quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Diário de Bordo - Revisão Geral

Quarta-feira, 29 de dezembro de 2010


Acordar depois de dormir muiittooo. Tomar café pronto, sem trabalho. Eita vidinha boa!
Prevenido, Maurício tirou o dia para cuidar do carro: revisão geral, rodízio de pneus, alinhamento, balanceamento etc. e tal. Até agora, depois de 3,2 mil quilômetros, só um prego em um dos pneus, que o borracheiro aconselhou a não tirar, nos incomodou. A dica é calibrar o pneu todo dia, até a volta (ou enquanto ele aguentar). Fiquei com as crianças no hotel, entre a piscina, leitura e algum descanso. Depois do jantar, ficamos na piscina curtindo música ao vivo.

Diário de Bordo – Beach Park

Bem que tento, mas não tenho conseguido manter este diário de bordo em dia, às vezes pelo cansaço, outras vezes por conta da falta de tecnologia e mesmo de sinal de internet em alguns confins. Enfim...seguem mais alguns relatos de uma viagem inesquecível!
Terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Realizamos um sonho das crianças. Eles queriam conhecer o Beach Park. Levamos. Valeu o dia, eles se divertiram muito e nós ficamos felizes por eles, mas também por realizarmos algumas aventuras com todos aqueles brinquedos que dão um “friozinho” na barriga.

O Beach Park é muito parecido com o Thermas dos Laranjais de Olímpia, o Wet'n'Wild, perto de São Paulo, e o Hot Park de Rio Quente, em Goiás. A única vantagem extra em Fortaleza é o cenário: a praia é paradisíaca, daquelas com coqueiros imensos, areia branca e mar calmo e azul esverdeado. É possível curtir tanto a praia (exclusiva) como o parque e suas atrações. Mas chegar até ele...

Achar o Beach Park em Fortaleza é uma aventura. Não espere indicações pela cidade, elas não existem. O turismo é pensado via agências de viagem. Nós estávamos por nós mesmos. Assim, do nosso hotel até o lugar foram mais de 60 minutos e um zilhão de paradas para perguntar o caminho. O bom é que aqui o povo é muito hospitaleiro, faz questão de ajudar.

A região onde o parque foi instalado está em pleno desenvolvimento, há centenas de empreendimentos imobiliários, residenciais e comerciais. O que me causou espanto foi ver as construções entre as dunas, aquelas montanhas de areia branca que se movimentam com o vento, um dia estão aqui e no outro... Mas como não sei nada de engenharia, acho que aquelas pessoas devem saber o que estão fazendo. Só para se ter uma ideia da movimentação das dunas, a areia já está invadindo a pista de acesso ao parque. Tem duas montanhas imensas de areia branca entre as faixas de ir e vir. Quando passamos, um carro-pipa tentava conter os grãos para não descerem e tomarem o asfalto. Achei estranho. Até quando vão impedir a força da natureza?

Estacionar no parque não é difícil, e a fila pra entrar é igual no Hot Park: imensa! E olha que os ingressos não são baratos, mais de 100 reais por cabeça. Mas estávamos todos lá, nós e as torcidas do Flamengo e do Corinthians. Só que acontece uma coisa depois que se cruza os portões: as atrações são tantas que a multidão se dilui e há filas para os brinquedos sim, mas as mesmas que nos parques similares e mesmo nos parques da Flórida (com a diferença que lá ninguém corta a fila e para esperar você tem música e/ou monitores de TV com atrações que te impedem de se cansar).

Há os brinquedos infantis – os quais Eduardo e Verônica ignoraram -, a piscina do maremoto e muitos, muitos escorregas, túneis, bóias e o Insano, um escorregador gigante, de 45 metros de altura, que dá a sensação de queda livre (pois o corpo chega a desgrudar do brinquedo) a uma velocidade absurda. Ah, mas eu só sei tudo isso pelas descrições e comentários daqueles que se arriscaram, eu não fui insana (e por sorte, as crianças ainda não podem ir).

Foi um dia bárbaro que terminou com jantar delicioso, música na beira da piscina e soninho ao som das ondas arrebentando na praia bem abaixo de nós.