terça-feira, 22 de novembro de 2011

A cidade do Jornal de Jales


Nasci e cresci em Jales, de onde sai para fazer faculdade de jornalismo em São Paulo. Retornei em 1990 onde fui 'abraçada' por Deonel Rosa Júnior e seu Jornal de Jales. Por lá fiquei menos de um ano, de experiência riquíssima, que me traz boas novidades até hoje, como este texto, publicado em 23 de outubro de 2011, mas que tomei conhecimento somente hoje.
Preciso esclarecer que não conheço o autor do texto e nenhuma das pessoas que ele cita. Mas fiquei profundamente emocionada. Agora preciso encontrar inspiração para responder à altura. Não acredito que consiga, pois quando a emoçõa brota, o raciocínio foge. Tentarei.
Por enquanto, obrigada Deonel, obrigada Roberto Gonçalves.


Título: A cidade do Jornal de Jales

Linha fina: Então surge a década de 80 e o Jornal de Jales veste nova roupagem e começa fabricar ideias em favor do desenvolvimento de Jales


Euplhy Jalles fundou a Vila Jalles, depois a vila virou Distrito, perdeu um L e viveu o esplendor da emancipação, tornando-se Município de Jales. E surgiu um jornal ( A Comarca de Jales) para lutar pela criação da comarca, precocemente instalada apenas 12 anos após a fundação da vila.

Jales nasceu pelas mãos do homem que fundou o Diário da Região, de Rio Preto. Uma cidade surgida à luz de jornais, numa época de faroeste, onde só faltava a diligência, substituída pelas velhas jardineiras que traziam gente dentro e gente em cima, imagens que ainda vemos nos grotões da Ásia.

Pedro Nogueira, jovem médico eleito prefeito em 1953, vislumbra no rápido desenvolvimento da agricultura a certeza que Jales precisava ampliar seu quadro de professores, médicos, comerciantes, dentistas, advogados, engenheiros, enfim, melhorar o nível da conversa e da educação,sonhando uma cidade culta. Jamais esquecerei as palavras de Pedro Nogueira para uma criança de 9 anos, em 1955, ao encontrá-la com um o jornal Estadão nas mãos: Monteiro Lobato disse que “ uma nação se constrói com homens e livros “. Assim que entreguei o jornal a meu pai, perguntei o significado daquelas palavras e ouvi mais uma sentença sábia: continue lendo jornal diariamente e logo descobrirá a mensagem que o Pedro passou a você!

A década de 60 começa com a grande liderança jovem e moderna de Rollemberg, jovem advogado que também sempre carregava um jornal embaixo do braço, e o desaparecimento de Euplhy, fundador de jornais em Jales e Rio Preto. O grande intelectual de Jales, Edilio Ridolfo, funda a ZY R-237, Rádio Cultura de Jales, substituindo, com a qualidade da área jornalística da emissora, o espaço ocupado pelos jornais nos primeiros vinte anos de Jales.

Embora com várias lideranças políticas e culturais modernas e progressistas, o espírito predominante continuou o chapéu atolado na cabeça, com os atravessadores do café e a nascente pecuária, depois oligarquia do boi, dominando o cenário da cidade. Pobre Jales!

Em 1968, Edson de Freitas, leitor apaixonado de jornais, derrota o atraso e sinaliza novas direções, mas seu MDB não teve estratégias , nem imprensa, para evitar a nefasta volta da Arena com dinheiro no bolso e chicote na mão.

De jornal em jornal, de cabeças modernas e também de gente atrasada, Jales foi vivendo. Hoje, Jales é o Jornal de Jales. Os partidos políticos são coadjuvantes, incapazes de um projeto que mobilize a cidade. Tudo começa no Jornal de Jales, passa pelo Jornal de Jales e acaba logo se o Jornal não puser a mão.

A cidade comemora 40 anos do Jornal de Jales e trinta anos nas mãos do Deonel, quando uma gestão rigorosamente profissional é implantada, colocando o jornal na vanguarda de idéias e uma declaração permanente de amor a Jales.

O Jornal de Jales optou pelo bairrismo radical, sem mergulhar no poço profundo do provincianismo. Ser bairrista é promover o batente de sua porta, mas sustentado na idéia universal de procurar conhecer os batentes do mundo.

