sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Isso é mais do que profissão, é karma

Entrevista para a Agência Brasil publicada pelo Jornal do Brasil:

Perseguição do governo egípcio é ato de desespero, diz jornalista brasileiro


Depois de serem detidos, vendados e terem os equipamentos apreendidos no Egito, o repórter Corban Costa, da Rádio Nacional, e Gilvan Rocha, da TV Brasil, conseguiram sair do Cairo e chegar hoje (4) por volta do meio-dia a Paris. Da França, Corban disse à Agência Brasil que ele e Gilvan só conseguiram dormir no voo, pois, enquanto estavam no aeroporto egípcio temiam pela própria segurança, cercados por policiais e militares armados.

Para Corban, a pressão contra o trabalho da imprensa no Egito é um ato de desespero do governo do presidente Hosni Mubarak.

Leia a seguir, os principais trechos da entrevista de Corban.

Depois dessas últimas horas, o que vem à sua cabeça?
Corban Costa - Só conseguimos relaxar de verdade, dormir e desligar do mundo, no avião, no voo do Cairo para Paris. Eu e o repórter cinematográfico Gilvan Rocha não desligamos um minuto sequer, enquanto estávamos no aeroporto no Cairo, porque havia militares e policiais por toda parte. No aeroporto no Egito, nós dois ficamos isolados outra vez.

ABr - No geral, a imprensa estrangeira denuncia a pressão do governo do presidente Hosni Mubarak para impedir a divulgação de informações e imagens. Qual sua análise sobre isso?
Corban - A impressão é de desespero por parte do governo Mubarak. Há informações de que o governo paga para que funcionários públicos e outras pessoas façam campanha em favor do Mubarak e agridam os estrangeiros. A orientação é sufocar os movimentos de protestos contrários ao governo.

ABr - Há relatos de jornalistas estrangeiros que foram agredidos, humilhados e roubados, com vocês ocorreu isso também?
Corban - Acho que tivemos mais sorte. Por exemplo, fomos presos junto com uma equipe de uma televisão francesa. Essa mesma equipe foi presa e apanhou duas vezes: uma quando estava na prisão e outra quando foi solta e parada pela fiscalização policial. Conosco isso não aconteceu. Não houve agressões verbais ou físicas na prisão nem fora dela exceto um policial que nos colocou em uma van, de maneira um pouco mais incisiva.

ABr - Mas na prisão você teve a sensação que ia morrer?
Corban - Isso passa, sim, pela cabeça porque colocam venda nos olhos, levam a gente para um lugar desconhecido, depois tiram as vendas e nos deixam a mercê da própria sorte. Ninguém fala nada a não ser um interrogatório. Passei 18 horas em uma sala mínima que não havia água nem banheiro, só duas cadeiras e uma mesa. Nessa mesma sala estavam o Gilvan e um estudante alemão, que foi preso porque fotografou a manifestação com uma máquina amadora.

ABr - Não houve agressão, mas teve pressão psicológica.
Corban - A pressão psicológica é a pior das sensações. Você não sabe onde está nem o que vai acontecer. Também não sabia nada sobre o Gilvan, que todo o tempo estava comigo, e de repente foi tirado de perto de mim, e só depois ficamos no mesmo local. De repente passa tudo na sua cabeça, eu pensava na minha família, nas minhas filhas e rezava. Rezei muito e o tempo todo.

ABr - O que os policiais queriam saber de vocês? Não houve um tratamento diferenciado porque vocês eram de uma empresa pública de comunicação?
Corban - Nós dissemos que éramos de uma empresa pública do Brasil, mas isso não mudou em nada o tratamento. Nossa missão no Egito era transmitir para o Brasil exatamente o que ocorria nas manifestações, detalhes sobre os protestos e como reagiam o governo do presidente egípcio, Hosni Mubarak, e a oposição. Enfim, toda a questão. Mas os policiais queriam saber como transmitiríamos as informações e as imagens, eu disse que era por celular e internet. Também queriam saber o tom das reportagens que fazíamos do Egito.

ABr - A Embaixada do Brasil no Egito ajudou vocês em algum momento?
Corban - O tempo todo o embaixador do Brasil no Egito, Cesario Melantonio Neto, esteve em contato conosco e nos ajudou. Ele nos orientou sobre como deixar o país, também prometeu providenciar o envio do equipamento que foi apreendido pelos policiais egípcios. Mas ele próprio reconheceu que estava com dificuldades, pois o governo Mubarak está todo desmantelado, há um caos administrativo no Egito.

Concurso

Amigos, animem-se!

