terça-feira, 21 de junho de 2011

Adoro tudo isssooooo!

Olha eu aí, no centro do furacão. São os alunos do Cemfica Ary Bocuhy, de Araçatuba, que estiveram na Folha da Região conhecendo o Ler para Crescer, programa educomunicativo que coordeno. Adoro as visitas, as crianças, mas especialmente o programa, por tudo o que ele pode gerar no futuro.

O público e o privado

Ainda me lembro do Pedro Kutney falando em uma de suas aulas no meu curso de jornalismo: "Não deixem ninguém saber sua opção sexual, religião, para qual time torcem ou em quem votaram nas últimas eleições. Caso contrário, ficarão 'marcados' pra sempre".
Ele não estava brincando. Embora eu ainda 'siga o mestre', percebo que, quase três décadas depois, seu conselho ainda vale para as gerações mais novas de jornalistas. Esses jovens que foram educados tão livremente e puderam fazer escolhas tão sérias - sexualidade, religião, crenças políticas - muitas vezes são vítimas desta liberdade e não podem revelar o que sentem e pensam mesmo longe das redações. Quando se mostram, são violentados.
William Bonner assumiu recentemente, em entrevista para o apresentador Faustão, que por causa de um post no twitter revelando uma preferência musical, foi 'bombardeado' porque segundo seus seguidores, aquele grupo não condizia com a aparência do apresentador do Jornal Nacional. Julgados pela aparência?
Eu não pensei que viveria tanto pra ver liberdade transformada em prisão do pensamento.