Deonel venceu em Jales no primeiro e segundo tempo do jogo. Rasgou a voz no rádio assim que a partida começou. Numa época que radialista tinha aquele vozeirão de barítono pela manhã, mas nem sempre portador de preparo cultural para a função, Deonel introduz no rádio, através de sua inteligência exuberante, o melhor jornalismo falado que a cidade conheceu.

Como todo intelectual, Deonel começou cedo. Em Olimpia, sua terra natal, pouco antes de chegar a Jales, envolveu-se com os Orientadores Sociais do SESC que visitaram a cidade, promovendo, através da Unidade Móvel de Orientação Social (Unimos) atividades culturais, sociais, esportivas, em conjunto, revelando-se, segundo depoimento de Carlito Ferraz, um dos maiores animadores culturais encontrados no Estado de São Paulo. Outro Orientador Social da equipe, Danilo, é hoje o Diretor Geral do SESC no Estado de São Paulo e várias vezes cita Deonel como pessoa inesquecível no trabalho realizado em Olimpia.

Então surge a década de 80 e o Jornal de Jales veste nova roupagem e começa fabricar idéias em favor do desenvolvimento de Jales, em defesa da ética e da cidadania, enfiando o nariz em todas manifestações culturais da cidade, sempre a favor do talento e dos excluídos, sem concessões às elites atrasadas.

Nas mãos de Deonel, o JJ desenvolve a difícil arte de sobrevivência, pisando em cristais, equilibrando-se numa corda bamba. Todo mundo que passou por jornal sabe que exercer a profissão de jornalista é a difícil arte de engolir sapos. Numa cidade do porte de Jales, onde as relações pessoais são mais próximas, Deonel conseguiu engolir o sapo como aperitivo e depois, cobras, lagartos e jacarés na refeição principal. E hoje exibe o sorriso de Monalisa em sua vitória definitiva.

Conseguiu rechear as páginas do JJ com o melhor talento de pratas da casa. Não precisou, como acontece com vários jornais do Brasil, pedir socorro a articulistas que nada tem a ver com a cidade. Também não precisou buscar Professor Pasquale. Alcides Silva, maior filólogo do Brasil, abastece, através do JJ, todos cérebros que buscam entender a complicada língua portuguesa.

O JJ revelou o monumental Fábio Fiorani, filho do Raul e neto do Moreno, personagens exemplares na história de Jales. Fábio é a maior prova que humor se escreve com alegria, desmentindo todos articulistas de humor que escrevem com raiva. É impossível fazer humor se viver de mal com a vida.

Ayne Regina, melhor texto produzido pelo JJ, foi elogiada por nada menos que Hilda Jobim(prima do eterno Tom Jobim), minha vizinha por vinte anos e professora de Redação nos melhores cursos do Brasil. Aliás, também devo a Ayne um elogio, guardado desde os primeiros textos. As redações de Ayne, porque qualquer artigo ou reportagem é sempre uma redação, tem começo, meio e fim. Escrever com introdução, desenvolvimento e conclusão é o máximo da genialidade. Ayne é assim!


De repente, explodiu no JJ uma jovem que conhecia pelas colunas sociais. Enveredou escrever o cotidiano das emoções e deu certo. Hoje, Luiza Elizabeth é uma articulista respeitada e procurada pelos leitores. Confesso que seus artigos não devem nada a grandes artigos de meus colegas psicanalistas. Não utiliza os ganchos acadêmicos, mas agrada e convence na simplicidade de seu texto. É impossível, hoje, abrir o JJ e não procurar logo a Luiza Elizabeth, sempre manifestando uma declaração desesperada de amor à vida. Ainda não tive o prazer de conhecê-la pessoalmente, mas tenho a honra de ser seu leitor assíduo.

Marco Poletto anda sumido, mas foi revelado, para sempre, pelo JJ. Como é meu sobrinho, sou suspeito para elogiá-lo, mas devo confessar que ninguém escreve como ele nessa cidade.

O Contexto, maior invenção do Deonel foi muito elogiado por Ana Tavares, quando trabalhava na Folha de S. Paulo e posteriormente no escritório de FHC, quando dividimos sala com José Aparecido, já falecido, outro leitor apaixonado do JJ na década de 80.

O editorial do JJ “Maníacos do Civismo”, referindo-se a Caminhada 9 de Julho, em 2007, foi parar nas mãos dos Mesquita, recebendo elogios e servindo de incentivo para o Estadão continuar na luta pela defesa eterna de nossa Revolução Constitucionalista.

