terça-feira, 24 de maio de 2011

Jornalismo e direitos humanos

Acontece no dia 25, às 13 horas, o seminário A questão feminina, direitos humanos e jornalismo, na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. A palestra, que será apresentada por Fátima Pacheco, do Instituto Patrícia Galvão, será transmitida ao vivo pelo site do IPTV da USP.

O encontro é uma realização da ECA, Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP e Instituto Vladimir Herzog. O evento é gratuito, aberto a todos e será realizado no Auditório Freitas Nobre, no Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) da ECA, que fica localizado na Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária, São Paulo.

Novo modelo de jornalismo e jornalistas

Paulo Freire mencionou certa vez que "ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo". Este papel de mediar conhecimento tem sido feito cada vez mais pelos veículos de comunicação, especialmente na sociedade pós-moderna. Sabe-se hoje que as pessoas aprendem história, geografia, português, ciências e muitos outros conteúdos em programas de TV, sites da internet e páginas de jornais e revistas.

Assumindo o papel
A responsabilidade é grande! Já não basta informar, é preciso educar, formar. E para isso, alguns veículos de comunicação já estão testando novas maneiras de fazer jornalismo. Nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, já é comum praticar o civic journalism (termo sem tradução ideal para o português) , um formato diferente que permite aos veículos de comunicação participar efetivamente da vida da comunidade. Além de investigar, mostrar e muitas vezes denunciar, eles também ajudam a solucionar os problemas locais e regionais.

Informação horizontal
No civic journalism, há um consenso para que a decisão sobre o que publicar seja horizontal e não vertical, de cima para baixo. Ouvem-se leitores (por meio das ferramentas próprias, como as colunas dos leitores, por exemplo); os repórteres, que estão na rua e têm contato direto com a população, e também as universidades, as organizações não-governamentais, os poderes constituídos, enfim, todos aqueles que podem representar a sociedade.

No pódio
A nova visão é que os leitores formam o quinto poder, capaz de vigiar o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e a imprensa, o quarto poder. Ouvir o leitor, então, passou a ser essencial para garantir a sobrevivência dos veículos de comunicação no mercado aqui, em São Paulo ou em Nova York.

Nova era
É para esta nova fase que o Ler para Crescer está preparando professores e estudantes, de Araçatuba e região. Para que se tornem leitores proficientes dos veículos de comunicação, mas especialmente cidadãos ativos, capazes de ajudar os veículos de comunicação a construir uma sociedade melhor. Não basta reclamar, é preciso construir, juntos. Juan Diaz Bordenave já pontificou uma vez: "me diga como é sua comunicação e eu te direi como é sua sociedade." Assim, se as pessoas querem uma comunicação melhor, precisam ajudar a construí-la. A era da passividade já passou.

Cobertura para imprensa esportiva

Vão até quarta-feira (25) as inscrições para o curso Jornalismo Olímpico: Técnicas para a Cobertura Esportiva, que será realizado nos dias 8 e 9 de junho, das 13 às 17 horas. O curso visa dar uma introdução aos fundamentos do jornalismo esportivo, com aperfeiçoamento de comunicadores para a cobertura olímpica.

A participação é gratuita e aberta a todos os interessados, e as inscrições devem ser realizadas pelo site da ECA. Haverá entrega de certificados aos participantes.

O curso é oferecido pelo Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e ocorre no Auditório Armando Nogueira do Museu do Futebol, anexo ao Estádio do Pacaembu, que fica na Praça Charles Miller, s/n, Pacaembu, São Paulo. (Agência USP).