sexta-feira, 29 de julho de 2011

O diário da morte

Estou lendo "O Diário da Morte de Milton Terra Verdi - A tragédia do Cessna 140".

Da esq. para dir.: Augusto e Milton Terrra Verdi
O assunto me chamou a atenção durante visita recente ao Museu de Aviação da TAM, em São Carlos (SP). No local, o avião resgatado do deserto boliviano reproduz a imagem dos 70 dias de agonia do jovem da região de São José do Rio Preto que no início da década de 1960 fez um pouso forçado. Com ele, só o cunhado, Augusto, uma garrafinha de refrigerante e nenhum canivete. Augusto morreu de sede em sete dias depois de, transtornado, tomar um litro de gasolina. Milton morreu de fome e sede 63 dias depois. A tragédia foi comoção internacional.
O diário escrito pelo jovem nos 70 dias de agonia foi entregue a apenas um jornalista, Dorian Jorge Freire, do jornal Última Hora, de São Paulo. Por que a ele e a nenhum outro? Quais características pessoais esse profissional tinha para conquistar a confiança de uma família enlutada pela morte traumática - foram semanas de procura sem descanso - do filho e do genro que deixaram esposas e filhos?
Jornalistas, o desafio está lançado. Quais características pessoais e profissionais vocês devem devolver para conseguirem contar uma história tão emocionante?
Aguardo as respostas. Mas não 'chutem'. Pesquisem e respondam.