O Jornal de Jales é hoje o maior partido de Jales. Bendita a cidade que tem jornais e gostaria também de saudar os heróis Roberto Carvalho e Franlei Machado, diretores de jornais que fazem, assim como Deonel, a melhor história de nossa cidade.



Roberto Gonçalves
(jalesense radicado em São José dos Campos /cientista político)
http://www.jornaldejales.com.br/?require=noticias&codigonoticia=174&codigocaderno=14

Sala Aberta - Do espanto à ação

Este texto foi publicado na primeira terça-feira de outubro, dia 4. Soube recentemente que foi lido durante encontro de educadores da paz, em Araçatuba. Uma colega professora, Maria Amélia, também o selecionou para trabalhar com alunos. Espero mesmo estar ajudando com as minhas reflexões/ações.


O que faz um menino de 10 anos levar uma arma para a escola, atirar em uma professora enquanto ela estava de costas e, depois, apertar o gatilho contra a própria cabeça? Filho de uma família estruturada, baterista no grupo da igreja, estudante de boas notas, sem histórico de problemas, como explicar suas ações?


VIOLÊNCIA
O que faz um aluno de 14 anos socar sua professora de 54 depois que ela retirou seu celular após pedir que ele desligasse o aparelho por três vezes porque a música alta atrapalhava a aula?

TERROR
O que faz um jovem se armar até os dentes e descarregar seu desequilíbrio emocional na escola onde estudou, matando muitos estudantes inocentes que não tiveram nenhuma chance de defesa?

MEDO
O que faz uma mãe espancar - quase até a morte - a professora da sua filha? Ou um pai ameaçar outra educadora dizendo que ele era 'o policial que ensinava os outros a matar'? Casos hipotéticos? Não, notícias de jornais colhidas nas páginas dos diários e situações enfrentadas cotidianamente por quem não é remunerado dignamente e enfrenta obstáculos que vão desde a própria formação até a carga excessiva de trabalho.

NÚMEROS DA DOR
Segundo a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo), só nas escolas paulistas já foram registrados mais de 300 casos de agressão neste semestre pelo Observatório da Violência da entidade. O número é 40% maior do que no semestre passado.

ÓDIO VIRTUAL
E quando a agressão não é física, ainda é preciso enfrentar o ódio nas redes sociais. O que faz estudantes criarem comunidades para expressarem tanta inimizade contra seus professores? Só para se ter uma ideia, quem digitar "eu odeio meu professor" no Orkut vai encontrar nada menos do que 288 comunidades onde jovens contam ter vontade de jogar bombas no carro dos professores ou relatam atos que já cometeram, como jogar rojão no carro do professor, riscar o carro, rasgar pneus dos veículos e até pichá-los com palavrões, entre uma série de outras delinquências.

COVARDIA
E então a cena choca os olhos. Professores em greve por melhores condições de trabalho e vida são violentamente espancados no Nordeste. Agarrados pelos cabelos, socados até o chão, chutados sem dó, estapeados enquanto sangram, tudo mais parece filme de horror. E então as conexões começam a ser feitas.

DESCASO
Um governo - seja municipal, estadual ou federal - que não valoriza os professores que tem abre brechas para que pais e alunos também se sintam no direito de agredir os educadores, muitas vezes verbalmente e, vezes demais, fisicamente.

ERRO ABSURDO
Na contramão do mundo, o Brasil, em todas as suas esferas, insiste em maquiar resultados com aprovações automáticas, diminuir o número de aulas de disciplinas como português e matemática nas quais, atestadamente, os brasileiros não vão bem, sem falar de outras barbaridades que só alimentam as pesquisas na conquista de fundos internacionais.

MODELOS
China, Japão, Europa. Os melhores índices de educação do mundo estão em lugares que apostaram na escola em tempo integral, onde, além do currículo oficial, crianças e jovens podem se preparar para a vida, seja pessoalmente ou profissionalmente. O MEC tem programa semelhante, mas o número de escolas e estudantes atendidos ainda é insignificante para a revolução que precisa ser feita neste País.

VOCAÇÃO
Enquanto isso, os mesmos educadores que recebem tiros, socos e pontapés continuam fazendo horas-extras nas escolas em ações que ultrapassam o ensino tradicional e beiram como a 'salvação' do mundo. Investem tempo e talento na formação de corais, nas salas de leitura, nos programas de jornal e educação, entre outros .