Fundação Codere patrocina
I Prêmio de Jornalismo Econômico Ibero-americano
da IE Business School


• A premiação tem como objetivo destacar a relevância dos meios de comunicação na difusão da cultura econômica na sociedade;

• O melhor trabalho jornalístico receberá 10 mil euros e será veiculado em jornais, revistas, blogs, web, rádio ou televisão sob o tema ‘”inovação”;

• Além disso, a Fundação Codere entregará um prêmio de honra no valor de 2,5 mil euros ao melhor trabalho jornalístico sobre “Inovação na indústria do entretenimento, ócio e turismo”;

• Inscrições já estão abertas e acontecem até março de 2011.

A Fundação Codere, organização que articula atividades orientadas ao estudo, análise, desenvolvimento normativo e evolução da indústria de entretenimento e jogos, patrocina o I Prêmio de Jornalismo Econômico Ibero-americano, organizado pelo Instituto de Empresa (IE Business School). O concurso tem com o objetivo reconhecer o trabalho de difusão da cultura econômica nos meios de comunicação social (jornais, revistas, blogs, web, rádio ou televisão).

Nesta primeira edição serão analisados os projetos relacionados ao tema "Inovação", dada a importância que este tipo de informação vem conquistando na mídia, como reflexo do dinamismo da cultura empresarial e financeira da sociedade latino-americana.

O I Prêmio de Jornalismo Econômico Ibero-americano reconhecerá a melhor obra jornalística nesse âmbito e distinguirá o trabalho do meio de comunicação regional, em qualquer plataforma, por seu destaque na difusão da informação econômica.

A Fundação Codere, patrocinadora do Prêmio, também entregará um prêmio de honra no valor de 2,5 mil euros ao melhor trabalho jornalístico produzido sob o tema “Inovação na indústria do entretenimento, ócio e turismo”.

O júri

O júri será composto por personalidades de renome na área empresarial e da Administração Pública, bem como de profissionais do meio acadêmico e jornalístico. Um deles é Santiago Iñiguez de Onzoño, presidente da IE Business School, que presidirá o júri. Também participam José Ignacio Cases, vice-presidente da Fundação Codere, e Dolores Pujol, editora-chefe do Yahoo! Argentina, como patrocinador e colaborador, respectivamente. Completam o rol de jurados Nelly Gochicoa, coordenadora para a América Latina do Departamento de Desenvolvimento Humano, Educação e Cultura da Organização de Estados Americanos (OEA); Germán Jaramillo Roja, Diretor para a Europa da Confederação Andina de Fomento (CAF); Alberto Padilla, Jornalista da CNN; Claudio Paolillo, diretor jornalístico do semanário Busqueda (Uruguay) e membro do Comitê Executivo da Sociedade Interamericana de Imprensa e Victor Mallet, chefe do escritório de Madrid do Financial Times.

O resultado da premiação será anunciado em uma cerimônia que acontece em maio de 2011.

Detalhes da premiação
Serão julgados trabalhos jornalísticos publicados entre 1 julho de 2010 e 28 de fevereiro de 2011. O envio do material pode ser feito por meio da página da premiação (http://premioperiodismo.ie.edu), ou pelo envio de material ao escritório do I Prêmio de Jornalismo Econômico Ibero-americano – IE Business School no endereço: Calle Pinar 7 Bajo, 28006. Madrid (España) até o final de março de 2011. Não serão aceitas inscrições fora do prazo.

Sobre IE Business School
Fundado em 1973, o IE Business School é uma das principais escolas de negócios do mundo e é reconhecida por seu expressivo enfoque em inovação e empreendedorismo. A escola de negócios, com escritórios nos cinco continentes, conta com um corpo docente de 400 professores que lecionam suas especialidades a estudantes de 88 países em programas de doutorado e mestre de educação executiva.

Fundação CODERE
A Fundação Codere é uma organização sem fins lucrativos criada com a finalidade de para estruturar e coordenar as atividades voltadas para pesquisa, análise, avaliação, desenvolvimento de políticas e da evolução da indústria do jogo.

Sobre o Grupo CODERE
CODERE é uma multinacional espanhola, referência no setor de jogos privados na Europa e América Latina, que gerencia mais de 53 mil máquinas recreativas, 140 salas de bingo, 160 salas de apostas de esportes, 3 hipódromos e 6 cassinos na Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha, Itália, México, Panamá e Uruguai.

Codere se tornou em outubro de 2007, a primeira empresa privada de jogo autorizada pela Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV), que é o organismo encarregado pela supervisão e inspeção dos mercados de valores na Espanha, a ingressar com ações em bolsa de valores.

Site: www.codere.com.