quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Com a palavra, o aluno-leitor

Caro repórter,
Sobre a manchete do dia 23 de Agosto de 2011, do caderno Cotidiano, ‘’Cliente ‘saudável’ pode ter desconto em plano de saúde’’, gostaria de salientar que gostei da matéria, acredito que foi bem escrita e acima disso, muito esclarecedora. Ao longo do texto são sanadas todas as dúvidas que possam surgir em seus leitores, como as regras que os planos de saúde devem seguir para aderir aos descontos e também que as empresas não serão obrigadas a oferecer tal beneficio e que cabe a elas decidir como vão incentivar e fiscalizar essas práticas. Algo que gostaria de destacar sobre a matéria é que foram ouvidas, não todas, mas várias fontes possíveis sobre assunto, até uma fonte que diz estar estudando a norma e não quis se pronunciar.

A matéria está muito boa, contendo aspectos fundamentais para um bom texto, entretanto, só senti falta de ter a opinião de uma família, ou alguém que já tenha aderido a estas práticas mais saudáveis em função do plano de saúde.

Aline Ceolin, estudante do 4º semestre de Jornalismo.


Caro editor.

Para se fechar um contrato necessita-se ao menos ter a maturidade para encarar os prós e os contras da decisão que se toma ou pelo menos ter um adulto por perto que saiba orientar. Talvez foi isso o que faltou no caso de Henrique, atacante do São Paulo no time sub-20 (“Contratos fora do padrão Fifa vão além de Henrique” caderno de esporte do dia 23/08/2011).
Em todos os locais de trabalho tem algo que desagrada, tendo em vista que um time é o local de trabalho do jogador. Sabendo isso, que nenhum trabalho sempre será um “mar de rosas” e muito menos se falando no São Paulo enquanto tiver essa Direção.
Mas não cabe a ninguém dizer se foi errada ou não a contratação de Henrique ou se ele está insatisfeito ou não. A decisão foi feita, agora cabe a ele arcar com as conseqüências.

Raquel Ramos, estudante de jornalismo.

 
 
Caro Editor,

A matéria publicada hoje (23) no caderno Cotidiano “Médico não consegue levar paciente para UTI e chama a polícia” é só mais um exemplo de que, mesmo com o péssimo nível de saúde pública em que o país se encontra, ainda há profissionais dignos de reconhecimento. Como estudante de jornalismo devo parabenizar a editoria da Folha de S. Paulo por divulgar casos como este que, mesmo expressando a vergonha de como a saúde do brasileiro é tratada, mostra o exemplo de pessoas que ainda se importam e respeitam o ser humano.
Este caso só é mais apelo para que os cidadãos comecem a eleger melhor seus candidatos para que as condições, não só de saúde, como educação, economia e segurança, passem a ser levadas a sério, assim como fez o médico Paulo Laredo Pinto, ao denunciar o próprio local de trabalho, para salvar uma vida.

Fernanda Muniz Viana – Estudante de 4º Semestre de Jornalismo do Centro Universitário Unitoledo.



Ditadura camuflada


Prezado editor, sobre matéria “Anac aponta uso irregular de helicópteros”, publicada hoje (23), no caderno Poder, página A6, do jornal Folha de S. Paulo, o questionamento sobre o direito ou não do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) e sua filha, Roseana Sarney (PMDB), governadora do Maranhão, é lastimável. No Brasil, os órgãos públicos e até mesmo a mídia, seja ela impressa ou não, tratam fatos medíocres e indiscutíveis como casos que devam ser avaliados pelos governantes e que haja uma punição. Sarney e sua cara-de-pau nos fazem com que tenhamos nojo de ser brasileiros. É de infinito descaso com o cidadão brasileiro um governante usar um helicóptero que poderia estar salvando vidas para passear em sua ilha, no Maranhão e o pior: o Estado não se pronuncia sobre o assunto. O governo maranhense não é só Roseana, filha do político e também apontada na matéria sobre uma viagem particular feita com helicópteros do governo. Isso não deveria nem ser pautado por jornais porque não deveria existir. O abuso de autoridade também é conhecido quando lemos algo como a justificativa do parlamentar ao dizer que tem o direito de transporte e segurança em todo o país, seja ela de representação ou não. Protestos em todas as partes do mundo vêm acontecendo para que ditadores e corruptos caiam do poder, só no Brasil que a rebeldia do povo não passam de faixas e discursos. O brasileiro é um povo alienado.

Kaio Ricardo Esteves, 19 anos, estudante do 4º semestre jornalismo do Centro Universitário Toledo (Araçatuba-SP)


Conscientização pelo bolso

O aumento da tributação sobre a venda de cigarros, anunciada pela Receita Federal, conforme a reportagem publicada pela Folha de São Paulo, no caderno Mercado, na página B4, na edição desta terça-feira, 23 de agosto de 2011, é uma forma encontrada pelo governo para compensar as desonerações de impostos no plano de estímulo às indústrias. Por outro lado, no entanto, ajudará a reduzir o número de fumantes no Brasil.
Percebe-se que a preocupação com a saúde não foi a mais forte, no momento em que o governo federal decidiu elaborar esta medida. Não causar prejuízos aos cofres públicos, com os incentivos fiscais às indústrias, foi o fator preponderante nesta decisão. Entendo que o cigarro acabou sendo uma das alternativas no mercado para o balanço nas contas.
Mas será por meio do bolso do cidadão que o vício ao cigarro poderá ser combatido. Apesar de inúmeras campanhas educativas a respeito dos males do cigarro, muitas pessoas ainda insistem neste vício. Uma das grandes conquistas, neste objetivo, foi o fim de mensagens publicitárias nos veículos de comunicação, em 2000, e do início do crescimento das tributações no setor.
O vício tem início, muitas vezes, na juventude. Elevar os impostos, acarretando em um custo maior do maço, poderá inibir esta prática precoce. Entretanto, não serão projetos do governo que farão as pessoas passarem longe do cigarro, e sim uma preocupação cada vez maior com a saúde, porque o prejuízo não ocorre somente ao fumante, mas a todos que convivem ao seu lado.