RECONHECIMENTO
Já passou da hora de a sociedade reconhecer estes esforços. Já passou da hora de as autoridades protegerem os professores. Já passou da hora de familiares e estudantes entenderem que só há uma saída para mudar a vida para melhor: a educação, da qual os professores são as personagens principais.

Ayne Regina Gonçalves Salviano é jornalista e professora. Mestre em Comunicação e Semiótica e Especialista em Metodologia Didática do Ensino Superior. Leciona na rede particular de Araçatuba no ensino médio, graduação e pós. Coordena o Programa Ler para Crescer da Folha da Região. Publicado em 04 de outubro de 2011.

Sala Aberta - O que te move?

Dia de Nossa Senhora, da Criança e da Leitura. São três os motivos para celebrar amanhã. E é incrível como os três homenageados têm algo em comum. Se lembrarmos da campanha do Instituto Ecofuturo, de que a leitura é algo que vem de berço, a figura da mãe é parte essencial neste processo na busca do sucesso das crianças. 12 de outubro deve ser entendida, então, como a data da esperança da construção de um mundo melhor pela leitura, que traz conhecimento e cidadania. Vamos comemorar!


AO MESTRE, COM CARINHO
No sábado, dia 15, é a vez de dar parabéns aos professores. Parabéns?

VIOLENTADOS
Na semana passada, escrevi neste espaço sobre educadores que vêm sendo cada vez mais agredidos pelos alunos, pais e pela sociedade, com os governos (municipal, estadual e federal) incluídos. Casos assustadores noticiados periodicamente pelos veículos de comunicação do País.

DESAFIO
Esta semana, minha ideia era outra. Usaria a coluna para dar voz aos educadores, especialmente os que estão comigo todas as quartas-feiras na Diretoria de Ensino no curso de formação continuada do Ler para Crescer. Fiz a elas a pergunta reproduzida no título acima tentando descobrir o que faz os educadores suportarem insultos, brigas, surras e tiros, e continuarem nas salas de aula. O combinado era que elas enviariam as respostas por e-mail e eu as reproduziria aqui, com todos os créditos. Mas não obtive resposta. Acredito que essas educadoras ainda estão tentando se responder porque permanecessem na Educação. Sinal vermelho de alerta para toda a sociedade.

RESULTADO
O Ler para Crescer divulgará nessa página, na semana que vem, dia 18, o resultado final do concurso “Meu Mundo Melhor”, promovido pela Folha da Região. O resultado superou as expectativas. Foram 11 escolas inscritas e 20 projetos, todos encaminhados para a comissão julgadora formada por representantes das empresas parceiras do programa.

CONCURSO
Atenção professores: Ainda dá tempo de participar do concurso do suplemento infantojuvenil “Nossa Vez!”. Veja o regulamento em: http://lerparacrescer.folhadaregiao.com.br/2011/10/sabia-mais-informacao-sobre-o-novo.html

Ayne Regina Gonçalves Salviano é jornalista e professora. É mestre em Comunicação e Semiótica, especialista em metodologia didática e atua na rede particular de ensino de Araçatuba no ensino médio, graduação, pós-graduação e educação à distância. Coordena o Programa Ler para Crescer da Folha da Região. ayne.salviano@folhadaregiao.com.br. Publicada em 11 de outubro de 2011.

Sala Aberta - Incentivo Extra

Termina na próxima sexta-feira o prazo para que as escolas ligadas à Diretoria de Ensino de Araçatuba enviem os trabalhos para o concurso cultural “Sustentabilidade ao Alcance de Todos”. Trata-se de mais uma iniciativa louvável para estimular a leitura e a produção de textos.


PARTICIPAÇÃO
Entre os objetivos desta ação estão conscientizar os estudantes sobre a importância do assunto, disseminar conhecimento para a comunidade, mas especialmente desenvolver atitudes ambientais corretas que melhorem a vida de todos.

MÚLTIPLO
Como não poderia deixar de ser, o concurso tem caráter multidisciplinar, com incursões nas áreas de artes, literatura e, acreditem, jornalismo! Sim, os estudantes foram instigados a produzir reportagens para o blog da diretoria de ensino.

