terça-feira, 27 de setembro de 2011

Jornalista é fonte?

Texto de Marina Migliorucci:

Lá vou eu mais uma vez atormentar a querida professora que está em repouso. Mas não resisti, esse post realmente mexeu comigo. Sabe porque? Nós da Toledo temos mania de entrevistar jornalista. Aliás, não só os pobres estudantes de jornalismo, mas os profissionais formados também. E fiquei pensando: Será que isso é mania de Araçatuba?
Bom, a prova viva de que jornalistas para nós são fontes está no nosso Telejornal Universitário, tanto 15 Minutos quanto o Central Toledo. Sempre recorremos uns aos outros para dar entrevista. É claro que depende do assunto, se o jornalista for escritor de um livro e estiver falando do lançamento, ou algo do tipo, ou se ele for especialista em algo, mas sempre vai existir alguém mais especialista no assunto que o jornalista, não é?
Foi ai que eu cai naquela história: não tem que entrevistar amigo ou conhecido. Poxa, assim é facil de achar fonte! E voltei para aquela, jornalista não é fonte, acho que precisamos tirar isso da nossa cabeça imediatamente. Enfim, estou confusa, mas você me entendeu?

Texto do post que inspirou a Marina:

Jornalista que entrevista jornalista


Posted on setembro 22, 2011 / by alecduarte

Ainda ontem falei sobre uma categoria de jornalista, aquele que não gosta de notícia, e acabei me lembrando de outra tão ruim quanto: o jornalista que entrevista jornalista.
De novo, tenho de citar o exemplo o esporte e as criativas intervenções travestidas de apuração exclusiva de um mesmo veículo que, em seu momento, coloca o jogador Neymar em clubes distintos.
Repare como surgem nomes de outros repórteres no meio de um dos textos, evidenciando que a “apuração”, na verdade, não passa de fofoca não fundamentada.
Ora, se a matéria-prima principal do jornalismo é a informação exclusiva, me diga você o que uma conversa com um jornalista irá acrescentar do ponto de vista do que já foi publicado. Pois é, nada.
Esqueça que existe gente como você. Jornalista não é fonte.

Minha intervenção:
Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar. Por princípio, não gosto de colegas que entrevistam colegas ou parentes e amigos de colegas, do tipo - me ajuda com uma fonte fácil. Parto do princípio que desta maneira fazemos um movimento autofágico. Mas há exceções, quando um jornalista torna-se membro de uma acdemia de letras, quando um jornalista é personagem (como os colegas que sobreviveram a sequestros), aí não há como evitar, ele é protagonista, independentemente de ser jornalista. O que acham, colegas?

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