terça-feira, 27 de setembro de 2011

Cobertura de guerra: prêmio ou castigo?

Por Marina Migliorucci

Durante a Semana Estado de Jornalismo, que aconteceu entre os dias 21 e 23 de setembro, tivemos várias palestras sobre Redes Sociais. Cada dia era um tema. Quando o tema foi "Gerenciamento de Crises" ouvimos Mauro Lopes, da MVL Comunicação e um dos organizadores/idealizadores da primeira Semana Estado, falar sobre a crise da Gol quando o avião caiu, a palestra foi simplesmente fantástica.
E sobre "Como prever crises em Redes Sociais" assistimos palestra com Manoel Fernandes da Bites.com, uma empresa que faz planejamento estratégico para as redes. Mas, na minha opinião,  mais chocante e a que prendeu atenção de todos não falou sobre redes sociais, aliás pelo jeito Adriana Carranca, repórter especial do Estadão, nem tem muito tempo para isso. Ela foi correspondente internacional em diversos lugares e as crises que ela comentou foram sobre países que enfrentam sérios problemas como Haiti, Irã, Iraque, Afegãnistão, Palestina, etc e etc.
No final da palestra tivemos a oportunidade de conversar mais com ela, foi ai que eu lembrei de uma aula de Técnicas de Redação: Jornalismo Informativo, cobrir guerras e terremotos é prêmio ou é castigo. Eu vi que tinha a oportunidade de perguntar isso para uma pessoa que viveu na pele emoções que com certeza jamais serão esquecidas. Perguntei. Com um sorriso doce e depois com uma risadinha agradável ela respondeu: É vontade. É preciso ter vontade para estar nesses lugares, senão fica dificil conseguir ficar lá durante toda a crise.

Sempre tive dúvidas sobre isso, se seria prêmio ou castigo. Porque eu sou muito medrosa, sempre tentei me imaginar.. mas só me imaginava chorando no Iraque com medo de bombas. Mas hoje, pensando bem.. acho que a Adriana tem razão, é preciso vontade e força. E quando você estiver lá, com toda vontade do mundo, você vai descobrir que foi um prêmio. Que você viveu experiências incríveis. Talvez, em situações como essa não valha a pena encarar como castigo. Pode ser bem pior.

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