CARONA
Quando a educadora Edilene Bachega Rodrigues de Viveiros, da DE, abordou o assunto durante os encontros de formação continuada que o Ler para Crescer está promovendo em parceria com a Diretoria, todas as quartas-feiras desde agosto, não houve dúvidas: o programa também está disponibilizando seus espaços para a divulgação destes trabalhos.

LIVRO
Mas a iniciativa não para por aí. Os melhores desenhos, textos e reportagens selecionados pelas escolas e organizados pela DE serão publicados em livro, com lançamento já previsto em uma grande festa no dia 8 de dezembro, em local e horário ainda a serem definidos. O que se sabe é que o evento será grande, para professores, alunos, familiares e toda a sociedade.

PARABÉNS
Este tipo de iniciativa merece aplausos e todo apoio da comunidade escolar, do Ler para Crescer, mas principalmente de todos aqueles que entendem que a leitura é o caminho para o conhecimento, para a cidadania.

REFORÇO
Por mais ‘chavão’ que possa parecer, é sempre bom reforçar: um povo que não tem conhecimento é incapaz de construir uma sociedade melhor e mais justa.

Ayne Regina Gonçalves Salviano é jornalista e professora. Mestre em Comunicação e Semiótica e especialista em Metodologia Didática. Coordena o Programa Ler para Crescer da Folha da Região. Leciona na rede particular no ensino médio, graduação e pós-graduação. ayne.salviano@folhadaregiao.com.br. Publicada em 18/10/2011.

Sala Aberta - O Natal começa agora

Final de ano em escola é sempre muito corrido. Por mais clichê que possa parecer, os dias realmente “voam”. Tanto conteúdo para passar, atividades e provas por fazer, reuniões com a equipe pedagógica ou com os pais, uma infinidade de iniciativas para tomar.




DESAFIO
Que tal descontrair e relaxar motivando a meninada a se expressar por imagens sobre aquilo que gosta? A proposta é a criação de uma imagem, que pode ser um desenho, uma pintura, um recorte, uma colagem, isso mesmo, tudo bem colorido, com uma frase legal de motivação para a leitura. Simples, não?

QUER LIVROS?
Este é o concurso cultural que o suplemento infantojuvenil “Nossa Vez!” da Folha da Região está realizando. Podem participar escolas - públicas e particulares - do ensino fundamental com crianças até 12 anos. A atividade pode ser uma iniciativa particular ou multidisciplinar envolvendo os professores de português e arte, por exemplo.

CARTÕES ESPECIAIS
Nosso desejo é que estes desenhos sejam transformados em cartões que serão enviados no Natal por todos nós - inclusive pelas escolas e autores vencedores - e em outras datas comemorativas. Os criadores dos desenhos selecionados vão ganhar livros, muitos livros!

PARABÉNS
É importante frisar que o concurso de desenhos infantis com frase motivadora de leitura acontece em comemoração ao primeiro ano do “Nossa Vez!”, lançado em outubro de 2010 para ser o veículo de comunicação que dá voz às crianças e jovens.

Ayne Regina Gonçalves Salviano, jornalista e professora. Mestre em Comunicação e Semiótica. Especialista em Metodologia Didática. Professora no ensino médio, graduação e pós na rede particular de Araçatuba. Coordenadora do Programa Jornal e Educação Ler para Crescer da Folha da Região. ayne.salviano@folhadaregiao.com.br. Publicado em 25 de novembro de 2011.

Sala Aberta - Muito a aprender

Este mês, o Ler para Crescer será objeto de estudo em um evento científico para centenas de pessoas que será realizado pelo Centro Universitário Toledo de Araçatuba. No Enpex (Encontro de Pesquisa e Extensão), a jornalista e pós-graduanda Natali Garcelan abordará as possibilidades da educomunicação com o uso de jornais nas salas de aula. Seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) em Docência foi orientado por mim depois que essa profissional se encantou com a novidade que vem revolucionando as salas de aula do mundo e já se transformou em curso específico na USP (Universidade de São Paulo).




InfantilNo mesmo evento, eu apresentarei as possibilidades de utilização no jornal no processo de alfabetização. A proposta está baseada no trabalho que desenvolvemos com as educadoras do ensino infantil desde o ano passado. Com a capacidade e criatividade dessas profissionais, as páginas do jornal deixaram de ser apenas material para produção de brinquedos e artesanato, e se transformaram em conhecimento vivo, colorido, inesquecível.

