O problema é quando a não-harmonia passa a ser agressão física e as crianças são as grandes vítimas desta violência no Brasil, sendo boa parte dos abusos/crimes, como assédio sexual, corrupção de menores e maus-tratos físicos que ocorre no meio familiar.
Segundo a legislação brasileira, considera-se uma criança pessoa com idade entre zero e doze anos. No entanto, podemos dizer que não é apenas esta faixa etária a afetada, já que os adolescentes também são vitimas. Os veículos de comunicação noticiam periodicamente histórias como a de uma menina de quatro anos que reside no Jardim Alvorada em Araçatuba, cujo pai abusava sexualmente dela. O vizinho denunciou o pai à polícia e foi detectado o abuso. Temos ainda um dos casos mais conhecidos do país que o assassinato de Isabella Nardoni, onde o pai da menina e sua esposa atual jogaram a criança da janela do prédio onde morava.
A Constituição Federal diz: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.” Mas o que temos observado são maus tratos, violência sexual, e todo o tipo de abusos.
Já que parte dos crimes acontece dentro das casas, a família deve ficar atenta para todos os acontecimentos diferentes dos normais com as crianças. O dever da sociedade é relatar para as autoridades o que está acontecendo com as crianças caso estejam sofrendo maus tratos, cabe ao Estado proteger e punir rigorosamente os agressores. Para que um dia a palavra lar seja mesmo o que imaginamos e não apenas um jargão com “lar doce lar”.

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