Caio Carvalho, 20 anos, estudante do 4º semestre de Jornalismo do Centro Universitário Toledo, de Araçatuba

 
 
Caro editor-chefe,

Mais um homem foi preso por pedofilia na região de Araçatuba (Preso pedófilo que se passava por pastor – B4 – 23 de agosto. O número de pedófilos cresce, mas o de presos por essa atitude também. Fica difícil entender a atitude de alguns em muitos casos, homens chegam a abusar até da própria filha ou parente próxima para sentir esse prazer. Eu me pergunto o por quê. Acho que nunca saberei essa resposta e de certa forma prefiro não saber.
Fico feliz e triste ao mesmo tempo em ver tantas notícias sobre pedofilia na região, triste porque milhões de crianças acabam perdendo seu sonho e feliz por saber que a maioria deles está sendo presa e cumprirá sua pena, pagando pelos seus crimes. Mesmo que demore meses ou até anos para achar os pedófilos, porque Sebastião da Silva, o homem que se fingiu de pastor na matéria citada, foi acusado em 2005, em 2010 teve mandato de prisão preventiva e apenas em 2011 foi preso.
Mas penso que, além de informar o jornal tem a necessidade de mostrar para o leitor como se prevenir de casos como esse. Ou apresentar uma análise psicológica de alguns casos. Seria uma forma de o leitor poder se sentir mais seguro. E quem sabe assim deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranqüilo.

Marina Migliorucci, 19 anos, estudante de Jornalismo do Centro Universitário Toledo.

 
 
Prezada Editora

Meu nome é Clayton, sou formado em Letras e ,atualmente, estudo Jornalismo. Leio a revista "Mente e Cérebro" porque, em muitas matérias, há assuntos sobre crianças e adolescentes. Trabalhar com essa turminha não é fácil e, então, busco meios que possam melhorar a qualidade de minhas aulas.
Confesso que ao ler a resenha do filme "Em um mundo melhor" (edição 223) fiquei muito interessado em assisti-lo. É triste observar, no dia a dia de meu trabalho, situações com as quais me deparo e me faltam informações para que eu resolva o problema. Creio que o tema abordado, o bullying, será útil para eu desenvolver atividades em sala de aula buscando uma reflexão mais profunda do assunto. Devo lembrar também que, em edições futuras, o tema bullying seja analisado mais profundamente com reportagens e entrevistas com especialistas. Faltam-me recursos variados para entender a situação. Espero que, muito mais do que um educador, eu possa, através do filme, desenvolver a cidadania entre meus alunos.
Grato pela atenção!

Clayton Valentim


A época que me dá mais saudade de não ter vivido são os anos 60. Em tudo havia um glamour, e todo o brilho da era de ouro ainda reluz em séries como “Mad Man” (Mr. Mad Man Ilustrada pág. E1, dia 23 de agosto). Concordo plenamente no que Jerry diz à Folha que não existem mais agência de publicidade com ambientes como aquele, pois apesar de nostálgica ela não crítica a atual publicidade, apenas afirma que é diferente, e é. Não temos mais o barulho irritante e encantador de várias máquinas de escrever juntas ao mesmo tempo.

Queria ter a honra que Francesca teve ao entrevistar Jerry, ela se mostra muito divertida e intrigante isso se torna quase palpável na matéria. Apesar de ela ser ex fumante a série mostra o que acontecia (e acontece), com jornalistas e publicitários como Matthew Weiner que é mais que um fumante é uma chaminé, definitivamente quem parou de fumar deve evitar algumas cenas. Enfim, matéria ótima e autora feliz, espero que alguma emissora compre logo “Mad Man” para ser mais conhecida.

Priscila Salas, estudante de Jornalismo no Centro Universitário Toledo


Prezado editor-chefe,

Mais uma vez o senador José Sarney faz questão de zombar da cara do eleitor. O presidente do Senado usou duas vezes este ano o helicóptero da Polícia Militar do Maranhão para ir até uma ilha particular e ainda aproveitou a “boquinha” para levar um amigo. Talvez nem valesse a pena se espantar com mais este episódio da política brasileira em se tratando de um homem que ao longo de toda a vida pública (ou particular, quem sabe) só fez colecionar péssimos exemplos aos olhos do cidadão.
Ótimas explanações feitas pelo editorial deste veículo na edição do dia 23 de agosto (“A farra do senador e a imagem dos políticos”, página A-2). As considerações feitas são, na verdade, a opinião de boa parte da população. Que absurdo tantos benefícios para quem faz tão pouco. De acordo com levantamento da ONG Transparência Brasil, cada um dos 81 senadores é beneficiado por mais de R$ 33 milhões.. É salário, 13º, 14º, 15º, combustível, auxílio disso, auxílio daquilo... E quem auxilia o povo? Quem se preocupa com essas pessoas? A imprensa pode ser uma aliada, denunciando, apurando e desmascarando quem até hoje só riu da nossa cara.

Lucas Matheus de Carvalho, 19 anos, estudante de jornalismo, Araçatuba.