Encontros
Essas experiências, aliás, têm sido motivadoras. Atualmente, o curso de formação continuada para professores do fundamental e médio acontece às quartas-feiras na Diretoria de Ensino. São minhas tardes favoritas, onde vivenciamos as experiências de ensinar e aprender. Nas próximas semanas trabalharemos os conceitos e práticas da hemeroteca e do fanzine, duas oportunidades de incentivar a leitura e a escrita de estudantes de todas as idades.

Nossa Vez!
Enquanto escrevo, continuam chegando os trabalhos para o concurso de desenho, recorte e/ou colagem em comemoração ao primeiro ano do suplemento infantojuvenil da Folha. Após o término das inscrições, os desenhos serão disponibilizados na internet para votação do público até meados de novembro, quando será divulgado o resultado. Os três desenhos mais votados darão livros para os seus autores e se transformarão em cartões postais para uso em ocasiões especiais. Participem da votação!

Ayne Regina Gonçalves Salviano, jornalista e professora. Mestre em Comunicação e Semiótica. Especialista em Metodologia Didática. Professora no ensino médio, graduação e pós na rede particular de Araçatuba. Coordenadora do Programa Jornal e Educação Ler para Crescer da Folha da Região. ayne.salviano@folhadaregiao.com.br. Publicada em 01 de novembro de 2011.

Sala Aberta - Vicentinópolis 2012

Convidada a participar de um encontro com educadores da Emef (Escola Municipal de Educação Fundamental) Maria José de Jesus Costa, em Vicentinópolis, estive naquele distrito de Santo Antônio do Aracanguá na segunda quinzena de outubro e me surpreendi desde a chegada quando reencontrei, na coordenação, uma ex-aluna do curso de Letras do Centro Universitário de Jales, Adriana Proni. Aluna excepcional, é claro que se transformou em uma coordenadora dinâmica que, com o apoio da direção e do corpo docente, quer sempre implantar melhorias na escola, entre elas o trabalho com o jornal na sala de aula.

Compromisso
As professoras me ouviram com atenção. É claro que algumas já têm experiências na área, outras estão realizando algumas atividades, mas a grande maioria ainda não sabe por onde começar. Para ajudá-las, ficou agendado um compromisso para o ano que vem. O Ler para Crescer vai capacitar os profissionais daquela escola durante o horário de estudo (HTPC) deles.

Expectativa
O que mais me chama a atenção nos encontros com os colegas professores é, primeiro, a desconfiança de uma metodologia alternativa, mas, depois, o brilho nos olhos com a esperança de que “pode dar certo”. Sim, pode dar certo!

Ayne Regina Gonçalves Salviano, jornalista e professora. Mestre em Comunicação e Semiótica. Especialista em Metodologia Didática. Professora no ensino médio, graduação e pós na rede particular de Araçatuba. Coordenadora do Programa Jornal e Educação Ler para Crescer da Folha da Região. ayne.salviano@folhadaregiao.com.br. Publicada em 08 de novembro de 2011.

Sala Aberta - Histórias para aquecer o coração

O Programa Ler para Crescer usa o jornal como recurso lúdico, didático e pedagógico em todo tipo de ambiente socioeducativo para estimular o gosto pela leitura, contribuir para a formação de cidadãos leitores conscientes e participativos; e estimular crianças, jovens e adultos a se posicionarem diante dos fatos da sociedade, de preferência produzindo conteúdos midiáticos, fotografias, textos e filmagens que poderão ser reproduzidos em veículos de comunicação.




Esse ideal já vem se tornando uma realidade em muitas escolas, públicas e particulares, de Araçatuba e região, que educam de crianças a adultos. É claro que as experiências são singulares e nos emocionam - e motivam - diariamente, como retratamos nesta página semanalmente. Mas uma, em especial, está provando que unindo educação e comunicação, estamos no caminho certo.

Fundação Casa
Recebemos recentemente a visita de um grupo de jovens da Fundação Casa. Os profissionais que trabalham com eles queriam que conhecessem as possibilidades de leitura e expressão (porque eles queriam fazer um jornal), mas especialmente que vislumbrassem possibilidades de trabalho dentro de uma empresa de comunicação.

O grupo teve a mesma visita técnica de todos que desejam conhecer uma empresa de comunicação, mas com uma atenção especial dos profissionais que atuam na Folha da Região há muitos anos e, na empresa, galgaram postos pelo trabalho competente que desempenham. Os exemplos de Francisco Trajano, Anselmo César do Nascimento e Carlos Alberto Tilim, entre outros, provaram que há oportunidades para quem quer crescer profissionalmente.

Ápice

Como coordenadora do Ler para Crescer, posso dizer que o melhor momento da visita foi quando os jovens comentaram sobre os veículos de comunicação, expuseram seus pontos de vista sobre as matérias divulgadas, mas especialmente deram sugestões para melhorar as publicações.

Soube esta semana que o jornal da Fundação Casa ficou pronto. Vou recebê-lo em breve. E vocês, leitores, também o conhecerão porque estamos preparando uma matéria especial sobre esta experiência que, esperamos, motive outros educadores que buscam, também, a paz.

Ayne Regina Gonçalves Salviano, jornalista e professora. Mestre em Comunicação e Semiótica. Especialista em Metodologia Didática. Professora no ensino médio, graduação e pós na rede particular de Araçatuba. Coordenadora do Programa Jornal e Educação Ler para Crescer da Folha da Região. ayne.salviano@folhadaregiao.com.br. Publicada em 15 de novembro de 2011.

Sala Aberta - Coisa de Cinema

Sala Aberta é o nome da minha coluna publicada todas as terças-feiras no jornal Folha da Região. Ela pretende ser um espaço de discussão sobre educação, comunicação e cidadania, as três palavras que dirigem meu trabalho no Programa Jornal e Educação Ler para Crescer. Quero compartilhar minhas experiências e ideias no Mundo dos Jornalistas também, afinal é meu trabalho como jornalista que me permite praticar a educomunicação.


Seria mais uma manhã de trabalho, mais um e-mail entre dezenas. Seria...O pedido da equipe do Sesi-349 era simples: queriam a presença do Ler para Crescer para registrar um mural com homenagens feito pelos alunos para uma entrevistada da Folha da Região. Um pouco mais de conversa e foi impossível não perceber a importância do trabalho da professora Janete de Lima Carvalho.


Carinho
As crianças, em fase de alfabetização, tinham se encantado com a história de uma senhora que aprendeu a ler e a escrever perto dos 80 anos contada pela repórter Monique Bueno. Como alguém poderia viver tanto tempo sem entender as palavras escritas? Justamente porque compreenderam a vida difícil enfrentada por Dona Maria e valorizaram todo o esforço que ela fez para vencer esta barreira é que as crianças tinham escrito mensagens positivas a ela.

Leitura e cidadania

Enquanto, pelo telefone e por e-mail, eu ‘conversava’ com as educadoras do Sesi, a lembrança do filme “Escritores da Liberdade” (Freedom Writers, EUA, 2007) foi instantânea. Nele, uma professora conquista toda uma sala de aula com várias atividades de incentivo à leitura e à cidadania. A obra foi baseada em fatos reais. Um dos momentos mais emocionantes é quando a turma consegue encontrar uma personagem de um dos livros que leu (‘O diário de Anne Frank’). O mesmo poderia se repetir em Araçatuba, pensei.

Identidade

Ainda no filme, os alunos - adolescentes criados em ambientes muito violentos e sem expectativas - ganham voz própria e contando suas próprias histórias e ouvindo as dos outros, descobrem o poder da tolerância e os rumos de como mudar seu mundo, para melhor. Guardadas as devidas proporções, no Sesi 349 a vontade é que também as crianças aprendam a ter identidade própria, a se expressar, a mudar o mundo para melhor. E o encontro com Dona Maria propiciou todos esses bons sentimentos e fortaleceu os ideais de uma escola onde a formação integral do ser humano passa pelo modelo de educação que entende a importância dos veículos de comunicação na vida das pessoas.

Parabéns
Para toda a equipe do Sesi-349. É um prazer e um orgulho poder ajudá-los em iniciativas como esta.

Ayne Regina Gonçalves Salviano, jornalista e professora. Mestre em Comunicação e Semiótica. Especialista em Metodologia Didática. Professora no ensino médio, graduação e pós na rede particular de Araçatuba. Coordenadora do Programa Jornal e Educação Ler para Crescer da Folha da Região. ayne.salviano@folhadaregiao.com.br . Publicada em 22 de novembro de 2011.